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sábado, 2 de junho de 2012

A ORDEM É "...IDE!".


     Muitas igrejas são bastante ativas; mas ativas a fazer o quê? Pregadores se ofendendo e medindo força “espiritual” e intelectual? Multidões em busca de revelações humanas? O Evangelho é eterno, mas não temos a eternidade para prega- ló. Só temos a nossa vida para ganhar os que vivem enquanto vivemos. Você já foi tocado pelas palavras de Jesus, sobre a importância evangelismo? “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando- os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando- os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28: 19- 20).
     Note- se que diz “fazei discípulos”, e não ser admirados como super estrelas gospel, e também não diz para fazer eleitores para projetos políticos. E muito menos criar um palco para atrair multidões e depois fazer uma feira ambulante com artigos gospel, onde se vende de tudo, menos fazer discípulos para o Mestre.
     Note- se também que diz “até à consumação dos séculos”, ou seja, hoje, amanhã e sempre. Isso significa que Jesus aparecesse e nos falasse hoje, diria a mesma coisa. Ele nunca mudou. Talvez você se pergunte: “Mas eu vou atrás dessas multidões e desses super astros e estrelas gospel, por que eu quero ouvir Jesus falar!”. Você quer saber o que o Senhor esta dizendo à Igreja? Naturalmente Ele tem muitas coisas para nos dizer, tal como o fez nas “cartas de Jesus” para as igrejas no Livro do Apocalipse.
     Jesus já nos ordenou, Ele só tem uma coisa a nos dizer: “Avancem!”. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas”. A grande qualidade de Jesus é que Ele veio quando o Pai O enviou. E a grande qualidade a nosso respeito devia ser irmos quando Jesus nos envia: “Como o Pai me enviou assim eu vos envio a vós”. (João 20: 21). Como crentes em Cristo Jesus, deveríamos planejar sobre este “Ide”, e não negligenciar esta ordem. A evangelização deveria ser uma atitude que permeia todas as atividades do cristão. Creio que seremos julgados por Jesus por desperdiçarmos nosso tempo, dinheiro e oportunidades em nossas frequentes operações de lazer. 
    Quando a Bíblia proclama: “... é a última hora...” (1 João 2: 18), é realmente a ultima hora. Para a mensagem do Evangelho é sempre a ultima hora, mas muitos relaxam pensando: “Há ainda quatro meses para ceifa”. Deveríamos viver como o apostolo Paulo, ele viveu como se o fim de tudo estivesse às portas, como se a cortina estivesse na iminência de correr: “Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia. O que resta é que os que são casados sejam como se não o fossem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se nada possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não abusassem. Pois a aparência deste mundo passa” (1 Coríntios 7: 29- 31 grifo meu).
     Amigo! Quando João escreveu esse versículo, fitava o relógio de Deus, não o nosso. Os seus ponteiros não ficam parados e muito menos se atrasam. Quanto tempo durará a última hora de Deus, medida pelos métodos terrenos de registrar o tempo? A única coisa que sabemos é que não sabemos quanto falta para o seu fim. “Porém, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai" (Mateus 24: 36).                                                         Certamente se as pessoas pensassem que restavam apenas sessenta minutos, não gastariam o seu tempo em trivialidades, muitos desperdiçam o seu tempo nesta ferramenta chamada internet. Após o arrebatamento, o que será que irão escrever? O que vai ser realmente importante para elas? Perderiam seu tempo na coluna financeira para ver como vai as suas ações? Perderiam seu tempo respondendo provocações? 
     Muitos irão descobrir que venerar o intelecto é venerar um deus muito pequeno! A maioria das pessoas vive como se esta vida fosse um arranjo permanente. A mensagem das Escrituras, porém nos diz: “Ensina- nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Salmos 90: 12). Estamos contando os nossos dias com sabedoria? Estamos muito mais perto do fim a cada dia que passa. Paulo sabia contar os seus dias, e escreveu: “Conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós que quando aceitamos a fé” (Romanos 13: 11).
      Em que hora nós estamos no relógio espiritual? Você é do tipo que gosta de falar ver “mistérios” tudo para você é mistério? Corre atrás de revelações e profecias? Por que esperar por outra carta quando ainda não abriu sequer à primeira? Ouça com bastante atenção! Jesus não tem mais nenhuma palavra para nós até as suas ordens serem executadas “Portanto, ide...” (Mateus 28: 19a). Talvez você não goste do teor desta palavra, mas, prefiro pessoas ofendidas comigo no céu, do que sorridentes no inferno!
      Muitos estão à espera que Deus lhes fale, mas só se Ele disser o que eles querem que Ele diga. Esperam e esperam que Deus lhe dê uma nova direção. O resultado disso? Nova unção! Pessoas de quatro imitando animais, pessoas estatelas nas igrejas dizendo ser “cheio de poder”, Igrejas transformadas em mega empresas com direito de vender canal fechado na hora do “culto”, fã clube gospel, multidões enlouquecidas pelos seus astros gospel, com o seu grito de guerra: “Fulano!... Viemos aqui só para te ver”. O que dizer da famigerada teologia da prosperidade? Há! Tome muito cuidado! Se você criticar esta teologia maldita, corre o risco de ser chamado de idiota pelo famoso telepregador. Prefiro ser um idiota no céu com Cristo, do que um mercenário bem sucedido no inferno com o diabo e seus demônios.
      Que mensagem Deus tem hoje pregador? Ele tem uma nova direção para nós? Jesus tem uma grande revelação? Lamento desapontar a muitos, mas, a Palavra de Deus que tenho é que Ele quer a velha direção... Uma Igreja que testemunhe, com evangelismo nas e através das igrejas: “Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que desde o principio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes”. (1 João 2: 7). Em outras palavras poderíamos traduzir assim: “enquanto este mandamento maior não for cumprido, tudo o resto é relevante”.
      O que estamos fazendo com o sangue daqueles homens que deram as suas vidas em prol do Evangelho? Brincando de ficar prósperos e embriagados com novas revelações e todo tipo de orgia espiritual? Que Deus nos ajude! Da minha parte creio que devemos ter uma atitude humilde e na verdade orar para que o manto dos primitivos homens e mulheres de Deus repouse sobre nós. Levaram a cabo a Grande Comissão e tornaram- se os luminares mais brilhantes de Deus. “Não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o principio tiveste” (1 João 2: 7). Concordo plenamente com Boyer quando falou: “É impossível ser cristão sem ser uma testemunha de Cristo.” Jesus não continuou a emitir nova legislação, como os governos dos nossos dias. O que Ele disse uma vez, disse- o de vez: de uma vez por todas. As Suas Palavras são ainda a Sua vontade.
      A força motivadora das missões da primeira igreja não era a propaganda de belos ideais de fraternidade entre os homens; era a proclamação de Deus. “Vede que não rejeiteis ao que fala. Se não escaparam aqueles que rejeitaram o que sobre a terra o advertia, quanto menos escaparemos nós, se nos desviamos daquele que nos adverte lá dos céus?” Hebreus 12: 25)
    Infelizmente! A teologia esta roubando a responsabilidade de muitos servos de Deus. Entregar todo o nosso pensamento à nossa espiritualidade pessoal quando o fogo do inferno irrompe é o mesmo que os membros de uma brigada de bombeiros fazerem a barba e pentearem seus cabelos antes de responderem à chamada de um fogo. Podemos gastar anos “defendendo os nossos princípios” quando estamos apenas justificando as quarelas e preconceitos da nossa igreja. O que conta é a ordem para evangelizar: arrancar homens das chamas do inferno. “Salvai- os, arrebatando- os do fogo...” (Judas 23a).
      Seja qual for “a coisa nova” que Jesus nos diga, já esta na Sua Palavra. Não há segredos escondido para santos superiores. As suas instruções são simplesmente: “Ide!”. John R. W. Stott assim escreveu: “Nenhum homem está verdadeiramente despertado, se não desenvolveu um horizonte supranacional em seu pensamento. Nenhuma igreja é mais do que água represada de caráter pietista, a não ser, em primeiro lugar, sempre e fundamentalmente seja uma igreja dedicada a missões”.
      Um motorista à espera da luz dos semáforos estava desatento quando o sinal passou do vermelho para o verde. Um condutor irritado atrás dele saltou do veículo e disse- lhe: “Aquela luz significa ‘arranque’! Está à espera da confirmação pessoal do ministro dos transportes?” Ouça as Palavras de Jesus: “... Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13: 47). Você ainda esta esperando uma confirmação? Amigo! Temos a luz verde de Deus. Em nome de Jesus. Vamos! Pois, o próprio Deus foi tocado pelo perigo que os seres humanos correm sem Cristo. O calvário foi o seu imperativo. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. A mim me convém agregá- las também. Elas também ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um pastor”. (João 10: 16). Jesus disse aos discípulos na estrada de Emaús: “Não era necessário que Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?”. (Lucas 24: 26). A mesma palavra grega dei é usada em ambas as afirmações de Jesus. O vocábulo não significa que era adequado ou próprio que Ele sofresse, mas que tinha de passar por isso, que estava n’Ele fazê- ló. O Deus que foi até a cruz não agiu assim para nos dar uma ocupação ou algo de interesse para nosso tempo de lazer. O evangelho é como um bote salvas vidas, não como um cruzeiro de diversão, e o homem precisa decidir qual deles vai pilotar! O nosso Senhor não morreu para fornecer uma ocupação a meia dúzia de pessoas. Ele ordenou- nos que pregássemos o Evangelho a toda a criatura. Essa tarefa precisa de todos nós.
       Enganaríamos a nós mesmos e perderíamos o significado íntimo da Palavra de Deus se começar- mos a pensar que esta “Última hora” não está pendente sobre nós. Creia. Ela está! De nada vale dizer: “A última hora de Deus é bastante longa; para que tanta pressa?”.
       Só temos hoje. No significado mais intenso da palavra, é a nossa última hora. João pode ter escrito há muitos séculos atrás, mas tinha razão sobre a última hora, se era a última hora, muito mais será certamente agora! Como seria a sua escrita hoje? Certamente seria: “Filhinhos, este é o ultimo segundo da última hora”. Isso faz alguma diferença para você? Para aqueles que ouvirão e estão obedecendo ao “... ide e fazei discípulos de todos os povos...” (Mateus 28: 19). Faz toda a diferença eterna!
         È a última hora para alguém cuja planta do pé já pende sobre o abismo da eternidade.
         É a última hora de oportunidade em muitos lugares. 
         É a ultima hora de possibilidades para obedecer ao mandamento do Senhor quando Ele disse: “... É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando- os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando- os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à consumação do século”. (Mateus 28: 18- 20)
Pastor Elias Fortes.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A CARTA DE UM SUICIDA


