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terça-feira, 27 de agosto de 2013

A MULTIPLICAÇÃO DA INIQUIDADE

A despeito de leis e penalidades severas, o mal tem- se multiplicado como uma epidemia. Jesus ensinou em sua oração: “livra- nos do mal”. O original grego correspondente a esta passagem significa: “Livrar- nos da mão do iníquo”, e o iníquo refere- se ao diabo ou Satanás e a sua tríplice missão neste mundo tenebroso, que é a de: “... roubar, matar e destruir”. (João 10: 10).
     Os adeptos da teologia liberal tentam não reconhecer a presença do diabo como alguém que possua personalidade. Atribuem a existência do mal à estrutura social, à má política e a distribuição desigual da riqueza. Esta maneira de pensar está longe dos ensinos bíblicos. Se a argumentação dessas pessoas fosse verdadeira, por que a taxa de suicídio aumenta anualmente e a lascívia e a dissipação prevalecem nos países escandinavos possuidores de boas estruturas sociais? Que dizer dos países comunistas que alegam ter distribuição igual, ou dos Estados Unidos que se vangloriam da riqueza material?
    Nesses últimos dias, houve uma multiplicação da violência de maneira assustadora, essa violência esta entorpecendo o senso de choque natural do homem e ele esta rendendo- se a estas coisas de modo terrível. A multiplicação dos assassinatos, latrocínios, homicídios, chacinas, suicídios, estupros, encarado por milhares de pessoas como normal.
     Com a multiplicação da violência em nossa sociedade, há uma guerra de morte declarada até mesmo para os que estão para nascer. Em nossos dias, o lugar mais perigoso para estar no mundo é no ventre de uma mulher, que não considera o seu bebê como um ser vivente, mas como uma gravidez indesejada, resultando em milhares de fetos assassinados com abortos, abandonos todos os dias. Isto significa que, nossa esperança tem que estar firme em Deus, pois, o mundo caminha apressadamente para um holocausto certo.
     Jesus nos assegurou que, a violência que prevaleceu nos dias de Noé, também predominaria nos dias do Seu retorno. “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem”. (Mateus 24: 37). Lemos que a violência nos dias de Noé havia se multiplicado. “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicará sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.” (Gênesis 6: 5 grifo meu).
     A sociedade nos dias de Noé: "... comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca" (Mat. 24:38). A sociedade sentia- se segura, compravam, vendiam, casavam, mas, enquanto Noé construía a arca “igreja”, foram cento e vinte anos de construção (pregação), porém havia uma violência nas mentes daquelas pessoas. Noé pregou por cento e vinte anos, e quantas almas deram crédito a sua mensagem? Oito preciosas almas, toda a geração de Noé rejeitou a sua pregação. “É, mas, hoje nós temos uma geração de ‘apaixonados’ por Jesus”. Sim! Hoje, esta na moda ser crente. Mas há um tipo de violência no meio “gospel” que é a pior de todas. A violência contra a verdade, à maldade contra o nome de Jesus Cristo. Usam o nome de Jesus como se fosse um acessório de luxo. Estão assassinando a verdadeira fé, violentando a pureza espiritual.
 "Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra...” (Gênesis 6: 5a). Toda a criatividade daquele povo era má e corrupta, exatamente como se encontra a nossa sociedade?
   “Pois já o mistério da justiça opera; somente há um que agora o detém até que seja afastado” (2 Tessalonicenses 2: 7).
    Uma igreja sem poder, essa é estratégia do diabo, pois neutralizando a igreja, a multiplicação da maldade é evidente, a igreja movida pelo Espírito Santo é o maior restrigindor da maldade em nossa sociedade. “Porque não ignoramos os seus ardis” (2 Coríntios 2: 11).
      Talvez você diga: “Eu não sou violento, sou da paz, não tenho coragem de machucar nem uma formiga”. Mas, e a violência na mente? Rancor, mágoa, inveja, fofoca e a intriga? Você acha que isso não é violência contra o Senhor? “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna” (1 João 3: 15). Quantos assassinatos mentais estão acontecendo neste momento no meio do povo de Deus? Se você guarda, mágoa ou rancor contra alguém, então você é um assassino aos olhos de Deus! Sua mente esta cativa pelo inimigo, e para você não há nenhuma chance de ganhar o céu!
