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quarta-feira, 23 de julho de 2014

RIOS DE ÁGUA VIVA

     A grandeza atual de Jesus Cristo pode ser resumida neste verso poderoso: "A VIDA ESTAVA NELE...". João 1: 4. Cristo estava e continua renovando vida. Ele era renovado constantemente, pois a vida era retirada de um manancial celestial. Ele nunca se queixou das multidões que o procuravam, e muitos receberam dEle virtude.   Quantas curas e libertações? Quantas almas foram salvas por Ele? Sim! Ele experimentou dias de cansaço, noites de oração, mas mesmo assim Ele dava atenção para todos. Afinal! Qual era o segredo do seu renovo?

     Certa vez, seus discípulos o encontraram descansado e revigorado, aqui esta o segredo da vitamina celestial, o tônico dos santos: "Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis”. João 4: 32.

     Amados! A compaixão é um precioso instrumento de transformação. Quantos homens e mulheres foram até Jesus buscar socorro? Muitos vieram gritando o Seu Nome pelo caminho, multidões que o pressionavam, mas, jamais Jesus mostrou- se impaciente com elas, pelo contrario! Ele tinha tempo para as criancinhas. Num momento de fadiga, parou junto a um poço de água para descansar (e provavelmente com sede), pediu para uma mulher samaritana: ‘... Dá- me de beber” (João 4: 7b). porém, Jesus sabia que aquela mulher precisava de ajuda.

     “disse- lhe a mulher samaritana: Como, tu sendo judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Pois os judeus não se dão com os samaritanos.)”. (João 4: 9).

     Hoje as pessoas ouvem os sermões da TV, veem os prédios de nossas igrejas e leem nossos folhetos. Mas estão famintas pela manifestação da glória de Deus. Algo maior do que elas. Algo maior do que nós. Elas querem ver a Deus. Infelizmente, muitas igrejas fizeram cisternas rotas. “Porque o meu povo fez duas maldade: a mim deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém águas”. (Jeremias 2: 13).
    Uma cisterna é um reservatório artificial para armazenar água. A água nele pode tornar- se estagnada e suja. Quando a cisterna se rompe, a água escapa e a poluição penetra. Muitas Igrejas estão sendo inundadas pela poluição do mundo. Transformaram a casa de oração em casa de comercio a céu aberto. É muito triste ver que em algumas igrejas evangélicas foram liberadas para assistirem o jogo da copa do mundo dentro delas, com se já não bastasse à falta de saneamento básico (doutrinas bíblicas) e a enxurrada de heresias. “Como fonte turva, e manancial poluído, assim é o justo que cai diante do ímpio”. (Provérbios 25: 26).
    O mundo é uma cisterna, uma cisterna rota. Oferece a esperança de prazer e felicidade, mas aqueles que procuram satisfação nele ficam inevitavelmente desapontados e sedentos. Hoje, na ânsia de “agradar o povo”, muitos líderes perderam a autoridade vinda de Deus. Em algum lugar da História, a igreja impôs limite ao nosso Salvador. Desenvolvemos uma teologia que o fez Senhor sobre o espiritual, mas não sobre o natural. Cremos, por exemplo, que Ele pode perdoar nossos pecados, dar- nos paz e alegria, e oferecer- nos vida eterna. Porém, poucos crentes conhecem Jesus como o Senhor natural, de nosso cotidiano, isto é, de nossas crianças, emprego, contas, casamento, ai você começa a entender o porquê de tantos crentes sem renovo, faltando- lhes autoridade no falar, pois não as têm em seu viver diário. Por isso há tão poucos crentes renovados.

     Jesus era constantemente renovado pelo Espírito, qual era o segredo do Seu renovo. “Maravilharam- se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”. (Marcos 1: 22).
    Sempre foi assim. Paulo referiu- se à mesma realidade quando escreveu em 1 Coríntios 2: 4, 5 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e do poder”. Por que isso era importante? “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”.
     “... demonstração do Espírito e do poder”. O mundo já tem sabedoria humana o suficiente. Se a sabedoria humana fosse o bastante para resolver os problemas do mundo, estaríamos livres das guerras, da fome e das doenças. E não teríamos necessidade alguma de Deus.

     Obviamente, isso não aconteceu. O mundo ainda está emaranhado em discórdias, definhando com vazio físico e espiritual, e ainda se encontra ferido e agonizante. Continua desesperado pelo tipo de cura que somente Deus pode oferecer.

     Seria uma boa ideia, então, se cada uma de nós parasse periodicamente durante o trabalho para o Senhor e perguntasse: “Em que estou confiando? Quem estou mostrando às pessoas?”. A demonstração do Espírito e do poder, vem do amor de Deus, e resultará naturalmente em compaixão pelas pessoas. Não podemos amar ao Pai sem amar seus filhos também, mesmo quando não são dignos de amor. “ Respondeu- lhe Jesus: “Se conheceres o dom de Deus, e quem é o que te pede: Dá- me de beber, tu lhe pedirás, e ele te daria água viva”. (João 4: 10).
    Deus usa as pressões das tribulações para aperfeiçoar nossas vidas. Ele talha facetas em uma pedra humilde para refletir a sua glória. “Disse- lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que tira- lá, e o poço é fundo. Onde tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele próprio bebeu e, bem assim, os seus filhos e o seu gado?”. (João 4: 11- 12).

     Em relação à nossa vida espiritual, muitos de nós são pessoas do tipo “tudo ou nada”. Se não somos automaticamente perfeitos, desistimos. Quando as virtudes cristãs como a paciência e a bondade parecem difíceis de serem obtidas, abandonamos nosso desenvolvimento do caráter e decidimos que a santidade é para aqueles que estão mais bem equipados, pois, o poço é fundo. Contudo, quando desistimos, estamos desistindo da nossa parte da sociedade. A perseverança é uma de nossas responsabilidades no processo de transformação. “Respondeu Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deveras, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”. (João 4: 14).
     Naturalmente, ainda haverá áreas em nossas vidas em que lutaremos. Ainda haverá lutas e perderemos algumas ocasionalmente. Mas, se temos desejo de perseverar no processo, Ele fará em nós uma fonte que jorre para a vida eterna. “Disse- lhe a mulher: Senhor, dá- me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui tirá- La”. (João 4: 15).
     Nossa fé deve afirmar que o poder de Jesus vai além do limite da morte. Quero viver intimamente com Jesus de modo que, quando chegar o momento de deixar este mundo, eu também passe pelo véu muito fino descrito por Henrieta Mears. De uma vida cheia de glória para outra. Do ato de sentar- se “em sua presença” para o de estar “face a face”. “Disse- lhes Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá”. (João 4: 16).
      Deus, por amar você, trabalhará para purifica- ló. Sua ira vem sobre a perversidade obstinada. Porém, o castigo amável é para aqueles que se arrependem e voltam- se para Ele. Você pode sentir a mão de Deus em sua alma, por causa de seus erros, mas, ao arrepender- se, é possível clamar pelo amor que traz disciplina. “Respondeu ela: Não tenho marido. Disse- lhe Jesus: tens razão em dizer que não tens marido, pois já tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido. Isto disseste com verdade”. (João 4: 17)
      Os sedentos pelo rio de água viva passarão por provas, e serão purificados de tudo o que não é semelhante a Cristo, como preparação para o casamento. Quando a presença de Jesus se manifesta, as coisas escondidas são reveladas. O povo de Deus abandona as águas turvas do pecado, e volta- se para as águas cristalinas do rio da vida. “Disse- lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, mas vós, os judeus, dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”. (João 4: 19- 20).
     Apesar de ter sido um dos maiores líderes espirituais da história, Jesus passou muito pouco tempo em lugares religiosos, pois quase sempre ficava onde as pessoas viviam. Ele estava interessado nas pessoas, em buscar as ovelhas perdidas da casa do Pai. Ele exerceu grande influência na vida daqueles que conheceu. Assim como Jesus, fomos chamados para mostrar a fonte da água da vida. Nossas vidas deveriam ser um refugio para os feridos e não um clube de campo para pessoas satisfeitas. “Disse- lhe Jesus: Mulher, crê- me, a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o pai. Vós, os samaritanos, adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que adoram o adorem em espírito e em verdade”. (João 4: 21- 24).
     Na vida dos verdadeiros adoradores manifesta- se um espírito de santidade. Por trás da verdadeira santidade há sempre um espírito operando. Onde Jesus opera, é possível descobrir muito mais que separação do mundo e abstinência às coisas que não são divinas. Encontraremos um espírito de obediência, e seremos renovados, pois, a vida esta nEle. “Então, deixando o seu cântaro, a mulher foi à cidade e disse ao povo: Vinde, vede um homem que me disse tudo o que tenho feito. Poderia ser este o Cristo? Saíram da cidade e foram ter com ele”. (João 4: 28- 29).

