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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO A LUZ DA BÍBLIA

Jesus alertou: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falar serão ouvidos”. (Mateus 6: 7). Oração do Pai Nosso ou oração modelo?”. Essa oração não deveria ser chamada da “oração do Pai Nosso”. Essa não é a oração que o Senhor mesmo orava nem deveria ser repetida, palavra por palavra, por ninguém. Por quê? Porque esse era apenas um padrão de oração. “Portanto, vós orareis assim”. (Mateus 6: 9).
     Jesus ensinou a seus discípulos em resposta à solicitação: “Senhor, ensina- nos a orar”. (Lucas 11: 1). Portanto! Ela deveria chamar- se a “Oração dos discípulos”.
     Quando Jesus ensinou esse padrão (lembre- se! Um padrão ou modelo), de oração, disse a seus discípulos: “Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome...”. (Lucas 11: 2). Não há sugestão de que o próprio Jesus sempre fez essa oração. Na verdade, isso seria totalmente inapropriado para Ele, pois a oração inclui a frase: “Perdoa- nos os nossos pecados”. (Lucas 11: 4), algo que Jesus, sendo sem mácula, nunca oraria. Portanto, fica claro que essa oração modelo, era para seus seguidores orarem, e não para Jesus. Outro fato importante esta relacionada à frase: “Não nos induza em tentação...” (Mateus 6: 13).
    O que significa essa frase para seus seguidores? Ninguém que pede a Deus: “Não nos induza em tentação”, recebe essa garantia de imunidade em relação a ela, como o próprio Cristo que foi tentado por Satanás. “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”. (Mateus 4: 1). Essa frase, bem como o restante da oração, esta no contexto da afirmação: “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu”. (Mateus 6: 10). Assim, a pessoa, ao fazer a oração modelo, está preparada para submeter- se ao desejo de Deus, qualquer que seja até mesmo ser tentado por Satanás.
     Portanto, por que pedir para não ser induzido à tentação? É a voz da humildade admitindo nossa fragilidade. Isso é o contrário de orar orgulhosamente: “Induza- nos a toda tentação que quiser Senhor, pois estamos preparados para lidar com isso!”. Orar como a Bíblia ensina é reconhecer a conveniência de Paulo: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”. (1 Coríntios 10: 12). Ao mesmo tempo, isso é a voz da confiança em Deus no caso de tentação surgir.
“Perdoa- nos as nossas dividas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. (Mateus 6: 12). Na oração modelo, Jesus nos ensinou que sem o perdão horizontal, jamais vamos obter o perdão vertical, a maioria das pessoas que repetem a “oração do pai Nosso”, desconhecem esses princípios da oração, apenas fazem uma repetição mecânica e sem vida.

     A oração é toda sobre pedir a Deus para que faça o que Ele planejou fazer. A oração é nossa admissão na parceria com Deus e, portanto, nossos desejos são reflexos dos dEle. Orar: “Pai nosso, que estás nos céus, [...] venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra quanto no céu...” (Mateus 6: 10). É afirmar nosso desejo veemente de que os planos de Deus sejam realizados e que seu propósito se realize do começo ao fim no universo para promover a alegria e a esperança do homem. Que oração poderia ser melhor do que essa? Pastor Elias Fortes.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O JUSTO JUÍZ

