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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MARCHA PARA JESUS A LUZ DA BÍBLIA

Se você perguntar a qualquer cristão: "Você ama a Jesus?" A resposta mais ouvida será: "Sim, completamente!". Nos dias de Hoje, temos até a “MARCHA PARA JESUS”, sim! Ela serve para medir a temperatura dos fãs espalhados por todo nosso país, com adesivos em carros e camisetas com dizeres: “DEUS É FIEL"; "PROPRIEDADE DE JESUS"; "SOU APAIXONADO POR JESUS"; "EU AMO JESUS"; "EU SOU DE JESUS". Porém, a Bíblia nos ensina: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama... e eu também o amarei e me manifestarei a ele". (João 14: 21). Se a manifestação de Jesus não for evidente em sua vida, seu amor por Ele consiste em palavras, e não obras e verdade. Manifestar significa "brilhar ou jorrar". Devemos ser um instrumento que irradie a presença de Cristo. Costuma- se orar: "Senhor, envia- nos tua presença! Desça, revela- te a nós!”. A presença de Deus não "desce" somente. Nem aparece de surpresa, assustando a congregação. Parece que a imaginamos uma fumaça invisível soprada por Deus na atmosfera, semelhante à nuvem de glória do Antigo Testamento, a encher o templo, impedindo às pessoas permanecerem de pé.
      Esquecemo- nos facilmente de que são nossos corpos o templo do Senhor: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é o santuário do Espírito Santo que está em vós” (1 Coríntios 6: 19). A glória de Deus deve aparecer em nossos corações e encher- nos. Cristo não habita em edifícios ou determinados ambientes como muitos imaginam; o próprio céu não pode contê- lo. Antes, Ele manifesta- se através de nossos corpos obedientes e santificados. “porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2 Coríntios 6: 16).
   Na marcha para Cristo, vemos uma geração de “sonhadores apaixonados”, com gritos e “atitudes proféticas” declarando que Curitiba, o Brasil e o mundo são de Jesus. Não adianta nada alguém usar uma camiseta com os dizeres: “Apaixonado por Jesus” ou viver cantando: “Apaixonado, apaixonado, apaixonado...”, se não andar como Jesus andou. “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou”. (1 João 2: 6).
     Muitas igrejas têm apoiado esse movimento, mais pelo poder político do que o poder de Deus, tendo como meta construir um império na terra do que “Buscar o Reino de Deus e sua justiça”. Nessa marcha desenfreada em busca das multidões, as frases de impactos são usadas como se fossem verdades bíblicas. “Pense, acredite e receba”, endossada com “orações fortes”. As Escrituras, nos ensina que não sabemos orar como convém: “Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas. Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. (Romanos 8: 26). 
      Não basta falar; é preciso fazer. O Ser humano não é o que fala, é o que ele faz. “Tornai- vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando- vos a vós mesmos” (Tiago 1: 22).
     Há um grande abismo entre o que as pessoas falam e o que elas fazem; há um hiato entre a teologia e a vida; um fosso entre o credo e a conduta. Não podemos separar o que Deus uniu: ortodoxia e piedade; doutrina e vida; teologia e ética; credo e conduta. Paulo, conhecedor desse perigo, alertou o jovem pastor Timóteo, como segue: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvaras tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes”. (1 Timóteo 4: 16).
     Onde quer que se expresse a presença de Jesus, a jorrar de corações obedientes, a pessoa que abrigar algum pecado em sua vida reagirá, arrependendo- se e confessando seu erro... Ou correrá para esconder- se! Um dia Jesus revelar- se- á completamente à humanidade perversa. E quando acontecer, de acordo com o predito no livro de Apocalipse de sua temível presença: “... se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós, e escondei- nos da face daquele que se assenta no trono...”. (Apocalipse 6: 15, 16).
   Somente diante da santa presença de Jesus aprenderemos a odiar o pecado, e esta condição nos permitirá viver as mais profundas experiências com Ele, do que ficarmos marchando sem direção com palavras vazias e jargões sem valor, enquanto a iniquidade assola nossas igrejas.
      Como deve entristecer- se o Espírito Santo, ao ver pastores e evangelistas fazendo de seu ministério um circo! Ele não suporta a manipulação e o exibicionismo feitos em seu nome. Homens se auto- proclamando profetas e apóstolos nesses últimos dias, porém, desprezando o evangelho de Cristo e proclamando outro evangelho diluído em heresias, priorizando o poder financeiro do que o poder de Deus, e se auto promovendo através das curas e milagres. “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se o espírito vêm de Deus, porque já muitos falsos profetas têm surgido no mundo”. (1 João 4: 1).
      Como identificar a marcha desses falsos profetas nas igrejas? Você participou de uma reunião de curas e milagres? Ao participar desses movimentos: marcha para Jesus, sessão, reunião, concentração de fé; ao assistir a isso fez sentir- se humilhado? Mostrou sua tendência ao pecado? Encheu seu coração de amor por Jesus? Despertou em você o desejo pelo seu retorno? Se você não experimentou essas sensações, o Espírito Santo não estava presente, porque esta é a sua obra. Ele procura trazer a Noiva para mais perto do Noivo. Se isso não aconteceu, o que você viu era de origem carnal. O Espírito Santo não se manifesta apenas para nos fazer sentir bem, mas para dar- nos uma visão antecipada de Cristo: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. (João 16: 8).
      Há muitos perdidos dentro da igreja. Pois o povo de Deus esta desorientado quanto à questão do arrependimento. Recentemente, recebemos um musico em nossa igreja, percebi que ele não orava e que não possuía uma Bíblia, questionado a respeito, ele me respondeu: “Faz mais de trinta anos que toco na igreja, Jamais os pastores falaram para mim que isso era necessário, eu até recebia salário dessas igrejas”. Rapidamente providenciamos para ele uma Bíblia, estou orando com ele, para que ele possa entender que o caráter cristão é mais importante que o talento. 
     Que o Senhor Jesus nos ajude! Quantos músicos e artistas gospel estão vivendo nessa mesma condição espiritual?  Valorizando mais o talento do que o caráter cristão? Amados! Creio que Jesus está bradando: “Não é o perdido que precisa se arrepender... É você! Somos nós os que se afastaram do Senhor”. “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não guardastes; tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar”. (Malaquias 3: 6, 7).
      Por que há pouca ou nenhuma presença de Jesus no meio de nossas igrejas? Por que muitas congregações estão mortas? Porque o pastor ou membros, ou ambos estão espiritualmente mortos! Experimentar a presença de Jesus na igreja, não é tanto um problema coletivo, quanto individual. O pastor espiritualmente sem vida pode espalhar a morte na congregação. Contudo, cada membro pode permanecer um templo e manter- se obediente a Deus. A igreja pode estar morta, e o crente cheio da presença de Cristo. Pois, quando conduzo corretamente minha vida diante de Deus, ela se torna uma estrada, que pode ser percorrida por Deus para convencer outras pessoas de seu pecado.
     Não precisamos sair pela cidade marchando com “gritos de guerra”, cartazes com dizeres “sou apaixonado por Jesus”. Isso é um movimento de águas paradas, não produz vida! O que nós precisamos, é percorrer o caminho de santidade criado por Deus. E digo com toda a reverência... Os impuros não passarão por ele! Não passarão! “E ali haverá um alto caminho, um caminho que se chamará O caminho Santo; o imundo não passará por ele, mas será para o povo de Deus; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão. Ali, não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele. E os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com júbilo; a alegria eterna haverá sobre a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”. (Isaías 35: 8- 10). Pastor Elias Fortes.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

