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segunda-feira, 12 de março de 2012

CAIM E ABEL, religião falsa x religião verdadeira


Em nossos dias atuais ouvimos com frequência esta resposta: “qualquer religião serve, desde que se seja sincero”. Mas afinal! Quem inventou a religião? Precisamos voltar para o livro de Gênesis. As duas chamas daqueles altares que foram por eles erguidos, ao lado de fora do Éden, ilustram bem a diferença entre a verdadeira e a falsa religião. Uma pertencia a Abel, que apresentou ao Senhor uma oferta das primícias do seu rebanho. O ato de Abel foi praticado em amor, adoração, humildade, reverência e obediência. E a Bíblia diz que Senhor olhou para o ato de Abel e sua oferta com muita consideração.
     Seu irmão mais velho, Caim, trouxe ao altar uma oferta sem sangue, uma oferta barata, e a Bíblia diz que “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou” (Gênesis 4: 5).
     Estaria Deus sendo injusto? A intenção de Caim não era a de agradar a Deus? Não estava ele sendo sincero?
     Essa história foi registrada na Bíblia com a finalidade de ensinar- nos que existe uma forma certa e uma forma errada de entrar em contato com Deus. Abel trouxe sacrifício de sangue, como Deus orientara; Caiam ofereceu um sacrifício de vegetais, uma oferta egoísta e superficial, desobedecendo a Deus e aproximando- se dele sem fé. E como Deus não aceitou sua oferta, como de resto toda a sua vida havia- se tornado vazia. Ele deixou sua família, e passou a vagar sobre a terra, um homem amargurado, que clamava a Deus dizendo: “É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá- lo.” (Gênesis 4: 13).
     Caim era sincero, mas errou. Milhares de vidas são sinceras, mas estão distante de agradar a Deus com suas vidas. “Qualquer religião serve, desde que seja sincero, pois Deus é um só”. E se a mesma linha de pensamento fosse à alimentação de uma criancinha? A mãe poderia dizer: “Como não tenho outro leite, mas quero alimentar o meu filho, vou colocar na mamadeira cerveja, uma caipirinha de wodka ou um pouco de vinho. Afinal, tudo é líquido.” Tal raciocínio é simplesmente ridículo, mas é nada menos que essa questão da “sinceridade”. Milhares de vidas trocaram o leite racional por uma mistura mundana, um alucinógeno espiritual, e muitos estão “curtindo a onda” dentro de muitas cátedras.
     Quando Adão e Eva tiveram filhos, eles tinham a capacidade de instilar a importância de termos um relacionamento correto com Deus. No entanto, Caim quis fazer tudo à sua maneira. Ele aproximou- se do altar, pela primeira vez, com uma oferta do “fruto da terra”, tentando reaver o “paraíso”, rejeitando o plano de Deus para a redenção. Caim trouxe a Deus algo que ele havia cultivado elementos distintivos de sua própria cultura. Hoje interpretaríamos a oferta de Caim como uma tentativa sua de obter a salvação pelas obras. Mas Deus nunca disse que poderíamos chegar ao céu através de nossos próprios esforços ou de nossas ofertas.
    Infelizmente uma grande parcela da liderança espiritual do nosso país promete reaver o “paraíso”, “um pedacinho do céu”, mediante há uma “boa oferta” e um “bom dízimo”. Centenas desses ofertantes não conhecem ou rejeitam a obra da redenção oferecida por Cristo. Muitos se querem nasceram de novo.  De nada adiantaria devolvermos os dízimos e as ofertas, se deixarmos de lado o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. (Mateus 23: 23). O maravilhoso é quando praticamos ambas as coisas ensinadas por Jesus. Note que primeiro Deus rejeitou Caim, depois a sua oferta: “Mas para Caim e para a sua oferta não atentou...” (Gênesis 4: 5).
    Abel é um exemplo de obediência a Deus, pois humildemente ofereceu as primícias de seu rebanho, em um sacrifício de sangue. Abel aceitou a determinação divina de que o pecado merecia a morte, e só poderia ser compensado diante de Deus pela morte expiatória de um animal sem culpa. Caim rejeitou este plano deliberadamente. Deus requeria um sacrifício de sangue.
    Os autores bíblicos sabiam que o sangue era essencial à vida. Qualquer pessoa ou animal pode passar bem sem uma perna ou sem um olho, mas nem o animal nem o homem podem viver sem sangue. É por isso que o Velho Testamento diz: “Porque a vida da carne está no sangue” (Levítico 17: 11).
     Assim, a Bíblia ensina que a expiação pelo pecado só é possível com derramamento de sangue: “Com efeito, quase todas as cousas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” (Hebreus 9: 22).
    Quando Falamos do sangue de Cristo, portanto, estamos dizendo que Ele morreu por nós. O sacrifício de sangue acentuou para nós a gravidade do pecado. O pecado é uma questão de vida ou da morte. Somente o derramamento de sangue poderia fazer expiação pelo pecado. A morte de Cristo também emprestou maior ênfase ao principio da substituição vicária. No Velho Testamento, um animal era visto como um substituto; um animal inocente tomava o lugar de um culpado. Do mesmo modo, Cristo morreu em nosso lugar. Ele era inocente, mas, de livre vontade, verteu seu sangue por nós, e tomou nosso lugar. Nós merecíamos a morte por causa de nossos pecados, mas Ele morreu em nosso lugar.
    E como Cristo morreu por nós, podemos experimentar sua vida... Agora e eternamente: “Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis... que fostes resgatados... mas pelo precioso sangue... de Cristo” (Hebreus 1: 18- 19).
     Quando Caim deliberou seguir seus próprios intentos, e não a determinação de Deus que exigia o derramamento de sangue entrou amargura em seu coração. Ele começou a odiar seu irmão Abel. Da mesma forma que o verdadeiro crente muitas vezes não é bem aceito por aqueles que seguem uma religião criada pelo homem, Abel não era mais aceito por Caim, e este ódio se acirrou cada vez mais até ao ponto de Caim matar o irmão.
     Se você quer arrumar inimizade com os adoradores dos altares de Caim, basta você falar sobre o sangue do Cordeiro, milhares religiosos estão apenas atrás da multiplicação dos pães e dos peixes: “Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6: 54).
     Quando o cristianismo é verdadeiro, ele não é uma religião. A religião é um esforço do homem para chegar a Deus. Segundo o dicionário Aurélio religião significa: Crença na existência de força ou forças sobrenaturais, manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios. Devoção.  Qualquer coisa pode ser religião. Mas o verdadeiro cristianismo é um relacionamento pessoal entre Deus e o homem.
      Muitas pessoas costumam dizer: “Acho que sou cristão”, ou “Tento viver como um cristão”. Mas não existe a possibilidade de “achar” ou “tentar”, na vida cristã. Nem mesmo alguns de nossos intelectuais conseguiram entender esta verdade: a simplicidade do evangelho está ao alcance tanto dos retardados mentais como dos gênios. Não basta você colocar um adesivo no seu carro: “Sou cristão, Siga-me”, tem que aspergir o sangue do Cordeiro de Deus em sua vida.
      Caim era sincero, mas errou. A religião humanista brota bem a vista dos grandes homens de Deus. Enquanto Moisés se encontrava no monte Sinai, recebendo as placas de pedra “escritas pelo dedo Deus”, uma religião falsa estava surgindo no acampamento de Israel. O povo disse a Arão: “Levanta- te, fazer- nos deuses que vão adiante de nós”. Arão deixou- se empolgar pela idéia de uma nova religião e disse: “Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei- mas”. Desse ouro, ele fabricou dois bezerros fundidos, e eles disseram: “São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito”. (Êxodo 32: 1- 4).
      Não é exatamente esse tipo de religião que nós temos presenciado em nossos dias? Milhares de bezerros fundidos em “fogueira santa” em muitos altares? Há exemplo de Caim, milhares de vidas oferecem suas ofertas pensando em “comprar o seu lugar no paraíso”.