Os profetas do Antigo testamento eram estudantes da Palavra de Deus revelada e eram capazes de identificar quando o “gatilho” estava preste a ser acionado. Pois, eles estudavam a história. Viam padrões e comportamentos nas sociedades. Eles tinham consciência de que Deus nunca destruiu uma sociedade ou nação, sem amplas advertências. Amós profetizou: “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”. (Amós 3: 7).
     As profecias do Antigo Testamento que falavam de destruição estavam baseadas em deduções bíblicas saudáveis. “O Senhor me fez saber a sua conspiração, eu o soube, pois nesse dia me fez ver as suas ações”. (Jeremias 11: 18).
     Quando Noé começou a construir aquela embarcação esquisita na terra seca, provavelmente seus vizinhos riram e disseram: “Que sujeito pessimista". Mas ele temeu a Deus: “Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu”. (Hebreus 11: 7).
     Jeremias advertiu o povo de Judá que se não mudasse seu estilo de vida pecaminoso, o país sucumbiria diante do exército da Babilônia; Jeremias, porém, foi amarrado, lançado na prisão e jogado em um poço. A mensagem do julgamento divino não torna ninguém popular. “O Senhor mo fez saber, e eu o soube: então me fizeste ver as suas ações”. (Jeremias 11: 18).
     Esses homens, estavam bem familiarizados com a misericórdia de Deus e com sua longanimidade. Porém, eles eram capazes de discernir o “gatilho”, o ponto que desencadeia a ira de Deus, ou seja, quando Ele se farta!
     Deus alertou Samuel quanto à queda do ministério de Eli e à destruição de Siló. “E disse o Senhor a Samuel: Eis aqui vou eu a fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambas as orelhas”. (1 Samuel 3: 11).
      Deus esta falando hoje de novo... Alto e claro. Mas com tantas mensagens de paz, benção e vitória. Quem quer ouvir sobre destruição e trevas? No evangelho diluído no mundanismo, Deus aparece como o bom velhinho, distribuindo mimos, dádivas, bênçãos, prosperidade e realizando todos os desejos do homem. Para complicar ainda mais, Satanás tem enviado falsos profetas, imorais, loucos, dementes, que se autodenominam videntes que estão proclamando julgamento para desacreditar a verdadeira palavra dos atalaias enviados por Deus. Ele continua falando: “As nações mostrarei a tua nudez, e aos reinos a tua vergonha”. (Naum 3: 13).
      As modernas igrejas de Laudicéia estão ocupadas demais se vangloriando de suas riquezas e ostentação. Os pastores cegos e inúteis de Zacarias 11: 17 são tão preguiçosos e pecadores, que Deus teve de recorrer a escritores e a artistas seculares para alertar que as nações estão morrendo. A advertência veio através de um grupo de cientistas que acionaram o gatilho do alerta do aquecimento global, especialistas de finanças advertem para um colapso econômico iminente! O que dizer dos nossos jornais estampado em suas capas o grande exército de moradores de rua viciados em crak?
     Esses pastores cegos estão franqueando suas visões de sucesso. São construtores de impérios terrenos, que dependem de prédios, orçamentos, equipes, planos de organização e crescimento sob o seu controle, deixaram de ser igreja para ser uma empresa. O púlpito virou balcão de negócios. Vendem curas, prosperidades, água ungida, lenços com suor, sal grosso e todo tipo de patuá encantado para promoverem seus nomes e ministérios arrebanhando multidões de incautos, enquanto isso as pessoas do mundo veem a realidade sombria que está sobre nós neste momento. Muitos estão se preparando para o que será conhecido como a pior depressão do mundo.
      Louvado seja Deus pelos estudantes das Escrituras, que não buscam aprovação dos homens, mas, sim da Palavra de Deus e do Deus da Palavra! São homens como Daniel. Eles compreendem os escritos dos profetas anteriores. “Eu , Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias”. (Daniel 9: 2).
      Daniel compreendeu o cativeiro de Israel na Babilônia, e listou todas as coisas terríveis que estavam acontecendo com o povo de Deus em seus dias. Daniel comparou tudo àquilo com Deuteronômio 28, e concluiu: “a maldição, o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre nós; porque pecamos contra ele... Como está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre nós; porque pecamos contra ele... Como está escrito na lei de Moisés, todo aquele mal nos sobreveio... pois não obedecemos a sua voz”. (Daniel 9: 11, 13, 14).
      A mensagem de alerta vem dos nossos telejornais, das revistas. Ao ler tais relatos nos jornais, isto poderia levar de volta a profecia bíblica dos últimos dias. Vemos uma sociedade amedrontada, refém da “multiplicação da iniquidade”. Este é um sinal claro que não podemos ignorar: “se não deres ouvidos à voz do Senhor teu para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então sobre ti virão todas estas maldições, e te alcançarão”. (Deuteronômio 28: 15).
      Através das Escrituras, Daniel viu que a maldição havia chegado às cidades e aos campos. A lista de maldiçoes esta diante dele: “Maldito serás tu na cidade, e maldito serás no campo”. (Deuteronômio 28: 16). Assassinatos, chacinas, assaltos, arrombamentos, estupros, prostituição, homossexualismo, latrocínio. Estamos presenciando o surgimento de um grande exército de cadáveres ambulantes dependentes do crak, vagando pelas nossas cidades e invadindo a tranquilidade na zona rural, medo, desepero chegou até as pacatas cidadezinhas, a Bíblia alerta: “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis”. (2 Timóteo 3: 1).