ENOQUE! O CRENTE TRASLADADO

Por mais de trezentas vezes, numa média de um versículo a cada vinte e seis, o Novo Testamento refere- se à segunda vinda de Jesus Cristo. Por conseguinte, não corremos qualquer risco em depositar a nossa confiança nesta verdade. O que não podemos fazer é marcar a data de sua volta. Este é um assunto que compete única e exclusivamente a Deus.
    Entre os evangélicos, hoje, há um consenso generalizado sobre o fato de que Jesus Cristo realmente está preste a voltar. Até mesmo entre os teólogos modernos, aquela conversa sobre a morte de Deus já é coisa passada. Hoje, eles já se voltam à doutrina das últimas coisas. Entretanto, a despeito dos modismos teológicos, precisamos estabelecer nossas convicções sobre a verdade revelada na Palavra de Deus. Afinal, o próprio Jesus, durante o seu ministério terreno, afirmou categoricamente: “Eu voltarei”. E alertou! “... Quando, porém, vier o Filho do homem, achará fé na terra?”. (Lucas 18: 8b).
    No Antigo Testamento nós vemos a figura de Enoque, ele tipifica o crente que será arrebatado para junto com Deus. Crentes que vivem pela fé e não por vista. A Bíblia nos diz que Enoque “Andou com Deus”. (Gênesis 5: 24). Esse homem ia e vinha de braços dados com Deus todos os dias de sua vida. “Foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos”. (Gênesis 5: 23). Ele tipifica o crente que, durante 365 dias cada ano, por todos os seus 365 anos, andou com Deus e foi recompensado pela sua fé. “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o transladara. Pois antes da sua transladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. (Hebreus 11: 5, 6).
    Aqueles que andam com Deus são compensados por Ele, somos transportados diariamente do alcance de Satanás. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”. (Colossenses 1: 13).
    Temos a promessa que o próprio Jesus nos leva para longe do poder do diabo e nos coloca num lugar de repouso. Crentes que em meio às dificuldades encontram paz em seus corações, não são reféns das circunstâncias, pois, guardam as palavras do Mestre Amado. “... No mundo tereis aflições, mas tende bom animo! Eu venci o mundo”. (João 16: 33b).
   Enoque provou que o testemunho maior é andar com Deus no meio da tempestade. Hoje, há muitos crentes que acreditam na transformação da sociedade através de programas governamentais, "lobbies", insurreição civil e grupos de pressão. Não acho em lugar algum da Bíblia que esta é a missão da Igreja militante de Jesus cristo. A missão da Igreja é a de falar às almas perdidas a respeito da redenção proporcionada por Jesus Cristo. Essa missão está sendo substituída por aqueles que acreditam que o Reino de Deus pode ser estabelecido aqui e agora mediante ações humanas. “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis”. (2 Timóteo 3: 1, leia os versículos 2 ao 9).
      Enoque profetizou sobre o tempo que a impiedade tomaria proporções inimagináveis. “Concernente a estes profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão: Vede, o Senhor vem com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos, e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticam, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram”. (Judas 14, 15).
    Ímpios! Ímpios! Ímpios! Era isso que Enoque via, uma geração de ímpios, ímpios aos milhares transvestidos de crentes, cujos altares, os louvores e pregações estão de mãos dadas com o mundo. Crentes Inimigos de Deus e amigos do mundo, mas que em breve entrarão em juízo com Ele. “... aquele que quiser ser amigo do mundo, constitui- se inimigo de Deus”. (Tiago 4: 4).
    Enoque andava com Deus em meio aquela geração de pessoas malignas, sua confiança em Deus aumentava a cada dia, sua fé era fortalecida nos 365 dias do ano. “Andou Enoque com Deus; e já não era...”. (Gênesis 5: 24a). Essa expressão e já não era, significa: “ele não era deste mundo”. Na oração sacerdotal Jesus intercedeu por nós usando a mesma expressão: “Eles não são do mundo, como eu do mundo sou”. (João 17: 16).
    Já não era preso a este mundo, morria diariamente para esta vida, não era parte deste mundo que jaz no maligno, sua s obrigações diárias não o afastavam de Deus.
     Diferente do que é ensinado nos dia de hoje. Muitos só buscam a Deus quando querem bênçãos, curas, livramentos. Não sabem o que é andar com Deus os 365 dias do ano.
     Os ministérios carnais têm contribuído em muito para isso.  Esses ministérios tornaram- se objeto de culto, são verdadeiros ídolos na vida desses lideres espirituais, arrebanhando multidões de prosélitos a viver por vista e não por Fé. O verdadeiro ministério é aquele que foi designado e biblicamente ordenado, provido por nosso Senhor Jesus Cristo com o tríplice propósito de liderar a igreja:
(1)   evangelização do mundo (marcos 16: 15- 20);
(2)   adoração a Deus (João 4: 23, 24);
(3) edificação de um corpo de santos que está sendo aperfeiçoado segundo a imagem do Filho de Deus (Efésios 4: 11, 16).
     Enoque tipifica a igreja que será arrebatada, uma igreja que anda em comunhão com Deus diariamente 365 dias do ano, com um povo cheio de fé em Jesus Cristo, essa é verdadeira fé que agrada a Deus. Pois: “a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo”. (Romanos 10: 17).
    Não uma fé no homem, ministérios, em placas de Igrejas. Nem uma “fé placebo” focada em patuás e objetos “ungidos”, com mensagens para dar coceira aos ouvidos, essa é uma fé morta e destrutiva. A Bíblia nos alerta: “... pois a letra mata, mas o Espírito vivifica”. (Coríntios 3: 6b). O crente que não anda com Deus todos os dias, vive uma vida sem intimidade com Jesus, esse crente ligado à letra produz em si uma emoção morta, egoísta e exigente, que não é fé de modo algum. Com certeza Deus não se agrada disso. Ele até pode enganar por um tempo, mas não todo o tempo.
     A fé que agrada a Deus é aquela que vem pelo ouvir a Palavra e andar intimamente com Deus. Falar somente, sem agir, não nos leva a lugar algum. Precisamos: “olhar para o autor e consumador da fé”. (Hebreus 12: 2). Fé é andar com Deus, conhece- ló e estar familiarizado com a sua glória e majestade, ai esta um povo que não precisa de curso e nem de culto de oração, pois a oração faz parte de sua vida, como o ar que respira, e muito menos precisaria participar de seminários de fé.
    Precisamos olhar para o nosso autor e consumador da nossa fé todos os dias, sendo transportados da escuridão do diabo para as mãos do Filho de Deus. Somente pela fé que agrada a Deus, somos transladados para estar- mos em sua presença, todos os dias crescemos na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo, nos tornamos menos ligados às coisas terrenas e mais próximo da glória dos céus. Somente então, podemos fazer a ultima oração da Bíblia: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22: 20). Venha Senhor, não há nada aqui para mim! Pastor Elias Fortes.