 Recentemente, eu estava na minha casa, na frente fica a igreja, quando ouço alguém chamando! Era um homem desesperado, a primeira pergunta que me fez foi: “O senhor é pastor dessa igreja?”. Respondi “sim”, ele continuou: “O senhor tem uma palavra para um suicida? Pois hoje eu irei tirar a minha vida, mas, quem se importa?”. Ele me entregou um bilhete onde estava escrito: “pretendo dar fim na minha vida. Quem se importa? Deus? Por favor, orar (ele coloca o nome dos dois filhos e esposa). Não ore por mim, pois a revolta é grande. Obrigado. E assina o bilhete”.
   
     Você pode se perguntar - quantas vezes o Senhor o perdoará por cometer o mesmo pecado repetidamente? Esteja seguro, Seu incrível perdão é ilimitado. Cada vez que peca, você pode ir a Jesus e encontrar livramento. Não obstante, o perdão de Deus não é insensato ou cego. Esteja certo que nosso Pai celestial nos perdoa - mas chega uma hora em que nos pune para que não continuemos em pecado, se a vara da correção esta sobre nós! Lembre- se! É porque ele nos trata como filhos. “... Filho meu, não despreze a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores reprendido, porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo o que recebe por filho”(Hebreus 12: 5_ 6).
      Você se encontra no fundo do poço ou conhece alguém que esteja nele? Então ouça essa mensagem: "Das profundezas a ti clamo, ó Senhor. Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido" (Salmos 130: 1- 4).  Davi sofreu incrivelmente sob a vara corretiva do Senhor. As coisas iam terrivelmente mal em todas as áreas de sua vida. Ele enfrentou quantidades massacrantes de aflições, enfermidades, tragédia atrás de tragédia, um reinado tumultuado. Os problemas eram tão grandes, que ele não acreditava que iria sobreviver. E clamou: "Livra-me, ó Deus, pois as águas entraram até a minha alma. Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva" (Salmos 69: 1- 2). Na verdade os problemas exteriores não o molestavam tanto quanto seus horrores internos. Ele temia que o Senhor o tivesse abandonado por completo. Ele escreve: "Puseste-me no mais profundo do abismo, em trevas e nas profundezas" (88:6). "Sobre mim pesa a tua cólera..." (vers. 7). "...sofro os teus terrores…" (vers. 15). "a tua ardente indignação me cobriu..." (vers. 16).
      Davi acreditava que Deus o havia abandonado por causa do pecado - o que era um pensamento insuportável. Suplica ao Senhor: "Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim" (Salmos 69: 15). Ele estava dizendo, "Ó Senhor, por favor não permita que eu desça tão fundo a ponto de lá não poder mais sair!".
     Davi sofria também com o escândalo que havia causado a Israel. Seu pecado fora descoberto, era de conhecimento público. Seu pesar e sua vergonha eram tão sufocantes que roga a Deus: "... não me faças o opróbrio dos loucos." (Salmos 39: 8).
     Davi até tinha medo de Deus lhe tirar a vida como julgamento dos pecados. Todo dia despertava achando que poderia ser abatido em meio á ira. Ele clama: “Ó Senhor, não me repreendas na tua ira...” (Salmo 38: 1).
     À medida que todas estas ansiedades caíam sobre Davi, seu coração se enchia do temor de Deus. Ele confessa: "Lembrava-me de Deus… e o meu espírito desfalecia..." (77: 3). Esta é uma declaração embaraçosa. Por que deveria Davi estar tão preocupado, se todas as lembranças das obras de Deus em sua vida lhe haviam dado alegria e felicidade? O que poderia, agora, lhe preocupar?
     Davi estava angustiado porque todos seus pensamentos estavam concentrados em como Deus iria tratar seu pecado. Ele sentia a vara do Senhor sobre a carne, as flechas da verdade penetrando na alma com ferocidade: "Porque as tuas flechas se cravaram em mim..." (38: 2).
   A consciência deste homem se convertera em carga pesada. Ele sabia que havia pecado contra todo o amor e luz que havia recebido dos céus. O Senhor em Sua misericórdia o havia livrado uma e outra vez de suas faltas do passado. E desta vez, Davi sabia que merecia ser deixado de lado. E assim caiu na mais profunda tristeza e confusão, escrevendo "Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça..." (Salmos 40: 12).
      O jovem que falou que daria cabo a sua vida, confessou que pertencia, a uma igreja evangélica, e o quanto estava revoltado contra ela é o seu pastor. Quantos cristãos hoje estão iguais a Davi? Amam a Jesus - mas assim mesmo têm pecado horrivelmente contra a luz que lhes foi dada. Escutaram milhares de sermões de justiça, por anos leram diariamente a Bíblia, e passaram horas em oração. Porém têm pecado contra as bênçãos de Deus. Como? Porque têm um pecado que os assedia e que nunca foi tratado. Com o passar do tempo, o pecado lhes corta a comunhão com Jesus. E agora o Espírito Santo está apontando seu hábito, trazendo-o à tona diante deles. E está avisando: "Basta! Este pecado tem que sair. Não aceitarei que permaneças nele. A partir de agora te darei um prazo-limite. Estou te expondo o teu pecado - mas logo poderá ser exposto ao mundo!".
       Quando estes cristãos entram na Casa do Senhor, eles não conseguem sequer levantar o rosto. E choram como Davi chorava: "Meus pecados são tão numerosos que não podem ser contados! A iniquidade se apoderou tanto de mim, que não consigo levantar meu rosto aos céus!".
       Perderam toda a alegria, o entusiasmo e a liberdade de que um dia desfrutaram. Não conseguem sequer orar, nem cantar com vida e poder. E deixam ao redor uma grande sensação de fracasso. Estão debilitados, com as almas enfermas, encurvados, prontos para desfalecer. E sabem que tudo se deve ao fato de o pecado ter interrompido sua comunhão com Deus!
       Será esta a situação da sua alma neste momento? Se for assim, dê graças a Deus por Sua misericórdia. Ele está implantando em você o Seu temor santo! É por isso que você está mergulhando fundo nas profundezas da condenação. Você está sob o peso de uma consciência atribulada! Muitos Crentes Sinceros Se Esforçam Para Não Transformar a Graça de Deus 
Em Permissividade - Contudo Se dão Conta que Seu Caminhar Não se Coaduna com o Padrão Santo de Deus Muitos cristãos sentem-se aliviados ao saber que não estão incluídos na lista de condenados, trazida por Paulo: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6: 9-10). Mas quando lêem o versículo seguinte, sentem a penetrante flecha da verdade: "E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus" (vers.11). Repentinamente se lembram de um pecado que os assedia e do qual nunca foram capazes de se libertar. Pensam: "Espere um minuto - fui liberto e santificado. Por que então não consigo deixar este mau hábito? Não estou verdadeiramente livre!”.
      Uma velha luxúria? Uma fofoca? Materialismo desenfreado? Talvez tenha acessado um site pornográfico na Internet, ou esteja envolvido em algum pecado de adultério ou de homossexualismo. Ou talvez tenha roubado o chefe, ou está bebendo furtivamente no caminho de volta do trabalho. Qualquer que seja o hábito, você sabe que não é liberto nesta área. Contudo Deus disse claramente: "Não entrarás no Meu reino se permaneceres em pecado!". Não se surpreenda se começar a sentir-se como Davi. Cada vez que o Senhor vê um de Seus filhos lutando com a luxúria ou a escravidão, Ele se move rapidamente para nos trazer de volta ao caminho da obediência, da paz e do descanso. Como Ele faz isto? Ele traz situações à nossa vida que nos obrigam a confrontar o nosso pecado!