     O homem pode engenhar planos para satisfazer seus anseios interiores, mas, em meio a todas as “religiões” do mundo, o método divino está na Bíblia, ao alcance de todos os que quiserem chegar- se ao Senhor, nos termos dele. “Portanto desta geração será requirido o sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a fundação do mundo. Desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Assim, vos digo, será requerido desta geração. Ai de vós doutores da lei, porque tomaste a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam” (Lucas 11: 50- 52).
      “Qualquer religião serve, desde que seja sincero, pois Deus é um só”. A sinceridade não leva os astronautas à lua, nem impedirá o arsênico mate a pessoa que o ingeriu por engano. A| ioga nem mesmo é capaz de pagar uma multa de transito. Tampouco o comparecimento à igreja ou as boas obras podem pagar por pecados passados.
      O cristianismo ensina que há dois destinos, e que cada pessoa tem a liberdade de escolher um dos dois: o céu ou o inferno. Que Jesus Cristo é o único caminho para o céu é algo que pode ser facilmente comprovado. Tampouco algum fato pode justificar qualquer reclamação, uma vez que Cristo ofereceu- se espontaneamente pela graça como Salvador de todos que nEle acreditam. Que loucura insistir em pegar seu próprio caminho para o céu, um local em que você jamais esteve nem sabe como lá chegar! Obviamente, apenas Deus pode decidir quem entrará ali, e apenas Ele pode estabelecer as condições para isso.
      Caim é um exemplo de uma religião falsa, vazia e sem vida, a Bíblia nos alerta: “Não sendo como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas” (1 João 3: 12).
      Todos nós sabemos que violamos a lei de Deus e que a obediência perfeita dessa lei no futuro (mesmo se isso fosse possível) não pode compensar pelo fato de não a ter cumprido no passado. Nenhuma das religiões do mundo (o cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento com Deus por intermédio de Cristo) oferece um fundamento justo para que Deus perdoe os pecados e escolha o pecador em sua presença. Nem Buda, Confúcio, Zoroastro, Maomé ou qualquer outro fundador de uma religião jamais afirmou que pagaria a punição pelos pecados do mundo (Leia atentamente João 3: 16- 18). Não podiam nem mesmo pagar por seus próprios pecados e ainda estão em sua sepultura.
      Apenas Cristo (que é Deus e homem em uma pessoa) foi capaz de pagar a punição infinita que sua própria justiça exigia. Sua ressurreição e ascensão ao céu provou este fato. Apenas fundamentado nisto os pecadores podem ser perdoados. A escolha é sua... Ou você acredita nas Boas Novas cuja punição já foi paga e recebe o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador ou rejeita- o. Qual será sua escolha? Se for essa última, lembre- se que você jamais pode culpar a Deus por seu Destino. Você o escolhe sozinho, como foi o caso de Caim. Pastor Elias Fortes.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ESCUDO DE BRONZE, O OURO DO TOLO


Medindo o sucesso apenas pela quantidade de membros, algumas igrejas deixaram de pregar o verdadeiro evangelho de Cristo. Embora desejamos que os templos estejam cheios de pessoas, a busca pela quantidade, sem compromisso as Escrituras leva a falsificação da verdade, priorizando apenas a quantidade. Você já ouviu essa frase? “Nem tudo o que reluz é ouro?”. A Bíblia nos alerta: “Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E quanto mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!”. (Provérbios 16: 16).
    Realmente! Nem tudo o que reluz é ouro! “Subiu, pois Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém, e tomou os tesouros da casa do rei, tomou tudo. Também levou consigo os escudos de ouro que Salomão tinha feito. Em lugar destes, fez o rei Roboão escudos de bronze, e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam na porta da casa do rei. Toda vez que o rei entrava na casa do Senhor, os guardas vinham e usavam os escudos e tornavam a trazê- lós para a câmara da guarda. Tendo- se ele humilhado, apartou- se dele a ira do Senhor para que não o destruísse de todo porque em Judá ainda havia coisas boas”. (2 Crônicas 12: 9- 12; 1 Reis 14: 25- 28;)
     A Bíblia nos revela que os escudos de ouro feito por Salomão representavam as coisas importantes para o povo de Deus. Proteção e segurança, beleza e prosperidade. O Salmista diz que: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido". (Salmos 84: 9). Todavia o povo foi punido por causa dos seus pecados e os escudos de ouro foram levados pelos inimigos. O rei da época fez escudos de bronze porque não havia mais ouro, este era polido todos os dias para brilhar e parecer com ouro.
      Toda vez que o rei entrava na casa do Senhor, os guardas vinham e usavam os escudos, procurando mostrar ao povo que a segurança e a prosperidade divina estavam ainda com eles. Não isso que esta ocorrendo em muitas igrejas? Quando perdem o ouro, procuram refazer esta perda usando o bronze no seu lugar. Brilha mas não é ouro. Isso ocorre quando o Evangelho simples de Jesus se descaracteriza e passa a ser outro evangelho. Quando o ouro é substituído pelo bronze, temos um “evangelho de fachada”, latão polido, até brilha, mas, não é verdadeiro!
      Roboão, cujo significado é (povo é aumentado) representa bem essas igrejas lotadas de pessoas em busca do latão reluzente. Milhares de vidas agem como se Deus tivesse assinado um cheque em branco em nome do seu Filho Jesus Cristo, podem fazer tudo o que querem qualquer desejo será realizado! “Coloque Deus na parede”, “Determine”, “Eu exijo”, “Eu declaro”, Essas frases tem certo brilho, mas não passa de latão polido.
      Quando o bronze substitui o ouro, deixamos de brilhar a luz de Cristo em um mundo de trevas e começamos a ver todo tipo de aberração em muitos altares. A fé é uma fé morta no homem. Resultado? Um brilho falso! Um evangelho diluído, uma mistura de barro com ferro.
      Enquanto a humanidade torna- se cada vez mais ímpia a sua volta, chio de cobiça, sensualidade e dureza de coração.
     Amados! A essa altura, nós deveríamos tornar- mos mais parecidos com Jesus. “Você e eu estamos mudando?”.
     E a essa altura, muitos cristãos deveriam ter se tornado muito parecido com Jesus. Mas, pelo contrario, tornaram- se duros, materialistas e egoístas ao extremo. Deveriam estar crescendo na graça, completamente satisfeitos com Ele. Mas não: muitos estão dando as costas, se desviando, andando para trás.
     Raramente oram. Raramente vasculham a Palavra de Deus. E quando se referem à oração é muito triste: “Deus me incomodou esta madrugada para orar”. Deus não incomoda ninguém, quem incomoda é o diabo. Milhares de crentes estão sem o escudo da oração, trocaram o ouro (Evangelho de Cristo), e agora estão em busca do brilho do bronze deste mundo (Falsa paz e prosperidade). Ouça o que a Bíblia diz sobre andar com Deus: “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” (Gn 5: 24, Atualizada). Portanto se queremos ser arrebatados por Cristo, esta é a hora de andarmos com Ele.
     Quando o ouro é substituído pelo bronze. Há confusão, medo e infidelidade em muitos lares cristãos. Igrejas mergulhadas em divisões e facções. “Alguns dirigem seminários de fé, distribuem CDs de fé”, citam Escrituras de fé, tudo para tentar produzir fé. E é verdade: “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Romanos 10: 17).
      Mas Jesus é a Palavra! A letra mata, dizem as Escrituras, e sem intimidade com Jesus, a letra produz emoção morta, egoísta, exigente, que não é fé de jeito nenhum. E Deus odeia isso.
     Jerusalém foi saqueada pelo inimigo, o ouro foi roubado, a alternativa foi substituir pelo bronze. Muitas igrejas perderam o seu escudo de ouro devido ao pecado e substituíram pelo escudo de bronze uma fé morta no homem. A “fé” que essas igrejas exportam não é fé. “A fé é pelo ouvir, ouvir a sua Palavra, e pelo andar junto a Ele”. Não pelo falar sem o andar! Deveríamos estar sempre “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12: 2).