     Ao meio dia a mulher samaritana encontrou Jesus, ao meio dia e meio ela foi transformada e às treze horas da tarde, ela era uma missionária, isso é uma verdadeira transformação. A compaixão é a água potável vindo direto do manancial de Deus. O convite ao sedento continua: “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tem dinheiro, vinde, comprai, e comei! Vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”. (Isaías 55: 1).
    Queremos um resultado. Mas preferimos pular o processo. Receio que a nossa geração tenha atingido arriscadamente a mentalidade “Estou ficando cansado, então vamos parar um pouco”. E não apenas no campo espiritual. Fazer dieta é uma disciplina, então ficamos gordos. Concluir os estudos é uma chatice, então caímos fora. Cultivar um relacionamento íntimo é doloroso, então desistimos. Escrever um livro exige demais, então paramos logo. Resolver conflitos do casamento é para alguns, um esforço tão cansativo que preferem partir. Persistir em um trabalho é árduo, então começamos a olhar para os lados... E no momento em que estamos dispostos a desistir, surge o Mestre, que se curva e sussurra: “Continue; não pare. Continue”. “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (João 7: 38). Pastor Elias Fortes.

terça-feira, 1 de julho de 2014

O DIA EM QUE A TERRA FUGIU.

A terra esta se tornando um lugar muito perigo para se viver, a humanidade trata o planeta sem nenhuma consideração. Como os gênios do mal, que saem das caixas de surpresas, os avanços tecnológicos, têm promovido meios para descontrolar o equilíbrio da natureza, que é a intenção desse intrincado conjunto biológico, físico e químico para produzir a membrana da vida.
    Isto ocorre através da poluição em massa, o desperdício de fontes tal como lagos e o acelerado consumo de recursos como o petróleo e florestas. Deus alerta que as nações serão julgadas, e Ele certamente “destrói aqueles que destroem a terra” (Apocalipse 11: 18).
    O homem universal, por décadas têm estado mais propicio a ouvir sobre o perfil da violação ecológica do que ouvir aqueles que, insistem que o Armagedom está próximo. A indiferença do homem para com o ameaçador abuso da terra, esta fora de controle. Os pagãos ensinam que a terra foi caracterizada como divina, e os mortais foram subordinados a ela. A Bíblia, porém, nos ensina que a terra foi à criação de um Deus monoteísta, que, depois de forma- La, ordenou aos seus habitantes para “frutificai e multiplicai- vos; enchei a terra, e sujeitai- a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. (Gênesis 1: 28).
    A terra esta falando, como Deus alertou Noé do dilúvio, será que e o povo começou a ouvir? O apostolo Paulo profetizou que “nos últimos dias” o mundo “irá de mal a pior” (2 Timóteo 3: 1, 13). Embora em nossos dias a maioria das “mensagens” está anunciando “paz” e muita “prosperidade”. Jesus previu que a natureza será convulsionada, e “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra as nações ficarão angustiadas e perplexas pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo, pois os corpos celestes serão abalados. Então verão vir o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória”. (Lucas 21: 25- 27).
     “Deus mostrará sinais na terra”, particularmente Ele se levantará “para assombrar a terra” (Isaías 2: 19). “De todo vacilará a terra como o ébrio e será movida e removida como a choça de noite” (Isaías 24: 20).Haverá terremotos” (não somente em diversos, mas) “em todos os lugares”; não apenas em uma, nem em algumas, mas em todas as partes do mundo habitável, “como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este grande terremoto”. Em um deles, “toda ilha fugiu, e os montes não se acharam”. (Apocalipse 16: 18, 20).
       Jesus disse aos discípulos que a sua volta a terra seria “como nos dias de Noé”. Enquanto Noé construía a arca em terra seca, seus vizinhos riam dos esforços de quem acreditavam ser um homem louco. Na verdade, não se importavam com o que aquela família de “fanáticos religiosos” fazia, pois eram tão perversos e egoístas a ponto de ignorarem os avisos de Deus. Uma das descrições mais vívidas da total depravação é encontrada em Gênesis 6: 5: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobra aterra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.
      Hoje nos preocupamos com quem está no comando das nações do mundo. Cremos que se homem certo for eleito, ou o errado expulso, o mundo será melhor. Confirmados no poder, são bandagens convenientes para o globo ferido, mas não a cura. Muitos prometem “construir um novo mundo!”. O segundo capítulo de Daniel nos diz que os governos humanos cairão. Os “reis da terra” estão onde está o poder, deles é o poder político que faz as coisas acontecerem; deles são as ações que determinam o curso da história... Na verdade, aquela gente não controla as rédeas da história. A primeira noticia de João aos reis da terra é proclamar que eles têm um governante; que estão sendo governados.
       Alguns podem pensar que Deus não tem poder e que as regras do mal guiam o destino desse planeta. As coisas não são como parecem! Jesus Cristo é Senhor. O Rei está voltando em um tempo em que “todo olho o verá”. (Apocalipse 1: 7).
       Vivemos em um tempo em que gostamos de ouvir somente o positivo. Embora eu possa “pensar positivo”, eu sei que há mais de seiscentas advertências na Bíblia acerca do julgamento e do mal. O teólogo Louis Talbot escreveu: “Muitas pessoas tratam o livro de apocalipse assim como o sacerdote e o levita trataram o homem que foi espancado e roubado na Parábola do Bom Samaritano... eles passaram de largo. O Diabo tem desviado milhares de pessoas dessa porção da Palavra de Deus. Ele não quer que ninguém leia o livro que fala sobre seu banimento do céu... nem tem interesse que leiamos sobre o triunfo final de seu inimigo número um, Jesus Cristo. Quanto mais você lê o livro de Apocalipse, mais entende por que Satanás luta com tantas forças para manter o povo de Deus longe desse livro”.
      Um dos maiores tratados do mundo sobre motivação é o livro do Apocalipse. “Apocalipse” é a tradução de um termo que é usado erroneamente para transmitir medo. A palavra grega apokalipsis significa “descobrir” ou “revelar”. A Revelação ou o Apocalipse é a manifestação de Jesus Cristo; um livro que é sobre Ele e por Ele. Esse livro não é um quebra- cabeça; é uma imagem completa.
      A pessoa por quem Deus julgará o mundo é o seu Filho unigênito, cujas “saídas são desde a eternidade”. Hoje! A nossa “arca” é Jesus, presenciamos a fúria da natureza contra nós, mas: “Segundo a sua promessa”, diz o apostolo Pedro, “aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”. (2 Pedro 3: 13).
     Jesus disse que antes de Sua volta, os corações dos homens esfriariam por medo das coisas, que estavam por acontecer. Antes que o Senhor volte, a terra será atacada com “fogo e vapor de fumaça, o sol se converterá em trevas”. (Atos 2: 19, 20).
     Nunca como no presente momento, o homem moderno tem sido tão desperto para a palavra do seu Criador. Considerando as recentes secas, as ondas de calor, as queimadas das florestas, os perigosos furacões e enchentes, as praias poluídas. Estamos diante da exploração insensível do homem. A roda da história está girando mais rápido agora. “Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, e tudo o que nela há, e seja o Senhor Deus testemunha contra vós, o Senhor, desde o seu santo templo. Porque eis que o Senhor sai do seu lugar, e desce, e anda sobre as alturas da terra”. (Miquéias 1: 2, 3).
     É pavoroso pensar como serão as sentenças para algumas pessoas infames que vivem “como nos dias de Noé”. O cenário do julgamento será de cortar o coração. Quando cada pessoa der um passo à frente, passará por ele na direção contraria o céu e a terra fugindo daquele que esta assentado no trono. “Então vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobrem ele. Da presença dele fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles”. (Apocalipse 20: 11).
      Quando Ele abrir solenemente o Livro da Vida e começar a olhar a imensa lista de nomes, suas mãos suaves virarão as páginas, esperando encontrar o nome do acusado. Mas não estará ali. “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20: 15). Se até o momento da morte, a pessoa não recebeu a providência divina para retirar seus pecados, seu nome será apagado das páginas. Ele dirá com pesar e com grande relutância: “Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. (Mateus 25: 41).
     O homem rico estava lá, mas seu dinheiro Dissolveu- se e sumiu, assim como a terra fugiu da presença do Senhor, pois ele desprezou a advertência de Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam”. (Mateus 6: 19). Agora ficou como um indigente no julgamento, suas dívidas eram altas demais.
     O homem ilustre estava lá, mas sua nobreza foi deixada para trás quando ele morreu! O anjo que abriu os registros não encontrou um traço sequer de sua grandeza. “No mesmo instante o anjo do Senhor feriu- o, porque não deu glória a Deus, e, comido de bichos, expirou”. (Atos 12: 23).
     O viciado em jogo e o beberrão estavam lá. E também o homem que lhes vendia bebida, com as pessoas que lhe deram a licença para vender, juntos no inferno, todos eles foram lançados. “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar. Ai daqueles que dá de beber ao seu companheiro, que lhe chega o seu odre, e o embebeda, para ver a sua nudez”. (Habacuque 2: 14, 15).
      O homem virtuoso veio para o julgamento, mas seus trapos de hipocrisia não foram o bastante; os homens que crucificaram Jesus foram tidos como virtuosos também. “Num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal, e dirigia- lhe a Palavra. E o povo exclamava: É a voz de Deus, e não de homem”. (Atos 12: 21, 22). Agora na presença do senhor ele ouve: “O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? Diz o Senhor. Ou qual é o lugar do meu repouso? Não fez a minha mãos todas as coisas?”. (Atos 7: 49- 50).
       A alma que rejeitou a salvação estava lá! “Hoje não, um dia talvez”; não tenho tempo para pensar em religião!”. Enfim, encontrou o tempo de morrer. “Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei, e a terra ouça as palavras da minha boca”. (Deuteronômio 32: 1).
       Oh, quanto choro e lamentação, quando os perdidos ouviram a sua sentença; clamaram para as rochas e montanhas; mas agora a terra e o céu fugiram. Oraram, mas sua oração veio tarde demais.