     Daniel viu dias de incerteza, inflação fora de controle, juros alto, o preço elevadíssimos dos alimentos: “Maldito o teu cesto e a tua amassadeira”. (Deuteronômio 28: 17). A disseminação do desemprego. “Eu vos quebrantarei o sustento do pão”. (Leviticos 26: 26). A maldição sobre nossas plantações e o gado: “Maldito o fruto do teu ventre e o fruto da vossa terra, e a criação das tuas vacas, e os rebanhos das tuas ovelhas”. (Deuteronômio 28: 18). Hoje, há muitos cristãos que acreditam na transformação da sociedade através de programas governamentais, "lobbies", insurreição civil e grupos de pressão. Daniel viu a maldição nas relações exteriores daquele país: “Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres. O Senhor mandará sobre ti a maldição, a turbação e a perdição em tudo em puseres a tua mão para fazer... por causa da maldade das tuas obras, com que me deixaste”. (Deuteronômio 28: 19- 20).  A maldição das pragas de doenças incuráveis havia chegado. A Aids a úlcera vermelha, a ferida incurável é apenas o começo, cada vez mais peste surgirá: “O Senhor te fará pegar a pestilência... com a tísica e com a febre, e com a quentura... O Senhor te ferirá com as úlceras do Egito... e com sarna... de que não possas curar- te; o Senhor te ferirá com loucura, e com cegueira, e com pasmo [pânico] do coração... O Senhor te ferirá com úlceras malignas... de que não possas sarar, desde a planta do teu pé até o alto da cabeça”. (Deuteronômio 28: 21, 22, 27, 28, 35).
      Sim! Daniel foi capaz de discernir o gatilho, o ponto que desencadeia a ira de Deus, quando Ele se farta da podridão do pecado. Muitas pessoas perguntam: “Como pode um Deus de amor permitir que alguém vá para o inferno?”. A resposta é: “Como pode um Deus santo permitir essa enxurrada de pecado, sendo Ele Santo?”. O pecado só trás maldições.  Olhe para a falta de chuvas, falta de água, terra seca. Esse é um ato de Deus: “O Senhor por chuva da tua terra te dará pó e poeira; dos céus descerá sobre ti”. (Deuteronômio 28: 24).
     Traficantes ditam as normas em grandes centros urbanos, toque de recolher, incêndio a ônibus. Os reis das drogas ditam o terror, com execuções sumarias cadáveres são expostos a céu aberto. Os cidadãos de bem correm apavorados, muitos estão presos em suas casas: “O Senhor te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho saíras contra eles, e por sete caminhos fugirá diante deles... E o teu cadáver será por comida a todos as aves dos céus”. (Deuteronômio 28: 25- 26).
      Uma epidemia de divórcios esta assolando nossa sociedade. O índice de divórcio na terceira idade no Brasil cresceu 51% na última década. O divorcio é a apostasia do amor, esta maldição esta adentrando no seio das igrejas que desprezam o conhecimento do Senhor, falamos sobre o homossexualismo, mas esquecemos do alto índice dos divórcios: “Desposar- te- ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela; edificarás uma casa, porém não morarás nela; plantarás uma vinha, porém não lograrás o seu fruto”. (Deuteronômio 28: 30).
      Uma onda de roubo, assaltos, arrombamentos esta sobrevindo sobre as nossas cidades amaldiçoadas que desprezam o conhecimento de Deus: “O teu boi será morto aos teus olhos... o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará a ti: as tuas ovelhas serão dadas aos teus inimigos, e não haverá quem te salve”. (Deuteronômio 28: 31).
      A violência urbana atingiu índices alarmantes, os jovens são as maiores vitimas. Os pais assistem a morte dos filhos pela violência, os que não sucumbem pela violência são levados para o cativeiro das drogas. “Teus filhos e tuas filhas serão dados a outro povo, os teus olhos o verão, e após deles desfalecerão todo dia... Filhos e filhas gerarás; porém não serão para ti; porque irão em cativeiro”. (Deuteronômio 28: 32, 41).
     A maldição nas nossas exportações, outras nações enriquecerão as nossas custas. O Profeta Oséias descreve a cegueira do povo sob essa maldição: “Estrangeiros lhe comeram a força, e ele não sabe; também as cãs se espalham sobre ele, e não o sabe”. Qualquer que seja a plantação, qualquer que seja o fruto, “tragá- la- ão os estrangeiros”. (Oseias 8: 7). Daniel observou que o povo estava sob esta maldição. “O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e tu mui baixo descerás”. (Deuteronômio 28: 43).
     O aumento de inadimplência, falência e dividas juntos aos bancos. “Ele te emprestará a ti, porém tu não lhe emprestarás a ele: ele será por cabeça, e tu será por cauda”. (Deuteronômio 28: 44).
      Daniel (Deus é meu juiz) sabia que Deus é amor e que usa de misericórdia, porém, tinha o conhecimento que Ele é o justo Juiz de toda a terra.
       Um decreto havia proibido que se fizessem pedidos a qualquer pessoa, exceto ao rei e, ao ser visto orando a seu Deus, Daniel foi acusado de desobedecer ao decreto. Foi atirado numa cova de leões. Ele sobreviveu, e escreveu a respeito do fim dos dias: “Agora vim, para fazer- te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias, porque a visão é ainda para muitos dias”. (Daniel 10: 14). Ele diz que há de vir “o príncipe do povo”. (Daniel 9: 26). O impostor virá para colocar “ordem no mundo”. Dias de trevas se aproximam rapidamente. A Grande Tribulação. Sua duração de “sete anos” é calculada pelo estudo das passagens de Daniel. (Daniel 9: 24- 27). A Grande Tribulação, que se prolongará por sete anos, terá sua parte mais cruel na sua segunda metade (três anos e meio) 1260 dias. (Daniel 12: 12).
       Esta se aproximando o dia, quando nem a oração dos santos piedosos pela terra destruída surtirá efeito. O alerta é de Deus: “Quando uma terra pecar contra mim, gravemente se rebelando, então estenderei a minha mão contra ela... e arrancarei dela homens e animais; ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová”. (Ezequiel 14: 13- 14).
       O “evangelho” da paz, amor e heresia esta se alastrando no meio evangélico, a Bíblia, porém alerta: “Quando andarem dizendo: Há a paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”. (1 Tessalonicenses 5: 3).
       Amados! Ainda há esperança. Mas o tempo está se esgotando, precisamos praticar o que lemos. “Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente”. (Daniel 12: 3). Pastor Elias Fortes
     