Frequentemente isto significa nos levar às profundezas, como Deus fez com Jonas. Ele permite que sintamos Sua repreensão e que sejamos tragados por nossas circunstâncias. E foi quando estava na mais negra das profundezas que Jonas clamou a Deus. E o Senhor respondeu rapidamente ao clamor do Seu servo, lhe restaurando Sua benção e Sua vontade! Foi nas profundezas que a oração de Davi Se tornou mais intensa ! Desesperado, Davi clama: "Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas" (Salmos 130: 2). Tal clamor me soa como o pedido de um moribundo. É óbvio que Davi não estava simplesmente orando “em pensamento.” Ele estava com o rosto em terra - quebrantado, contrito, rogando a Deus desde o mais profundo do coração: "Ó Santo Deus Jeová - precisas ouvir meu clamor! Meu pecado está sempre diante de mim, estou desfalecendo em temor e pavor. Por favor Senhor, tenha misericórdia de mim!".
      Davi sabia que sua alma precisava de libertação. E se voltou unicamente a Deus para encontrar este livramento. Ele conclui: "Estou tão desesperado que somente o Senhor pode me ajudar. Não posso depender de conselheiros, de amigos e nem de minha família. Minha única esperança está na oração. Então vou clamar dia e noite até que Deus escute minha súplica!".
     O que esta no fundo do poço? Sua vida espiritual? Seu casamento? Sua empresa? Sua família? Muitos cristãos precisam desesperadamente do livramento que Davi buscava. Por toda a terra, vejo casais mergulhados no desespero. Cônjuges que dizem amar um ao outro, mas não são sequer civilizados quando falam entre si. Demonstram mais amabilidade com estranhos do que com o cônjuge. Com o tempo, seus lares se tornam um congelador de absoluta baixeza. Os filhos se comportam piores que os ímpios. Não se dão conta, mas estão em queda livre rumo à destruição, e perdendo todo o controle da relação. Talvez seu casamento tenha chegado ao nível mais profundo que podia chegar. Você e seu cônjuge bateram lá embaixo no fundo, e você acorda todos os dias se perguntando se ainda há esperança. Ultimamente, você até tem sido tentado a abandonar o relacionamento por completo. 
      Assim como Davi, é preciso que você acorde para a situação! Você caiu num buraco negro, cheio de atitudes ímpias. E a situação não desaparecerá sozinha. Se você não agir, ela irá se agravar até que um de vocês finalmente mate o casamento, abandone os filhos e de cabo a sua vida. Desperte agora para a voz do Espírito Santo! Há pecado no seu casamento - e está sendo cometido tanto por você quanto por seu cônjuge. Isto terá que ser cuidado, ou permanecerão no fundo do abismo para sempre! Então, a quem você está levando suas dores? Está desabafando com sua mãe ou com seu melhor amigo? Se for assim, não estará você apenas levantando um dossiê contra seu cônjuge? Se procurou um conselheiro, não estará você na verdade buscando uma justificativa para terminar tudo? Por favor, não me interprete mal - eu creio no aconselhamento matrimonial. Mas se você na verdade deseja chegar à raiz do problema, só existe um lugar para ir. Você não precisa olhar mais longe do que o próprio coração! O pecado está bem ali, dentro de você. E, como Davi, você precisa clamar ao Senhor por misericórdia! Está você se desesperando como Davi? Tem se fechado com o Senhor, se prostrado e chorado diante dEle? Uma oração maçante, silenciosa, preguiçosa não adiantará de nada. Se não está derramando seu coração diante de Deus, você na verdade não quer cura - você quer é afastar-se dEle! Davi testificou, "… tenho rugido por causa do desassossego do meu coração...e o meu gemido não te é oculto" (Salmos 38: 8-9). Você tem que clamar a toda voz, como Davi, "Senhor, escuta minha súplica! Não Te deixarei até que me responda!". Deixe-me ilustrar o tipo de desespero que Davi experimentou. Suponha que você esteja indo para casa um dia. Ao dobrar a esquina da sua rua, vê caminhões do corpo de bombeiros estacionados na frente da sua casa. Uma fumaça negra sai das janelas, as chamas estão a ponto de surgir. E você sabe que seu cônjuge e filhos estão lá dentro. 
     Diga-me - você ficará calmo e calado nesta hora? Quanto tempo ficaria parado sem fazer algo? Esperaria que o fogo se apagasse sozinho? Você sentar-se-ia ali silenciosamente orando "Jesus, espero que o Senhor apague o fogo..." Não! Se tiver um pouco de amor no coração, correrá até sua casa através da fumaça e tentará fazer algo! Se o seu casamento está com problemas, então sua casa está se incendiando - e sua relação está virando cinza! E se você permitir que o fogo continue, irá perder tudo! Você possui, então, o temor de Deus no seu casamento? Está carregado de culpa e condenação acerca da sua responsabilidade na desintegração do casamento? Se for assim, não tente acalmar sua consciência. Deus está enviando Sua palavra forte porque lhe ama. De forma misericordiosa, Ele está lhe advertindo, tentando lhe despertar antes que você se autodestrua. Assim corra até Ele, e ore com diligência. É aí que começa toda cura - invocando com urgência Seu nome! Davi Sabia que Não Podia Permanecer nas profundezas do desespero por muito tempo, Ou Seria Destruído. Davi sabia que precisava de uma palavra que salvasse sua vida. Assim clamou, "Se tu, Senhor, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?" (Salmos 130: 3).
      Se eu interpretasse as palavras de Davi no linguajar corriqueiro, elas soariam assim: "Ó Senhor - sempre Te vi apenas como o grande detetive do céu - espreitando todos os meus movimentos diários, tomando nota de todas as minhas falhas, gravando minhas chamadas telefônicas, sondando cada um dos meus pensamentos, gravando em vídeo cada um dos meus passos, formando um dossiê de provas contra mim a cada dia. E reunistes provas suficientes para me condenar para sempre”. "Senhor, com todas as evidências que acumulastes, que chances eu teria? Como posso agüentar, quando minhas próprias palavras más e meus atos secretos testificam contra mim? Que outra coisa posso esperar senão ser julgado e condenado?”.
      “Todo dia desperto temendo Tua terrível ira contra meu pecado. Quem pode subsistir diante de um Deus que castiga a iniquidade? Nem sequer as almas mais santificadas, mais humildes e confiantes podem escapar do Teu juízo. E se elas não estão à altura da Tua lei, que chances tenho eu? Pequei mais que todos elas!” "Eu sei que meu pecado Te desagrada, Senhor. E sei que não permitirás que continue. Mas se eu não vir nem que seja um sinal de Tua misericórdia logo, serei destruído. Minha alma está arruinada, sem esperanças. Não dá para continuar!"
        Muitos cristãos lutam como Davi. Quando o temor santo e justo de Deus é plantado em suas almas, Sua terrível majestade constantemente se agiganta diante deles. Torrentes vindas de sua ardente lei apontam diretamente aos seus corações, e eles começam a enfraquecer, em agonia. Como Davi clamam, "Senhor, quem é que pode estar diante de Ti? Quem pode suportar Tua santidade?".
        Milhares de vidas estão enfrentando a agonia de Davi. Muitas destas preciosas pessoas cresceram na igreja, e amam Jesus de todo coração. Mas não conseguem libertar-se de sua concupiscência homossexual. Terminam desesperados, destroçados, debaixo de culpa e condenação. E o pensamento é: “se eu não achar rapidamente libertação desta escravidão, não terei outra opção. Vou tirar a minha vida! Quem se importa!".
        Tragicamente, multidões de homossexuais, lésbicas, alcoólatras e drogados tiraram suas vidas porque caíram nas profundezas do abismo. Eles não conseguiram libertar-se do sentimento de que estavam constantemente em falta com Deus. E constantemente pensavam: "Eu deveria ter o poder de vencer isto, mas não tenho. Como posso me libertar?”. Jonas se fez a mesma indagação. Ele estava literalmente nas profundezas do abismo, no fundo do oceano, incapaz de escapar do dilema. Ele também clamou: "Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim... Eu desci até aos fundamentos dos montes..." (Jonas 2: 3- 6).