       Graça a Deus porque recebemos o Senhor Jesus Cristo a tempo. Louvados seja o nome de nosso Deus. Tornamo- nos cidadãos de um novo céu e uma nova terra por toda a eternidade. O Apocalipse, o único livro profético do Novo Testamento, é como um farol no mar revolto da desordem atual. Por isso confiamos na promessa: “Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem par o meio dos mares; ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”. (Salmos 46: 2, 3). Pastor Elias Fortes.

terça-feira, 24 de junho de 2014

MOSTRE- ME A TUA GLÓRIA!

Uma das maiores tragédias da Igreja nesta geração, e grande tristeza de Deus, é a existência de cristãos infelizes. Eles cantam, batem palmas, sorriem e oram. Porém, por trás dessa fachada, existe solidão e profunda miséria.
       Milhares de crentes vivem neste ciclo de altos e baixos na presença de Deus. Seus casamentos seguem o mesmo padrão, entre meando brigas com momento de paz. Muitos justificam: “Bem, é assim que o casamento deve ser. Não se pode esperar ser feliz e amar o tempo todo”.
      Sua alegria não é duradoura. São fervorosos, mas se tornam subitamente frios. Não sabem lidar com o medo. A depressão vai de encontro a eles como um rolo compressor. Numa semana estão eufóricos e na outra, desanimados. Jesus profetizou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de quase todos esfriará”. (Mateus 24: 12, grifo meu).
      Números. Estatísticas. Levantamentos. Pesquisas de opinião. Muitas pessoas confiam nisso. E podem fornecer informações valiosas. Falam muitas coisas. Mas existe uma coisa que os números e as opiniões não podem medir: a verdade.
       Você precisa olhar além das aparências superficiais para perceber a verdade. Porque a verdade não se importa com o que qualquer pessoa, ou todas as pessoas; pense, diga ou faça. Ela simplesmente existe, e aparece quando menos se espera. O que, de tempos em tempos, deixa um monte de gente envergonhada. Jesus declarou: “Então conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. (João 8: 32).
      Nossas intenções para com Deus serão reveladas principalmente por meio de nosso comportamento. Milhares de crentes afirmam que conhecem a Deus, no entanto, o negam com seu viver. A obediência em tempos difíceis é de alto valor na vida secular, e muito mais na esfera espiritual.
     Obediência em tempos difíceis é o que podemos contemplar na vida de Moisés. “Pela fé Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha do Faraó. Escolhendo antes ser maltratados com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter o gozo do pecado. Teve por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; ficou firme por que viu aquele que é invisível”. (Hebreus 11: 24- 27).
      Moisés enfrenta os piores medos de sua vida. Exatamente como enfrentamos nos dia de hoje. Rodeado por israelitas que haviam sido libertos da escravidão de Faraó (Faraó simboliza o Diabo), queriam retornar para o Egito (Egito simboliza o mundo) e um deserto de ventos quentes e pedregulhos flamejantes (Deserto simboliza o caminho apertado, lugar de provação e tentação).
     O ex- pastor de ovelhas, diante de uma tormenta de dificuldades, implora: “[Deus] Tu me ordenaste: ‘conduza este povo’, mas não me permites saber quem enviarás comigo... Andarás conosco ou não?” (Êxodo 33: 12- 16).
     Meu Deus! Como nós nos distanciamos da verdade. O “Evangelho filha de faraó” esta sendo pregado em muitos púlpitos. Prosperidade, riqueza, sucesso, poder e vida fácil. Charles Haddon Spurgeon afirmou: “Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos? Não seja tão fútil em sua imaginação. Avalie o preço; e, se você não estiver disposto a carregar a cruz de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que puder, mas permita- me sussurrar em seus ouvidos: ‘Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? ’”.
       Todos os verdadeiros seguidores de Cristo passam por momentos de angustia, não me refiro ao sofrimento culposo, e sim ao probatório, ao contrário do que se prega, a tribulação nem sempre deve ser considerada sinônimo de derrota ou resultante de um pecado. Mas o Senhor está com eles em meio as tribulações da vida! Foi exatamente isso que aconteceu com Moisés: “Eu mesmo o acompanharei... Farei o que me pede, porque tenho me agradado de você e o conheço pelo nome”. (Êxodo 33: 14, 17).
       Milhares de crentes afirmam conhecer Jesus, profetizam em seu nome, expulsão demônios, operam maravilhas e muitos milagres. Mas, verdadeiramente Jesus os conhece? O saudoso pastor Valdir Nunes Bícego, escreveu: “Toda e qualquer manifestação, seja através de palavras, faladas ou escritas, ou atos, precisa ser examinada. A única coisa que dispensa qualquer comentário é a Palavra de Deus, pois é perfeita (Salmos 19: 7), provada (Salmos 18: 30), refinada (2 Samuel 22: 31) e muito pura (Salmos 119: 140).
       Se você serve ao Senhor há pouco tempo, deveria estar crescendo diariamente na graça e no conhecimento de Jesus. E prosseguindo de glória em glória, á semelhança de Deus, saboreando doces vitórias. Satanás deveria agora estar fugindo de você e a alegria deveria estar inundando todo teu ser. No deserto: “O Senhor Falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo”. (Êxodo 33: 11).
      Creio não sermos verdadeiramente salvos, até estarem nossos corações andando firmemente com Deus. Proclamar- nos salvos e dizer ao mundo que pertencemos a Ele, não basta. Podemos orar; declarar, chorar, cantar “louvores” de apaixonados, e buscar avidamente sua Palavra. Porém, a menos que andemos intimamente com Ele, todos os dias, cairemos cada vez mais profundamente na frieza do amor, logo nos encontraremos dançando ao redor do bezerro de ouro, das recordações do Egito, dos temperos e da carne na panela do Faraó.
       Não podemos ser parte do mundo. Andando com Jesus, aprenderemos a odiar esse sistema ímpio mundial. E nos posicionaremos contra os que blasfemam o nome do Senhor, considerando que “aquele que quiser ser amigo do mundo, constitui- se inimigo de Deus”. (Tiago 4: 4).
       Quando andamos com o Senhor, nos tornamos menos ligado ás coisas terrenas e mais próximo da sua glória. Assim, como o apostolo Paulo, morremos diariamente para esta vida. E somos levados em espírito ao Reino Celestial. Em nosso Monte Sinai espiritual podemos clamar como Moisés: “PEÇO- TE QUE ME MOSTRE A TUA GLÓRIA” (Êxodo 33: 18).
       Menos foco em nós mesmos, mais foco em Deus. Menos sobre mim, mais sobre Ele. Nossas mensagens falariam apenas sobre Ele, nossos cânticos de “amores”, cantariam somente a Grandeza e o Seu Poder. Moisés pediu para dar uma “espiada” no Deus Santo. Andando com o Senhor, somos recompensados com luz, direção, discernimento, revelação. Jesus veio: “para alumiar os que jazem nas trevas... dirigir os nossos pés” (Lucas 1: 79).
      Senhor! “Mostre- me a tua glória”. Enquanto a humanidade à nossa volta afunda- se na iniquidade, nós nos tornamos cada dia mais parecido com o Senhor. “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito?”. (2 Coríntios 3: 7, 8).
      Deus coloca seu servo na fenda de uma rocha e avisa! “Você não poderá ver minha face, porque ninguém poderá ver- me e continuar vivo... Eu... o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar. Então tirarei a minha mão e você verás as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver” (Êxodo 33: 20, 22, 23).
      Deus existe para revelar a Deus. “Aos que de mim se aproximam santo me mostrarei; à vista de todo povo glorificado serei”. (Levítico 10: 3). A glória de Deus carrega todo o peso de seus atributos: seu amor, seu caráter, sua força, e assim incessantemente. Creio que se existisse uma placa no céu, não seria de: “Sejam bem vindos!”. Mas, “declarem a glória de Deus”. Quando você pensa na “glória de Deus”, pensa em “proeminência”. E, quando você pensa em “proeminência”, pensa em “prioridade”. Porque a glória de Deus é a prioridade de Deus.
      A fé consiste em saber quem é Deus e andar intimamente com Deus. Falar somente, sem agir, não nos leva a lugar algum. Devemos sempre “olhar para o autor e consumador da fé, Jesus” (Hebreus 12; 2). A fé consiste em saber quem é Deus, e em tornar- se familiarizado com sua glória e majestade. Quem melhor o conhece, mais nEle confia.
      Temos motivo de sobra para nos alegrar no Senhor, da próxima vez que você olhar para o céu lembre- se! Os céus existem, pois “declaram a glória de Deus” (Salmos 19: 1).
      Libertos da escravidão de Faraó, saímos da terra do Egito, estamos peregrinando pelo deserto desta vida rumo à terra que emana leite e mel, a terra prometida por Jesus: “Na casa de meu pai há muitas moradas...”. (João 14: 2a). Nesse deserto vivemos em um corpo que esta morrendo, andando por um planeta em decomposição, rodeado por uma sociedade materialista e egoísta. Não precisamos ser “mimados” por Deus exigindo conforto, bênçãos materiais e físicas, precisamos do que Moisés precisou: “PEÇO- TE QUE ME MOSTRE A TUA GLÓRIA”. “Não a nós, SENHOR, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade”. (Salmos 115: 1). Se alguém se gloriar, “Glorie- se no Senhor”. (2 Coríntios 10: 17).
      As pessoas que abandonaram seus pecados e estão andando com o Senhor, podem ainda ter conflitos a resolver. Mas há neles a atração tal pelo Senhor, e um desejo por Cristo, que a consequência é inevitável: o súbito romper de alegria. Pois, para Ele a terra gira. Para Ele temos talentos e habilidades. Para Ele temos dinheiro ou pobreza. Para Ele temos forças ou batalhas. Para Ele tudo e todos existem para revelar a glória dele. Inclusive você.