     
     
     
                   


      

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MARCHA PARA JESUS A LUZ DA BÍBLIA

Se você perguntar a qualquer cristão: "Você ama a Jesus?" A resposta mais ouvida será: "Sim, completamente!". Nos dias de Hoje, temos até a “MARCHA PARA JESUS”, sim! Ela serve para medir a temperatura dos fãs espalhados por todo nosso país, com adesivos em carros e camisetas com dizeres: “DEUS É FIEL"; "PROPRIEDADE DE JESUS"; "SOU APAIXONADO POR JESUS"; "EU AMO JESUS"; "EU SOU DE JESUS". Porém, a Bíblia nos ensina: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama... e eu também o amarei e me manifestarei a ele". (João 14: 21). Se a manifestação de Jesus não for evidente em sua vida, seu amor por Ele consiste em palavras, e não obras e verdade. Manifestar significa "brilhar ou jorrar". Devemos ser um instrumento que irradie a presença de Cristo. Costuma- se orar: "Senhor, envia- nos tua presença! Desça, revela- te a nós!”. A presença de Deus não "desce" somente. Nem aparece de surpresa, assustando a congregação. Parece que a imaginamos uma fumaça invisível soprada por Deus na atmosfera, semelhante à nuvem de glória do Antigo Testamento, a encher o templo, impedindo às pessoas permanecerem de pé.
      Esquecemo- nos facilmente de que são nossos corpos o templo do Senhor: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é o santuário do Espírito Santo que está em vós” (1 Coríntios 6: 19). A glória de Deus deve aparecer em nossos corações e encher- nos. Cristo não habita em edifícios ou determinados ambientes como muitos imaginam; o próprio céu não pode contê- lo. Antes, Ele manifesta- se através de nossos corpos obedientes e santificados. “porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2 Coríntios 6: 16).
   Na marcha para Cristo, vemos uma geração de “sonhadores apaixonados”, com gritos e “atitudes proféticas” declarando que Curitiba, o Brasil e o mundo são de Jesus. Não adianta nada alguém usar uma camiseta com os dizeres: “Apaixonado por Jesus” ou viver cantando: “Apaixonado, apaixonado, apaixonado...”, se não andar como Jesus andou. “Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou”. (1 João 2: 6).
     Muitas igrejas têm apoiado esse movimento, mais pelo poder político do que o poder de Deus, tendo como meta construir um império na terra do que “Buscar o Reino de Deus e sua justiça”. Nessa marcha desenfreada em busca das multidões, as frases de impactos são usadas como se fossem verdades bíblicas. “Pense, acredite e receba”, endossada com “orações fortes”. As Escrituras, nos ensina que não sabemos orar como convém: “Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas. Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. (Romanos 8: 26). 
      Não basta falar; é preciso fazer. O Ser humano não é o que fala, é o que ele faz. “Tornai- vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando- vos a vós mesmos” (Tiago 1: 22).
     Há um grande abismo entre o que as pessoas falam e o que elas fazem; há um hiato entre a teologia e a vida; um fosso entre o credo e a conduta. Não podemos separar o que Deus uniu: ortodoxia e piedade; doutrina e vida; teologia e ética; credo e conduta. Paulo, conhecedor desse perigo, alertou o jovem pastor Timóteo, como segue: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvaras tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes”. (1 Timóteo 4: 16).
     Onde quer que se expresse a presença de Jesus, a jorrar de corações obedientes, a pessoa que abrigar algum pecado em sua vida reagirá, arrependendo- se e confessando seu erro... Ou correrá para esconder- se! Um dia Jesus revelar- se- á completamente à humanidade perversa. E quando acontecer, de acordo com o predito no livro de Apocalipse de sua temível presença: “... se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós, e escondei- nos da face daquele que se assenta no trono...”. (Apocalipse 6: 15, 16).
   Somente diante da santa presença de Jesus aprenderemos a odiar o pecado, e esta condição nos permitirá viver as mais profundas experiências com Ele, do que ficarmos marchando sem direção com palavras vazias e jargões sem valor, enquanto a iniquidade assola nossas igrejas.
      Como deve entristecer- se o Espírito Santo, ao ver pastores e evangelistas fazendo de seu ministério um circo! Ele não suporta a manipulação e o exibicionismo feitos em seu nome. Homens se auto- proclamando profetas e apóstolos nesses últimos dias, porém, desprezando o evangelho de Cristo e proclamando outro evangelho diluído em heresias, priorizando o poder financeiro do que o poder de Deus, e se auto promovendo através das curas e milagres. “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se o espírito vêm de Deus, porque já muitos falsos profetas têm surgido no mundo”. (1 João 4: 1).
      Como identificar a marcha desses falsos profetas nas igrejas? Você participou de uma reunião de curas e milagres? Ao participar desses movimentos: marcha para Jesus, sessão, reunião, concentração de fé; ao assistir a isso fez sentir- se humilhado? Mostrou sua tendência ao pecado? Encheu seu coração de amor por Jesus? Despertou em você o desejo pelo seu retorno? Se você não experimentou essas sensações, o Espírito Santo não estava presente, porque esta é a sua obra. Ele procura trazer a Noiva para mais perto do Noivo. Se isso não aconteceu, o que você viu era de origem carnal. O Espírito Santo não se manifesta apenas para nos fazer sentir bem, mas para dar- nos uma visão antecipada de Cristo: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. (João 16: 8).
      Há muitos perdidos dentro da igreja. Pois o povo de Deus esta desorientado quanto à questão do arrependimento. Recentemente, recebemos um musico em nossa igreja, percebi que ele não orava e que não possuía uma Bíblia, questionado a respeito, ele me respondeu: “Faz mais de trinta anos que toco na igreja, Jamais os pastores falaram para mim que isso era necessário, eu até recebia salário dessas igrejas”. Rapidamente providenciamos para ele uma Bíblia, estou orando com ele, para que ele possa entender que o caráter cristão é mais importante que o talento. 
     Que o Senhor Jesus nos ajude! Quantos músicos e artistas gospel estão vivendo nessa mesma condição espiritual?  Valorizando mais o talento do que o caráter cristão? Amados! Creio que Jesus está bradando: “Não é o perdido que precisa se arrepender... É você! Somos nós os que se afastaram do Senhor”. “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não guardastes; tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar”. (Malaquias 3: 6, 7).
      Por que há pouca ou nenhuma presença de Jesus no meio de nossas igrejas? Por que muitas congregações estão mortas? Porque o pastor ou membros, ou ambos estão espiritualmente mortos! Experimentar a presença de Jesus na igreja, não é tanto um problema coletivo, quanto individual. O pastor espiritualmente sem vida pode espalhar a morte na congregação. Contudo, cada membro pode permanecer um templo e manter- se obediente a Deus. A igreja pode estar morta, e o crente cheio da presença de Cristo. Pois, quando conduzo corretamente minha vida diante de Deus, ela se torna uma estrada, que pode ser percorrida por Deus para convencer outras pessoas de seu pecado.
     Não precisamos sair pela cidade marchando com “gritos de guerra”, cartazes com dizeres “sou apaixonado por Jesus”. Isso é um movimento de águas paradas, não produz vida! O que nós precisamos, é percorrer o caminho de santidade criado por Deus. E digo com toda a reverência... Os impuros não passarão por ele! Não passarão! “E ali haverá um alto caminho, um caminho que se chamará O caminho Santo; o imundo não passará por ele, mas será para o povo de Deus; os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão. Ali, não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele. E os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com júbilo; a alegria eterna haverá sobre a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”. (Isaías 35: 8- 10). Pastor Elias Fortes.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