    

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O REI E A COROA DE ESPINHOS

Enquanto Martinho Lutero estava tendo sua Bíblia impressa em alemão, a filha do impressor encontrou o amor de Deus. Ninguém havia falado sobre Jesus para ela. Com relação a Deus ela não tinha nenhuma emoção a não ser medo. Um dia, ela juntou pedaços das Escrituras que haviam caído no chão. Em um papel ela encontrou as palavras: “Pois Deus amava tanto o mundo, que deu...”. O resto do verso ainda não havia sido impresso. Ainda assim o que ela viu foi o suficiente para comovê- La. A ideia de que Deus poderia dar alguma coisa levou- a do medo para a alegria. A mãe dela notou uma mudança em sua atitude. Quando questionada sobre o motivo de sua felicidade, a filha entregou o pedaço amassado que continha parte do verso de seu bolso.  A mãe leu e perguntou: “O que ele deu?” A criança ficou perplexa por um momento e então respondeu: “Eu não sei. Mas se ele nos amou tanto a ponto de nos dar alguma coisa, não devemos ter medo dele”.
    Deus nos amou tanto que nos deu um Rei, Seu próprio Filho, Jesus Cristo. Ele sentiu tanto a dor da injustiça de Deus, quando saiu para levar sobre Si a total maldição do pecado e, assim, receber a maldição de Deus. Cabia- Lhe morrer numa cruz, e “maldito todo aquele que for pendurado numa arvore”. (Gálatas 3: 13).
    A santidade de Deus requeria um sacrifício livre de pecados, o único sacrifício livre de pecados era seu Filho. E uma vez que o amor de Deus nunca falha, para pagar o preço ele o fez. Deus amou tanto o mundo que nos deu um amor infalível, seu nome é Jesus Cristo.
    Era prática comum expor um quadro com a lista de crimes cometidos pela pessoa condenada à crucificação. Pilatos mandou colocar este “titulo” acima da cabeça de Cristo: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. Com isso ele, deliberadamente, zombou dos judeus. Ele não estava interessado em ultrajar o crucificado, que ele sabia que era inocente, mas sim insultar os judeus. O letreiro que mandou colocar repetia suas próprias palavras: “Crucificarei o vosso Rei?”, e os judeus se sentiram imediatamente feridos profundamente pelo calculado insulto do governador. Pilatos tinha despejado todo desdém e sarcasmos de que era capaz naquela inscrição. Praticamente ele estava dizendo: “Vejam vocês, judeus, ai está o vosso rei!” Que rei! Esta figura abatida de tanto apanhar, sangrando, crucificada. Não é difícil imaginar o sorriso sardônico e o riso cruel de Pilatos quando leu inscrição que mandará fazer: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus!”. INRI: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum. “Então entregou- lho, para que fosse crucifido”. (João 19: 12, 15, 16).
    Nos bastidores os saldados tiveram sua diversão com o prisioneiro. Como ouviram que Ele se dizia rei, vestiram- no com uma veste de púrpura, possivelmente o manto vermelho de um soldado, fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em Sua cabeça, e puseram uma cana em Sua mão direita, como se fosse um cetro. E continuaram essa paródia, inclinando- se diante dEle, em zombaria mesura, e dizendo: “Salve, Rei dos judeus”, batendo nEle, cuspindo nEle e surrando Sua cabeça com a dura cana que servira de cetro”. (Mateus 27: 28- 30). A zombaria dirigida mais à nação judaica, desprezada pelos romanos, do que pessoalmente a Cristo. Mas isso não diminui o sofrimento e o caráter abusivo resultantes desta brincadeira terrivelmente rude. A tradução de João 19: 5 na versão do King James aponta para o momento dramático em que Cristo foi levado para fora para que todos o vissem: “Então Jesus saiu para fora, usando a coroa de espinhos”. Esse triste espetáculo deixou indelével marca, para sempre, na mente de João.
 Deus amou o mundo de tal maneira, que deu a si mesmo. “Cristo amou- nos e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus”. (Efésios 5: 2).
     Lá estava o Rei dos judeus com uma coroa de espinho na cabeça, rosto ferido, inflamado e sangrando. Ele estava só. “sem amigos, abandonado, traído por todos”. Aquela coroa simbolizava o que o homem pecador pensa de Cristo. Ele não deveria ser levado a sério. Ele só servia para atuar numa peça de teatro! Fizeram dEle um rei do  carnaval, e Lhe puseram a estampa do ridículo. Com a veste ridícula, a cana como cetro e a coroa de espinhos, fizeram- no parecer uma figura teatral. A ignominiosa coroa de espinhos tecida pelas mãos dos homens e colocada sobre a fronte do Salvador, assim o homem avalia  Cristo.
     Pode bem ser que os cristãos se perturbem e se comovam diante desta cena. Não assim a multidão que estava do lado de fora do palácio de Pilatos. Quando Pilatos apontou para aquela figura surrada que sangrava, e disse “Eis o Homem!”, esperava ver alguma piedade, alguma compaixão, mas em vão. Ao contrario, o que eles viram só serviu para fortalecer o seu desejo de sangue e um coro ensurdecedor: “Crucifica! Crucifica!”. Bem típico do homem sem Deus, dias antes eles saudavam o Salvador com gritos: Hosana! Hosana! “Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas”. (Salmos 2: 2, 3).
    O Santo de Israel os tinha exposto, os tinha desmascarado, os tinha condenado, os tinha condenado, e eles se voltaram contra Ele com maligno ódio e com um consumidor desejo de destruí- ló. Não queriam dar glória nenhuma a Jesus, nenhuma honra nada senão vergonha e desprezo. A coroa  de espinhos agradou- os muitíssimo. Herodes queria um show, Pilatos só queria terminar logo com aquilo, os soldados queriam sangue e os religiosos à crucificação.
    “Deus amou o mundo de tal maneira que...”. Perdoou seus filhos sem abaixar seus padrões. Ele colocou nossos pecados em seu Filho e os puniu nEle. “[Aquele] que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5: 21).
    A coroa de espinhos foi colocada ali pela mão de Deus como pela do homem. A cruz era de Deus, como também do homem. Oh, como poderemos entender o amor de Deus? Que amor é esse? “excede todo conhecimento”. (Efésios 3: 19). Embora não somos capazes de medir esse amor, podemos confiar totalmente nele.
     Se havemos de receber a coroa da vida, Cristo deve receber, necessariamente, a coroa de espinhos. Somente com a coroa de espinhos ele pode dizer ao ladrão moribundo: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Somente com a coroa de espinhos Ele pode dizer a uma Madalena ou um publicano: “Vai- te em az, são- te perdoados os teus pecados”. Deus ama você. O Filho de Deus morreu por você, e é com Sua diadema de espinho que Ele desce tanto em Sua humilhação, vergonha e tristeza que pode buscar e salvar pecadores. “Bem- aventurado o homem que suporta a provação, porque depois de ter passado na prova, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam”. (Tiago 1: 12).
     Somente pelo agudo espinho do seu sofrimento é que o venenoso espinho do nosso pecado é extraído. Noutras palavras, sem a cruz Deus não pode perdoar o pecado. A coroa de espinhos nos faz lembrar que Jesus é Rei, e que é vitorioso, mesmo quando parece derrotado. Por mais rebaixado que Cristo possa parecer aos homens, Ele continua sendo Rei. Ele realiza uma obra real no Calvário e conquista para nós um perdão real. Ele ascende a um trono quando vai ser crucificado, o trono da graça. Nessa aparente fraqueza Ele é o poderoso vencedor sobre satanás, sobre o pecado e sobre a morte; Ele é o dominador deste mundo. A cruz parece uma loucura para o mundo, mas para o povo de Deus redimido a cruz de Cristo é vitoria, é salvação, é o poder de Deus. “E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória”. (Tiago 5: 4).
    A fronte que uma vez teve sobre si a cruel coroa de espinhos, agora vê- se adornada com o diadema do universo, pois toda a autoridade no céu e na terra foi dada a Cristo. O Filho de Deus tornou- se o Cordeiro de Deus, a cruz tornou- se o altar, e nós fomos “santificados pela oblação do corpo de Jesus cristo, feita uma vez”. (Hebreus 10: 10).
     Somente quando observamos a cruz de Cristo, e que podemos ouvir Deus nos assegurar: “Eu te amo”. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3: 16). Deus enviou o Seu próprio Filho como sacrifício vivo, após o sacrifício de Cristo não houve mais necessidade de derramamento de sangue. “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”. (Hebreus 9: 12).
     Fora das portas! Um rejeitado no universo de Deus! Nenhum lugar de repouso, nenhum santuário! Mas não por muito tempo. Logo as portas do céu se abriram de par em par para Cristo, o guerreiro e Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai- vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória”. (Salmos 24: 7).  Pastor Elias Fortes.
     