      A igreja carece desse caminhar íntimo com Deus. Fé é conhecer de fato quem é Deus. É se tornar íntimo de sua glória e majestade. Os que o conhecem melhor, confiam melhor nEle.
     Mostre- me um povo andando bem perto de Deus, odiando o pecado, desprendendo- se deste mundo e procurando conhecer sua voz, e você verá um povo que não precisará de muita pregação e ensino de fé. Você certamente não precisará de “dez passos” sobre o que seja fé e como alcança- La. A verdadeira fé brota do próprio coração de Jesus. E será sua própria fé, não a nossa, que cresce lá dentro e emerge de nossos corações esse é o verdadeiro ouro, a verdadeira riqueza!
      Nesse “evangelho do latão polido” a fé deles é totalmente centrada no “eu”, minhas necessidades, meus desejos. E muitas vezes obtêm o que desejam, mas isso apenas os torna mais miseráveis. Muitos desses crentes já não creem mais que serão transportados das trevas do diabo para as mãos do Filho Amado de Deus.
      Ouça esse texto: “... porque em Judá ainda havia coisas boas”. (2 Crônicas 12: 12). Diz o texto que a ira do Senhor foi suspensa porque em Judá havia remanescentes, eles não se envolveram com as inovações do rei. Louvado seja Deus que, ainda temos os remanescentes que não se envolvem com essas inovações falsas.
        Através dos remanescentes fiéis veio o avivamento. O verdadeiro ouro agora é polido. A luz dele começa a brilhar, a poeira que ofuscava é retirada. Isso é avivamento! O sopro de Deus veio para tirar a poeira que foi acumulada no decurso dos anos.
    Não importa as espessuras nem o tipo de poeira. O reavivamento é uma obra de Deus, periódica e poderosa. Ele recoloca a igreja em seu primeiro amor; produz convicção e confissão de pecado; santifica e movimenta a igreja. Desperta o gosto e a disciplina de praticas devocionais particulares, como a leitura e a meditação da Palavra de Deus, a oração, o desabafo, a auto- sondagem, confissão espontânea de fraqueza e fracassos, os sentimentos de carência de Deus e a vigilância pessoal.  O reavivamento leva a igreja a redescobrir a pessoa e a obra do Espírito para servir outra vez, como nos dias dos apóstolos. Embora o reavivamento conduza ao evangelismo, este é uma coisa e aquele é outra. “O evangelismo é a boa nova e o reavivamento é vida nova”. No evangelismo é o homem que trabalha para Deus, no reavivamento é Deus que trabalha de forma soberana em favor do homem. “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra- te da misericórdia”. (Habacuque 3: 2).
      Louvado seja Deus! Os remanescentes do Senhor estão trabalhando neste momento em sua seara. Quando o ouro é substituído pelo bronze, é hora de entrar em cena os remanescentes do Leão da tribo de Judá. Creio que através desses remanescentes o reavivamento esta acontecendo. Há uma visitação sobrenatural do Espírito de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma de consciência de sua santa presença e é surpreendida por ela. E quando isso acontece, os inconversos se convertem do pecado, arrependem- se e clamam a Deus por misericórdia, os desviado são restaurados. Os indecisos são revigorados. Quando os escudo de ouro (proteção de Deus), esta no meio do povo, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro. Louvado seja Deus, Jesus Cristo é melhor do que suas dádivas. Alegre- se nEle! Pastor Elias Fortes. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A SEARA ESTA MADURA

Jesus declara, "Os campos estão maduros, e a colheita é abundante. Está na hora de começar a colheita". Naquele momento, a grande e última colheita espiritual começou. Começou como colheita dentre os judeus e gentios da geração de Jesus. E essa mesma colheita vai durar até a volta de Cristo. "Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara" (Mateus 9: 36-38).
     Devemos orar incansavelmente ao senhor da seara que mande os ceifeiros, sabendo que a seara realmente esta madura. "A colheita está pronta, está na hora de colher"? Mas, eu te pergunto: Jesus viu um despertamento espiritual em Israel? Estaria havendo um avivamento nas sinagogas? Os sacerdotes estavam se voltando a Deus? Os escribas e fariseus estariam se vendo convencidos de culpa diante de Deus? Que prova havia de que a colheita estava madura?
     Os evangelhos mostram o oposto. Jesus era zombado nas sinagogas; os líderes espirituais do país O rejeitavam, questionando Sua integridade e divindade; uma multidão religiosa tentou lançá-Lo sobre um penhasco. E o próprio Cristo repreendeu as cidades de Israel por não se arrependerem diante de Sua mensagem: "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida, Tiro, Sidom! Ai de ti, Cafarnaum!".
     Já as multidões, estavam confusas em caótico desespero. As escrituras nos dizem, "Quando as viu... estavam aflitas e abatidas, como ovelhas sem pastor". Era uma sociedade cheia de medo, opressão, depressão; as pessoas corriam de um lado para o outro como um rebanho disperso, procurando ajuda em qualquer lugar onde pudessem ir. Ainda assim foi nesse tempo de grande aflição que Cristo declarou, "Os campos estão maduros, e a colheita é farta".
     Essas palavras de Jesus se aplicam há nós? Os campos estão brancos e prontos para serem colhidos? As nações estão se arrependendo? Está havendo um grande mover em nossa sociedade? E a igreja organizada está despertando? Os líderes religiosos estão famintos por avivamento, buscando novamente Cristo? Há um grito por santidade nessa geração?
     Infelizmente temos poucas exceções, a realidade é que nada disso acontecendo hoje! Contudo, não foi nenhuma dessas coisas que tocou Jesus em Seu tempo. Antes, Ele foi tocado pela triste situação que via por todo lado. Para todo lado que olhava, as pessoas estavam batidas pela agonia. Hoje não é diferente?
     Ao olhar sobre Jerusalém, Ele chora. Suas lágrimas foram pela dureza e pela cegueira espiritual que viu lá. Lá estava um povo a caminho do juízo, sem paz, só com temor e depressão. E Ele profetizou em cima desta cena, "A sua casa será assolada".
     É nesse momento que Jesus nos dá um quadro de como seriam os últimos dias. Ora, esse período começa na Sua ascensão, e acaba somente quando Ele volta. Estamos muito perto disso agora. E Jesus o descreve aos discípulos quando Lhe perguntam quais sinais deveriam buscar. Eles queriam saber a situação das coisas ao se aproximarem aqueles que seriam definitivamente os últimos dias.
     Cristo respondeu falando de fomes, terremotos, tribulações, nações divididas. Falsos profetas e falsos cristos enganariam a muitos e levariam multidões a se apostatarem. Os crentes seriam odiados apenas por mencionarem o nome de Cristo. E o amor de muitos esfriaria, com alguns se desviando devido ao ousado crescimento do pecado e da corrupção. "Haverá...angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das cousas que sobreviverão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados" (Lucas 21: 25- 26). Resumindo, O homem terminal terá a sua psique abalada. Jesus está descrevendo aqui o período mais cheio de ansiedade, depressão e pressões de todos os tempos.
     Esta geração está cheia ansiedade e preocupações. Multidões se atemorizam observando desastres em cima de desastres: furacões, terremotos, tsunamis, desmoronamentos. Nações inteiras tremem de medo diante da ameaça do terrorismo. E a síncope cardíaca é o assassino número um no mundo atualmente. Falsas religiões, falsos profetas, falsos cristos estão desviando a muitos. Milhões de pessoas estão se voltando para o Islamismo, e nação após nação sendo infiltrada pelos muçulmanos. Não há como negar que tudo esta sendo terrivelmente abalado.