ENOQUE! O CRENTE TRASLADADO

Por mais de trezentas vezes, numa média de um versículo a cada vinte e seis, o Novo Testamento refere- se à segunda vinda de Jesus Cristo. Por conseguinte, não corremos qualquer risco em depositar a nossa confiança nesta verdade. O que não podemos fazer é marcar a data de sua volta. Este é um assunto que compete única e exclusivamente a Deus.
    Entre os evangélicos, hoje, há um consenso generalizado sobre o fato de que Jesus Cristo realmente está preste a voltar. Até mesmo entre os teólogos modernos, aquela conversa sobre a morte de Deus já é coisa passada. Hoje, eles já se voltam à doutrina das últimas coisas. Entretanto, a despeito dos modismos teológicos, precisamos estabelecer nossas convicções sobre a verdade revelada na Palavra de Deus. Afinal, o próprio Jesus, durante o seu ministério terreno, afirmou categoricamente: “Eu voltarei”. E alertou! “... Quando, porém, vier o Filho do homem, achará fé na terra?”. (Lucas 18: 8b).
    No Antigo Testamento nós vemos a figura de Enoque, ele tipifica o crente que será arrebatado para junto com Deus. Crentes que vivem pela fé e não por vista. A Bíblia nos diz que Enoque “Andou com Deus”. (Gênesis 5: 24). Esse homem ia e vinha de braços dados com Deus todos os dias de sua vida. “Foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos”. (Gênesis 5: 23). Ele tipifica o crente que, durante 365 dias cada ano, por todos os seus 365 anos, andou com Deus e foi recompensado pela sua fé. “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o transladara. Pois antes da sua transladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. (Hebreus 11: 5, 6).
    Aqueles que andam com Deus são compensados por Ele, somos transportados diariamente do alcance de Satanás. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”. (Colossenses 1: 13).
    Temos a promessa que o próprio Jesus nos leva para longe do poder do diabo e nos coloca num lugar de repouso. Crentes que em meio às dificuldades encontram paz em seus corações, não são reféns das circunstâncias, pois, guardam as palavras do Mestre Amado. “... No mundo tereis aflições, mas tende bom animo! Eu venci o mundo”. (João 16: 33b).
   Enoque provou que o testemunho maior é andar com Deus no meio da tempestade. Hoje, há muitos crentes que acreditam na transformação da sociedade através de programas governamentais, "lobbies", insurreição civil e grupos de pressão. Não acho em lugar algum da Bíblia que esta é a missão da Igreja militante de Jesus cristo. A missão da Igreja é a de falar às almas perdidas a respeito da redenção proporcionada por Jesus Cristo. Essa missão está sendo substituída por aqueles que acreditam que o Reino de Deus pode ser estabelecido aqui e agora mediante ações humanas. “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis”. (2 Timóteo 3: 1, leia os versículos 2 ao 9).
      Enoque profetizou sobre o tempo que a impiedade tomaria proporções inimagináveis. “Concernente a estes profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão: Vede, o Senhor vem com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos, e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticam, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram”. (Judas 14, 15).
    Ímpios! Ímpios! Ímpios! Era isso que Enoque via, uma geração de ímpios, ímpios aos milhares transvestidos de crentes, cujos altares, os louvores e pregações estão de mãos dadas com o mundo. Crentes Inimigos de Deus e amigos do mundo, mas que em breve entrarão em juízo com Ele. “... aquele que quiser ser amigo do mundo, constitui- se inimigo de Deus”. (Tiago 4: 4).
    Enoque andava com Deus em meio aquela geração de pessoas malignas, sua confiança em Deus aumentava a cada dia, sua fé era fortalecida nos 365 dias do ano. “Andou Enoque com Deus; e já não era...”. (Gênesis 5: 24a). Essa expressão e já não era, significa: “ele não era deste mundo”. Na oração sacerdotal Jesus intercedeu por nós usando a mesma expressão: “Eles não são do mundo, como eu do mundo sou”. (João 17: 16).
    Já não era preso a este mundo, morria diariamente para esta vida, não era parte deste mundo que jaz no maligno, sua s obrigações diárias não o afastavam de Deus.
     Diferente do que é ensinado nos dia de hoje. Muitos só buscam a Deus quando querem bênçãos, curas, livramentos. Não sabem o que é andar com Deus os 365 dias do ano.
     Os ministérios carnais têm contribuído em muito para isso.  Esses ministérios tornaram- se objeto de culto, são verdadeiros ídolos na vida desses lideres espirituais, arrebanhando multidões de prosélitos a viver por vista e não por Fé. O verdadeiro ministério é aquele que foi designado e biblicamente ordenado, provido por nosso Senhor Jesus Cristo com o tríplice propósito de liderar a igreja:
(1)   evangelização do mundo (marcos 16: 15- 20);
(2)   adoração a Deus (João 4: 23, 24);
(3) edificação de um corpo de santos que está sendo aperfeiçoado segundo a imagem do Filho de Deus (Efésios 4: 11, 16).
     Enoque tipifica a igreja que será arrebatada, uma igreja que anda em comunhão com Deus diariamente 365 dias do ano, com um povo cheio de fé em Jesus Cristo, essa é verdadeira fé que agrada a Deus. Pois: “a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo”. (Romanos 10: 17).
    Não uma fé no homem, ministérios, em placas de Igrejas. Nem uma “fé placebo” focada em patuás e objetos “ungidos”, com mensagens para dar coceira aos ouvidos, essa é uma fé morta e destrutiva. A Bíblia nos alerta: “... pois a letra mata, mas o Espírito vivifica”. (Coríntios 3: 6b). O crente que não anda com Deus todos os dias, vive uma vida sem intimidade com Jesus, esse crente ligado à letra produz em si uma emoção morta, egoísta e exigente, que não é fé de modo algum. Com certeza Deus não se agrada disso. Ele até pode enganar por um tempo, mas não todo o tempo.
     A fé que agrada a Deus é aquela que vem pelo ouvir a Palavra e andar intimamente com Deus. Falar somente, sem agir, não nos leva a lugar algum. Precisamos: “olhar para o autor e consumador da fé”. (Hebreus 12: 2). Fé é andar com Deus, conhece- ló e estar familiarizado com a sua glória e majestade, ai esta um povo que não precisa de curso e nem de culto de oração, pois a oração faz parte de sua vida, como o ar que respira, e muito menos precisaria participar de seminários de fé.
    Precisamos olhar para o nosso autor e consumador da nossa fé todos os dias, sendo transportados da escuridão do diabo para as mãos do Filho de Deus. Somente pela fé que agrada a Deus, somos transladados para estar- mos em sua presença, todos os dias crescemos na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo, nos tornamos menos ligados às coisas terrenas e mais próximo da glória dos céus. Somente então, podemos fazer a ultima oração da Bíblia: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22: 20). Venha Senhor, não há nada aqui para mim! Pastor Elias Fortes.