       Segundo Jonas, quem o lançou no profundo abismo negro? Foi o Senhor! Certamente foi Deus que levou o profeta até o fundo do abismo, e preparou a baleia para engoli-lo. Quando Jonas denomina os problemas de "seus vagalhões, suas ondas," estava se referindo ao Senhor. Contudo, Deus não estava furioso com Jonas, simplesmente fazendo contagem dos pecados. Então, por que permitiu que aquilo acontecesse com Jonas? Por que o levou às profundezas? Porque Ele queria impedir que Seu servo fugisse da Sua vontade! Ele queria que Jonas seguisse Seu plano, e assim fosse abençoado. Em resumo, Deus levou Jonas às profundezas para restaurá-lo! Jonas nos diz exatamente o que Deus buscava: "… Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz." (Jonas 2: 2). O Senhor estava esperando que Jonas se voltasse para Ele - que clamasse unicamente a Ele! "E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia, tornarei a ver o templo da tua santidade" (vers. 4). "Quando desfalecia em mim a minha alma, eu me lembrei do Senhor..." (vers.7). Hoje, o Senhor faz o mesmo conosco: Ele nos resgata ao permitir que desçamos às profundezas. Ele deixa que nos afundemos no desespero pelo nosso pecado, até que não tenhamos outra saída senão recorrer a Ele. E finalmente, fora do ventre do nosso inferno, clamamos: "Ó Senhor, por favor me escutes! Eu cheguei ao fundo, sem esperança. Tens de me libertar!”. Quem sabe você atingiu o fundo do poço por causa do pecado. Parece que você não consegue mesmo obter vitória contra aquela lascívia que lhe assedia, ou contra a amargura. E agora Deus permite que você desça às profundezas. Porém tudo isto tem um propósito. Ele espera que como Jonas, você "torne a olhar para Ele.". Tenha certeza: quando Jonas clamou ao Senhor, Deus resgatou-o rapidamente. "Falou, pois, o Senhor ao peixe, e ele vomitou a Jonas na terra" (Jonas 2: 10). Deus disse ao peixe: "Basta! Vomite-o agora. Meu servo clamou a Mim, e vou lhe responder!"
       Seu Pai celestial não quer que você permaneça nas profundezas, definhando sob uma pesada carga de culpa e condenação. O desejo dEle é que você aprenda a lição lá - e ponha toda sua dependência nEle! Um Número Excessivamente Grande de Cristãos Permanece Nas Profundezas, Em Total Desalento Para muitos crentes, chegar ao fundo significa o fim. Ele ficam tão desesperados com as suas faltas, que desenvolvem um sentimento de que são indignos. E com o tempo sentem que caíram numa armadilha, sem esperança de ajuda. Isaías escreveu sobre tais crentes: "Ó oprimida, arrojada com a tormenta, descontrolada..." (Isaías 54: 11). Alguns, com o tempo, se enfurecem com Deus. Se cansam de esperar pelo Seu mover. Então clamam acusando: "Senhor, onde estavas quando precisei de Ti? Clamei a Ti por livramento, mas nunca me respondestes. Eu fiz tudo que sabia, contudo ainda não estou liberto. Estou cansado de me arrepender e clamar, sem contudo ver mudança!" Muitos crentes simplesmente desistem de tentar, e se entregam à luxúria.
       Outros caem num nevoeiro de apatia espiritual. Ficam convencidos de que Deus não se importa mais com eles. Eles se dizem: "...O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu juízo passa despercebido ao meu Deus?" (Isaías 40:27). "...J á me desamparou o Senhor; o Senhor se esqueceu de mim" (Isaías 49:14).
       Alguns outros acabam focalizando toda atenção no pecado, tentando manter-se em um constante estado de autocondenação. De fato, isto só faz com que fiquem desnorteados, clamando: "... Nossas prevaricações e nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles. Como viveremos então?" (Ezequiel 33: 10). O fato é que sentimento de condenação não é um fim em si mesmo. Quando somos rebaixados pela culpa e tristeza devido ao pecado, não devemos descansar nestes sentimentos. Na verdade eles têm o objetivo de nos conduzir para dentro de nós mesmos - e à vitória da cruz! Davi foi tirado das profundezas ao se lembrar da natureza perdoadora de Deus! Depois de muito chorar e clamar ao Senhor, Davi terminou testificando "Mas contigo está o perdão, para que sejas temido" (Salmos 130: 4).
  O Espírito Santo começou a fluir em sua alma com lembranças da misericórdia de Deus. E repentinamente, Davi se lembrou de tudo que havia aprendido acerca da natureza perdoadora do Pai. "...porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência..." (Neemias 9:17). Logo Davi começa a regozijar-se, recordando-se: "Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam” (Salmos 86: 5). "É ele que perdoa todas as tuas iniquidades..." (103: 3). Esta é uma das promessas fundamentais da Nova Aliança. Jeremias declara: “porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados" (Jeremias 31: 34). E Paulo acrescenta no Novo Testamento: "... perdoando-vos todas as ofensas" (Colossenses 2:13).                                                                Deus prometeu perdão para todo pecado! No entanto, esta promessa de perdão está limitada à certas pessoas. Somente se aplica àqueles que foram quebrantados e enfermados pelo pecado… que chegaram às profundezas da culpa... que suportaram o exame da alma pelo Espírito Santo...e que se arrependeram e se voltaram a Cristo em fé! O próprio Jesus afirma que nem todo aquele que diz, "Senhor, Senhor," entrará no reino de Deus. Tristemente, multidões de cristãos não estão incomodados nem um pouco pelo pecado. Aquele hábito insidioso não os preocupa em absoluto. Eles convenceram a si mesmos que Deus é misericordioso e tão cheio de graça, que os perdoará ainda que continuem obstinadamente em pecado. Não - nunca! Eles se apropriaram de uma falsa paz! Estão cometendo suicídio espiritual! Eles abafaram a condenação, o exame, e o procedimento vindos do Espírito Santo. Buscaram o perdão antes que a culpa amadurecesse e se convertesse em devota tristeza! Ao mesmo tempo, ainda, o perdão de Deus só pode ser obtido pela fé. Não podemos racionalizá-lo. A dádiva do sangue expiatório de Cristo é tão profunda, tão cheia de graça, tão misteriosa, que está muito além da capacidade de entendimento humano. Podemos ver a lei claramente aplicada ao nosso pecado. Podemos sentir condenação, temor e culpa por nossas transgressões. Mas nosso Pai celestial se mantém amorosamente ao nosso lado o tempo todo, pronto para perdoar. O sangue de Cristo, o amor do Pai, o desejo de perdoar do Senhor - todas estas bençãos são conhecidas somente pela fé: "… porque o justo viverá pela fé" (Gálatas 3:11)
      Você está nas profundezas agora mesmo por causa do pecado - se está chorando porque a vara do Senhor está no seu dorso - anime-se. Ele está lhe castigando por causa do Seu terno amor; está lhe levando para baixo porque quer que você conheça Seu temor! O que, exatamente, significa temer ao Senhor? Significa poder dizer: "Sei que meu Pai me ama. Estou seguro, Lhe pertenço, e sei que nunca me abandonará. Ele sente minha dor sempre que luto. E é paciente comigo enquanto guerreio contra o pecado. Ele está sempre pronto a perdoar-me a cada vez que O chamo. Mas também sei que Ele jamais irá permitir que eu continue desobedecendo Sua palavra. Meu Pai celestial não me livrará da correção - porque Ele me ama profundamente!" 
     Este é o ponto de tudo isto. Deus quer que aceitemos Seu perdão para que O temamos. "Mas contigo está o perdão, para que sejas temido." (Salmos 130: 4). Uma vez que temamos ao Senhor, iremos querer mais do que simplesmente obedecê-Lo. Desejaremos agradá-Lo, pôr um sorriso no Seu rosto. Este é o abençoado resultado do temor santo de Deus! “Pois a sua ira dura só um momento, mas no seu favor esta a vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. (Salmos 30: 5). Pastor Elias Fortes.