     Em meio a todas essas tragédias e perplexidade, ouço as palavras de Jesus: "Os campos estão brancos. A colheita é abundante". Em essência Jesus esta dizendo às igrejas: "As pessoas estão prontas para ouvir. Essa é a hora de crer para a colheita. Chegou o momento de você começar a colher".
     Jesus é o Senhor dessa colheita. E se Ele declara que a ceifa está preparada, temos de acreditar. Não importa o quão corrupta esta geração se torne. Não importa o quão poderoso Satanás pareça ter se tornado. O nosso Senhor está nos dizendo: "Pare de se concentrar nas dificuldades ao redor. Pelo contrário, levante os olhos. Chegou a hora de você ver que os campos estão maduros".
     Cristo sabia que em tempos de pressão e calamidades, as pessoas são forçadas a enfrentar a eternidade. Sofrimento, medo e períodos difíceis amadurecem o povo para ouvir e receber o evangelho. Veja o contexto de Suas palavras: "Vendo ele as multidões... porque estavam aflitas... E então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande" (Mateus 9: 36- 37).
     As Escrituras nos dizem a esse respeito! Moisés repreendeu sua geração dizendo, "Deus guiou vocês. Aumentou os seus números. E grandemente os abençoou, lhes dando campos verdejantes, mel, manteiga, leite, ovelhas, óleo, frutas. Mas vocês se enriqueceram e se rebelaram. Vocês subestimaram a Rocha da sua salvação, e A desprezaram". "Mas, engordando-se o meu amado, deu coices; engordou-se... abandonou a Deus, que o fez, desprezou a Rocha da sua salvação" (Deuteronômio 32 :15).
     Israel foi rebaixado após isso. Contudo, na tribulação, eles invocaram o Senhor, e Ele os livrou: "Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações" (Salmo 107: 6). O rei Davi clamou em meio a angustia: "Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos" (Salmo 18: 4- 6).
     Problemas, angústias e perplexidade sempre geraram gritos de socorro. Esse tem sido o padrão ao longo dos séculos. É em meio às tragédias que o campo ficará maduro, e isso resume a lei da colheita: QUANTO MAIS NEGROS OS DIAS, MAIS BRANCA É A COLHEITA. É por isso que Jesus diz para não temermos, mesmo que os montes caiam no mar. Países que julgamos ser inalcançáveis se tornarão campos brancos para colheita. Em meio a angustia e perplexidade ha muitos cristãos orando para que se levantem os ceifeiros desta geração, pois a ceifa esta próxima.
     Quando Moisés disse ao faraó, "Deixe ir o meu povo", foi porque Deus havia anunciado tempo de colheita. Tinha chegado à hora de Israel se libertar do cativeiro. Mas o faraó respondeu, "Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel" (Êxodo 5:2) O faraó significa o próprio Diabo, ele representa o sistema demoníaco de Satanás, incluindo as falsas religiões e a opressão que prende o povo em cativeiro.
      Antes que Israel pudesse ser liberto, os poderes das trevas teriam de ser abalados. Então Deus atacou o Egito com nove calamidades naturais. Mas essas nove tragédias apenas endureceram o coração do faraó. Finalmente, veio uma calamidade tão devastadora, que todos no Egito, desde o governo até os cidadãos comuns, souberam que não se tratava apenas de a natureza fora de controle. Era Deus falando. O Senhor havia enviado um anjo da morte. E uma noite, o filho mais velho de toda família egípcia morreu. O filho do faraó foi incluído entre eles.
      Bem no dia seguinte, Israel desfilou saindo do Egito. Cá estava a ceifa vinda imediatamente antes do juízo. Séculos depois, quando Jesus anunciou a colheita madura em Jerusalém, Ele sabia que o juízo estava preste a vir. Alguns anos após, o general Tito e seu exército invadiriam a cidade, e 1.200.000 pessoas seriam mortas. Muitos seriam presos a cruzes, e a própria cidade seria queimada. É por isso que Jesus advertiu Sua geração: "Vocês dizem que faltam quatro meses para a ceifa. Mas lhes digo a colheita  tem de começar agora. Vocês precisam estar na vontade de Deus, pois a maior calamidade está às portas. Eu os estou  comissionando para terminarem a Minha obra. O tempo de começar a colheita é hoje".
     Como Jesus descreveu a calamidade que viria? "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais" (Mateus 24: 21). Porém, antes dessa calamidade chegar, haveria à hora da colheita.
     Infelizmente muitas igrejas começaram a se concentrar em novos métodos para produzir conforto e riqueza. Deixando de lado os campos maduros e a colheita maravilhosa. Hoje temos mega- igrejas. Com membros aos milhares ou dezenas de milhares. Algumas construíram dependências lembrando shopping centers, incluindo restaurantes e outras conveniências. A “cidade de Deus”. Igrejas centradas nas necessidades físicas e financeiras oferecendo todo tipo de conveniência e entretenimento. Os cultos foram substituídos por “sessões, reuniões, concentrações de fé”. Estes shopping centers da fé.  Igrejas centradas e números. (Indico o livro do pastor William Chadwick "Stealing Sheep", roubando ovelhas). Resultado? Muita diversão e entretenimento e pouquíssimos ceifeiros! Há uma estatística que essas megas- igrejas não valorizam; um número diminuto de cristãos alguma vez ganhou uma alma para Cristo. Isso atualiza as palavras de Jesus de que "os trabalhadores são poucos".
      Os campos estão brancos prontos para a colheita, onde estão os ceifeiros desta ultima hora? Milhares de crentes estão gastando o tempo e a energia procurando o sucesso do mundo nas coisas materiais. Que influência esses crentes tem no mundo hoje? Como poderiam produzir uma colheita, estando tão presos ao mundanismo? O testemunho de muitos se tornaram nulo. Estão vazios do poder espiritual, vagam de igreja em igreja em busca apenas de milagres e prosperidade, outros estão esta guinados com medo e dúvidas.
       Como as pessoas ao redor desses crentes haveria de querer esse evangelho, vendo elas neste estado de miséria espiritual?  Crentes estressados e sem alegria? Por que iriam crer na mensagem de que "Jesus é suficiente, o meu tudo, o meu sustentador", sempre estão temerosos, preocupados, sem paz. Com isso vêm os questionamentos: "Que diferença produz o teu Cristo? Ele não parece ser um bom médico, se você está sempre desse jeito". O nosso semblante conta tudo. Ouça o que Cristo diz de Sua noiva, em Cantares: "Pomba minha... mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável" (Cantares 2: 14). Cristo está nos dizendo basicamente, "Quero ver o teu sorriso". Essa é a descrição da tua fisionomia? Você sente alegria da salvação em sua vida? Isso tem contagiados outras pessoas?
       Jesus pôs a coisa de maneira simples: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos". Mas, por que há tão poucos trabalhadores? As igrejas agora estão empanturradas de crentes que dizem ser Cristo a razão de suas vidas. Mega- Igrejas com todo tipo de equipamentos para a comodidade de seus ouvintes. Estão gastando muito dinheiro em centros de adoração por todo lado. Shows e mais shows, mas, cadê os ceifeiros da ultima hora?
       A verdade é se não somos capazes de colher almas, se as nossas vidas não refletem o poder transformador do evangelho que pregamos, então já anulamos a nós mesmos como trabalhadores. O nosso caminhar com Cristo deveria oferecer prova ao mundo de que as promessas de Deus são verdadeiras. Como obreiros, somos os instrumentos de ceifa nas mãos do Senhor. Nos dias de Cristo, esse instrumento era uma foice, uma lâmina comprida, curva, e com um cabo longo. Era forjada pelo ferreiro, que a punha no fogo, e a seguir sobre a bigorna onde a golpeava e moldava sua forma. Então todo o processo era repetido várias vezes, até que a lâmina cortante estivesse afiada e dura. O paralelo é claro. Deus está forjando trabalhadores. Ele não está simplesmente golpeando o pecado. E esse processo de forja explica porque os trabalhadores são poucos. As maiorias dos frequentadores de igreja são como os milhares que foram voluntários a ir com Gideão no Velho Testamento. Deus viu o medo em muitos deles, sabendo que não suportariam o fogo, os golpes, a dureza. E dentre os milhares que seguiram Gideão, só trezentos foram escolhidos. O mesmo acontece hoje. Os que são verdadeiramente chamados  à colheita são chamados a suportar o refinamento, o fogo usado para dar a forma, e o martelar contínuo. Mas não são muitos os que conseguem.
