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domingo, 1 de julho de 2012

O REMANESCENTE FIEL


Para algumas igrejas ou para alguns líderes, não é difícil encher um estádio de futebol ou colocar uma multidão de milhares de pessoas marchando pelas ruas das grandes cidades, numa demonstração de fé. A preocupação não é com o crescimento, mas a qualidade espiritual dessas multidões. Estamos vivendo na geração dos remanescentes?
     A Bíblia nossa regra de fé, leva- nos a refletir sobre o remanescente fiel, temos uma passagem bíblica que nos revela como nasce, vive e parte um remanescente legítimo. Em Lucas 17: 12 lemos: “Entrando em certa aldeia, saíram- lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e clamaram: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós”.
     Ao passar entre Samaria e a Galiléia seguindo para Jerusalém, pois estava próximo a sua crucificação, Jesus se aproxima de uma aldeia cujo o nome não se registra. Nove desses leprosos eram judeus, um era samaritano. “... e este era samaritano” (Lucas 17: 16).
   Os judeus daquela época não de davam com os samaritanos, mas a lepra, o sofrimento uniu aqueles dez leprosos. Imundos, cheirando mal, quem estudou sobre a lepra sabe bem o seu poder de destruição. A lei exigia a distancia de 100 metros dos não enfermos. E quando alguém são se aproximava eles gritavam:"Impuros!Impuros".
       Quando o sacerdote declarou a sua enfermidade, eles foram tirados do seu convívio familiar, social e espiritual. Mas, alguém falou de Jesus para aqueles leprosos, a notícia sobre Jesus havia chagado até eles.
      Os dez leprosos esperavam a comitiva de Jesus, talvez passaram a noite acampados, aguardando a cada minuto, quando viram a Jesus, já não lembravam de sua dor, miséria e preucupações, e começaram a grita bem alto: “Jesus, Mestre... Tenha misericórdia de nós”. Naquele momento os dez leprosos não queriam esmola, comida ou roupas novas, mas, sim serem curados daquela terrível lepra. Jesus, vendo- os naquela miserável situação, lhes- disse: “... Ide, e mostrai- vos aos sacerdotes” (Lucas 17: 14).
       Na medida em que caminhavam em direção do sacerdote ficaram limpos. Dez homens! Creio que onde havia pele morta e podre, começou a ser purificada, carne saudável agora brotava em seus corpos, glória a Deus, seus membros estavam sendo restaurados. Que alegria era para aqueles dez leprosos, "Curados. Sim! Nós fomos curados!".
       A lepra na Bíblia representa o pecado, você se lembra da hora em que Jesus teve misericórdia de você? Como foi purificado do pecado? O Dia em que você nasceu de novo? Você tem um testemunho para contar do que Jesus fez em sua vida?
       Jesus ordenou aqueles leprosos: “Ide, e mostrai- vos aos sacerdotes”. A Bíblia nos ensina que aqueles leprosos teriam que ser declarado purificado por um sacerdote: “O sacerdote  que fez a purificação apresentará perante o Senhor o homem que deve ser purificado junto com aquelas coisas, à entrada da tenda da congregação” (Levíticos 14: 11)., era um cerimonial elaborado e detalhado, que duravam oito dias (Levíticos 14: 10). Tinham que ter os pelos raspados, ser banhados e examinados. Após essa cerimônia, vinham o sacrifício, o aspergir do sangue e do óleo, unções, ofertórios. Depois esperavam mais oito dias antes de ser devolvidos a família e aos seus direitos, esse processo levava dezesseis dias de atividades religiosas. Esta cerimônia altamente religiosa era simbólica, tipificando a respeito de Jesus o nosso Purificador.
    Quando a comitiva de Jesus partia, ouviram gritos e um homem correndo atrás deles. Ele corria e glorificava o nome de Jesus, louvava cada vez mais alto. Este homem era um samaritano, um ex- leproso. Jesus olhando para ele disse: “... Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove?”(Lucas 17: 17).