    

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O REI E A COROA DE ESPINHOS

Enquanto Martinho Lutero estava tendo sua Bíblia impressa em alemão, a filha do impressor encontrou o amor de Deus. Ninguém havia falado sobre Jesus para ela. Com relação a Deus ela não tinha nenhuma emoção a não ser medo. Um dia, ela juntou pedaços das Escrituras que haviam caído no chão. Em um papel ela encontrou as palavras: “Pois Deus amava tanto o mundo, que deu...”. O resto do verso ainda não havia sido impresso. Ainda assim o que ela viu foi o suficiente para comovê- La. A ideia de que Deus poderia dar alguma coisa levou- a do medo para a alegria. A mãe dela notou uma mudança em sua atitude. Quando questionada sobre o motivo de sua felicidade, a filha entregou o pedaço amassado que continha parte do verso de seu bolso.  A mãe leu e perguntou: “O que ele deu?” A criança ficou perplexa por um momento e então respondeu: “Eu não sei. Mas se ele nos amou tanto a ponto de nos dar alguma coisa, não devemos ter medo dele”.
    Deus nos amou tanto que nos deu um Rei, Seu próprio Filho, Jesus Cristo. Ele sentiu tanto a dor da injustiça de Deus, quando saiu para levar sobre Si a total maldição do pecado e, assim, receber a maldição de Deus. Cabia- Lhe morrer numa cruz, e “maldito todo aquele que for pendurado numa arvore”. (Gálatas 3: 13).
    A santidade de Deus requeria um sacrifício livre de pecados, o único sacrifício livre de pecados era seu Filho. E uma vez que o amor de Deus nunca falha, para pagar o preço ele o fez. Deus amou tanto o mundo que nos deu um amor infalível, seu nome é Jesus Cristo.
    Era prática comum expor um quadro com a lista de crimes cometidos pela pessoa condenada à crucificação. Pilatos mandou colocar este “titulo” acima da cabeça de Cristo: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. Com isso ele, deliberadamente, zombou dos judeus. Ele não estava interessado em ultrajar o crucificado, que ele sabia que era inocente, mas sim insultar os judeus. O letreiro que mandou colocar repetia suas próprias palavras: “Crucificarei o vosso Rei?”, e os judeus se sentiram imediatamente feridos profundamente pelo calculado insulto do governador. Pilatos tinha despejado todo desdém e sarcasmos de que era capaz naquela inscrição. Praticamente ele estava dizendo: “Vejam vocês, judeus, ai está o vosso rei!” Que rei! Esta figura abatida de tanto apanhar, sangrando, crucificada. Não é difícil imaginar o sorriso sardônico e o riso cruel de Pilatos quando leu inscrição que mandará fazer: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus!”. INRI: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum. “Então entregou- lho, para que fosse crucifido”. (João 19: 12, 15, 16).
    Nos bastidores os saldados tiveram sua diversão com o prisioneiro. Como ouviram que Ele se dizia rei, vestiram- no com uma veste de púrpura, possivelmente o manto vermelho de um soldado, fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em Sua cabeça, e puseram uma cana em Sua mão direita, como se fosse um cetro. E continuaram essa paródia, inclinando- se diante dEle, em zombaria mesura, e dizendo: “Salve, Rei dos judeus”, batendo nEle, cuspindo nEle e surrando Sua cabeça com a dura cana que servira de cetro”. (Mateus 27: 28- 30). A zombaria dirigida mais à nação judaica, desprezada pelos romanos, do que pessoalmente a Cristo. Mas isso não diminui o sofrimento e o caráter abusivo resultantes desta brincadeira terrivelmente rude. A tradução de João 19: 5 na versão do King James aponta para o momento dramático em que Cristo foi levado para fora para que todos o vissem: “Então Jesus saiu para fora, usando a coroa de espinhos”. Esse triste espetáculo deixou indelével marca, para sempre, na mente de João.
 Deus amou o mundo de tal maneira, que deu a si mesmo. “Cristo amou- nos e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus”. (Efésios 5: 2).
     Lá estava o Rei dos judeus com uma coroa de espinho na cabeça, rosto ferido, inflamado e sangrando. Ele estava só. “sem amigos, abandonado, traído por todos”. Aquela coroa simbolizava o que o homem pecador pensa de Cristo. Ele não deveria ser levado a sério. Ele só servia para atuar numa peça de teatro! Fizeram dEle um rei do  carnaval, e Lhe puseram a estampa do ridículo. Com a veste ridícula, a cana como cetro e a coroa de espinhos, fizeram- no parecer uma figura teatral. A ignominiosa coroa de espinhos tecida pelas mãos dos homens e colocada sobre a fronte do Salvador, assim o homem avalia  Cristo.
     Pode bem ser que os cristãos se perturbem e se comovam diante desta cena. Não assim a multidão que estava do lado de fora do palácio de Pilatos. Quando Pilatos apontou para aquela figura surrada que sangrava, e disse “Eis o Homem!”, esperava ver alguma piedade, alguma compaixão, mas em vão. Ao contrario, o que eles viram só serviu para fortalecer o seu desejo de sangue e um coro ensurdecedor: “Crucifica! Crucifica!”. Bem típico do homem sem Deus, dias antes eles saudavam o Salvador com gritos: Hosana! Hosana! “Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas”. (Salmos 2: 2, 3).
    O Santo de Israel os tinha exposto, os tinha desmascarado, os tinha condenado, os tinha condenado, e eles se voltaram contra Ele com maligno ódio e com um consumidor desejo de destruí- ló. Não queriam dar glória nenhuma a Jesus, nenhuma honra nada senão vergonha e desprezo. A coroa  de espinhos agradou- os muitíssimo. Herodes queria um show, Pilatos só queria terminar logo com aquilo, os soldados queriam sangue e os religiosos à crucificação.
    “Deus amou o mundo de tal maneira que...”. Perdoou seus filhos sem abaixar seus padrões. Ele colocou nossos pecados em seu Filho e os puniu nEle. “[Aquele] que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Coríntios 5: 21).
    A coroa de espinhos foi colocada ali pela mão de Deus como pela do homem. A cruz era de Deus, como também do homem. Oh, como poderemos entender o amor de Deus? Que amor é esse? “excede todo conhecimento”. (Efésios 3: 19). Embora não somos capazes de medir esse amor, podemos confiar totalmente nele.
     Se havemos de receber a coroa da vida, Cristo deve receber, necessariamente, a coroa de espinhos. Somente com a coroa de espinhos ele pode dizer ao ladrão moribundo: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Somente com a coroa de espinhos Ele pode dizer a uma Madalena ou um publicano: “Vai- te em az, são- te perdoados os teus pecados”. Deus ama você. O Filho de Deus morreu por você, e é com Sua diadema de espinho que Ele desce tanto em Sua humilhação, vergonha e tristeza que pode buscar e salvar pecadores. “Bem- aventurado o homem que suporta a provação, porque depois de ter passado na prova, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam”. (Tiago 1: 12).
     Somente pelo agudo espinho do seu sofrimento é que o venenoso espinho do nosso pecado é extraído. Noutras palavras, sem a cruz Deus não pode perdoar o pecado. A coroa de espinhos nos faz lembrar que Jesus é Rei, e que é vitorioso, mesmo quando parece derrotado. Por mais rebaixado que Cristo possa parecer aos homens, Ele continua sendo Rei. Ele realiza uma obra real no Calvário e conquista para nós um perdão real. Ele ascende a um trono quando vai ser crucificado, o trono da graça. Nessa aparente fraqueza Ele é o poderoso vencedor sobre satanás, sobre o pecado e sobre a morte; Ele é o dominador deste mundo. A cruz parece uma loucura para o mundo, mas para o povo de Deus redimido a cruz de Cristo é vitoria, é salvação, é o poder de Deus. “E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória”. (Tiago 5: 4).
    A fronte que uma vez teve sobre si a cruel coroa de espinhos, agora vê- se adornada com o diadema do universo, pois toda a autoridade no céu e na terra foi dada a Cristo. O Filho de Deus tornou- se o Cordeiro de Deus, a cruz tornou- se o altar, e nós fomos “santificados pela oblação do corpo de Jesus cristo, feita uma vez”. (Hebreus 10: 10).
     Somente quando observamos a cruz de Cristo, e que podemos ouvir Deus nos assegurar: “Eu te amo”. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3: 16). Deus enviou o Seu próprio Filho como sacrifício vivo, após o sacrifício de Cristo não houve mais necessidade de derramamento de sangue. “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”. (Hebreus 9: 12).
     Fora das portas! Um rejeitado no universo de Deus! Nenhum lugar de repouso, nenhum santuário! Mas não por muito tempo. Logo as portas do céu se abriram de par em par para Cristo, o guerreiro e Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai- vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória”. (Salmos 24: 7).  Pastor Elias Fortes.
     