domingo, 13 de maio de 2012

POR QUÊ?


“... Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27: 46).
Já me sentei do lado de um pequeno berço,
E vi uma criançinha morrer.
Enquanto os pais se voltaram para mim,
Perguntando, “Oh, pastor, por quê?”

Já segurei a cabeça do esposo jovem,
E senti o ofegar e o suspiro da morte.
Uma viúva me olhou entre lágrimas e disse, 
“Caro pastor, diga- me, por quê?”

Já vi uma mãe chorosa, 
Apertar uma fotografia
Junto ao peito solitário, e perguntar baixinho, 
“Por que, pastor, por que, oh, por quê?”

Já me afastei da terra das crianças,
Onde os bebês não nascidos jazem.
Uma mãe estende os braços vazios, 
 E me perguntar, “Pastor, por quê?”

Já ouvi o som da bengala de ponta branca,
Que guia os olhos cegos, 
E então uma voz solitária e sombria
Grita, “pregador, mostre- me porque”.

Já enxuguei lágrimas ardentes de uma noiva,
E ouvi seu lamento solitário
Ela tinha nas mãos um vestido de casamento sem uso, 
E gritou, “Pastor, por quê?”

Já ouvi o paciente de câncer dizer,
“Para mim morrer é lucro, 
Depois olhar no rosto da filha, 
E sussurrar silenciosamente, “Por quê?”

Já vi um pai suicidar- se.
Uma viúva se posta a seu lado;
Enquanto os filhos dizem, “Mãezinha, 
O pregador nos dirá por que”.

Já vi minha mãe postar- se junto
As duas pequenas sepulturas e chorar.
E embora ela nunca me dissesse,
Sei que ficava se perguntando, “Por quê?”

Já ouvi um órfão dizer baixinho,
Olhando para céu,
“Embora meu pai e minha mãe tivessem ido embora
Meu pregador me dirá por quê”.

Fui na ponta dos pés até o trono do Pai,
Tímido e inseguro.
Para dizer, “Deus amado, alguns dos que são teus
Estão querendo saber o porquê”.

Eu o ouvi dizer com ternura,
“Seus olhos irei enxugar alegremente.
Embora tenham de olhar através da fé hoje
Amanhã saberão por quê.”

“Se agora souberem as razões de Suas esperanças não terem vingado.

No céu não terão a alegria
De me ouvirem dizer o por quê.”

Descobri assim que lhe agrada
Quando posso testemunhar
De me ouvirem dizer o por quê.”

Descobri assim que lhe agrada
Quando posso testemunhar,
“Confiarei em meu Deus para fazer o que é melhor,
E esperarei para saber o por quê.” Transcrito Dr. Hyles.

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa
 compadecer- se das nossas fraquezas; porém um
que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Cheguemos, pois, com confiança ao trono da
Graça, para que possamos alcançar misericórdia e
Achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo

Oportuno”. (Hebreus 4: 15, 16).