       Onde estão os nove, apenas um remanescente?  Você acha que hoje é diferente? Multidões que se tornaram limpas, mas poucos são os remanescentes. Onde estão as multidões que desejam conhecer cada dia mais a Jesus? No mesmo lugar dos nove! Noventa por cento daqueles que são tocados e limpos por Jesus acabam voltando a uma igreja morta, sem novidade de vida. Não sabem o que é estar com Jesus, pois estão perdidos na religião ritualista.
       Na estatística dessa narrativa bíblica noventa por cento dessas multidões estão vivendo como aqueles dez leprosos. Aqueles leprosos queriam voltar a viver as sua vidas, voltar para minha esposa, família e negócios. Quero voltar para a sinagoga e estudar sobre a vinda do Messias. “Mas a pecado nisso? Não devermos prover o nosso sustento? O que há de errado em estudar sobre Jesus!".
      “...Mostra- te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para que lhe sirva de testemunho” (Lucas 5: 14). Os noves leprosos teriam um testemunho para o resto da vida, seria muito maravilhoso este testemunho se eles conhecessem a Jesus! Não é exatamente isso que esta acontecendo em nossas igrejas?           Testemunhos e mais testemunhos! Eu era um ex- viciado, ex- alcoólatra, ex- prostituta, ex- macumbeiro, ex- ladrão, ex- enfermo. Muitos gravam CDS de seu testemunho e andam pelas igrejas anunciando. Quantas vidas testemunham de seu passado. Mas é pecado testemunhar?  De maneira alguma! O grande problema é que estão vivendo como os nove ex- leprosos. Vivem em uma liturgia morta, uma religião vazia, cheio de rituais, lenços, velas, sal grosso, rosa branca e todo tipo de patuás.
      Você vê muitos desses ex- alguma coisa na televisão dando o seu “testemunho”. ou fazendo comercial dele, "testemunham" a sua prosperidade dentro de um carro de luxo ou a sua cura em meio às lágrimas, dizendo "depois que eu conheci esta igreja minha vida mudou". Veja bem!Não foi Jesus, mas uma religião ritualista. Na vida real milhares vivem desviados e destruídos pelo pecado! Não tem o caráter de Jesus. Não sabem o que é ter um relacionamento intimo com Deus. Vivem de seus testemunhos passados, testemunho antigo e desgastado de uma experiência única. Não são capazes de se levantar e relatar o caminhar diário e renovado com Jesus, pois, jamais conheceram ou voltaram- se para Ele. “... Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6: 4).
       Infelizmente muitos não querem ter uma intimidade com Jesus, optaram por uma religiosidade de aparência, rica em números, mas morta na intimidade com Cristo, gostam da pompa e do formalismo cerimonial das “grandes igrejas”.
      Os nove ex- leprosos tornaram- se religiosos, agora tinham uma experiência, passaram pelo ritual da purificação, como milhares em nossos dias, “falaram- me de Jesus, e fui purificado”, mas agora encontram- se presos a todo tipo de ritual. Multidões alucinadas por ritual e pompa, isso fascinou aqueles nove ex- leprosos.
“O sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que deve ser purificado, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito” (Levíticos 14: 14). Como isso deveria ser maravilhoso para eles. Unções, purificação pelo sangue, mas infelizmente tudo isso era morto.  Ganharam bênçãos materiais, voltaram a ter status, mas jamais conheceram a Jesus. 
     “... Ide, e mostrai- vos aos sacerdotes” (Lucas 17: 14). Jesus pediu para aqueles ex- leprosos seguir o ritualismo? Não! Creio que Jesus enviou aqueles leprosos para o sacerdote, na esperança de ficarem com fome de conhecer a realidade presente por trás do ritual. “... e tomará a ave viva, a madeira de cedro, o carmesim e o hissopo, e os molhará com a ave viva no sangue da ave imolada sobre as águas correntes” (Levíticos 14: 6). Aqueles nove ex- leprosos deixam a verdadeira água viva: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7: 38).