     Nos dias de Noé, uma geração inteira de crianças, foram privada pelos seus pais de se aproximar daquele velho “maluco”, construtor de arca. Crianças que cresceram e se tornaram jovens, e assim como seus pais, passaram a zombar de Noé e de sua arca, até que veio o dilúvio e as tragou.
     Hoje, uma geração de jovens esta se afundando no dilúvio da violência, drogas, brigas e assassinatos. Falar sobre a volta de Jesus nos dias de hoje é motivo de piada.
     Com a multiplicação da maldade, os abusos sexuais, violência domésticas, abandono contra crianças é alarmante. Mas, há outro tipo de violência, que é terrível. O que dizer daquele pai que negligenciou o chamado de Deus? Ele jura, amaldiçoa, toma o nome de Deus em vão. Ele maltrata a sua esposa, bebe, fuma e usa drogas e promove um exemplo demoníaco para os seus filhos! Isso não se trata unicamente de abuso contra os seus filhos, mas de violência contra eles!
     Talvez você diga, "Eu não bato em mulheres! Nunca levantei um dedo contra meus filhos. Não sou uma pessoa violenta!". Mas a sua total negligência em relação a Deus, a sua negligência quanto à sua igreja, a ausência de assistência espiritual da sua parte para com a sua família, isso não constitui perversa violência contra Deus? Negligenciar a Palavra de Deus é o mesmo que desprezar a arca da salvação nos tempos de Noé. Toda a geração de Noé rejeitou a sua pregação. 
     A Bíblia ensina: “instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Provérbios 22: 6). O preço de negligenciar a Palavra de Deus, esta estampado nos jornais, crianças arquitetando e executando a morte dos seus próprios pais. 
     Há uma rejeição demoníaca contra a verdade. Usam o nome de Jesus como se fosse um acessório de luxo. Shows, auto- ajuda, comércio, heresias e doutrinas de demônios. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios” (1 Timóteo 4: 1). A violência entrou no seio da igreja, estão assassinando a verdadeira fé, violentando a pureza espiritual.
        Em um mundo que jaz no maligno, cuja maldade esta se multiplicando, a maior tragédia é saber que milhares de cristãos estão imobilizados pelo inimigo. Satanás coloca medo, solidão, depressão, cobiça e materialismo desenfreado em cima deles na hora em que bem entende. Milhares de crentes vivem sem esperança, indignados, revoltados e assustados. A falta de vitória em Cristo é a pior tragédia na vida de um crente.
    O evangelho “triunfalista”, com sua teologia diluída em paz, amor e heresia, pastoreados por uma liderança comprometida com seus reinos celestes rurais, tem contribuído de maneira significativa para a multiplicação da maldade nesse mundo tenebroso sem Jesus.
    Um “evangelho de fachada”, com catedrais de luxo, onde muitos cristãos fazem uso de belas mascaras: Cantam, batem palmas, sorriem, oram, Mas, atrás dessa mascara escondem uma terrível miséria, solidão, vazio, tristeza e derrota. Satanás têm manipulado suas emoções dia a dia. Num dia estão inflamados pelo Evangelho, no outro estão mornos, sem reação. Crentes que precisam: “se despertar, desprendendo- se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos” (2 Timóteo 2: 26).
     Existem crentes que frequentam igrejas, mas estão amarrados e inutilizados nos ardis do inimigo. A maior maldade que fizeram comigo foi dentro de uma igreja, uma pessoa que se dizia ser cristã. Creio que as piores maldades deste mundo são praticadas dentro da igreja, pois vem embrulhado e enfeitado com a “verdade”.
     Davi diz: "Despedaça, Senhor, e divide as suas línguas, pois tenho visto violência e contenda na cidade". (Salmos 55: 9). A seguir Davi descreve a violência da qual foi vítima: "...o clamor do inimigo...opressão do ímpio... pois lançam sobre mim iniquidade, e com furor me aborrecem" (v. 3). A versão em inglês King James da Bíblia traduz assim esta última parte: "... com ira me odeiam."
    Quem esta ganhando com a divisão da igreja, e das constantes brigas internas por cargos e poder? Certamente é o diabo. Pois ele sabe que um cristão revestido de poder, é uma ameaça para o reino das trevas. A igreja cheia do Espírito Santo é o maior restringidor da maldade em nossa sociedade.