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

UM FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE

Estamos cada dia mais desencantados com os políticos e descrentes da política. As promessas de palanque já não acendem mais a candeia da esperança na alma do povo.
    Camões colocou em sua obra imortal, Os lusíadas, esta frase perturbadora: “Um fraco rei faz fraca a forte gente”. A Bíblia nos ensina: “O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” (Provérbios 29: 4). Um rei fraco oprime o povo com pesados tributos, mas não serve ao povo com serviços correspondentes. Usa o povo para manter- se no poder, mas mantém o povo na miséria. “O rei que julga os pobres conforme a verdade, firmará o seu trono para sempre”. (Provérbios 29; 14).
    Pagamos pesados tributos, mas vemos esse dinheiro suado alimentando esquemas de enriquecimento ilícito. O Brasil é o segundo país que mais cobra impostos do consumidor, atrás apenas da Índia. Mas se o povo dá muito ao governo, ele dá pouco ao povo. O governo cobra alto demais, mas o dinheiro não retorna à população em serviços públicos de qualidade.
    A respeito dos subornos, Isaías profetizou: “Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. (Isaías 1: 23). Alguns não acreditam mais na integridade dos políticos. Afirmam sem medo de errar que o poder corrompe. Mas será que é o poder que corrompe ou o poder revela o corrompido? A corrupção está no poder ou no coração do ser humano?
     A Bíblia nos ensina a respeito de nossos deveres cívicos, Jesus pagou tributo. “Mas, para que não os escandalizemos, vão ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo- lhe a boca, encontrarás um estáter. Toma- o, e dá o por mim e por ti”. (Mateus 17: 27). Temos que exercer a nossa cidadania, precisamos votar. “Reponderam- lhe: De César. Então ele lhes disse: Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Mateus 22: 21). Sim! É nossos dever honrar os lideres: “Honrai a todos. Amai aos irmãos. Temei a Deus. Honrai o rei”. (1 Pedro 2: 17).
    Precisamos e devemos ter cristãos envolvidos na política e ocupando cargos de liderança que venham a influenciar positivamente a sociedade no seu todo, e não apenas a igreja ou ao grupo que o elegeu. O sociólogo Paul Freston escreveu: “Nossa preocupação tem que ser com a promoção do Evangelho e não com a promoção dos evangélicos”. Amados! Precisamos de candidatos evangélicos e não de candidatos dos evangélicos. Robinson Cavalcanti nos alertou: “Devemos nos precaver das tentações teocráticas: O governo de um Aiatollah protestante, que dividiria o bolo do Estado entre nós”.
    Um rei fraco é um rei populista que, para manter- se no trono, oferece à fraca gente pão e circo, mas não a encoraja a alçar voos mais altaneiros. Precisamos ser mais cuidadoso na escolha da nossa liderança política. Ao rei fraco a Bíblia adverte: “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades”. (Isaías 10: 1). Quando indivíduos comprometidos com a probidade governam, o povo se alegra; porém, quando pessoas regidas pela ganância e entregues à corrupção sobem ao poder, o povo geme. “Quando os justos triunfam há grande alegria, mas quando os ímpios sobem, escondem- se os homens”. (Provérbios 28; 12). Outra questão é de não estarmos ainda preparados para atuar de forma saudável numa sociedade pluralista como a nossa, onde o tamanho das pressões exige dos candidatos evangélicos uma postura que muitos deles ainda não possuem.
    Precisamos de políticos com o mesmo espírito de Daniel. “Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê- los sobre todo o reino”. (Daniel 6: 3).  Daniel era um político (governador) integro, foi jogado na cova dos leões e saiu ileso. Graças a Deus estamos no período da Graça, do jeito que esta a nossa política, sobrariam leões e faltariam políticos.
   Um político íntegro, que não vende sua consciência, que não se deixa seduzir pelo suborno, que não é apanhado na rede mortal da ganância insaciável, é uma pedra de tropeço no caminho dos corruptos.
    Cristão que é cristão, não anula o seu voto, ele exerce o seu dever cívico: “Sujeitai- vos a toda autoridade humana, por causa do Senhor, quer rei, como soberano, quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem”. (1 Pedro 2: 13- 14).
    Precisamos ter bons crentes em posição de liderança e causando influência positiva na sociedade como um todo. É assim que a Bíblia nos ensina: “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra; quando, porém, domina o perverso, o povo suspira”. (Provérbios 29: 2).
    Jamais podemos nos esquecer, porém, que a missão principal da Igreja antes da volta do Senhor é o evangelismo e o discipulado, e não formar cruzadas para tomar o poder ou conquistar o domínio político em uma nação ou mundo.
    Infelizmente, muitas igrejas estão cedendo os seus púlpitos para a política. Esquecem eles que a união da igreja com o Estado nem sempre trouxe bons dividendos para a causa de Cristo, é só lembrar- mos de Constantino, imperador romano. A Bíblia adverte sobre essa “união”. “E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo”. (Apocalipse 17: 16).
   Aqui encontra- se uma advertência contra o casamento entre política e religião. Sempre quando vemos essa associação, a história mostra que ela termina com um divórcio violento.
   Vamos cumprir o nosso dever cívico de votar bem, sem esquecer qual é a missão da Igreja na terral, a bíblia declara: “Pela bênção dos retos se exalta a cidade, mas pela boca dos ímpios é destruída”. (Provérbios 11: 11). Não acredite em qualquer promessa política, mas na Palavra de Deus que é fiel e verdadeira! Pastor Elias Fortes