sábado, 12 de maio de 2012

NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES


“TENHO- VOS DITO ISSO, PARA QUE EM MIM TENHAIS PAZ; NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES, MAS TENDES BOM ÂNIMO; EU VENCI O MUNDO”.(João 16: 33).
     Aflições, thlipsis; Strong 2347: Pressão, opressão, estresse, angústia, tribulação, adversidade, aflição, espremer, esmagar, apertar, sofrimento, Imagine colocar sua mão em uma pilha de coisas soltas e comprimi-m lós manualmente. Isso é thlipsis, colocar muita pressão no que está livre e liberto. Thlipsis é como pressionar espiritualmente a bancada. A palavra é usada para o esmagamento de uvas ou azeitonas em uma prensa
     Uma das maneiras mais rápidas de ser prensando e, perder muitos amigos é andar com Deus. Basta você tornar- se espiritualmente responsável... Abandonando os ídolos, afastando os olhos das coisas do mundo, voltando- se totalmente para Jesus e desejando mais dEle, para ser chamado de “fanático religioso”. E esta é a pior rejeição.
      Enquanto cristão morno, você não representava problema para ninguém, nem mesmo ao diabo, você era aceito, mas, agora tudo mudou, as brincadeiras perderam a graça, você esta mais faminto por Deus, agora você não quer brincar de cristão e de igreja. Caíram os deuses: dinheiro, fama, prazer, esportes... Tudo o que estava acima de Jesus em sua vida. Hoje priorizou a Palavra de Deus e deixou de visar bens materiais, com isso veio o discernimento. Agora ouve do púlpito palavras totalmente contrarias as Escrituras, e consegue ver muitos cristãos brincando de Igreja e de Bíblia.
      Hoje você é um cristão sóbrio, acordou, quebrantou- se e arrependeu-se  em espírito, e Deus o fez sentir- se responsável por sua Igreja, e o que esta recebendo em troca? Sua família e seus amigos acham que você esta louco, uma pessoa insuportável, só quer falar de Bíblia! Tudo é Deus. Você acha que Esta sozinho nessa caminhada meu irmão? Moisés experimentou a rejeição em sua época: “... veio- lhe a idéia de visitar seus irmãos... cuidava de que seus irmãos entenderiam que Deus queria salvar, por intermédio dele... porém, não compreenderam”. (Atos 7: 23, 25).
      Mostre- me um crente amante e anunciador da verdade, E eu lhe mostrarei um rejeitado e perseguido por toda igreja morna. Se você desistir deste mundo ele rapidamente desistirá de você! Jesus advertiu: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrario dele vos escolhi, por isso o mundo, odeia” (João 15: 19).
      Jesus, o maior pregador de todos os tempos, Ele jamais se portou como um animador de auditório, ou um comediante! Ele tinha muitos seguidores, até perceberem que a sua pregação era muito dura e exigente. A multidão amante de milagres, ao ouvir suas afirmações, abandonou- o, murmurando: “Compreendendo que seus discípulos murmuravam a respeito disto, Jesus lhe disse: Isto vos escandaliza?”. (João 6: 61).
       Lembro- me de um pregador, alguns anos atrás, transformou o púlpito em um picadeiro, ele agia como um verdadeiro palhaço, antes de entregar o microfone, finalizando sua “mensagem”, ele bradou: “Venham amanhã, vocês vão rir muito mais”. Não há aflição maior nos servos de Deus, do que ver nossos altares contaminados. Não é possível ser um palhaço e um pregador da verdade ao mesmo tempo, ou é um ou o outro! Porque? Por que a verdade expõe as coisas escondidas. Quando Jesus começou a espalhar sua luz sobre os pecados ocultos dos religiosos judeus, estes procuraram mata- lo. O Mestre acusou- os: “Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar- me, porque a minha palavra não esta em vós... Mas agora procurais matar- me, a mim que vos falo a verdade... Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso não me dais ouvidos, porque não sois de Deus” (João 8: 37, 40, 47).
     Multidões de cristãos não amam a verdade, o motivo: “Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para luz, para que as suas obras não sejam reprovadas”. (João 3: 20). Esses amantes da transgressão, porém, estão enganados. Como os judeus do tempo de Jesus, acreditam enxergarem claramente. Crêem que são filhos de Deus, porém rejeitam energicamente toda palavra que exponha seus pecados secretos.  Não tomam a Palavra de Deu por pérola preciosa, preferem levar o mundo para dentro da igreja.
     No mundo tereis aflições? Sabe por que você será afligido e rejeitado? Por causa da verdade! Eles o veem como uma ameaça à sua falsa concepção da verdade. Sua vida à parte do mundo é uma advertência à acomodação deles. Mas se você acha que esta sozinho nesta jornada você esta enganado! Paulo experimentou a rejeição inúmeras vezes: “... Todos os da Ásia me abandonaram...” (2 Timóteo 1: 15). Em contrapartida, um novo mestre tornava- se popular, com sua mensagem fazia muitos adeptos. Queixou- se Paulo: “Alexandre, o latoeiro, causou- me muitos males; 0 Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras”. (2 Timóteo 4: 14). Alexandre e Himeneu ensinavam um evangelho falso, que provia as necessidades da carne. Suas doutrinas negavam qualquer sofrimento ou privação, não é esse o “evangelho” que esta fazendo o maior sucesso nos dias de hoje? O nome Alexandre significa “aquele que defende homens”. Himeneu recebeu o nome do deus do casamento e representa o "evangelho de amor, bênçãos, alegria, comemoração e agrado ao homem" tudo isso sem santidade. Paulo entregou esses homens a Satanás: “A fim de não blasfemarem” (1 Timóteo 1: 20), não para destruição de seus corpos, mas de suas doutrinas carnais.
    Paulo acusou- os de arruinarem a fé verdadeira por desculparem o pecado. Eles mesmos não tinham as mentes puras, e o resultado foi uma doutrina que servia apenas para agradar ao homem. Alexandre e himeneu rejeitaram Paulo por causa da prisão. Mas, Paulo atendeu prontamente o chamado de Jesus! “E eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome”. (Atos 9: 16).
     Quantos cristãos verdadeiros neste momento estão enfrentando prisões? Muitos lutam contra uma enfermidade, e estão sendo acusados pela  congregação de falta de fé, outros estão lutando contra uma crise financeira, uma terrível escassez, e estão sendo acusados de fracassados. Alexandre e Himeneu viam as correntes como resultado da falta de fé e acreditavam que era o diabo quem o mantinham prisioneiro. Certamente pensavam: Se Paulo é tão santo, e prega Deus como Todo- Poderoso, por que sofre? Para quem não acreditava no sofrimento de cristãos, a permanência de Paulo na prisão era embaraçosa.
     O evangelho dos alexandres e Hemeneus, esta a todo o vapor neste mundo tenebroso, eles gostam de agradar os homens e não a Deus. Lembre- se! Muitos cristãos desse "evangelho indolor" terão vergonha de você quando tiver de suportar tais provas. Acreditarão serem suas provações resultado de uma fé insuficiente ou de não ter recebido a mesma “revelação” que eles sobre doença e sofrimento.
      Ian Mac Pherson escreveu: “A taça mais amarga com Cristo é melhor que a mais doce sem Ele”. Talvez você não tenha entendido o porquê de tão intensas provações. E a vida pode ter sido difícil, por pouco não fazendo desistir. Porém, em determinado momento, veio o Espírito Santo trazer- lhe paz ao coração.
      O consolador conhece nossas aflições mais profundas. É Ele quem nos anima e fortalece. E há propósito eterno em sua obra: "Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Pois como as aflições de Cristo transborda para conosco, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo". (2 Corintios 1: 4- 5). Paulo esclarece que é permitido a algumas pessoas suportarem mais aflições, não só para seu próprio aprendizado, mas para beneficio de outros: "Mas, se somos atribulados é para vosso conforto e salvação..." (2 Corintios 1: 6). Ter sofrido muito é como conhecer muitas línguas: isso dá ao sofredor acesso a muito mais pessoas. Victor Hugo escreveu: "O sofrimento é um fruto: Deus não permite que cresça em ramos frágeis demais para suportá- lo".
      Somente quando passamos pela escola da aflição de Deus, somos aptos para oferecer- lhes conforto e esperança. Deus treina pessoas para compaixão. Mas quem de nós dirá a essas pessoas: "Isto é para consolo, benção e salvação de outros que irão sofrer a mesma coisa? Quase ninguém! Embora seja difícil de aceitar, quando em provação, a Palavra de Deus confirma: “... Tribulação produz perseverança" (Romanos 5: 3). Infelizmente, om que temos presenciado na maioria das vezes é um "evangelho" com ingredientes para agradar o homem, são poucos os que entendem estas palavras  e permite Deus coloca- las na fornalha da aflição, pois aderiram um “evangelho barato”: "Vê, eu te purifiquei, mas não como a prata; provei- te na fornalha da aflição". (Isaias 48: 10).
     Deus vê a grande aflição pairando sobre a igreja: inacreditáveis sofrimentos e perseguições. E não deixará o seu povo sem testemunhas verdadeiras e provadas nestes dias. Você entrou na escola da aflição? Saiba que a lição que o Espírito Santo esta lhe ensinando é a matéria da compaixão! Deus tem um ministério de consolação para você. Essas lições que estão sendo ensinadas visam dar esperança e consolo a outros que passam pelo fogo.
      O corpo de Cristo precisa de pessoas que tenham sido afetadas ou destruídas pelo sofrimento, que não estejam abatidas, deprimidas ou cheias de interrogações; mas, que, ao invés disso, sejam firmemente apegadas em todo amor de Deus, sendo- lhes provado a fidelidade em todas as coisas. Devem ser pacientes, perseverantes, fortes na fé, e, para os fracos, uma fonte de consolação. É fácil para quem nunca sofreu distribuir palavras de conselho. Mas, por não terem passado pelo fogo e morrido para as próprias sabedorias e doutrinas, suas palavras são mortas, não possuem o verdadeiro conforto. 
     Que possamos combater esse "evangelho dos Alexandres e Hermeneus" de nossos dias, e colocar em pratica os conselhos do Apostolo Paulo: "Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa comigo das aflições do evangelho segundo o poder de Deus".  (2 Timóteo 1: 8). C.S. Lewis escreveu:  "Todos os horrores seguem o mesmo curso, ficando cada vez piores e forçando você a entrar numa espécie de funil até que juntamente no momento em que julgou que seria esmagado, veja só! Saiu da passagem estreita e tudo repentinamente se resolveu. A extração dói cada vez mais e então o dente é removido. O sonho se tornou um pesadelo e dai você acordou. Você morre e morre e então está além da morte".  Pastor Elias Fortes.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

COMPRO US$ 30, 00 DE DEUS!