    O avivamento bíblico começa pelo concerto dos altares, gerando, arrependimento, quebrantamento, a muitas almas rendendo- se a Cristo. Você sabia que até a sociedade é impactada por esse avivamento genuíno? E que, o numero de roubos, morte e destruição diminuem drasticamente através do avivamento bíblico? Infelizmente não é o que temos presenciado. A multiplicação da maldade é um sinal claro que multidões de crentes (que se gabam pelas estatísticas dos números), não possuem nenhuma intimidade com Deus, a grande maioria vivem de fachada, estão presas nos laços do diabo e contribuem para a multiplicação da maldade em uma a sociedade perdida sem Cristo.
      Há quanto tempo você serve ao Senhor? Se você esta servindo ao Senhor já há alguns meses, deveria estar crescendo todos os dias na graça e no conhecimento de Jesus. Suas vitórias espirituais deveriam ser doces. Você deveria ter certeza de Sua constante presença, sendo transportados para o Seu reino de glória. Vivendo de glória em glória à Sua semelhança. A essa altura, Satanás deveria estar fugindo de você como ensina as Escrituras: “Sujeitai- vos, pois, a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4: 7).
      Há uma escuridão que assola nosso planeta, com um dilúvio de violência e maldade. Vemos em nossos telejornais, suspeitas de armas químicas usada pela Síria, matando mil e trezentas vidas. 
       A escuridão trás, tristeza, desânimo e insegurança. Este é o quadro da sociedade atual, muitos estão se perguntando: “Meu Deus! O que esta acontecendo com o nosso mundo?”. A resposta encontra- se na Palavra de Deus.
      Nos dias de Moisés, na sociedade egípcia, o povo de Deus era escravo e não podia oferecer sacrifico, pois faraó os mantinha em cativeiro, a Bíblia nos revela: “Ninguém pôde ver ninguém, nem sair do seu lugar durante três dias. Todavia, todos os israelitas tinham luz nos locais em que habitavam”. (Êxodo 10: 23).
      Não pertencemos mais ao Egito (mundo), e não somos mais escravos de Faraó (diabo), ele não nos mantém mais cativos. Pois, a luz nos traz alegria, novas perspectivas e confiança para seguir na caminhada. Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8: 12). Essa é a diferença para o que serve e o que não serve a Deus. Reino das trevas para quem vive longe de Deus, reino de luz para os que seguem Jesus.
    Enquanto o homem terminal, apegado a coisas deste mundo tem o seu psique abalado, nossa esperança esta somente em Cristo Jesus, onde jamais será abalada.
     Amado! Jesus está neste momento à procura de pessoas que estejam orando por seus filhos, pela sua igreja; pelas almas que estão gemendo nesta sociedade que esta se dizimando dia após dia.
      Os olhos de Jesus esta em busca dos remanescentes fiéis que conseguem ver o adiantado da hora. Cristãos, que são arrancados do reino das trevas para o reino da luz. “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1: 13).
    Jesus nos assegurou que Ele nos “transportaria” pessoalmente e nos carregaria para fora do poder do diabo. Jesus disse: "... até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele" (Mateus 11: 12).
       Creio que nestes instantes finais da igreja na face da terra, muitos remanescentes se levantarão com violência, mas uma violência santa, que se colocarão em luta com uma fé violenta, jamais vista: "Ou, como pode alguém entrar na casa do valente e roubar os seus bens, se primeiro não amarra- lo, saqueando então a sua casa?” (Mateus 12: 29).
          Lembre- se! Não devermos falhar, um dia sequer, de orar para que Deus nos livre do mal, pois só assim nossa família, nossos filhos, nossa sociedade e nossas nações triunfarão, sendo libertos das mãos do iníquo. Uma vez que conhecemos os ardis do inimigo, armemo- nos incessantemente da Palavra e da oração. O Espírito Santo, o maior restringidor da maldade prometeu ajudar- nos. Nosso espírito, família e sociedade podem melhorar, dia a dia sob as ricas bênçãos de Deus. Aleluia! Pastor Elias Fortes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A NOIVA DO CORDEIRO

O grande Rei do universo se humilhou a si mesmo para se tornar um servo por nossa causa. Ele Se deu por nós para que Ele pudesse Se dar a nós. Louvado seja Deus. Deus é amor. Foi para isso que fomos criados, para amar e sermos amados. Para conhecer o amor de todos os amores. Uma noiva sem amor é uma contradição. É um mar se água, sol sem luz, mel sem doçura, pão sem substancia.