     

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CURAS E MILAGRES NÃO SÃO O EVANGELHO

Nossa geração está obcecada com números e uma falsa visão de sucesso que reflete os valores deste mundo, mais propriamente do que o mundo porvir. Infelizmente, para muitos evangelistas, Jesus Cristo tornou- se um “produto” que deve ser empacotado e negociado com as mesmas técnicas que, comprovadamente, obtiveram sucesso no mundo. Estão “vendendo” curas e milagres no atacado e no varejo, pois, as pessoas vivem a procura do sobrenatural. Correm atrás de toda promessa que lhes alimente a esperança de testemunhar um milagre. Os templos religiosos que exploram esse frenesi do povo estão lotados. Muitos líderes inescrupulosos fazem propaganda de milagres que jamais existiram. Outros vendem ilusões, prometendo em nome de Deus o que Deus nunca prometeu em sua Palavra. A Bíblia nos ensina que: “Os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”. (1 Coríntios 1: 22, 23).
     Reafirmamos nossa convicção de que Deus opera milagres ainda hoje. Ele é o mesmo Deus ontem, hoje e eternamente.  Deus faz o que quer com quem quer, no tempo que quer da forma como quer, para o louvor da sua glória. Porém, os milagres operados por Deus não são um substituto do evangelho. São sinais de Deus, que abrem portas para o evangelho, mas não é o evangelho. Só o evangelho traz salvação, pois só o evangelho “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. (Romanos 1: 16).
     Hoje há muitas atitudes que podemos denominar de enganosas na apresentação do produto evangélico. Cristo é apresentado como uma panaceia, em vez do único remédio para o pecado e o livramento da condenação. Em vez da verdade, oferecem- nos música e entretenimento para que o “clima” fique apropriado, e o evangelho, muitas vezes diluído em um “xarope para saúde perfeita” para tornar- se o mais palatável possível.
     O cristão pode ficar doente? Claro que sim! Todos os salvos em Jesus correm o risco de ficar enfermos. Quando um crente fica doente, não quer dizer que esteja em pecado diante de Deus nem oprimido pelo diabo. O apostolo Paulo receitou um remédio para o jovem Timóteo, seu filho na fé. “Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades”. (1 Timóteo 5: 23). A respeito de Timóteo e Epafrodito, o apostolo Paulo escreveu: “De fato esteve doente, e quase à morte, mas Deus se compadeceu dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza”. (Filipenses 2: 27). A Sobre Trófimo, ele escreveu: “Erasto ficou em Corinto. Quando a Trófimo, deixei- o doente em Mileto”. (2 Timóteo 4: 20).
     Não conheço nenhuma pesquisa autorizada que tenha estabelecido que os crentes, em média, não vivem mais que as pessoas de qualquer segmento da sociedade. Entretanto, não há razão (além da dieta mais saudável e do estilo de vida) para que isso acontecesse. A Bíblia não promete mais longevidade para os crentes, assim como não há fundamento bíblico para orar por isso. Antes, aos cristãos é prometido perseguição e martírio. “E eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome”. (Atos 9: 16).
     As três gerações que mais viram milagres (as gerações de Moisés, Elias e dos apóstolos) foram as mais incrédulas. “Ajuntando- se as multidões, começou Jesus a dizer: Esta geração é maligna. Ela pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, senão o do profeta Jonas”. (Lucas 11: 29).
     Os milagres estão em alta, e para muitos, os cristãos cheios do Espírito que anda em fé nunca deveria ficar doente ou sentir dor. Eles afirmam que “a cura está na redenção”, uma ideia que é derivada da declaração de Isaías: “... pelas suas pisaduras, fomos sarados”. (Isaías 53: 5). Pedro, todavia, nos faz saber que essa afirmação não se refere à cura de doenças, mas do pecado: “Levando ele [Cristo] mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados”. (1 Pedro 2: 24).
     Isaías 53, no versículo 4, lida com a cura de males físicos: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si...” Além disso, essa promessa foi cumprida no ministério de cura de nosso Senhor na terra e, portanto não relaciona à continuidade da cura de nosso corpo atualmente. Essa interpretação nos foi apresentada com clareza: “E, chagada a tarde, trouxeram- lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. (Mateus 8: 16, 17).
     É claro, cada bênção que recebemos está “na redenção”, A verdade é que, por meio da morte redentora e da ressurreição de Cristo, temos a promessa de algo muito melhor e superior que a cura perpétua desse corpo corrompido pelo pecado a fim de prolongar nossa vida aqui neste “presente século mau”. (Gálatas 1: 4). Temos a promessa de um novo corpo, como o de Cristo ressurreto, um corpo glorificado, e da vida eterna em um novo universo sem pecado nem sofrimento.
    Todos aqueles que pensam que “a cura está na redenção” como uma “garantia de que os cristãos nunca ficarão doentes nem morrerão”, estão eles mesmos mortos ou em vias de morrer. Nenhum deles foi capaz de prolongar sua vida substancialmente. Alguém poderia pensar que esse ensinamento fosse verdadeiro, assim, pelos menos alguns advogam isso, de fato, poderiam ter prolongado sua vida acima da média, mas esse não é o caso. Ignorar o fato de que o ser humano se desgaste naturalmente com o passar dos anos é contraria a própria Palavra de Deus. “Pois: Toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Seca- se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra do senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi pregada”. (1 Pedro 1: 24, 25).
    Quanto às orações pelos que estão doentes ou morrendo, muitas delas são respondidas por Deus de forma miraculosa. Portanto, no fim, todas as pessoas morrem e, usualmente, não muito depois dos setenta. Isso é o que Bíblia ensina. “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passam rapidamente, e nós voamos”. (Salmos 90: 10).
     Muitas igrejas são condescendentes com o nosso desejo de nos “sentir bem”, em vez de responder a nossa necessidade de ser espiritualmente desafiado e alimentado por meio da exposição sólida das Escrituras. A igreja eletrônica, em particular, serve nosso desejo por entretenimento (saúde é o que interessa o resto não tem pressa) em vez de alimentar o discipulado autêntico e a maturidade. “Porque virá tempo em que não suportarão a sá doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, cercar- se- ao de mestres, segundo as suas próprias cobiças”. (2 Timóteo 4: 3).
     Nada substitui a pregação fiel da Palavra de Deus, nem mesmo as curas e os milagres. No dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado, coisas extraordinárias aconteceram. Línguas como de fogo pousaram sobre cada um dos 120 discípulos reunidos no cenáculo. O milagre em si atrai a multidão, mas, somente quando Pedro se levantou para pregar, os corações foram tocados e transformados. “Ouvindo eles isto, compungiram- se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Disse- lhes Pedro: Arrependei- vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2: 37, 38).
    “Arrependei- vos”, Disse Pedro! Note que, dificilmente você ouve a palavra arrependimento, nas modernas cruzadas evangelísticas e concentrações de fé. Para muitos lideres o apelo para “vir a Cristo” está ligado à libertação de problemas de saúde, financeiros, emocionais etc. João o Batista também pregou: “e dizendo: Arrependei- vos, pois está próximo o reino dos céus”. (Mateus 3: 2).
    Quando Jesus Cristo era abordado por aquelas pessoas que ofereciam para segui- ló, Ele não dizia a seus discípulos: “João, faça logo a inscrição dele! Pedro, leve- o para participar do coral! Tiago dê- lhe o cargo de diácono! Apressem- se, antes que ele mude de ideia!”. Ao contrario, Jesus dizia o seguinte: “Bem, você quer me seguir? Deixe- me lhe dizer para onde vou. Estou indo em direção a um monte fora de Jerusalém chamado Calvário. Ali, eles me crucificarão. Portanto, se você realmente quer me seguir, também deve pegar sua cruz imediatamente!”. Isso mesmo, Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie- se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga- me”. (Mateus 16:24).
     O evangelho não pode ser apresentado como um plano de saúde celestial apenas para o nosso conforto físico, e Jesus não pode ser apresentado como um líder inspirador que nos ajudará a nos sentirmos melhor conosco mesmos, nem como alguém que curará nosso corpo ou fará prosperar nosso casamento ou negócio. Ao contrario, Ele precisa ser apresentado como Senhor e Salvador daqueles que sabem que merecem a punição eterna de Deus e que não podem salvar- se a si mesmos. Temos de chamar os pecadores ao arrependimento e acreditar no evangelho, porque ele é verdadeiro. Todos que recusam a verdade receberão a grande decepção de acreditar na mentira de Satanás, os que correm atrás de curas e milagres serão presas fáceis de manipular: “A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, como todo poder, e sinais e prodígios da mentira... Por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade”. (2 Tessalonicenses 2: 9, 11, 12).
     Martinho Lutero escreveu: “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”.
A seriedade do evangelho precisa ser resgatada se, em vez da abundância de falsas profissões de fé, quisermos ver a salvação genuína. Que o Senhor Jesus nos ajude a sermos fiéis até o fim. Pastor Elias Fortes.          