      Estes nove ex- leprosos representam milhares de crentes que hoje se assentam na igreja ouvindo ministros que não sabem o que estão dizendo. Tudo muito bonito, o ritual, a fachada da igreja, o púlpito de marfim, as poltronas confortáveis, os carrões no pátio da igreja, mas no intimo da alma tudo é árido, morto.
        Glorificamos a Deus, pois, é nesse momento de religiosidade morta, que Jesus levanta os seus remanescentes fiéis. Não aguentam mais todo esse ritual e formalismo, uma igreja apenas de aparência. “Não foi para isso que Jesus me salvou! Para ficar sentado aqui, seco, em baixo de um homem que faz as coisas pela rotina. Quero realidade! Quero Cristo!”.
       Jesus sempre tem um, em dez, que deixa tudo e volta para adorar e louvar a Cristo. Um remanescente fiel enquanto os outros noventa por cento estão atolados em uma religião morta, vazia, apenas rica em números! “... pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 20: 16).
       Aquele ex- leproso samaritano voltou correndo para Jesus porque não estava preso ao formalismo e rituais, diferente dos nove, que foram criados ortodoxos, ensinados desde a infância no ritual e nas cerimônias, em um sistema religioso frio e sem vida.
       Muitas igrejas evangélicas hoje, possuem mais patuás do que muitos centros de macumba, praticam um ritualismo anêmico, uma cerimônia morta, foi isso que fez o ex- leproso samaritano correr para Jesus. Ele viu a falsidade do lideres e membros, o comércio dentro das igrejas disfarçado de “sessão”,“concentrações de fé” “show da fé” “fogueira santa”. Os fariseus roubando as viúvas e tirando os seus lares. Sacerdotes subornando e sendo subornados, ele viu os escribas fazendo regras para os outros, que ele jamais levantariam um dedo para obedecer. “Portanto observai e fazei tudo o que vos disserem. Mas não procedais de conformidade com suas obras, pois dizem e não fazem” (Mateus 23: 3).
       O que fez o ex- leproso samaritano correr para Jesus? Os rostos caiados, fisionomias falsas com padrões enganadores, era um cego guiando o outro. Não é isso que estamos presenciando amigo? Brigas de lideres religiosos por ganância, status e poder e multidões! O ex- leproso samaritano correu, quando viu os ex- nove leprosos em volta do sacerdote, a rotina da igreja, o respeito da sociedade, a prosperidade aparente, a segurança e dinheiro.
       Nessa passagem nós vemos como nasce e vive um remanescente fiel! Ao contemplar a vida dos nove. Aparentemente muito boa, ele lembrou- se de quem o havia curado, o quanto a sua vida era vazia, ele não queria viver de aparência. Na igreja um religioso, em casa um morto espiritual.
       O ex- leproso samaritano correu para Jesus “... Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6: 68). É assim que nasce e vive um remanescente fiel. Hoje, não precisamos do sangue de um pássaro, bezerro, bode ou touro: “E não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no santo dos santos, uma vez por todas, havendo obtido uma eterna redenção. Se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas de uma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo?” (Hebreus 9: 12- 14).
       Louvado seja Deus! Não precisamos de obras mortas, ritual, formalismo e muito menos patuás "ungidos", de uma religião vazia, nosso testemunho tem que ser atual, vivemos em novidade de vida todos os dias.
      Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. Note que o ex- leproso samaritano ao voltar correndo para Jesus não apenas foi purificado, mas desta vez recebeu a salvação por inteiro, mente, corpo e espírito. Essa é a sua promessa aos remanescentes fiéis, uma salvação plena e abundante: “... Levanta- te, e vai; a tua fé te salvou” (Lucas 17: 19).
       Em dez, Deus sempre tem um remanescente. Milhares de vidas estão mergulhados em uma religião morta sem vida, apenas números,ritual, pompa e formalismo e cifras.    
    Glorifico a Deus, pois nesse exato momento, em meio a uma multidão de religiosos, Deus esta levantando os seus remanescentes fiéis. “Isaías clamava acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Romanos 9: 27). Pastor Elias Fortes.

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