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

UM FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE

Estamos cada dia mais desencantados com os políticos e descrentes da política. As promessas de palanque já não acendem mais a candeia da esperança na alma do povo.
    Camões colocou em sua obra imortal, Os lusíadas, esta frase perturbadora: “Um fraco rei faz fraca a forte gente”. A Bíblia nos ensina: “O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” (Provérbios 29: 4). Um rei fraco oprime o povo com pesados tributos, mas não serve ao povo com serviços correspondentes. Usa o povo para manter- se no poder, mas mantém o povo na miséria. “O rei que julga os pobres conforme a verdade, firmará o seu trono para sempre”. (Provérbios 29; 14).
    Pagamos pesados tributos, mas vemos esse dinheiro suado alimentando esquemas de enriquecimento ilícito. O Brasil é o segundo país que mais cobra impostos do consumidor, atrás apenas da Índia. Mas se o povo dá muito ao governo, ele dá pouco ao povo. O governo cobra alto demais, mas o dinheiro não retorna à população em serviços públicos de qualidade.
    A respeito dos subornos, Isaías profetizou: “Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. (Isaías 1: 23). Alguns não acreditam mais na integridade dos políticos. Afirmam sem medo de errar que o poder corrompe. Mas será que é o poder que corrompe ou o poder revela o corrompido? A corrupção está no poder ou no coração do ser humano?
     A Bíblia nos ensina a respeito de nossos deveres cívicos, Jesus pagou tributo. “Mas, para que não os escandalizemos, vão ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo- lhe a boca, encontrarás um estáter. Toma- o, e dá o por mim e por ti”. (Mateus 17: 27). Temos que exercer a nossa cidadania, precisamos votar. “Reponderam- lhe: De César. Então ele lhes disse: Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Mateus 22: 21). Sim! É nossos dever honrar os lideres: “Honrai a todos. Amai aos irmãos. Temei a Deus. Honrai o rei”. (1 Pedro 2: 17).
    Precisamos e devemos ter cristãos envolvidos na política e ocupando cargos de liderança que venham a influenciar positivamente a sociedade no seu todo, e não apenas a igreja ou ao grupo que o elegeu. O sociólogo Paul Freston escreveu: “Nossa preocupação tem que ser com a promoção do Evangelho e não com a promoção dos evangélicos”. Amados! Precisamos de candidatos evangélicos e não de candidatos dos evangélicos. Robinson Cavalcanti nos alertou: “Devemos nos precaver das tentações teocráticas: O governo de um Aiatollah protestante, que dividiria o bolo do Estado entre nós”.
    Um rei fraco é um rei populista que, para manter- se no trono, oferece à fraca gente pão e circo, mas não a encoraja a alçar voos mais altaneiros. Precisamos ser mais cuidadoso na escolha da nossa liderança política. Ao rei fraco a Bíblia adverte: “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades”. (Isaías 10: 1). Quando indivíduos comprometidos com a probidade governam, o povo se alegra; porém, quando pessoas regidas pela ganância e entregues à corrupção sobem ao poder, o povo geme. “Quando os justos triunfam há grande alegria, mas quando os ímpios sobem, escondem- se os homens”. (Provérbios 28; 12). Outra questão é de não estarmos ainda preparados para atuar de forma saudável numa sociedade pluralista como a nossa, onde o tamanho das pressões exige dos candidatos evangélicos uma postura que muitos deles ainda não possuem.
    Precisamos de políticos com o mesmo espírito de Daniel. “Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê- los sobre todo o reino”. (Daniel 6: 3).  Daniel era um político (governador) integro, foi jogado na cova dos leões e saiu ileso. Graças a Deus estamos no período da Graça, do jeito que esta a nossa política, sobrariam leões e faltariam políticos.
   Um político íntegro, que não vende sua consciência, que não se deixa seduzir pelo suborno, que não é apanhado na rede mortal da ganância insaciável, é uma pedra de tropeço no caminho dos corruptos.
    Cristão que é cristão, não anula o seu voto, ele exerce o seu dever cívico: “Sujeitai- vos a toda autoridade humana, por causa do Senhor, quer rei, como soberano, quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem”. (1 Pedro 2: 13- 14).
    Precisamos ter bons crentes em posição de liderança e causando influência positiva na sociedade como um todo. É assim que a Bíblia nos ensina: “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra; quando, porém, domina o perverso, o povo suspira”. (Provérbios 29: 2).
    Jamais podemos nos esquecer, porém, que a missão principal da Igreja antes da volta do Senhor é o evangelismo e o discipulado, e não formar cruzadas para tomar o poder ou conquistar o domínio político em uma nação ou mundo.
    Infelizmente, muitas igrejas estão cedendo os seus púlpitos para a política. Esquecem eles que a união da igreja com o Estado nem sempre trouxe bons dividendos para a causa de Cristo, é só lembrar- mos de Constantino, imperador romano. A Bíblia adverte sobre essa “união”. “E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta, e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo”. (Apocalipse 17: 16).
   Aqui encontra- se uma advertência contra o casamento entre política e religião. Sempre quando vemos essa associação, a história mostra que ela termina com um divórcio violento.
   Vamos cumprir o nosso dever cívico de votar bem, sem esquecer qual é a missão da Igreja na terral, a bíblia declara: “Pela bênção dos retos se exalta a cidade, mas pela boca dos ímpios é destruída”. (Provérbios 11: 11). Não acredite em qualquer promessa política, mas na Palavra de Deus que é fiel e verdadeira! Pastor Elias Fortes

     

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CURAS E MILAGRES NÃO SÃO O EVANGELHO