     Onde os discípulos começaram o ministério? Segundo essa passagem, Jesus os enviou aos oprimidos, aos pobres, aos dobrados sob o pecado e o cativeiro, sob-hábitos que controlavam suas vidas. Infelizmente muitas igrejas estão sendo transformada em “clube de bacanas”, você paga para ser feliz. Poucos são os que querem ministrar a salvação junto aos mais necessitados, aos mais pobres, às pessoas mais presas ao diabo.
     Eles estão começando a ceifar exatamente onde Jesus iniciou Sua colheita: entre as ovelhas perdidas, entre os cativos, os de coração partido, os prisioneiros, os leprosos, os cegos, os pobres, os que choram os de coração pesado, os oprimidos, os transtornados. Veja as palavras de Paulo: "Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as cousas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as cousas fracas do mundo para envergonhar os fortes; e Deus escolheu as cousas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são... a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus" (I Coríntios 1: 26- 29).
        Há muito trabalho na vinha do Senhor, pois esta requer constante cuidados. Para tanto é necessário que se tenha persistência até ao tempo da colheita (Tiago 5: 7). È tempo de trabalhar. Na parábola da vinha (Mateus 20: 1- 10), o pai de família buscou obreiros para cuidar de sua vinha. Na 1ª, 3ª, 6ª e 9ª hora, o vinhateiro encontrou obreiros que iam das 6 horas da manhã (primeira hora), a 3ª hora (9 horas); a 6ª horas (12 horas), apesar do mormaço do dia, 9ª (15 horas; e, por último, 11ª hora undécima, 17 horas), cumprindo seus deveres de acordo com o combinado. Entretanto, foi somente no crepúsculo do dia, antes que o sol se pusesse no horizonte, que o dono da vinha pôde completar o número de trabalhadores de que precisava.
        Na história da Igreja Cristã, entramos na undêcima hora. É o crepúsculo do último trabalho da Igreja na terra, quando se fará a grande colheita para o Reino de Deus! Todos os que trabalham na vinha do Senhor, da primeira à nona hora, tornara possível este momento. Não podemos, portanto, correr o risco de lamentar o tempo perdido e confessar como Israel: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jeremias 8: 20).  O apóstolo João previa esse tempo, quando nos exortou: “Filhinhos, é já a última hora”. (1 João 2: 18).
        Lembre- se: Não se trabalha na vinha de Deus visando recompensa ou vantagens.  A recompensa não é maior nem menor, porque é direito de todos. Pequenos e grandes, pobres e ricos, todos são tratados de igual modo na vinha do Senhor. Pastor Elias Fortes.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

JESUS ESTA VOLTANDO

Em nossos cultos, anos atrás, o grito da igreja era: "Cristo está voltando! Como o ladrão da noite, Ele voltará quando menos se esperar. Virá num piscar de olhos, ao soar da trombeta. Fique preparado o tempo todo".
      Esse grito era ouvido todo culto de domingo. As maiorias dos pregadores tinham uma mensagem comovente sobre o breve retorno de Cristo. Esta mensagem formava um temor e expectativa. Resultado? Milhares de cristãos viviam esperando o Senhor voltar a qualquer momento.
      Esse grito: "Cristo está voltando", raramente se ouve hoje na igreja. Resultado? Egocentrismo, materialismo desenfreado, uma igreja sem convicção, a realidade é que muitos crentes não desejam e não e não querem a volta de Jesus, pois, Ele atrapalharia muitos “projetos”.
      Infelizmente, há uma nova mentalidade quanto a esse assunto entre muitos cristãos. A idéia é: "Jesus não está voltando. Ouvimos isso há anos. De todas as profecias que precisam se cumprir antes de Sua vinda, só poucas se realizaram. Por que devemos esperar a Sua volta? Tudo continua do jeito que sempre foi".
      A Bíblia previne quanto a essa mentalidade. Pedro diz que haveria escarnecedores nos últimos dias, zombando da mensagem quanto à vinda de Jesus: "Nós últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as cousas permanecem como desde o princípio da criação" (2 Pedro 3:3-4).
     É inacreditável, mas, muitos temem a volta de Cristo. O fato de pensarem em suas vidas chegando ao fim, e terem de enfrentar o dia do Juízo é tão amedrontador, que eles tiram isso da mente. Como tal coisa poderia acontecer com crentes, você pergunta? Segundo Pedro, suas vidas são ditadas por desejos: "andando segundo as próprias paixões" (2 Pedro 3: 3).
      Pense no que Pedro está dizendo. Se você se prende a um pecado favorito, não vai querer nada com esta mensagem da volta de Cristo. A idéia de que Jesus virá e o julgará é o pensamento mais assustador que um pecador pode ter. Então é preciso zombar da idéia de ter de se comparecer diante de Deus em meio à suas cobiças devastadoras, e prestar contas.
       A mensagem de Pedro para nós é clara: "Eis o que está por trás de toda impertinência quanto à volta de Cristo: zombaria da lei de Deus. É o ódio pela Bíblia, o depreço pelos Dez Mandamentos, o descaso pelo evangelho. Esse é o motivo que está por trás de toda corrupção, de toda essa petulância do pecado, da impotência da igreja. Os escarnecedores estão pregando uma nova mensagem: 'Cristo não está voltando. Não tem isso de acerto de contas. Tudo continua do mesmo jeito há anos. A gente não precisa ter medo do dia do Juízo, temos nossos bispos, apóstolos, pastores e profetas que nos vendem paz, prosperidade e saúde".
       Exatamente como Pedro profetizou; esses zombadores estão presentes hoje. E não estão zombando da lei terrena. Estão zombando das leis de Deus. Você vê isso na força feita para se romper a instituição do casamento entre um homem e uma mulher. Eles não se concentram na Constituição, mas na palavra de Deus. E tais escarnecedores estão em altos postos: no Congresso, nas faculdades e escolas, até em seminários bíblicos e em muitas igrejas.
       Conseqüências? As pessoas são atacadas por uma cegueira deliberada. Os escarnecedores podem ser ouvidos dizendo, "Tudo continua se mostrando de maneira ordenada. O sol amanhã se levantará na hora programada, as estações virão e se irão. Tudo aquilo que nos foi dito no passado ainda não aconteceu. Então, não deixe que nada lhe atrapalhe. Curta e desfrute das coisas. Faça tudo que te deixa feliz".
       Como cristãos? Jamais vamos concordar com tamanha insensatez! Como alguém vivendo hoje poderia dizer que as coisas continuam como sempre foram? Pense no absurdo dessa declaração nesse tempo de terror. Mortes em cima de mortes, fome, medo, drogas, homossexualismo, prostituição, crimes, depressão, e todo tipo de barbárie já mais vista antes. O lugar mais perigoso para se viver nos dias de hoje é dentro do útero de uma mãe descrente.
    "Tudo continua como sempre"? Que ignorância teimosa. Deve estar claro até para os ímpios que o Senhor está abalando tudo que é possível ser abalado. E o que virá em futuro próximo é muito terrível até de se pensar.
      No entanto, à medida que tudo isso acontece, há uma força poderosa e invisível agindo na terra. É um poder do qual nenhum homem pode se esquivar, ou ignorar. Estou falando do poder do Espírito Santo. Ele é o administrador de Cristo na terra. Foi enviado para dar poder aos justos, e convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
      O Espírito Santo sabe exatamente porque Jesus ainda não voltou. É porque o nosso Senhor é longânimo. É paciente com o pecador, desejando que nenhum pereça. Em Sua misericórdia, está esperando que o mais vil dos pecadores se arrependa. E por essa específica razão, o Espírito Santo não irá afrouxar Sua tarefa. Você pode zombar ou tentar se livrar dEle, mas o Espírito volta vez após outra, convencendo do pecado e revelando a verdade de Cristo.