       Temos um Deus amoroso e terno que se imposta conosco. Através do Seu Filho Amado Jesus Cristo, podemos contemplar a Sua glória e entender o quão paciente e cuidadoso Ele tem sido conosco, é impossível contermo- nos. Gritamos, até faltar- nos a voz: “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam”. (Salmos 63: 3).  Deus acordou você e a mim esta manhã por um motivo: “Anunciem a sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos!” (1 Crônicas 16: 24). Pastor Elias Fortes.    

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MENSAGEM PARA OS JOVENS

O que Deus tem a dizer sobre a imoralidade e a depravação da juventude moderna? Os nossos jovens estão fazendo da violência um modo de vida. As escolas das grandes cidades agora estão instalando detectores de metais para encontrar revólveres e facas levados à escola pelos adolescentes. Professores batem nos alunos e alunos agridem professores. Quadrilhas de vagabundos matam, atacam, passam drogas, se juntam e aterrorizam a sociedade, os jovens estão gravando suas brigas e postam na internet, a violência tomou proporções inimagináveis. “... descobri entre os jovens, um falto de juízo”. (Provérbios 7: 7b).
      Milhões de jovens sem juízo estão cansados de pais infiéis, sem amor. Pais bêbados e mães drogadas. Os garotos estão tão confusos com pais divorciados, igrejas mortas, ensinos humanísticos, que ficam maltrapilhos para se vingar. Ficam tão arrasados que experimentam de tudo para se levantar. Onde foi que nossos jovens erraram? Como foi que perderam o rumo? Qual foi o primeiro passo que os levou a uma corrupção tão incrível? O profeta Isaías previu um dia em que os jovens se cansarão e se afadigarão! Profetizou: "Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem" (Isaías 40: 30).
       Não é exatamente o que esta acontecendo nos dias de hoje? Nossos jovens estão se corrompendo porque desistiram de confiar em Deus. Não creem mais em um Deus criador onipotente, todo-poderoso; um Deus que tudo vê, tudo sabe e tudo pode. Um Deus santo que esta prestes a julgar o pecado.
       Olhe para a Bíblia! No exato instante que os filhos Israel perderam a fé em Deus, se corromperam e começaram a dançar nus e bêbados em torno de um bezerro de ouro dizendo "Eis o nosso Deus". Todo o desvio que cometeram toda a sua fornicação, todo seu adultério, toda sua violência se originaram na época em que desistiram de confiar em Deus. Por que desistiram de confiar em Deus? Leia atentamente: “O meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei como meu sacerdócio; visto que esquecestes da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”. (Oséias 4: 6 grifo meu).
      O sacerdócio estava corrompido Arão agradou aqueles jovens com uma adoração falsa. Parecia um culto, mas na verdade, não passava de barulho, de fogo estranho no altar. Agora, Deus está dizendo a esta jovem geração: "Os seus pais foram maus o suficiente! Desistiram de Mim! No passado Me amaram e Me adoraram, mas voltaram-se para os ídolos! São ímpios e pecadores!"
"Mas, jovens, vocês superaram em pecado os seus corruptos pais! São obcecados pelo prazer! Concedem tudo o que o coração deseja! Não querem ouvir. Endureceram o coração e fecharam os ouvidos! Estão ficando tão corruptos e cada vez mais pervertidos. Tenho de Me levantar contra vocês! Primeiro lhes prevenirei, e então repentinamente os julgarei!"
      Uma geração de jovens esquecidos por Deus que: “... odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti”. (Salmos 50: 17).
       Qual é a mensagem para os nossos jovens? O que Jesus tem a dizer aos jovens um pouco antes do julgamento? "Salvai-vos desta geração perversa" (Atos 2: 40). Como podemos nos salvar desta geração perversa? Voltando- se para Deus através do Seu Filho Jesus Cristo!
      Esta geração perversa esta andando em um lago congelado, sobre uma fina e trincada camada de gelo chamada (graça), em baixo dos seus pés á um lago, não de água congelada, mas de fogo (fogo do inferno). O que esta trincando essa fina camada? O peso do pecado. “Certamente tu os põe em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição”. (Salmos 73: 18). Milhares de jovens estão caindo no Hades pelo próprio peso do pecado.
     “... esquecerei de teus filhos”. Ouça a acusação de Deus contra os filhos destes pais corrompidos. "Vós fizestes pior do que vossos pais; pois eis que cada um de vós anda segundo a dureza do seu coração maligno, para não me dar ouvidos a mim... Portanto, lançar-vos-ei fora..." (Jeremias 12: 13).
      Deus responde ao por que do julgamento contra esta era de perversão! É a mesma resposta que deu a Israel. "Quando anunciares a este povo todas estas palavras e eles te disserem: Por que nos ameaça o Senhor com todo este grande mal? Qual é a nossa iniquidade, qual é o nosso pecado, que cometemos contra o Senhor, nosso Deus?" (Jeremias 16: 10).
       Uma geração que tapa os ouvidos para a Palavra de Deus. Cujos pais deixaram um legado de destruição. "Porque vossos pais me deixaram, diz o Senhor, e se foram após outros deuses... e os adoraram... mas a mim me deixaram e a minha lei não guardaram" (Jeremias 16: 11). Sim! É verdade! Os pais ímpios compartilham da culpa. Pecaram de modo ofensivo aos olhos de Deus. Adoraram os deuses de prata e de ouro. Seu deus passou a ser o seu ventre, agora os modernos bezerros de ouro feito pelos pais são Adorados por essa geração perversa. Os modernos bezerros de ouro, são os ídolos do sexo, das drogas, do alcoolismo, dos esportes e do sucesso. Essa herança maldita tem custado à alma de milhares de jovens. Eles estão morrendo pelo suicídio, homicídio, de overdose, baleados, esfaqueados e todo tipo de crimes brutais. Agora! Os pais enterram seus filhos. O índice de assassinatos no Brasil é alarmante. São mais de 56 mil assassinatos anualmente, 153 por dia, 6, 3 por hora. “... Multidão de mortos, abundancia de cadáveres, não têm fim os defuntos, tropeçam nos seus corpos”. (Naum 3: 3b). Esse é o preço a ser pago pelo abandono a Deus e adorar o bezerro de ouro. A Bíblia adverte: “Ai da cidade ensanguentada! Ela está toda cheia de mentiras e de rapina! Não se aparta dela o roubo. Estrépito de açoite há, e o estrondo do ruído das rodas, e os cavalos atropelam, e carros vão saltando”.”. (Naum 3: 1).