Apenas ouvir a Palavra de Deus não é o bastante, naturalmente. A Bíblia deixa isso muito claro. O poder transformador de Deus em nossas vidas é expandido quando não só ouvimos, mas também agimos conforme o que ouvimos.
       De fato, com a nossa verdadeira recusa em aplicar a verdade divina em nossas vidas, podemos acabar não ouvindo a sua voz no futuro. O pecado verdadeiramente bloqueia nossos ouvidos espirituais, da mesma forma que a cera em excesso tapa o ouvido físico. Quando isso acontece podemos aparecer para ouvir, acenando com a cabeça e dizendo “sim”, mas não estamos compreendendo absolutamente nada. Pessoas com ouvidos tapados espiritualmente estão sempre aprendendo, mas “nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3: 7).
       O fato preocupante é que podemos ficar acostumados a ouvir a voz de Deus a ponto de não mais nos comovermos. Foi exatamente esse tipo de ouvintes que Deus advertiu através do profeta Ezequiel : “E eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obras; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem voz suave e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra” (Ezequiel 33: 31- 32).
       Não é o que nós estamos presenciando nos dias de hoje? Musica boa aos ouvidos, mas não passam de canções de amores. Muitas citações bíblicas, mas pouquíssima aplicação. Ouça essas palavras de Tiago: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes...” (Tiago 1: 22).
      A grande realidade é que, muitas pessoas querem fazer de Deus, o seu Aladin e a sua Palavra uma lâmpada mágica. Colocam a Bíblia aberta nos Salmos 91 ou no Salmo 23, ou então folheiam alguns versículos de sua preferência, e fazem milhares de pedidos e esperam que todos os seus desejos sejam atendidos em seu “milagre urgente”. Lembre- se! Fomos criados para sermos cheios de Deus, sem nenhum litro ou quilo a menos. Mas, estamos prontos para tal? Afinal, ser preenchido com a medida de toda a plenitude de Deus provavelmente irá nos esticar. E isso, no mínimo, vai incomodar o nosso conforto. Estamos dispostos a permitir que Deus destrua nossa área de conforto e expanda nossa capacidade para si? Ou queremos um Deus que pode ser controlado por nós?
      Infelizmente, muitos crentes vivem o “evangelho do abra kadabra” um Deus suficiente para me fazer feliz, curar todas as minhas enfermidades e me fazer próspero, muito próspero. O Evangelho das Boas Novas para muitos já não é bem vindo, pois esse Evangelho pode transformar fazer nascer de novo, e isso já é se envolver de mais você não acha?
    Wilbur Rees em seu livro “$3. 00 Word of God” retrata bem esses “ouvintes da palavra”, mas que não as põem em pratica: “Gostaria de comprar US$ 3 de Deus, por favor; não o bastante para explodir a minha alma ou perturbar o meu sono, mas apenas o equivalente a uma xícara de leite quente ou uma soneca à luz do sol. Não quero uma quantidade dEle que me faça amar um homem negro ou colher beterrabas com um imigrante. Quero êxtase, não transformação;  desejo o calor do útero, mas não um novo nascimento. Quero meio quilo do Eterno Deus em um saco de papel. Gostaria de comprar US$ 3 de Deus , por favor”.
     Para saber quem você adora é simples! Como você age em sua loja, como você se comporta em seu ambiente de trabalho, como você cobra o aluguel de suas casas, como consegue dinheiro, como guarda e o gasta. Jesus nos alertou: “Porque onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração” (Mateus 6: 21)
     Recentemente fui abordado com uma pergunta: “Pastor o que me diz sobre essas denúncias na televisão de pastores comprando terras para criar gados, mansões caríssimas e carrões de luxo?”. Respondi com outra pergunta: “Qual era a quantia que Judas Iscariotes, vendeu Jesus?”.
     Apenas Mateus destaca a quantia pela qual Judas vendeu Jesus... Trinta moedas de prata, a quantia exata predita quatrocentos anos antes. (Zacarias 11: 12, 13). Era o preço exato pago por um escravo. (Êxodo 21: 32). Aproximadamente 120 denários. 
      As Las Vegas espirituais estão a todo o vapor, com milhares de pessoas fazendo sua “fezinha”. Deus passou a ser o amuleto da sorte a maquina do dinheiro, querem comprar apenas meio quilo de Deus, crentes nominais e que vivem na informalidade espiritual. Nessa cobiça muitos estão “vendendo” Jesus a preço de um escravo e negociando almas de homens por dinheiro: “Por ganância farão de vós negocio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2: 3).
     O grande problema para os “compradores de porções” de Deus é que Ele não esta no mercado para ser negociado, em porções oferecidas na liquidação. Em primeiro lugar, Ele não está à venda no mercado. E não está à procura de compradores, mas olhando para comprar... A mim e você. Ele quer um povo que está à venda. De todas as formas. Liquidação total. Ele não está disposto a negociar por troca. Não está olhando para fazer um favor. Ele até já pagou o preço. Seu Filho morreu na cruz para pagar nossa dívida e resgatar nossas almas
      O Evangelho não é uma proposta ou uma sugestão. Não é uma reflexão em voz alta nem uma discussão contínua. Pregar o Evangelho não significa apresentar uma fé ortodoxa de um modo bonito, como o solilóquio de um ator para um palco vazio. Não é uma alternativa, mas um ultimato do Rei Jesus. “Crê ou perece”, porque “Deus ordena a todos os homens em todos os lugares que se arrependam” (Atos 17: 30). Entretanto, a transação nunca é uma venda forçada... é crucial compreender isso. Deus é um cavalheiro, não um ladrão nobre. Ele vai nos cortejar e procurar, mas nunca vai se atirar sobre nós. De fato, podemos dizer não ao Criador do universo. Podemos fazer a escolha de deixá- lo fora de nossas vidas.
      A cruz não perderá seu poder. O sangue de Cristo não desvanecerá sua força. O céu nunca irá anunciar falência, o plano de Deus jamais vai desmoronar. Jesus é o comprador, não importa a nossa condição financeira, a sua voz continua ecoando há mais de dois mil anos: “... Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lucas 12: 20- 21).
      O mundo jaz no maligno, o mundo vai de mal a pior, ele esta mergulhado no caos, mortes, roubo, sequestros, drogas, assassinatos, tragédia e falências estão corroendo nossa sociedade. A casa de muita gente literalmente esta caindo. Somente quando olhamos para o comprador de nossas almas, Jesus o maior comprador de todos os tempos é que vem a segurança tranquilizadora: “... Está consumado!...”. (João 19: 30). A nossa divida foi totalmente paga, o plano de Deus nunca irá mudar, os céus ecoam a sua voz: “O firme fundamento de Deus permanece”. (2 Timóteo 2: 19). A casa dEle ficará para sempre de pé.    Pastor Elias Fortes. 
   