sábado, 16 de agosto de 2014

AS DORES DE PARTO

Deus unge homens e não métodos! Nós estamos á procura de métodos melhores, e Deus está à procura de pessoas melhores. Laboramos em erro quando pensamos que a obra de Deus depende da nossa destreza em criar métodos. Falhamos quando cultivamos apenas a cultura da cabeça e nos esquecemos da cultura do coração. De nada adianta ter luz na cabeça sem fogo no coração.
    Hoje, há orgulho nos púlpitos, não tristeza pelo pecado. Poucos ministros demonstram agonia ou derramam lágrimas por ver a apostasia entre os crentes. È trágico que tantos pastores tenham perdido a unção do Espírito Santo e estejam se dedicando apenas a construir suas próprias reputações. Sua preocupação não é o bem- estar das ovelhas, mas o financiamento de seus sonhos dispendiosos. Nos dias de hoje é comum ver os púlpitos sendo liberados para o “poder político”, deixando de lado o poder de Deus.
    Podemos ter a cultura dos eruditos e a eloquência dos anjos, mas sem a unção do Espírito Santo, não podemos fazer a obra de Deus efetivamente. Precisamos voltar à essência da Palavra, pois, nela encontraremos um homem que possuía coração de pastor. O apostolo Paulo, estava sempre em agonia pelo crescimento espiritual das ovelhas de Cristo. “meus filhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até ser Cristo formado em vós”. (Gálatas 4: 19).
    Havia uma chama queimando no coração daquele pastor. O coração de Paulo ardia pelas almas. “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”. (2 Coríntios 11: 2).
     A única preocupação desse pastor era ver o crescimento espiritual das ovelhas: “... orando noite e dia, com o Maximo empenho, para vos ver pessoalmente, e reparar as deficiências da vossa fé?”. (1 Tessalonicenses 3: 10).
   Lutero dizia que um sermão sem unção endurece o coração. Não basta pregar; precisamos ser boca de Deus. Uma coisa é proferir a Palavra de Deus, outra coisa é ser boca de Deus. O apostolo Paulo era a boca de Deus para a igreja, com ele, podemos aprender como ser um pastor verdadeiramente amoroso. Em sua suas cartas, o apóstolo induzia as ovelhas à santidade e ao desejo por mais de Jesus: “Por isso também não cessamos de orar por vós... a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja glorificado em vós, e vós nEle...” (2 Tessalonicenses 2: 7, 11). Esse pastor amoroso não queria o dinheiro dessas pessoas, pelo contrario! Ele evitava tornar- se um fardo para elas: “era labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós...” (2 Tessalonicenses 3: 8). Paulo tinha direito a receber salário da igreja, mas preferiu sustentar- se pelas próprias mãos. Recusou vestir “o manto da cobiça” porque o Evangelho lhe havia sido confiado. O alvo de seu ministério resume- se neste verso: “A fim de que sejam os vossos corações confirmados em santidade, isentos de culpa na presença de nosso Deus...” (1 Tessalonicenses 3: 13).
    Sem santidade nós sufocamos e morremos lentamente, pois é a santidade que abre uma avenida na nossa vida espíritual, onde Deus pode percorrer por ela. Sem santidade, o bastão profético não ressuscita os mortos. Nas mãos dos Geazis modernos o bastão profético não irá fazer nenhuma diferença. Se quisermos ver os meninos mortos se levantando da morte espiritual, precisamos agonizar em oração como fez Elizeu. “meus filhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até ser Cristo formado em vós”.
    As “contrações” da igreja esta aumentado a cada dia. Infelizmente, muitos ministros têm contribuído para esse aumento. Optaram por minimizar a verdade sobre renúncia, criando uma geração de crentes fracos, irresponsáveis e pedintes, incapazes de compreender o que significa separar- se do mundo. Misturam tanta coisa mundana em suas mensagens, que levam os crentes a encarar a maldade sem se envergonharem. Em consequência, a corrupção no meio evangélico tem chocado o mundo.
    Precisamos regar o solo com nossas lágrimas se quisermos voltar com os frutos da nossa semeadura. O apostolo Paulo declarou: “... tenho grande tristeza e incessantemente dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos...”. (Romanos 9: 2, 3).
    Há pregadores que não fazem menção da cruz; nenhuma doutrina sobre sofrimento, arrependimento, ódio ao pecado, separação ou purificação; nenhuma chamada para entrega incondicional ao domínio de Cristo; nenhuma morte diária interior ou crucificação das concupiscências carnais; nenhum aviso da perseguição vindoura ou do julgamento iminente. Muitos desses líderes esqueceram que, os grandes homens de Deus foram homens de lágrimas. A dor é maior quando vemos muitos cristãos preferindo ouvir sobre seus direitos, mas ignorando que Cristo tem direitos sobre nós. Em Apocalipse 12: 2, lemos: “Ela estava grávida e gritava com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz”.
     No jardim do Éden, satanás ouviu quando Deus lhe disse que a semente da mulher esmagaria sua cabeça. Daquele dia em diante, satanás tem tentado destruir a semente prometida, a mulher (a nação de Israel e o povo judeu), têm um inimigo implacável. O maior anti- semita de todos os tempos, satanás. O anti- semitismo tem suas raízes na mente de Satanás, pois Israel e os judeus foram responsáveis por sua derrota na cruz.  A mulher (Israel) deu a luz a um varão  (Cristo), que há de reger todas nações com vara de ferro. “Então o dragão irou- se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus”. (Apocalipse 12: 17).  Agora você sabe o porquê esta aumentando o ódio aos judeus? Principalmente aqueles que guardam os mandamentos de Deus, e mantém o testemunho de Jesus. Essa é a ultima onda de anti- semitismo que acontecerá na terra. Satanás quer destruir a nação de Israel, particularmente quando se aproxima o momento da volta do Messias a terra para estabelecer o Reino prometido.
    Assim como a mulher grávida têm contrações, e essas contrações vão aumentando à medida que a criança se aproxima para nascer, assim é com a igreja de Cristo. Ao ver a maioria dos cristãos, e até mesmo pastores, surdos ao som da trombeta. Ignorando lamento do guarda, pois a cegueira espiritual dos cristãos se alastrou rapidamente. A dor aumenta, ao saber que muitas igrejas têm abrigado cambista e ladrões. Isaías profetizou: “Como a mulher grávida, quando está próxima a sua hora, tem dores de parto, e dá gritos nas suas dores, assim fomos nós por causa da tua face, ó Senhor!”. (Isaias 26: 17).
    Amados! Quantos de nós, usamos a Cristo para promover ministérios, construir reinados e fazer carreiras! Que Jesus perdoe aqueles que negociam em seu nome. Saiba que aos olhos de Deus, é crime pregar a Palavra sem receber poder para isso. Precisamos entender que a arvore da Vida é mais desejável que a do conhecimento. “... para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado...”. (1 Coríntios 9: 27).
     As contrações irão aumentar conforme o arrebatamento da Igreja se aproxima, os remanescentes fiéis sentirão dor e a tristeza em ver o amor de muitos esfriando, milhares de crentes mornos voltando - se contra a Verdade, seguindo falsos profetas e mestres, que enganarão, alimentando suas concupiscências, seduzidos por doutrinas de demônios, tornando se espiritualmente cegos. Embora sentido “dores de parto”, os remanescentes não irão se calar! “Por muito tempo me calei, estive em silêncio, e em contive. Mas agora darei gritos como a que está de parto, arfando e arquejando”. (Isaías 42: 14).
    Se você tem usado métodos humanos, deixe- os! A escada da fama se torna abominável para nós quando realmente conhecemos a Jesus Cristo. Passamos a considerar todas as coisas como “... refugo”. (Filipenses 3: 8). 
   Amados! Vamos pregar a Cristo mais intensamente. Em nome de Jesus, permaneça puro e caminhe de glória em glória. Fuja da tentação da fama e da pregação política. Que Deus não nos deixe ir além do revelado pelo Espírito, e que a plenitude de Cristo se torne parte de nossa natureza e de nosso caráter.
    Crio que assim como eu, muitos servos do senhor não encontram palavras na oração, apenas choram e gemem na presença do Senhor, por ouvirmos tantas abominações no altar. As contrações só irão aumentar daqui para frente. Jesus nos assegurou: “Em verdade, em verdade vos digo que chorareis e vos lamentareis enquanto o mundo se alegra. Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de nascida a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de ter vindo um homem ao mundo”. (João 16: 20, 21).
    Com o aumento das contrações, maior é a dor e a tristeza, mas quando o Filho de Deus nos arrebatar nos ares em secreto, não haverá mais choro e nem dor. O apostolo Paulo nos alertou: “Quando andarem dizendo: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”. (1 Tessalonicenses 5: 3).
     O final e o que conta! Vivemos das promessas do Senhor, não pelo que vemos. E se queremos ser fiéis a Deus, não devemos ficar por ai alimentando nossas duvidas. Devemos encorajar- nos diariamente no Senhor Jesus, driblando a incredulidade e rejeitando as mentiras do diabo. Edifiquemos nossa fé na Palavra de Deus, e prossigamos chorando e semeando até o fim: “Vós, porém, amados, edificando- vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai- vos no amor de Deus...”. (Judas 20, 21). Pastor Elias Fortes.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