      Há um dedo de mão de homem escrevendo uma mensagem estarrecedora na parede desta geração perversa que adoram festas, drogas, orgias, danças, bebedeiras e rachas. Uma geração de velozes e furiosos. “Os carros se enfurecerão nas praças chocar- se- ao pelas ruas; o seu parecer é como o de tochas, correrão como relâmpagos”. (Naum 2: 4). Nas cidades ensanguentadas há uma escrita em cada esquina. ANARQUIA! Negam qualquer tipo de autoridade. Infelizmente, esta escrita adentrou em muitas cátedras, a anarquia esta invadindo os altares. Quem esta sendo capaz de interpreta- La? “Então entraram todos os sábios do rei, mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação”. (Daniel 5: 8).
      A anarquia é a mensagem do bezerro de ouro. De longe parece um culto a Deus, mas ao se aproximar percebe- se que não passa de folia, de barulho, entretendo os jovens com musica danças, PAZ, AMOR E HERESIA. Essas igrejas foram transformadas em verdadeiros salões de festa para alegrar os jovens, os relatos são o mais preocupantes. O que o mundo rejeita, essas igrejas acolhem. Transformando- se, em “carcaças de leões com mel”, têm sabor de mel, mas é de cadáver de leão. Fazendo com que milhares de jovens quebrem a sua aliança com Deus, buscando prazer naquilo que está morto. Buscando mel em um mundo em decomposição. “Tomou o favo nas mãos e se foi andando e comendo dele [...]; porém não lhes deu saber que do corpo do leão é que o tomará”. (Juízes 14: 9).
      Estão fazendo “festas” com os utensílios da casa do Senhor. Buscam felicidade nas fontes do materialismo, da cura física, da emoção carnal, das falsas revelações, do mundanismo e do pecado. O prazer do pecado dura pouco. Não há felicidade na estrada da desobediência.
       Sansão era um jovem, com um chamado e cheio do Espírito, um nazireu e, como tal não podia tocar em cadáver, pois foi escolhido como libertador de seu povo, mas desejou uma moça filisteia, o seu pai tentou impedi- ló, mas o jovem estava determinado. Quando ia para a casa dela, um leão novo saltou em cima dele. Com sua força colossal, rasgou o leão como se rasga um cabrito e o jogou à beira da estrada. No dia do casamento, lembrou- se da façanha e passou para lembrar-se da cena. Havia um enxame de abelhas na caveira de um leão.  Ele pegou um favo de mel e começou a comer. Ali, aquele jovem quebrou seu primeiro voto de nazireado. Quantos jovens estão fazendo alianças com os ímpios dentro da igreja e negando a aliança com Deus? Quantos jovens estão namorando, noivando e casando com incrédulos? Ouça! Antes de ficar zangado comigo! “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade: ou que comunhão da luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e o Maligno? Ou que união do crente com o incrédulo?”. (2 Coríntios 6: 14, 15).
       Há muitos crentes que estão vivendo num inferno com seus filhos simplesmente porque desobedeceram a essa ordem de Deus para não se unirem em jugo desigual com incrédulo, foram buscar “mel na carcaça do leão”. O Senhor, em sua graça, pode até salvar aquele cônjuge não crente, mas a verdade é que o que se passa nesse período intermediário não compensa. E essa situação não é a melhor que Deus quer para seus filhos. “A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce” (Provérbios 27: 7).
      As igrejas “favos de mel em carcaça de leão”, esta ensinando essa geração a se enfadar com a Palavra de Deus. Sim, pense! Uma geração que se enfadou de Deus. Hoje, as igrejas gastam a maioria do tempo em canções, reduzirão o tempo da pregação. Certa feita eu ouvi: “Olha irmãos, não precisava nem da mensagem, pois o louvor já falou conosco”. Veja o desprezo pela Palavra de Deus: “... aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação”. (1 Coríntios 1: 21b). Hoje, em muitas igrejas, na hora da pregação os jovens saem para fora da igreja.E o Senhor pergunta ao povo: “Povo meu, que te tenho feito? E com que te enfadei? Responde- me!” (Miquéias 6: 3).
      A igreja de Laodiceia estava farta, enfadada de Deus. Julgava- se rica e abastada. Pensava não precisar de coisa alguma. Uma igreja que pisava no verdadeiro favo de mel. Não tinha fome da Palavra. Nas modernas igrejas de Laudiceia, se não tiver uma boa programação, concentração, sessão, entretenimentos, shows de milagres e de fé, luzes coloridas, um bom animador de auditório, púlpito de marfim, com homens proeminentes, e bem sucedidos, esqueça! Logo irão dizer: “... Que canseira!...” Só têm esse maná? Por isso. “... me desprezais, diz o Senhor dos Exércitos...” (Malaquías 1: 13).
      Há! Aquela velha e poderosa Palavra! Somente a Palavra de Deus pode livrar os nossos jovens das carcaças dos leões deste mundo, do mel contaminado com cadáver. Não são as gincanas, os teatros, os retiros, os esportes, que irão deixar os jovens fortes. E, sim, a velha e não menos poderosa Palavra de Deus. “... Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno”. (1 João 2: 14b grifo meu).
     Jovem! É tempo de voltar para Deus. É tempo de os prodígios voltarem para os braços do Pai. Nele há perdão. Na casa do Pai, há festa verdadeira. Portanto, volte filho; volte para os braços do Pai. Ele correrá ao seu encontro para lhe dar o abraço do perdão e o beijo da reconciliação. Ele cobrirá você com as roupas alvas da justiça. Ele colocará em você o anel da honra e as sandálias da filiação. Ele promoverá uma festa pela sua volta, e haverá alegria diante dos anjos por sua reconciliação!

“Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o principio...”. (1 João 2: 14a). Pais! Deu não muda. Ele continua o mesmo. Você não gerou filhos para o cativeiro. Nossos filhos são herança de Deus. São filhos da promessa. Nunca desista deles. Nunca deixe de lutar por eles, de chorar por eles, de orar por eles. Pais de joelhos na presença de Cristo, certamente os filhos ficarão de pé. Que o nosso maior projeto de vida, não seja ser rico ou fazer de nossos filhos pessoas famosas e nem usufruir as benesses da liderança, mas sim, motivar e inspirar a nossa família a servir a Deus. Pastor Elias Fortes.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A MORTE, A LUZ DA BÍBLIA