     Isso aconteceu, no Pentecostes. E agora, ao final dos tempos, o Espírito Santo está dando o grito final, da meia noite: "Cristo está voltando". Os muçulmanos e os hindus ouvirão esse grito. Todo pecador, todo santo, todo judeu ou gentio sobre a terra o ouvirão. Essa verdade será proclamada às nações.
     Pode-se perguntar, "De que tipo de 'volta de Cristo' você está falando? Está se referindo a um arrebatamento secreto? Está falando da volta pré, meio ou pós tribulacionista? Ou, você quer dizer que Cristo virá no extremo final dos tempos?". Alguns cristãos acreditam que Jesus subitamente evacuará o Seu povo da terra naquilo que é chamado de arrebatamento. Outros ensinam que Cristo virá na metade de um período conhecido como a grande tribulação. Esse período duraria sete anos, marcado por terror e caos de um modo nunca antes visto pelo mundo. Outros crêem que Jesus virá ao final desse período de sete anos de tribulação. Outros ainda ensinam que Cristo voltará ao final extremo de todas as coisas.
      Há respeitados estudiosos bíblicos em cada um desses campos. Porém há algo com o que todo cristão pode concordar: o próprio Jesus diz que ninguém sabe a hora de Sua vinda, nem mesmo os anjos. E para aqueles que verdadeiramente amam a sua vinda, a hora de Sua volta não é problema. Tais servos estão prontos para partirem a qualquer momento, seja por meio de um súbito arrebatamento ou em meio da tribulação. Não importa a eles que tenham de suportar tremendas provações e sofrimentos. Eles confiam que o mesmo Jesus que cuida deles agora a cada dia, cuidará deles em meio a tudo. Eles vivem em expectativa constante da Sua volta.
      Não, há aqui algo mais forte em ação. E isso é a idéia maligna que Satanás implantou em muitos que se dizem verdadeiros crentes. O diabo está cochichando uma mentira cruel nos ouvidos de multidões dentre o povo de Deus: "Cristo não tem previsão para voltar". Em Mateus 24, Jesus conta uma parábola quanto a se estar preparado: "Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá. Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens." "Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não espera e em hora que não sabe e castiga-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 24:44-51).
      Note aqui que Jesus está falando de servos, significando crentes. Um servo é chamado fiel e o outro mau. O que torna o último servo mau aos olhos de Deus? Segundo Jesus, é algo que ele diz "consigo mesmo" (Mateus 24:48). Esse servo não o diz em voz alta, e não o prega. Mas pensa. Ele vendeu o coração à mentira demoníaca de que "Cristo não tem previsão de volta". Note que ele não diz, "O Senhor não vai voltar", mas "não tem previsão de volta". Em outras palavras: "Jesus não virá de repente, inesperado. Não voltará na minha geração".
      Esse "servo mau" é claramente um tipo de crente, talvez até mesmo um ministro. Ele recebeu a ordem de "vigiar" e ficar "preparado", "porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá" (Mateus 24:44). Porém tal homem acalma a consciência aceitando a mentira de Satanás.
     Jesus nos mostra o fruto desse tipo de raciocínio. Se um servo está convencido de que o Senhor não tem previsão de volta, então não vê necessidade de uma vida reta. Ele não é compelido a fazer as pazes com os demais servos. Não vê necessidade de preservar a unidade no lar, no trabalho, na igreja. Ele pode ferir o próximo, acusá-lo, guardar rancor, destruir a reputação desse próximo. Como Pedro diz, tal servo é movido por suas paixões. Ele quer viver em dois mundos, se entregando a uma vida no mal e ao mesmo tempo acreditando estar seguro diante de um julgamento de justiça.
     Paulo escreveu: "Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor" (2 Tessalonicenses. 2:1-2).
     Os escarnecedores referem, "Veja, alguém na igreja primitiva agitou os crentes com a mensagem de que Cristo estava prestes a chegar. E Paulo lhes disse, 'Não, não se preocupem com isso. Não deixem que isso os incomode ou preocupe"'. Mas não é isso que o original grego revela. A raiz grega é "[não vos perturbeis]... supondo tendo chegado o Dia do Senhor". O que perturbou os tessalonicenses foi acharem que Cristo já teria vindo, havendo eles perdido esse acontecimento.
    Paulo lhes assegura no versículo seguinte, "Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha à apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição" (2 Tessalonicenses 2:3). Paulo estava apenas dirigindo-se aos temores deles quando disse, "Não se preocupem, pois duas coisas precisam acontecer antes".
     Então, qual é a teologia primordial de Paulo quanto à volta de Cristo? Nós a encontramos em duas passagens: "E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta à noite, e vem chegando o dia" (Romanos 13:11-12). "Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor" (Filipenses 4:5). Paulo está gritando: "Acordem! Já passou da meia-noite. A vinda do Senhor está próxima, então mexam-se. Não sejam indolentes. Jesus está voltando para os que O aguardam".
     Os céticos podem perguntar: "Mas e as palavras ditas pelo próprio Paulo? Ele realmente disse que duas coisas tinham de acontecer antes da volta de Cristo. Primeiro, o Senhor não virá enquanto uma grande apostasia não ocorrer. E segundo, o anticristo tem de levantar e se proclamar Deus. Teremos de ver o anticristo sentado no templo, exigindo que as pessoas o adorem, antes que Jesus volte".
       Primeiro de tudo, alguém precisa estar deliberadamente cego para não ver uma apostasia violenta agarrando o mundo. A incredulidade varre as nações, com crentes caindo por todo lado. A apostasia a qual Paulo se refere claramente já chegou. Note as palavras de Paulo aqui: "O mistério da iniqüidade já opera" (2 Tessalonicenses. 2: 7). O quê é esse mistério da iniqüidade? É a transgressão. É um espírito do caos, sem nenhum respeito pela lei de Deus. E é a razão específica pela qual Deus destruiu a terra pelo dilúvio, devido à violência e corrupção humana.
      Se a transgressão que Paulo viu em seus dias apenas aumenta, não é de se admirar que hoje as pessoas decentes fiquem alarmadas e assustadas com o que vêem acontecer. Leis e instituições que durante séculos evitaram que a sociedade caísse no caos estão sendo rasgadas a torto e a direito.
      Paulo diz o seguinte sobre isso: "Aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém" (2 Tessalonicenses 2: 7). Ele está dizendo: "Há um poder de refreamento agindo, detendo o caos. Mas este que restringe está prestes a ser removido". O Espírito sempre estará aqui para cumprir Sua missão. Mas Seu ministério de restrição será "levado", ou içado, "afastado".
     Não consigo imaginar nenhum outro poder que seja capaz de restringir a corrupção, a transgressão, além do Espírito Santo. Pense no que acontece a uma sociedade quando o Espírito Santo remove o Seu poder de restrição. Todas as instituições, sejam as do governo até a da família, saem totalmente de controle. Não dá para imaginar como seria nosso país sem que o Refreador estivesse detendo a explosão do mal. Eu não gostaria de estar aqui se o Santo Espírito não estivesse em ação.
     Mas vemos um espírito de transgressão agindo por todo o mundo. As forças do anticristo já estão se reunindo e revelando em altos níveis. Agora mesmo, a União Européia está  estabelecendo uma Constituição que nega totalmente a Deus. Muitos pastores serão jogados na cadeia por pregarem contra o homossexualismo. Isso é só um sinal de como o cenário está sendo preparado.