RIOS DE ÁGUA VIVA

     A grandeza atual de Jesus Cristo pode ser resumida neste verso poderoso: "A VIDA ESTAVA NELE...". João 1: 4. Cristo estava e continua renovando vida. Ele era renovado constantemente, pois a vida era retirada de um manancial celestial. Ele nunca se queixou das multidões que o procuravam, e muitos receberam dEle virtude.   Quantas curas e libertações? Quantas almas foram salvas por Ele? Sim! Ele experimentou dias de cansaço, noites de oração, mas mesmo assim Ele dava atenção para todos. Afinal! Qual era o segredo do seu renovo?

     Certa vez, seus discípulos o encontraram descansado e revigorado, aqui esta o segredo da vitamina celestial, o tônico dos santos: "Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis”. João 4: 32.

     Amados! A compaixão é um precioso instrumento de transformação. Quantos homens e mulheres foram até Jesus buscar socorro? Muitos vieram gritando o Seu Nome pelo caminho, multidões que o pressionavam, mas, jamais Jesus mostrou- se impaciente com elas, pelo contrario! Ele tinha tempo para as criancinhas. Num momento de fadiga, parou junto a um poço de água para descansar (e provavelmente com sede), pediu para uma mulher samaritana: ‘... Dá- me de beber” (João 4: 7b). porém, Jesus sabia que aquela mulher precisava de ajuda.

     “disse- lhe a mulher samaritana: Como, tu sendo judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Pois os judeus não se dão com os samaritanos.)”. (João 4: 9).

     Hoje as pessoas ouvem os sermões da TV, veem os prédios de nossas igrejas e leem nossos folhetos. Mas estão famintas pela manifestação da glória de Deus. Algo maior do que elas. Algo maior do que nós. Elas querem ver a Deus. Infelizmente, muitas igrejas fizeram cisternas rotas. “Porque o meu povo fez duas maldade: a mim deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém águas”. (Jeremias 2: 13).
    Uma cisterna é um reservatório artificial para armazenar água. A água nele pode tornar- se estagnada e suja. Quando a cisterna se rompe, a água escapa e a poluição penetra. Muitas Igrejas estão sendo inundadas pela poluição do mundo. Transformaram a casa de oração em casa de comercio a céu aberto. É muito triste ver que em algumas igrejas evangélicas foram liberadas para assistirem o jogo da copa do mundo dentro delas, com se já não bastasse à falta de saneamento básico (doutrinas bíblicas) e a enxurrada de heresias. “Como fonte turva, e manancial poluído, assim é o justo que cai diante do ímpio”. (Provérbios 25: 26).
    O mundo é uma cisterna, uma cisterna rota. Oferece a esperança de prazer e felicidade, mas aqueles que procuram satisfação nele ficam inevitavelmente desapontados e sedentos. Hoje, na ânsia de “agradar o povo”, muitos líderes perderam a autoridade vinda de Deus. Em algum lugar da História, a igreja impôs limite ao nosso Salvador. Desenvolvemos uma teologia que o fez Senhor sobre o espiritual, mas não sobre o natural. Cremos, por exemplo, que Ele pode perdoar nossos pecados, dar- nos paz e alegria, e oferecer- nos vida eterna. Porém, poucos crentes conhecem Jesus como o Senhor natural, de nosso cotidiano, isto é, de nossas crianças, emprego, contas, casamento, ai você começa a entender o porquê de tantos crentes sem renovo, faltando- lhes autoridade no falar, pois não as têm em seu viver diário. Por isso há tão poucos crentes renovados.