“Pulvis est, et pulvis reverteris”. A frase em epígrafe, em latim, significa: “Tu é pó e ao pó tornarás”. (Gênesis 3: 19). Entender o pó que fomos é fácil: Deus formou o homem do pó da terra. Entender o pó que seremos também é fácil. Lemos as inscrições nos túmulos: “AQUI JAZ”. Mas como entender o pó que somos, o pó que anda, chora e ri? A resposta é: Se o homem veio do pó e ao pó voltará, então o homem é pó, porque o homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser. O que levanta o pó é o vento. Quando o vento sopra, o pó se levanta na rua, em casa, no hospital. Deus fez o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente. Quando o vento cessa, o pó cai na rua, em casa, no hospital. “Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; e se lhes tiras a respiração, morrem e voltam ao próprio pó”. (Salmos 104: 29).
     A morte é o salário do pecado. A morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. A morte é o sinal de igualdade na equação da vida. Chega a todos irremediavelmente: ricos e pobres, doutores e analfabetos, velhos e crianças, religiosos e ateus. Quando o vento cessa, o pó cai na rua, em casa, no hospital. Sim! O homem tem uma caminhada transitória neste mundo. Nossa vida aqui é como a neblina que logo se dissipa. Eu nunca vi um caminhão de mudança indo a cemitério levar os pertences do falecido. “Digo- vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (Tiago 5: 14).
     Amados! Não podemos confiar no braço da carne. Não podemos colocar nosso refúgio naquele que é pó. Olhamos para as manchetes e contemplamos homens sendo dizimados pela mortandade. A morte vista todos, grandes e pequenos, ricos e pobres, velhos e crianças. Não há castelo seguro que nos possa esconder da morte, Não há dinheiro que possa evitá- La. Não há posição da vida.
     Há um “grito” apavorante em nossa sociedade ecoando pelas ruas e esquinas: “Vinde, todos os coveiros! Vinde, vós todos os fabricantes de caixões trabalhem sem descanso. Sim! Vinde, vós os agentes funerários e embalsamadores, vosso trabalho mal começou”. “Haverá uma multidão de mortos, e abundancia de cadáveres, e não terão fim os defuntos; tropeçarão nos seus corpos”. (Naum 3: 3).
      Quando a morte chega, traz na bagagem enorme sofrimento.  E, é nesta hora que muitos descobrem que fizeram uma grande inversão de valores. As coisas foram mais valorizadas do que as pessoas. O conforto foi mais valorizado do que os relacionamentos. De nada vale morar num apartamento de cobertura, andar de carro importado, vestir roupa de grife e comer nos melhores restaurantes, se dentro de casa as pessoas não se entendem. De nada vale você ter muito dinheiro e não ter paz dentro do seu lar. Infelizmente é na hora da morte que milhares de vidas descobrem que a família é o seu maior patrimônio. Agora você entende, porque a Bíblia diz:: “Maldito o homem que confia no homem”. Deus conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó, pois foi Ele que nos fez. Infelizmente, esse “evangelho” diluído com o materialismo e a carnalidade, onde valorizam o ter, e não o poder. Onde a ordem a mensagem é: “paz, amor e heresias”. As mensagens de auto-ajuda esta atando, colocando dentro dos túmulos e lacrando com uma pesada pedra da incredulidade transformando milhares de crentes em “os mais miseráveis deste mundo” cheirando mal nas narinas do senhor, pois, “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15: 19).
     Somos pó e ao pó tornaremos. Só Deus é o que é, pois só Deus é autoexistente. Só Deus pode dizer: “Eu sou o que sou”. Porque o homem foi feito do pó e ao pó voltará, ele é pó. “Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra- se de que somos pó”. (Salmo 103: 14).
     Na nossa entrada no outro mundo conheceremos nosso antigo ego como nunca antes. O passado se achará desenrolado diante de nós e faremos um exame inclusivo dele. A vida de cada um lhe será exibida como um rio que ele traça desde sua nascente num monte longínquo até que se misture ao oceano distante. “E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio” (Lucas 16: 23).
     A morte tem causado muito sofrimento nas famílias, e atormentando milhares de almas impenitentes que não se preparam para a eternidade com Cristo Jesus, pois a entrada no mundo porvir trará consigo um conhecimento de Deus, o qual é impossível nesta vida. “pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento”. (Lucas 16: 28). Aqui a tristeza de ter perdido um ente querido será amenizada pelo tempo. Lá, jamais cessará a dor e o sofrimento, naquele lugar o tormento será eterno.
     Nesta vida, muitos homens falam de Deus e uns pensam muito e profundamente sobre Ele.  Mas aqui os homens não alcançam esse tipo de conhecimento direto de Deus que a Bíblia chama de “visão”. Conhecemos somente sobre ter vindo do pó, e que voltaremos para o pó. Não vemos a alma humana. A alma se faz sentir na conduta, na conversação, nos traços do semblante; embora estes muitas vezes nos enganem. A alma fala pelos olhos, que menos frequentemente nos enganam. Sabemos que a alma está ali e descobrimos algo do seu caráter, poder e inclinação. Não a vemos. Da mesma maneira, sentimos Deus na natureza no seu temor ou na sua beleza, e na história humana, quer na sua justiça ou no seu ministério sobrenatural; e na vida de um homem bom, ou nas circunstâncias de um ato generoso ou nobre.
      Temos a consciência, seu mensageiro interior, e fala clara e decisivamente. “os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando- os, quer defendendo- os”. (Romanos 2: 15).
 – A consciência é uma instância, um poder implantado em nós que avalia moralmente os nossos atos, nossos pensamentos, nossos planos e opiniões (Bíblia de Estudos de Genebra).
– A consciência é aquela voz interior que impele a pessoa a fazer o que ela considera correto (Charles Ryrie).
– A consciência, segundo desígnio divino, deve ser o nervo central de nosso ser que reage ao valor moral intrínseco de nossos atos (Oswald Sanders).
       A consciência, este profeta invisível, apela e implica uma lei, e uma lei implica um legislador. Mas nós a vemos. Dos filhos dos homens neste estado mortal, a regra válida é que ninguém viu a Deus em qualquer tempo. “Ninguém jamais viu a Deus; se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1 João 4: 12).
     Na nossa entrada no outro mundo, depois da morte haverá uma mudança. É dito acerca da humanidade glorificada de nosso Senhor, unido como está para sempre à pessoa do Filho eterno, que “todo olho o verá, até os mesmos que o transpassaram”. (Apocalipse 1: 7). Sim! Até os perdidos entenderão muito mais do que Deus é para o universo e para eles, embora sejam para sempre excluídos da visão direta de Deus. O desprezo conhecimento de Deus, pelo Evangelho, das oportunidades perdidas, virão à tona naquele lugar terrível. “E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender- se- iam”. (Lucas 16: 30 grifo meu).
      Ao entrarmos no outro mundo saberemos, como nunca antes, o que fomos no passado, mas também saberemos o que somos. Há um que nos conhece perfeitamente, e que sempre nos conheceu. Quando morremos, nós conheceremos pela primeira vez, assim como também somos conhecidos. Não teremos de esperar a sentença do juiz; leremos num relance, qualquer que seja nesta nova apreensão do que somos. “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido”. (1 Coríntios 13: 12)
        Na nossa entrada no outro mundo saberemos o que é existir sob condições completamente novas. “Então, conhecerei como também sou conhecido”. Na morte temos de experimentar um senso de estranheza ao qual nada nesta vida sequer se aproximou. Existiremos, pensando, sentindo e exercendo a memória, à vontade e o entendimento. Pois a nossa alma é imortal. O nosso espírito é imortal. A Alma e o espírito não morrem. O termo sono, descrevendo morte dos salvos, não se refere nem a alma nem ao espírito do homem, pois ambos são imortais. Após a morte física, vamos habitar com o Senhor em plena consciência, sabendo tudo o que se passa aqui na terra. “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E a cada um foi dada uma comprida veste branca e foi- lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos que haviam de ser mortos como eles foram”. (Apocalipse 6: 9- 11).
       O rico atormentado no Hades, não conheceu Abraão por revelação. “Ergueu os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio”. (Lucas 16: 23). O rico que na sua vida humana nunca havia visto Abraão (Havia dois mil anos que Abraão havia morrido), pode agora conhece- lo e chama- lo pelo nome. O rico “ergueu os olhos” e pediu “que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama”. (Lucas 16: 24b).  A alma fora de nosso corpo, conhece tudo, pois a verdadeira imagem de Deus no homem é o espírito e a alma. A alma é o corpo espiritual e o espírito é a vida deste corpo. Por causa da fraqueza, nosso corpo material hoje não pode ver conversar, ou reconhecer uma pessoa que morreu há dois mil anos. Depois da morte física, mesmo antes da ressurreição, haverá esta possibilidade, como fica provado pela história do homem rico e Lazaro.
       Para aumentar o gozo na vida futura, será necessário conhecermos Jesus. Saber que foi Ele que nos salvou; lembrar que no passado éramos pecadores e Jesus, pela sua obra expiatória, salvou- nos. Teremos as lembranças do passado, e iremos nos conhecer uns aos outros. Assim como o corpo de Jesus foi reconhecido pelos discípulos, depois da ressurreição, assim como Moises, 1. 500 anos após morrer, foi conhecido no monte da transfiguração; e conversou com Jesus a respeito de sua morte no Calvário.
      Não é fácil ser privado do convívio de alguém que amamos. Não é fácil enterrar um ente querido ou um amigo. Não é fácil lidar com o luto. Esse cruel inimigo. “Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”. (1 Coríntios 15: 26). Glória a Deus! Com as mãos da fé e do amor, nos agarramos à esperança posta diante de nós na Pessoa de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Declaramos: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”. (1 Coríntios 15: 55). Jesus que por nós, e por nossa salvação tomou a forma de carne, foi crucificado, ressurgiu da morte, ascendeu ao céu e intercede por nós incessantemente á mão direita do Pai. “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”. (1 Coríntios 15: 21- 22).
      Agora! Quando enterramos nossos mortos, sabemos onde eles estão. No paraíso, seio de Abraão, debaixo do altar, no terceiro céu, com Jesus. Para os crentes em Cristo Jesus, morrer é deixar o corpo e habitar com o Senhor. É partir para estar com Cristo. Agora o morrer é lucro, é bem- aventurança. É algo precioso aos olhos de Deus. Louvado seja o Senhor Jesus Cristo. Não caminhamos para uma tumba fria, mas para a glória celeste, o nosso verdadeiro lar! Pastor Elias Fortes.