     Pode-se dizer: "Sim, mas Paulo diz claramente que Jesus não pode voltar enquanto o anticristo não estiver no poder". Mas atente ao que as escrituras dizem: "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho" (I João 2:22). Segundo João, o anticristo é qualquer um que negue o Pai e o Filho. E mais, diz ele, o aumento destes anticristos é prova de que estamos vivendo exatamente nos últimos dias. Além disso, virá um homem que irá incorporar o "nome do pecado".
     Em resumo, nada está detendo a volta de Cristo. Pense no terrorismo mundial, na deificação do ego, nos ataques grosseiros contra a instituição do casamento e valores piedosos. Pense na brutalidade islâmica, no homossexualismo militante, na vileza da TV e do cinema, pedofilia, crimes barbaros.    Leve em conta que tudo isso ocorreu estando ainda sob restrição. Eu lhe pergunto, o que acontecerá quando Deus disser Àquele que está detendo tais coisas: "Remova a Tua mão de contenção. Deixe que sigam o seu próprio curso até o ápice"?  Paulo nos dá um quadro disso: "Aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém (o Refreador); então, será de fato, revelado o iníquo" (2 Tessalonicenses. 2: 7- 8).
     O Espírito Santo sabe o quê deve breve acontecer, quando inexistirão mais restrições. Todo homem se entregará às suas paixões infames. Toda religião militante forçará seus deuses sobre as outras. Tudo que for santo será desprezado. Toda lei será quebrada livremente. E a igreja apóstata pregará as doutrinas mais corruptas e malditas do inferno.
     Tudo está ajustado para acontecer até mesmo agora. Uma grande apostasia cobriu a terra. O ego assumiu o trono do coração do homem. E em um tempo muito curto, quando o Refreador tiver partido, virá o que Paulo chama "operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Tessalonicenses. 2: 11).
     Que mentira é essa? Trata-se da aceitação cega de que qualquer pessoa que vier em nome de Jesus falando por Deus. Falsos mestres se levantarão; eles aceitam Cristo como um bom homem, mas não como Deus: "tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder" (2 Timóteo 3:5). Os que seguirem esses enganadores serão atraídos a um outro Jesus, a um outro evangelho. A cegueira será devastadora, arrebanhando multidões, inclusive os que antes estavam em “chamas” para o Senhor.
     Por que Deus vai parar o Refreador? Porque, diz Paulo: "não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" ( 2 Tess. 2:12). Agora mesmo estamos vendo o refreamento do Espírito Santo sendo removido um pouquinho mais a cada dia.
    No Apocalipse, Jesus anuncia: "Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro" (Apocalipse 22: 7). Cinco versículos adiante Cristo diz: "E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 22: 12).
     Cá está o anseio do coração de todos os que aguardam com expectativa a volta de Jesus: "O Espírito e a noiva dizem: Vem!" (Apocalipse 22: 17). Isso se refere à noiva de Cristo, constituída de um corpo mundial de crentes sob o Seu senhorio. Todos esses servos são crentes nascidos de novo, e purificados pelo sangue.
     Você pode dizer: "Compreendo que este seja o anseio do coração do crente. Mas por que o Espírito também clama a Jesus, 'Vem'?". É porque esta é a última oração do Espírito Santo, sabendo que Sua obra sobre a terra está quase completada. Como Paulo ou Pedro, a quem Deus comunicou que seu tempo sobre a terra era curto, o Espírito igualmente clama: "Vem, Senhor Jesus".
      Então, onde ouvimos hoje esse clamor do Espírito? Ele vem através daqueles que estão assentados com Cristo nos lugares celestiais, que vivem e andam no Espírito, cujos corpos são templo do Espírito Santo. O Espírito clama neles e através deles, "Apressa-te Senhor, vem".
      Quero lhe perguntar: qual foi a última vez que você orou, "Senhor Jesus venha rápido, venha breve"? Pessoalmente, não me lembro de ter feito essa oração. O fato é que eu nunca achei que poderia apressar a volta de Cristo permitindo que o Espírito fizesse essa prece através de mim. Mas Pedro nos dá prova dessa incrível verdade: "Esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão" (2 Pedro 3: 12). Em grego, a frase "apressando a vinda do Dia..." significa "acelerando, instigando". Pedro diz que nossas preces expectantes estão apressando, adiantando, insistindo junto ao Pai para rapidamente enviar de volta o Seu Filho.
      Só um ponto está detendo esse glorioso evento. Trata-se de uma única questão não resolvida: "Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3: 9).
      A misericordiosa paciência do Senhor dita à hora de Sua volta. Então, isso quer dizer que não devemos orar para a Sua vinda? Nada disso. O próprio Cristo nos diz no evangelho de Marcos: "Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá. Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias" (Marcos 13:19-20). Imagine o quê poderia acontecer se, por todo o mundo, a noiva de Cristo despertasse e orasse no Espírito, "Jesus, venha”?
      Ainda, se creio que o mundo dispara em direção ao caos irrefreável, e que Cristo voltará breve, então o meu clamor deve ser dirigido em favor aos meus familiares e amigos que estejam despreparados. Seria hipocrisia eu orar para Jesus vir, e, no entanto não interceder para que os meus queridos estejam preparados para aquele dia. A minha oração deve ser, "Venha, Senhor. Mas primeiro, dê a meus familiares e amigos que estejam perdidos, ouvidos para ouvir. Salve-os, salve os perdidos".
     Paulo escreveu a seu filho espiritual, Timóteo: "Sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia" (2 Timóteo 1: 3). Você pode dizer com consciência pura que tem orado por seus queridos não salvos com tal intensidade?
    Por um instante, ponha de lado todas as doutrinas quanto à volta de Cristo. Atente para esse clamor do homem ou mulher que amam o Seu aparecimento: "Então, veremos face a face. O contemplaremos" (I Coríntios 13:12). A volta de Jesus não deve lhe perturbar. Ela deveria lhe entusiasmar. Se você realmente ama uma pessoa, então quer ficar perto dela. Dá para você imaginar como é Jesus chamando o seu nome?
     Imagine um casal recém casado, e o marido sendo convocado para se ausentar por um período longo, seja a negócios ou para o exército. Ele diz à noiva, "Eu voltarei, mas não sei quando. Eis o endereço onde você poderá me achar".
    Durante os primeiros anos, a noiva escreve sempre ao marido, lindas cartas de amor. Mas nunca diz, "Por favor - volte logo!". Dez anos se passam depois vinte, e cada vez ela lhe escreve menos e menos. Ainda assim, nunca diz, "Volte rápido, eu te suplico. Preciso do teu abraço, preciso ver o teu rosto. Estou orando para que você volte logo".
   Esse é um retrato da igreja hoje. Como podemos dizer a Cristo que O amamos e temos saudades, se nunca oramos para que volte para nós? Como pode acontecer de nunca expressarmos que Ele deve voltar depressa e nos levar consigo, e assim estarmos em Sua companhia constante? Como pode acontecer de não dizermos, "Não dá mais para resolver sem que estejas aqui. Não quero ficar longe de Ti”?
    Em meio ao nosso tempo, ouço Jesus dizendo, "Certamente, venho sem demora" (Apocalipse 22: 20). E ouço a noiva de Cristo respondendo, "Vem, Senhor Jesus!" (22: 20). Pastor Elias Fortes.

sábado, 26 de novembro de 2011

MORTALHAS

Existem momentos na vida em que uma grande alegria subitamente vira uma grande tristeza. E quando isso acontece, é fácil esquecer que Deus pode transformar qualquer tragédia em triunfo.
     Mais cedo ou mais tarde, vamos enfrentar a tragédia. Ou ficamos com o símbolo da morte ou com o símbolo da vida. Pode ser uma pulseira com a identidade no hospital, uma nota de jornal sobre a morte de um amigo, um carro destruído. Nós não gostamos desses símbolos, nem desejamos. Eles ferem nossos corações com lembranças de dias ruins.