     Jesus era constantemente renovado pelo Espírito, qual era o segredo do Seu renovo. “Maravilharam- se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”. (Marcos 1: 22).
    Sempre foi assim. Paulo referiu- se à mesma realidade quando escreveu em 1 Coríntios 2: 4, 5 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e do poder”. Por que isso era importante? “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”.
     “... demonstração do Espírito e do poder”. O mundo já tem sabedoria humana o suficiente. Se a sabedoria humana fosse o bastante para resolver os problemas do mundo, estaríamos livres das guerras, da fome e das doenças. E não teríamos necessidade alguma de Deus.

     Obviamente, isso não aconteceu. O mundo ainda está emaranhado em discórdias, definhando com vazio físico e espiritual, e ainda se encontra ferido e agonizante. Continua desesperado pelo tipo de cura que somente Deus pode oferecer.

     Seria uma boa ideia, então, se cada uma de nós parasse periodicamente durante o trabalho para o Senhor e perguntasse: “Em que estou confiando? Quem estou mostrando às pessoas?”. A demonstração do Espírito e do poder, vem do amor de Deus, e resultará naturalmente em compaixão pelas pessoas. Não podemos amar ao Pai sem amar seus filhos também, mesmo quando não são dignos de amor. “ Respondeu- lhe Jesus: “Se conheceres o dom de Deus, e quem é o que te pede: Dá- me de beber, tu lhe pedirás, e ele te daria água viva”. (João 4: 10).
    Deus usa as pressões das tribulações para aperfeiçoar nossas vidas. Ele talha facetas em uma pedra humilde para refletir a sua glória. “Disse- lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que tira- lá, e o poço é fundo. Onde tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele próprio bebeu e, bem assim, os seus filhos e o seu gado?”. (João 4: 11- 12).

     Em relação à nossa vida espiritual, muitos de nós são pessoas do tipo “tudo ou nada”. Se não somos automaticamente perfeitos, desistimos. Quando as virtudes cristãs como a paciência e a bondade parecem difíceis de serem obtidas, abandonamos nosso desenvolvimento do caráter e decidimos que a santidade é para aqueles que estão mais bem equipados, pois, o poço é fundo. Contudo, quando desistimos, estamos desistindo da nossa parte da sociedade. A perseverança é uma de nossas responsabilidades no processo de transformação. “Respondeu Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deveras, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”. (João 4: 14).
     Naturalmente, ainda haverá áreas em nossas vidas em que lutaremos. Ainda haverá lutas e perderemos algumas ocasionalmente. Mas, se temos desejo de perseverar no processo, Ele fará em nós uma fonte que jorre para a vida eterna. “Disse- lhe a mulher: Senhor, dá- me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui tirá- La”. (João 4: 15).
     Nossa fé deve afirmar que o poder de Jesus vai além do limite da morte. Quero viver intimamente com Jesus de modo que, quando chegar o momento de deixar este mundo, eu também passe pelo véu muito fino descrito por Henrieta Mears. De uma vida cheia de glória para outra. Do ato de sentar- se “em sua presença” para o de estar “face a face”. “Disse- lhes Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá”. (João 4: 16).
      Deus, por amar você, trabalhará para purifica- ló. Sua ira vem sobre a perversidade obstinada. Porém, o castigo amável é para aqueles que se arrependem e voltam- se para Ele. Você pode sentir a mão de Deus em sua alma, por causa de seus erros, mas, ao arrepender- se, é possível clamar pelo amor que traz disciplina. “Respondeu ela: Não tenho marido. Disse- lhe Jesus: tens razão em dizer que não tens marido, pois já tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido. Isto disseste com verdade”. (João 4: 17)
      Os sedentos pelo rio de água viva passarão por provas, e serão purificados de tudo o que não é semelhante a Cristo, como preparação para o casamento. Quando a presença de Jesus se manifesta, as coisas escondidas são reveladas. O povo de Deus abandona as águas turvas do pecado, e volta- se para as águas cristalinas do rio da vida. “Disse- lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, mas vós, os judeus, dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”. (João 4: 19- 20).
     Apesar de ter sido um dos maiores líderes espirituais da história, Jesus passou muito pouco tempo em lugares religiosos, pois quase sempre ficava onde as pessoas viviam. Ele estava interessado nas pessoas, em buscar as ovelhas perdidas da casa do Pai. Ele exerceu grande influência na vida daqueles que conheceu. Assim como Jesus, fomos chamados para mostrar a fonte da água da vida. Nossas vidas deveriam ser um refugio para os feridos e não um clube de campo para pessoas satisfeitas. “Disse- lhe Jesus: Mulher, crê- me, a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o pai. Vós, os samaritanos, adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que adoram o adorem em espírito e em verdade”. (João 4: 21- 24).
     Na vida dos verdadeiros adoradores manifesta- se um espírito de santidade. Por trás da verdadeira santidade há sempre um espírito operando. Onde Jesus opera, é possível descobrir muito mais que separação do mundo e abstinência às coisas que não são divinas. Encontraremos um espírito de obediência, e seremos renovados, pois, a vida esta nEle. “Então, deixando o seu cântaro, a mulher foi à cidade e disse ao povo: Vinde, vede um homem que me disse tudo o que tenho feito. Poderia ser este o Cristo? Saíram da cidade e foram ter com ele”. (João 4: 28- 29).

     Ao meio dia a mulher samaritana encontrou Jesus, ao meio dia e meio ela foi transformada e às treze horas da tarde, ela era uma missionária, isso é uma verdadeira transformação. A compaixão é a água potável vindo direto do manancial de Deus. O convite ao sedento continua: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tem dinheiro, vinde, comprai, e comei! Vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”. (Isaías 55: 1).
    Queremos um resultado. Mas preferimos pular o processo. Receio que a nossa geração tenha atingido arriscadamente a mentalidade “Estou ficando cansado, então vamos parar um pouco”. E não apenas no campo espiritual. Fazer dieta é uma disciplina, então ficamos gordos. Concluir os estudos é uma chatice, então caímos fora. Cultivar um relacionamento íntimo é doloroso, então desistimos. Escrever um livro exige demais, então paramos logo. Resolver conflitos do casamento é para alguns, um esforço tão cansativo que preferem partir. Persistir em um trabalho é árduo, então começamos a olhar para os lados... E no momento em que estamos dispostos a desistir, surge o Mestre, que se curva e sussurra: “Continue; não pare. Continue”. “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (João 7: 38). Pastor Elias Fortes.