       

sábado, 12 de abril de 2014

PÃO DO CÉU

           Nunca como no presente momento, o homem moderno tem sido tão desperto para a palavra do seu Criador. Considerando as recentes secas, as ondas de calor, as queimadas das florestas, os perigosos furacões e enchentes, as praias poluídas.
      Jesus Alertou, que antes de Sua volta, os corações dos homens esfriariam por medo das coisas, que estavam para acontecer. Jesus disse claramente que haveria fome em diversos lugares: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fome, e pestes, e terremotos, em vários lugares”. (Mateus 24: 7).
      Milhões de crianças... morrem anualmente... de fome. Nós, nos sentimos envergonhados, ouvindo de tanta pobreza e tragédia. Porém, olhando ao redor do globo, você não deixará de encontrar líderes insensatos, ávidos para esbanjar seus recursos abençoados em materiais bélicos.
      A fome esta se alastrando pelo nosso mundo, dizimando milhões de vidas. A escassez de alimento se agrava a cada dia. Mas a fome não é só por alimento físico! A igreja de Jesus Cristo experimenta atualmente a pior seca espiritual de sua história. A inanição é abundante na casa de Deus. As maioria dos nossos louvores estão ressequidos, anêmicos, sem nenhuma inspiração divina. O profeta Amós falou de um dia em que “... as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede” (Amós 8: 13).
      A fome induz os crentes a procurar algo para satisfazer suas necessidades interiores. As igrejas estão sendo invadido pelo adultério, divórcio materialismo desenfreado, sexo ilícito, ensinamentos da Nova Era, rock “evangélico”, psicologia antibíblicas, revelações e profecias carnais. Na maioria de nossos púlpitos, são oferecido “sopinha de letras”, serve apenas para agradar. Os sermões não são substanciais e nem difíceis de engolir. Na verdade, são “divertidos”. As histórias são bem contadas, as aplicações fáceis e praticas, e nada do que é dito chaga a afetar os ouvintes.
     Pode levar o cônjuge não- cristão ou um amigo a igreja aos domingos, porque não se sentirão embaraçados. Não entrarão em confronto com o pecado. Nenhuma brasa viva do altar de Deus queimará suas consciências, nenhuma flecha ardente de condenação, vinda do púlpito, os colocará de joelhos. Nenhum dedo profético apontará para os seus corações dizendo: “...: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa porque morrerás, e não viverás”. (2 Reis 20: 1b).
    Diante de tanta miséria espiritual, a única coisa racional para fazer, especialmente para aqueles que não estão preparados para a volta de Cristo, que disse: Não deixe os vossos corações turbados na configuração da catástrofe eminente. Em Amós 8: 11 nos adverte que: “Vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor”. Quatro capítulos antes, Amós nos dá uma exortação que é tão relevante hoje, como foi para o antigo Israel: “Prepara- te para te encontrares com o teu Deus”. (Amós 4: 12).
     Chegamos a um deplorável estado de inanição espiritual, que o lugar mais conveniente para trazer alivio à consciência que procura se esconder dos olhos inflamados de um Deus santo é o interior de uma igreja morta. Seus “preletores” mais parecem carregadores de caixão que apostolo de vida. Em vez de guiar crentes famintos à vida abundante oferecida por Jesus, fazem promessas agradáveis, tentando apenas apaziguar a fome.
       É com muita tristeza que faço este relato. Minha sobrinha esta frequentando uma igreja que esta promovendo em seus “cultos”, A noite do reggae, o púlpito decorado com pranchas de surf, luz negra, fumaça, dança e muita folia. Têm também o desfile dos anos sesenta. Que o Senhor nos ajude!
       O antigo provérbio é verdadeiro: “Você é o que come” Jesus disse que sua carne deveria ser a dieta principal: “... se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tende vida em vós mesmos” (João 6: 53).
       Creio que a fome espiritual chegou ao seu nível mais alto, pois, presenciamos a pregação da Palavra de Deus sendo substituída por inovações e invenções nesta geração de pastores mercenários e seguidores “bem nutridos”. Lembre- se! Que de nada adiantará o louvor com ricos arranjos à técnica vocal. O quanto à igreja seja bem ornamentada com luzes coloridas e púlpito de marfim. É necessário comer o pão de Deus, ou chegamos à mesma condição dos filhos de Israel, quando fizeram esta lamentação: “Agora, porém, seca- se a nossa alma e nenhuma coisa vemos senão este maná” (Números 11: 6).
     Como cristãos nós oramos em obediência ao ensinamento de nosso Senhor: “Venha o teu reino”, e rogamos “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” (Mateus 6: 10- 11). A Bíblia nunca foi tão divulgada quanto hoje. Multidões reúnem- se para ouvir seus pregadores e mestres favoritos. Alguns ainda dizem ser este período da história cristã o do Reavivamento, um tempo glorioso de luz evangélica e nova verdade. Contudo, se o que está sendo oferecido ao povo de Deus não é o pão enviado de céu, então não é verdadeiro alimento espiritual. Não produzirá vida, mas causará terrível inanição espiritual.
      A falta de uma boa alimentação baixa o sistema imunológico, deixando o corpo vulnerável as bactérias e vírus. No mundo espiritual, quando deixamos de partilhar do pão de Deus, comendo do corpo de Cristo e bebendo do seu sangue, somos acometidos pelo câncer do pecado. Uma epidemia de câncer se alastrou em nossas igrejas pela falta de pão. Isaias profetizou: “Ai da nação pecadora, do povo carregado da iniquidade da semente de malignos dos filhos corruptores! Deixaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás. Porque sereis ainda castigados, se mais vos rebelareis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nenhuma delas amolecida com óleo” (Isaias 1: 4- 6).
      Milhares de crentes em fase terminal, pois, o câncer do pecado tomou conta de todo o corpo. Fracos, deitados no leito do comodismo, esperam as horas passar em frente de suas televisões. Sim! Milhões de servos de Deus distraindo - se em frentes à televisão. Sorvendo toda a luxuria, crime e avareza, em vez de estarem à mesa de Deus comendo o seu pão. Se o profeta Jeremias visitasse os lares dos servos de Deus certamente profetizaria. “... o meu povo trocou a sua glória por aquilo que é de nenhum proveito... a mim me deixaram, o manancial de água vivas, e cavaram cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jeremias 2: 11, 13).
      Literalmente milhões de cristãos sentam- se à frente de seus televisores, hora após hora, dia após dia, aceitando uma dieta que contém todo tipo de lixo para amargurar o coração de Deus! O resultado dessa afronta é que milhões de crentes estão com a cabeça enferma e o coração fraco.
      Os judeus não puderam compreender tal pensamento, por isto “... muitos dos seus discípulos o abandonaram, e já não andavam com Ele” (João 6: 66). Diziam: “... Duro é este discurso; quem pode ouvir?” (João 6: 60). Ainda hoje, aqueles que fazem restrição ao ato de comer o corpo do Senhor à mesa da comunhão, não entendem as palavras de Jesus. A razão de observarmos a Ceia do Senhor é a lembrança de que Ele se tornou nossa fonte de vida através da morte. Contudo, o ato da comunhão é mais que simbólico; quanto mais comemos e bebemos de Cristo, tanto mais de sua vida veremos demonstrada em nós.
     Você tem se alimentado da carne e do sangue de Cristo? Jesus declarou a seus discípulos: “Uma comida tenho para comer que vós não conheceis... A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, a realizar a sua obra” (João 4: 32, 34). Nossa saúde e vigor espiritual vêm somente do ato de comer o pão enviado do céu; dependem de ingerirmos esse pão todos os dias. “... eu vivo pelo Pai: também, quem de mim se alimenta, por mim viverá” (João 6: 57). Amado! Permaneça à mesa do Senhor! Volte à sua fonte de vida. O pão de Deus. Que possamos seguir a risca as instruções de Jesus Cristo. Ele disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará”. (João 6: 27).
    O pão nosso de cada dia, “E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede”.(João 6: 35). O pão de Deus é distribuído todos os dias à igreja, assim como o maná, para os israelitas no deserto. A Bíblia diz que Deus o enviou para humilhá- los. (Deuteronômio 8: 16). Não que o maná fosse comida de gente pobre, pois na verdade era o pão dos anjos. (Salmos 78: 25). Mas foram humilhados porque tinham de procurá- lo diariamente. Lembrava- lhes isso que Deus possuía a chave da despensa. Eram forçados a esperar, e admitir continuamente que somente Ele era a fonte de seu sustento. Por isso nos declaramos: “Venha o teu reino”, e rogamos “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” (Mateus 6: 10- 11). Pastor Elias Fortes.
     