Nossa geração está obcecada com números e uma falsa visão de sucesso que reflete os valores deste mundo, mais propriamente do que o mundo porvir. Infelizmente, para muitos evangelistas, Jesus Cristo tornou- se um “produto” que deve ser empacotado e negociado com as mesmas técnicas que, comprovadamente, obtiveram sucesso no mundo. Estão “vendendo” curas e milagres no atacado e no varejo, pois, as pessoas vivem a procura do sobrenatural. Correm atrás de toda promessa que lhes alimente a esperança de testemunhar um milagre. Os templos religiosos que exploram esse frenesi do povo estão lotados. Muitos líderes inescrupulosos fazem propaganda de milagres que jamais existiram. Outros vendem ilusões, prometendo em nome de Deus o que Deus nunca prometeu em sua Palavra. A Bíblia nos ensina que: “Os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”. (1 Coríntios 1: 22, 23).
     Reafirmamos nossa convicção de que Deus opera milagres ainda hoje. Ele é o mesmo Deus ontem, hoje e eternamente.  Deus faz o que quer com quem quer, no tempo que quer da forma como quer, para o louvor da sua glória. Porém, os milagres operados por Deus não são um substituto do evangelho. São sinais de Deus, que abrem portas para o evangelho, mas não é o evangelho. Só o evangelho traz salvação, pois só o evangelho “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. (Romanos 1: 16).
     Hoje há muitas atitudes que podemos denominar de enganosas na apresentação do produto evangélico. Cristo é apresentado como uma panaceia, em vez do único remédio para o pecado e o livramento da condenação. Em vez da verdade, oferecem- nos música e entretenimento para que o “clima” fique apropriado, e o evangelho, muitas vezes diluído em um “xarope para saúde perfeita” para tornar- se o mais palatável possível.
     O cristão pode ficar doente? Claro que sim! Todos os salvos em Jesus correm o risco de ficar enfermos. Quando um crente fica doente, não quer dizer que esteja em pecado diante de Deus nem oprimido pelo diabo. O apostolo Paulo receitou um remédio para o jovem Timóteo, seu filho na fé. “Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades”. (1 Timóteo 5: 23). A respeito de Timóteo e Epafrodito, o apostolo Paulo escreveu: “De fato esteve doente, e quase à morte, mas Deus se compadeceu dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza”. (Filipenses 2: 27). A Sobre Trófimo, ele escreveu: “Erasto ficou em Corinto. Quando a Trófimo, deixei- o doente em Mileto”. (2 Timóteo 4: 20).
     Não conheço nenhuma pesquisa autorizada que tenha estabelecido que os crentes, em média, não vivem mais que as pessoas de qualquer segmento da sociedade. Entretanto, não há razão (além da dieta mais saudável e do estilo de vida) para que isso acontecesse. A Bíblia não promete mais longevidade para os crentes, assim como não há fundamento bíblico para orar por isso. Antes, aos cristãos é prometido perseguição e martírio. “E eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome”. (Atos 9: 16).
     As três gerações que mais viram milagres (as gerações de Moisés, Elias e dos apóstolos) foram as mais incrédulas. “Ajuntando- se as multidões, começou Jesus a dizer: Esta geração é maligna. Ela pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, senão o do profeta Jonas”. (Lucas 11: 29).
     Os milagres estão em alta, e para muitos, os cristãos cheios do Espírito que anda em fé nunca deveria ficar doente ou sentir dor. Eles afirmam que “a cura está na redenção”, uma ideia que é derivada da declaração de Isaías: “... pelas suas pisaduras, fomos sarados”. (Isaías 53: 5). Pedro, todavia, nos faz saber que essa afirmação não se refere à cura de doenças, mas do pecado: “Levando ele [Cristo] mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados”. (1 Pedro 2: 24).
     Isaías 53, no versículo 4, lida com a cura de males físicos: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si...” Além disso, essa promessa foi cumprida no ministério de cura de nosso Senhor na terra e, portanto não relaciona à continuidade da cura de nosso corpo atualmente. Essa interpretação nos foi apresentada com clareza: “E, chagada a tarde, trouxeram- lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. (Mateus 8: 16, 17).
     É claro, cada bênção que recebemos está “na redenção”, A verdade é que, por meio da morte redentora e da ressurreição de Cristo, temos a promessa de algo muito melhor e superior que a cura perpétua desse corpo corrompido pelo pecado a fim de prolongar nossa vida aqui neste “presente século mau”. (Gálatas 1: 4). Temos a promessa de um novo corpo, como o de Cristo ressurreto, um corpo glorificado, e da vida eterna em um novo universo sem pecado nem sofrimento.
    Todos aqueles que pensam que “a cura está na redenção” como uma “garantia de que os cristãos nunca ficarão doentes nem morrerão”, estão eles mesmos mortos ou em vias de morrer. Nenhum deles foi capaz de prolongar sua vida substancialmente. Alguém poderia pensar que esse ensinamento fosse verdadeiro, assim, pelos menos alguns advogam isso, de fato, poderiam ter prolongado sua vida acima da média, mas esse não é o caso. Ignorar o fato de que o ser humano se desgaste naturalmente com o passar dos anos é contraria a própria Palavra de Deus. “Pois: Toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Seca- se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra do senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi pregada”. (1 Pedro 1: 24, 25).
    Quanto às orações pelos que estão doentes ou morrendo, muitas delas são respondidas por Deus de forma miraculosa. Portanto, no fim, todas as pessoas morrem e, usualmente, não muito depois dos setenta. Isso é o que Bíblia ensina. “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passam rapidamente, e nós voamos”. (Salmos 90: 10).
     Muitas igrejas são condescendentes com o nosso desejo de nos “sentir bem”, em vez de responder a nossa necessidade de ser espiritualmente desafiado e alimentado por meio da exposição sólida das Escrituras. A igreja eletrônica, em particular, serve nosso desejo por entretenimento (saúde é o que interessa o resto não tem pressa) em vez de alimentar o discipulado autêntico e a maturidade. “Porque virá tempo em que não suportarão a sá doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, cercar- se- ao de mestres, segundo as suas próprias cobiças”. (2 Timóteo 4: 3).
     Nada substitui a pregação fiel da Palavra de Deus, nem mesmo as curas e os milagres. No dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado, coisas extraordinárias aconteceram. Línguas como de fogo pousaram sobre cada um dos 120 discípulos reunidos no cenáculo. O milagre em si atrai a multidão, mas, somente quando Pedro se levantou para pregar, os corações foram tocados e transformados. “Ouvindo eles isto, compungiram- se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Disse- lhes Pedro: Arrependei- vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo”. (Atos 2: 37, 38).
    “Arrependei- vos”, Disse Pedro! Note que, dificilmente você ouve a palavra arrependimento, nas modernas cruzadas evangelísticas e concentrações de fé. Para muitos lideres o apelo para “vir a Cristo” está ligado à libertação de problemas de saúde, financeiros, emocionais etc. João o Batista também pregou: “e dizendo: Arrependei- vos, pois está próximo o reino dos céus”. (Mateus 3: 2).
    Quando Jesus Cristo era abordado por aquelas pessoas que ofereciam para segui- ló, Ele não dizia a seus discípulos: “João, faça logo a inscrição dele! Pedro, leve- o para participar do coral! Tiago dê- lhe o cargo de diácono! Apressem- se, antes que ele mude de ideia!”. Ao contrario, Jesus dizia o seguinte: “Bem, você quer me seguir? Deixe- me lhe dizer para onde vou. Estou indo em direção a um monte fora de Jerusalém chamado Calvário. Ali, eles me crucificarão. Portanto, se você realmente quer me seguir, também deve pegar sua cruz imediatamente!”. Isso mesmo, Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie- se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga- me”. (Mateus 16:24).
     O evangelho não pode ser apresentado como um plano de saúde celestial apenas para o nosso conforto físico, e Jesus não pode ser apresentado como um líder inspirador que nos ajudará a nos sentirmos melhor conosco mesmos, nem como alguém que curará nosso corpo ou fará prosperar nosso casamento ou negócio. Ao contrario, Ele precisa ser apresentado como Senhor e Salvador daqueles que sabem que merecem a punição eterna de Deus e que não podem salvar- se a si mesmos. Temos de chamar os pecadores ao arrependimento e acreditar no evangelho, porque ele é verdadeiro. Todos que recusam a verdade receberão a grande decepção de acreditar na mentira de Satanás, os que correm atrás de curas e milagres serão presas fáceis de manipular: “A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, como todo poder, e sinais e prodígios da mentira... Por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade”. (2 Tessalonicenses 2: 9, 11, 12).
     Martinho Lutero escreveu: “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”.
A seriedade do evangelho precisa ser resgatada se, em vez da abundância de falsas profissões de fé, quisermos ver a salvação genuína. Que o Senhor Jesus nos ajude a sermos fiéis até o fim. Pastor Elias Fortes.