     Lembro- me de um culto realizado na despedida do pai de um amigo! Naquela manhã triste perguntei para aquelas pessoas: “Quantos leram a passagem bíblica na placa de bronze, que estava ao lado do caixão?”.  “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3: 16). A maioria não leu, outros gostaram daquela passagem bíblica, talvez esteja ao lado de seu caixão.
      Você já participou de bate- papos com seus amigos em que alguém perguntou: “O que você está planejando vestir no caixão?”. Ninguém gosta de falar sobre este assunto. Ninguém gosta de mortalhas. Talvez de uma placa de bronze com a passagem de João 3: 16, mas, de mortalha não!
     Embora seja um assunto que nós não gostamos de falar, precisamos estar firmes na palavra de Deus, quando as mortalhas chegarem. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Romanos 8: 28). Será que “todas as coisas” incluem adversidades, sofrimentos e tragédias? 
     Deus pode transformar qualquer tragédia em triunfo, mas para isso temos que aprender a esperar e observar. Convenhamos? Não é uma tarefa fácil, não é mesmo?   Gostaria de falar de uma tragédia, ela aconteceu numa da sexta- feira: “Depois disso, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então, foi e tirou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos (aquele que, anteriormente, se dirigia de noite a Jesus), levando quase cem libras de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com especiarias, como os judeus costumam fazer na preparação para o sepulcro” (João 19: 38- 40).
      Como uma mortalha pode mudar a vida de homem! Amedrontados durante a vida de Cristo, mas corajosos em sua morte. José de Arimatéia tinha dado à sepultura. Nicodemos tinha trazido mirra e aloés. Glória a Deus pelas mortalhas, recentemente eu fiquei com as marcas de uma mortalha, confesso! Cada vez que toco neste assunto o meu coração “arde”. Mas esta mortalha me aproximou maravilhosamente de Jesus, bendita mortalha. Pois, deixei de ser um covarde.
      João nos fala que Nicodemos levou cerca de três quilos meio de mirra e aloés. Essa quantidade é digna de nota, pois tal montante de óleos funerais era usada normalmente apenas em reis. João nos leva a ver os lençóis, pois, para ele, era um quadro de tragédia, a tragédia da sexta- feira.
      Quantas vidas que choram neste momento... Ficou apenas com aquela foto, aquele sorriso, a roupa dobrada carinhosamente sobre a cama... Mortalhas! Apenas mortalhas!
       Enquanto não houvesse mortalhas, enquanto não houvesse uma sepultura, havia esperança.
       Mas a chegada das especiarias e dos lençóis assinalavam o fim de qualquer esperança. Para o apóstolo, a mortalha simbolizava tragédia. João havia abandonado sua carreira e colocado sua vida nas mãos daqEle carpinteiro nazareno. Creio que foi o dia mais triste na vida de João. Pouco antes, naquela semana, João havia desfrutado de um desfile empolgante, quando Jesus e seus discípulos entraram em Jerusalém. “Pastor! Ele estava bem, conversamos... e agora ele se foi, gostaria de ter abraçado carinhosamente... gostaria de falar o quanto o amo... Quanto tempo eu desperdicei, poderia ter aproveitado melhor o tempo ao lado...”. Meu Deus! Como as coisas mudam depressa.
      As pessoas que o tinha chamado de Rei no domingo exigiam a sua morte na sexta- feira seguinte. Aqueles lençóis eram um memorial visível de que seu amigo e seu futuro estavam envolvidos numa mortalha e selados atrás da rocha. João não sabia naquela sexta- feira o que você e eu sabemos agora. Ele não sabia que a tragédia da sexta- feira seria o triunfo do domingo. João depois confessou que: “... ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos” (João 20: 9).
     O que João fez no sábado é muito importante para nós. Ele esperou. Confesse! Existe algo mais difícil do que esperar? Especialmente quando você não sabe pelo que está esperando. Não sabemos nada sobre o sábado após a morte de Jesus. Não temos nenhuma passagem para ler, nenhum conhecimento para compartilhar. Tudo o que sabemos é isso: quando chegou o domingo, João ainda estava presente. Quando Maria Madalena veio procurando por ele, ela o encontrou.
      Jesus estava morto. O corpo do Mestre estava sem vida. O amigo de João e seu futuro estavam enterrados. Mas João não tinha ido embora. Por quê? Ele estava esperando a ressurreição? Não! Leia atentamente:“Correu, pois, [Maria Madalena] e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse- lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. E, abaixando- se, viu no chão os lençóis e que o lenço que tinha sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte. Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu” (João 20: 2- 8).
      Então porque ele estava ali? Porque ele amava Jesus. Era o seu melhor amigo! Amigo de reclinar a cabeça no peito.
      Para muitos, Jesus era um realizador de milagres (cura, benção e prosperidade). Para outros era mestre (apenas teologia). Para outros era esperança de Israel (meio para se promover na política). Mas para João, Jesus era o amigo! O que Jesus é para você?
      Você não abandona um amigo... Nem mesmo quando aquele amigo está morto. João ficou perto.
      Ele tinha o hábito de fazer isso. Ele estava perto de Jesus no jardim do Getsêmani. Ele estava aos pés da cruz na crucificação, e estava bem perto da sepultura no enterro. Uma mensagem poderosa para nós. João esperou. E você? Quando é sábado em sua vida, como você reage? Quando você esta em algum lugar entre a tragédia de ontem e o triunfo da amanhã, o que você faz? Você abandona a Deus... ou permanece perto dEle?
     Lembre- se! Às vezes, as coisas mais maravilhosas acontecem quando você menos espera. João não estava esperando nada de maravilhoso naquele sábado depois da crucificação. Mas João decidiu permanecer perto de Jesus no sábado da espera, e pode desfrutar do domingo do milagre: “Finalmente entrou também o outro discípulo, que chegará primeiro ao sepulcro, e viu e creu” (João 20: 8).
     Oh mortalha maravilhosa! Aquela mortalha não tinha sido rasgada e jogada no chão. Os tecidos não tinham sido trocados. O lenço que cobria a cabeça de Jesus estava cuidadosamente dobrado. Através dos trapos da morte, João viu o poder da vida. Curioso Deus usar algo tão triste como uma mortalha para mudar uma vida!
      Será que Deus poderia fazer algo parecido em sua vida? Ele poderia pegar o que hoje representa tragédia, tristeza e dor, e transformar num símbolo de triunfo? O que devo fazer? Faça com João! Não vá embora. Fique perto de Jesus. “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8: 28 ênfases minha). João amava Jesus, ele não compreendia ou sempre concordava com Ele, mas o amava. E porque o amava, ficou perto dEle. E ela estava lá quando o mundo foi mudado para sempre.
       Diante desta palavra podemos falar: “A mortalha contribui juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”.
       Para minha irmã em Cristo, Maria, esposa do irmão Cândido  O câncer no seio, e a medicação errada (quimioterapia), onde queimou a sua boca, esôfago e pulmões, ela ficou sem se alimentar por dois meses, e hoje curada, caminhando sete quilômetros a pé para levar a santa ceia para um casal de irmão idosos. Para a irmã Maria lemos assim: “O câncer no seio contribuem para o bem”.
         Como Romanos 8: 28 seria lido na sua vida?
 “A despedida de um ente querido contribuem para o bem”.
 “Notas baixas contribuem juntamente para o bem”.
 “O divórcio dos pais contribui juntamente para o bem”
 “Uma amizade rompida contribui juntamente para o bem”.

      Se Deus pôde mudar a vida de João através de uma tragédia, seria o desejo dEle usar uma tragédia para mudar a sua? Por mais difícil que pareça você pode estar apenas a um sábado de distancia da ressurreição. Quando a sexta- feira da tragédia chegar, temos o sábado da espera (ao lado do Senhor Jesus Cristo), par finalmente desfrutarmos do domingo da ressurreição. Que este domingo do milagre, seja iluminado pelo sol da justiça, o choro do sábado cessou com domingo da alegria! Que Jesus abençoe a sua vida ricamente por partilhar esta palavra comigo. Pastor Elias fortes.