segunda-feira, 12 de março de 2012

CAIM E ABEL, religião falsa x religião verdadeira


Em nossos dias atuais ouvimos com frequência esta resposta: “qualquer religião serve, desde que se seja sincero”. Mas afinal! Quem inventou a religião? Precisamos voltar para o livro de Gênesis. As duas chamas daqueles altares que foram por eles erguidos, ao lado de fora do Éden, ilustram bem a diferença entre a verdadeira e a falsa religião. Uma pertencia a Abel, que apresentou ao Senhor uma oferta das primícias do seu rebanho. O ato de Abel foi praticado em amor, adoração, humildade, reverência e obediência. E a Bíblia diz que Senhor olhou para o ato de Abel e sua oferta com muita consideração.
     Seu irmão mais velho, Caim, trouxe ao altar uma oferta sem sangue, uma oferta barata, e a Bíblia diz que “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou” (Gênesis 4: 5).
     Estaria Deus sendo injusto? A intenção de Caim não era a de agradar a Deus? Não estava ele sendo sincero?
     Essa história foi registrada na Bíblia com a finalidade de ensinar- nos que existe uma forma certa e uma forma errada de entrar em contato com Deus. Abel trouxe sacrifício de sangue, como Deus orientara; Caiam ofereceu um sacrifício de vegetais, uma oferta egoísta e superficial, desobedecendo a Deus e aproximando- se dele sem fé. E como Deus não aceitou sua oferta, como de resto toda a sua vida havia- se tornado vazia. Ele deixou sua família, e passou a vagar sobre a terra, um homem amargurado, que clamava a Deus dizendo: “É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá- lo.” (Gênesis 4: 13).
     Caim era sincero, mas errou. Milhares de vidas são sinceras, mas estão distante de agradar a Deus com suas vidas. “Qualquer religião serve, desde que seja sincero, pois Deus é um só”. E se a mesma linha de pensamento fosse à alimentação de uma criancinha? A mãe poderia dizer: “Como não tenho outro leite, mas quero alimentar o meu filho, vou colocar na mamadeira cerveja, uma caipirinha de wodka ou um pouco de vinho. Afinal, tudo é líquido.” Tal raciocínio é simplesmente ridículo, mas é nada menos que essa questão da “sinceridade”. Milhares de vidas trocaram o leite racional por uma mistura mundana, um alucinógeno espiritual, e muitos estão “curtindo a onda” dentro de muitas cátedras.
     Quando Adão e Eva tiveram filhos, eles tinham a capacidade de instilar a importância de termos um relacionamento correto com Deus. No entanto, Caim quis fazer tudo à sua maneira. Ele aproximou- se do altar, pela primeira vez, com uma oferta do “fruto da terra”, tentando reaver o “paraíso”, rejeitando o plano de Deus para a redenção. Caim trouxe a Deus algo que ele havia cultivado elementos distintivos de sua própria cultura. Hoje interpretaríamos a oferta de Caim como uma tentativa sua de obter a salvação pelas obras. Mas Deus nunca disse que poderíamos chegar ao céu através de nossos próprios esforços ou de nossas ofertas.
    Infelizmente uma grande parcela da liderança espiritual do nosso país promete reaver o “paraíso”, “um pedacinho do céu”, mediante há uma “boa oferta” e um “bom dízimo”. Centenas desses ofertantes não conhecem ou rejeitam a obra da redenção oferecida por Cristo. Muitos se querem nasceram de novo.  De nada adiantaria devolvermos os dízimos e as ofertas, se deixarmos de lado o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. (Mateus 23: 23). O maravilhoso é quando praticamos ambas as coisas ensinadas por Jesus. Note que primeiro Deus rejeitou Caim, depois a sua oferta: “Mas para Caim e para a sua oferta não atentou...” (Gênesis 4: 5).
    Abel é um exemplo de obediência a Deus, pois humildemente ofereceu as primícias de seu rebanho, em um sacrifício de sangue. Abel aceitou a determinação divina de que o pecado merecia a morte, e só poderia ser compensado diante de Deus pela morte expiatória de um animal sem culpa. Caim rejeitou este plano deliberadamente. Deus requeria um sacrifício de sangue.
    Os autores bíblicos sabiam que o sangue era essencial à vida. Qualquer pessoa ou animal pode passar bem sem uma perna ou sem um olho, mas nem o animal nem o homem podem viver sem sangue. É por isso que o Velho Testamento diz: “Porque a vida da carne está no sangue” (Levítico 17: 11).
     Assim, a Bíblia ensina que a expiação pelo pecado só é possível com derramamento de sangue: “Com efeito, quase todas as cousas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” (Hebreus 9: 22).
    Quando Falamos do sangue de Cristo, portanto, estamos dizendo que Ele morreu por nós. O sacrifício de sangue acentuou para nós a gravidade do pecado. O pecado é uma questão de vida ou da morte. Somente o derramamento de sangue poderia fazer expiação pelo pecado. A morte de Cristo também emprestou maior ênfase ao principio da substituição vicária. No Velho Testamento, um animal era visto como um substituto; um animal inocente tomava o lugar de um culpado. Do mesmo modo, Cristo morreu em nosso lugar. Ele era inocente, mas, de livre vontade, verteu seu sangue por nós, e tomou nosso lugar. Nós merecíamos a morte por causa de nossos pecados, mas Ele morreu em nosso lugar.
    E como Cristo morreu por nós, podemos experimentar sua vida... Agora e eternamente: “Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis... que fostes resgatados... mas pelo precioso sangue... de Cristo” (Hebreus 1: 18- 19).
     Quando Caim deliberou seguir seus próprios intentos, e não a determinação de Deus que exigia o derramamento de sangue entrou amargura em seu coração. Ele começou a odiar seu irmão Abel. Da mesma forma que o verdadeiro crente muitas vezes não é bem aceito por aqueles que seguem uma religião criada pelo homem, Abel não era mais aceito por Caim, e este ódio se acirrou cada vez mais até ao ponto de Caim matar o irmão.
     Se você quer arrumar inimizade com os adoradores dos altares de Caim, basta você falar sobre o sangue do Cordeiro, milhares religiosos estão apenas atrás da multiplicação dos pães e dos peixes: “Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6: 54).
     Quando o cristianismo é verdadeiro, ele não é uma religião. A religião é um esforço do homem para chegar a Deus. Segundo o dicionário Aurélio religião significa: Crença na existência de força ou forças sobrenaturais, manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios. Devoção.  Qualquer coisa pode ser religião. Mas o verdadeiro cristianismo é um relacionamento pessoal entre Deus e o homem.
      Muitas pessoas costumam dizer: “Acho que sou cristão”, ou “Tento viver como um cristão”. Mas não existe a possibilidade de “achar” ou “tentar”, na vida cristã. Nem mesmo alguns de nossos intelectuais conseguiram entender esta verdade: a simplicidade do evangelho está ao alcance tanto dos retardados mentais como dos gênios. Não basta você colocar um adesivo no seu carro: “Sou cristão, Siga-me”, tem que aspergir o sangue do Cordeiro de Deus em sua vida.
      Caim era sincero, mas errou. A religião humanista brota bem a vista dos grandes homens de Deus. Enquanto Moisés se encontrava no monte Sinai, recebendo as placas de pedra “escritas pelo dedo Deus”, uma religião falsa estava surgindo no acampamento de Israel. O povo disse a Arão: “Levanta- te, fazer- nos deuses que vão adiante de nós”. Arão deixou- se empolgar pela idéia de uma nova religião e disse: “Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei- mas”. Desse ouro, ele fabricou dois bezerros fundidos, e eles disseram: “São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito”. (Êxodo 32: 1- 4).
      Não é exatamente esse tipo de religião que nós temos presenciado em nossos dias? Milhares de bezerros fundidos em “fogueira santa” em muitos altares? Há exemplo de Caim, milhares de vidas oferecem suas ofertas pensando em “comprar o seu lugar no paraíso”.
     O homem pode engenhar planos para satisfazer seus anseios interiores, mas, em meio a todas as “religiões” do mundo, o método divino está na Bíblia, ao alcance de todos os que quiserem chegar- se ao Senhor, nos termos dele. “Portanto desta geração será requirido o sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a fundação do mundo. Desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Assim, vos digo, será requerido desta geração. Ai de vós doutores da lei, porque tomaste a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam” (Lucas 11: 50- 52).
      “Qualquer religião serve, desde que seja sincero, pois Deus é um só”. A sinceridade não leva os astronautas à lua, nem impedirá o arsênico mate a pessoa que o ingeriu por engano. A| ioga nem mesmo é capaz de pagar uma multa de transito. Tampouco o comparecimento à igreja ou as boas obras podem pagar por pecados passados.
      O cristianismo ensina que há dois destinos, e que cada pessoa tem a liberdade de escolher um dos dois: o céu ou o inferno. Que Jesus Cristo é o único caminho para o céu é algo que pode ser facilmente comprovado. Tampouco algum fato pode justificar qualquer reclamação, uma vez que Cristo ofereceu- se espontaneamente pela graça como Salvador de todos que nEle acreditam. Que loucura insistir em pegar seu próprio caminho para o céu, um local em que você jamais esteve nem sabe como lá chegar! Obviamente, apenas Deus pode decidir quem entrará ali, e apenas Ele pode estabelecer as condições para isso.
      Caim é um exemplo de uma religião falsa, vazia e sem vida, a Bíblia nos alerta: “Não sendo como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas” (1 João 3: 12).
      Todos nós sabemos que violamos a lei de Deus e que a obediência perfeita dessa lei no futuro (mesmo se isso fosse possível) não pode compensar pelo fato de não a ter cumprido no passado. Nenhuma das religiões do mundo (o cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento com Deus por intermédio de Cristo) oferece um fundamento justo para que Deus perdoe os pecados e escolha o pecador em sua presença. Nem Buda, Confúcio, Zoroastro, Maomé ou qualquer outro fundador de uma religião jamais afirmou que pagaria a punição pelos pecados do mundo (Leia atentamente João 3: 16- 18). Não podiam nem mesmo pagar por seus próprios pecados e ainda estão em sua sepultura.
      Apenas Cristo (que é Deus e homem em uma pessoa) foi capaz de pagar a punição infinita que sua própria justiça exigia. Sua ressurreição e ascensão ao céu provou este fato. Apenas fundamentado nisto os pecadores podem ser perdoados. A escolha é sua... Ou você acredita nas Boas Novas cuja punição já foi paga e recebe o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador ou rejeita- o. Qual será sua escolha? Se for essa última, lembre- se que você jamais pode culpar a Deus por seu Destino. Você o escolhe sozinho, como foi o caso de Caim. Pastor Elias Fortes.