      

segunda-feira, 31 de março de 2014

O LOBO EM PELE DE CORDEIRO

A noiva de Cristo constitui- se de um povo santo que busca em tudo ser agradável a seu Senhor, vivendo em obediência as suas leis, e separado de todas as outras coisas. Portanto, irmãos, deixando de boa vontade daquEle que nos chamou e não temamos nos apartar deste mundo.
     O Noivo amado alertou a sua igreja: “Ide, Eu vos envio como cordeiros ao meio de lobos” (Lucas 10: 3). Lobos que certamente despedaçarão muitas ovelhas. O apostolo Paulo declarou: “Sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho” (Atos 20: 29). Os cordeiros, depois que estão mortos, não têm motivo para temer os lobos; e do mesmo modo: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10: 28). Portanto! O lobo em pele de cordeiro, não é uma fabula atribuída erroneamente a Esopo e que foi reescrita por vários autores. Trata- se de um grande alerta para o povo de Deus. Jesus declarou: “Acautelai- vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos, devoradores” (Mateus 7: 15).
     Irmãos! Vamos não só chama- lo Senhor, Senhor, pois isso não nos salvará: “Nem todo que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7: 21).  
     Esopo relata a história do pastor que acolheu um filhote de lobo entre seus cães. Quando o lobo cresceu, secretamente voltou à sua natureza. Quando um lobo roubava uma ovelha e os cães não poderiam pegá-lo, o lobo guardião continuava a perseguição e compartilhava a refeição com o saqueador. Em outras ocasiões, ele matava uma ovelha e dividia a carne com os outros cães. Eventualmente, o pastor descobriu o que estava acontecendo e enforcou o lobo.
     Milhares de almas impenitentes possuem uma pele de ovelha, mas as ações continuam sendo de um lobo. “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7: 20). Os lobos cruéis não pouparão o rebanho do Senhor, pois não confessam por obras, não amam o seu próximo, cometem todo tipo de prostituição e adultério, falam mal uns dos outros, apreciando a inveja e o materialismo, não sendo moderados, compassivos e bons. Eles estão disfarçados junto ao rebanho sentindo o cheiro da carne e sangue e prontos para atacar.
     Os lobos disfarçados de ovelhas transformaram muitas igrejas em verdadeiros cassinos espirituais, lotéricas da fé, cheio de curandeirismo e falsas profecias, dia após dia eles dilaceram milhares de ovelhas. O rebanho não é poupado, pois, os lobos vêm disfarçados em pele de cordeiro. Eles profetizam. Expulsão os demônios, fazem milagres. Muitos milagres. “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos os demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci. Apartai- vos de mim, vós que praticais a iniquidade!” (Mateus 7: 22).
      Não tenho medo ou simpatia por profetas arrogantes, independente, o quanto eles combatam, ameaçam ou lançam as suas maldições contra mim. Olho para as Escrituras no Antigo Testamento, e vejo nas colinas de Semei (pertencente à família de Saul) um homem que atirava pedras em Davi, enquanto o rei fugia de Jerusalém e de seu filho rebelde Absalão. O capitão do exercito ficou indignado: “Por que amaldiçoaria este cão morto ao rei meu senhor? Deixa- me passar, e lhe tirarei a cabeça... Respondeu o rei: ... Ora, deixai- o amaldiçoar... Talvez o Senhor olhará para a minha aflição e me pagará com bem a sua maldição deste dia” (2 Samuel 16: 9- 12).
      Uma das características do lobo em pele de cordeiro e que ele gosta de dilacerar as ovelhas com as suas maldições. “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem- se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mateus 7: 16). A maneira como você reage quando é rejeitado, expulso ou apedrejado determinam se você é um lobo disfarçado em pele de cordeiro. “Você pede para cair fogo do céu sobre os que abusam de você? Você paga o mal com o mal? Ai daquele que tocar no ungido do Senhor, alguns dizem com os olhos cheios de sangue. Amados! Sigamos o exemplo de nosso Mestre Jesus, a Ovelha que “não abriu a sua boca”. Seus atos nos advertem: “... orai pelos que vos perseguem...” (Mateus 5: 44); “Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos” (1 Coríntios 4: 12).  Lembre- se! As pessoas não devem ser julgadas por seu comportamento exterior, mas pelas suas obras, pois muitos têm pele de cordeiro e agem como verdadeiros lobos devoradores. “Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis” (Romanos 12: 14).
      Quando Paulo foi aprisionado em Jerusalém, lideres religiosos queriam matá- lo. Acusavam- no de manchar o lugar santo e pregar falsas doutrinas. Sua vida estava em jogo. Os soldados, “temendo que Paulo fosse feito em pedaços”, levaram- no para um castelo, fora do alcance daquela gente furiosa. Na noite seguinte, o próprio Senhor falou a Paulo e que palavra Ele trouxe? “Anime- se! Há mais problemas por vir!”.
       Grande é a escassez de verdades cristalinas. Nossas igrejas estão cheias de falsos profetas que clamam: “Deus, dê- me isso! Faça aquilo, eu exijo! Eu determino” Ou: “Tenho uma palavra de Deus para você!”. A igreja, desejando a viva revelação da Palavra, procura, numa muralha de vozes, uma que venha claramente de Deus. Mas são poucos grãos de trigo entre montanhas de joio. Jesus alertou: “O mercenário, a quem não pertencem às ovelhas, não é pastor. De modo que quando vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho, e dispersa as ovelhas. O mercenário foge porque é mercenário, e não tem cuidado com as ovelhas” (João 10: 12- 13).
      Agora o Senhor declara: “Ninguém pode servir a dois senhores”. Se desejamos, então, servir a Deus e a Mamom, não nos será proveitoso. “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8: 36). Se fizermos a vontade de Cristo, encontraremos descanso; caso contrário, nada nos livrará do castigo eterno se desobedecermos aos seus mandamentos.
     Podemos tirar proveito com a primeira fabula sobre um lobo que se disfarça com pele de uma ovelha, ela foi escrita, no século XII pelo retórico grego Nicéforo Basilakis, na sua obra “Progymnasmata” (exercícios retóricos). No prefácio, é apresentado o tema "Pode-se ter problemas por usar um disfarce", que é seguida pela história ilustrativa. “Um lobo, uma vez decidiu mudar sua natureza, alterando sua aparência, para, assim, ter comida farta. Ele vestiu uma pele de carneiro e acompanhou o rebanho para o pasto. O pastor foi enganado pelo disfarce. Quando a noite caiu, o pastor fechou o lobo no aprisco, com o resto das ovelhas. Como havia muros altos e uma única entrada à frente, o rebanho estava bem guardado. Mas, querendo o pastor uma ovelha para a sua ceia, tomou a faca e matou o lobo”.
      Nicéforo alerta para se tomar cuidado com a hipocrisia dos malfeitores. Adverte que a maldade carrega sua pena. 
      O apóstolo Pedro alerta: “E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2: 2- 3).
       Quantos de nós usam Cristo para promover ministérios, construir reinados e fazer carreira! Que Deus perdoe aqueles que negociam em seu nome, pois, O Bom Pastor está às portas para buscar as suas ovelhas, Ele declarou: “Eu sou o bom pastor; eu conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem” (João 10: 14).

      Amados! Não podemos nos proclamar servos de Deus, até responder afirmativamente a estas perguntas: Eu, verdadeiramente, nada mais desejo além de Cristo? É Ele realmente tudo para mim, Jesus é meu único propósito de vida? Você o conhece? Ele conhece você? Somente então podemos descansar em suas promessas! “Dar- vos- ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência” (Jeremias 3: 15). Que Jesus abençoe a sua vida. Pastor Elias Fortes.