     De Gênesis ao Apocalipse, a epopeia do amor move- se de eternidade a eternidade. Deus é amor, e assim como Eva saíra da costela de Adão, a Igreja nasceu do sacrifício vicário de Cristo Jesus em prol de toda a humanidade. Por isso, Deus só entregará a mão do Seu Filho Amado, para uma noiva virgem, pura e fiel.
     A virgindade espiritual, a fé cristã, é imensuravelmente superior à pureza física; pois ela sozinha pode ganhar o céu. A virgindade da noiva era especialmente importante para os israelitas antes do casamento: O sumo sacerdote só poderia tomar por esposa uma virgem: “Ele tomará uma mulher na sua virgindade” (Levítico 21: 13). Portanto, o noivo podia exigir uma prova de virgindade antes da consumação do casamento. Os pais da noiva teriam então, que exibir provas dessa virgindade.
     É chegado o momento dos santos mostrarem- se cada vez mais santos, através da aliança com Cristo. Não há dúvida de que, nestes derradeiros dias, haveremos de presenciar o surgimento de uma geração que,  amorosa e sacrificialmente, tudo fará para honrar o Cordeiro de Deus através de uma vida irrepreensível e piedosa: “Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó” (Salmos 24: 6). Em contrapartida, o numero dos abomináveis aumentará de forma assustadora, e tudo farão para trazer o mundo para dentro da igreja, as consequências são as mais trágicas possíveis, através do mundanismo, milhares de almas estão desviando- se dos santos mandamentos. Preciosas almas que estão sendo brutalmente violadas do batismo, noivas virgens, puras, que são levadas a prostituição pela palavra do falso pregador.
    Falsos pregadores que não estão tendo zelo pela noiva de Cristo. O apostolo Paulo sabia do valor da noiva do Cordeiro, quando declarou: “Estou zeloso de vós com zelo de Deus. Tenho- vos preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Coríntios 11: 2).
    Na Igreja do falso pregador, o bordel não é tão ruim assim. Mesmo se o proprietário do bordel prostituísse diariamente virgens, esposas religiosas, por mais terrível e abominável que sejam essas coisas, eles não seria pior nem causaria mais dano que esses falsos pregadores, pois esses violam a virgindade espiritual da noiva do Cordeiro. Mas, em breve esses falsos pregadores terão que enfrentar a ira do Noivo, pois o Seu retorno esta próximo.
    O retorno glorioso de Cristo a terra para, numa primeira etapa, buscar a Igreja, e numa segunda, apresentar- se gloriosamente com a Igreja a fim de implantar o seu reino neste mundo. (1 Ts 4: 13- 17, Jd 14).
    Jesus Cristo, o noivo nos deixou a parábola das dez virgens, que contém um grande alerta sobre o seu retorno e a importância de nos manter- mos sóbrios e vigilantes. Esta parábola se relaciona com todos nós, isto é, com toda a igreja. As dez virgens são todas as almas cristãs.
     Cinco eram sábias e cinco tolas. Cada alma no corpo é denotada pelo número cinco, porque faz uso dos cinco sentidos. Temos a percepção pela porta de cinco dobras: a visão, a audição, o olfato, o paladar ou o tato. Aqueles que se privam dos cinco sentidos ilícitos, receberam o nome de virgens, são virgens por causa da abstinência do uso ilícitos dos sentidos; têm lâmpadas por causa das boas obras. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que veja as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 5: 16). As boas obras significam as lâmpadas.
    Nos “lombos cingidos” está a virgindade; nas “candeias acesas”, as boas obras. “Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias”. (Lucas 12: 35).
    “Noiva virgem”. Todos nós temos este nome, jovens, crianças e casados. (2 Coríntios 11:2). Por isso, devemos nos precaver contra o diabo, o corruptor desta virgindade. “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”. (2 Coríntios 11: 3).                Poucos têm a virgindade física no coração. A abstinência dos sentidos ilícitos.
   Aquele que desvia seu olfato dos fumos ilícitos e seu paladar da comida ilícita dos sacrifícios, aquele que recusa o abraço da esposa de outro homem, reparte o pão aos famintos, veste o desnudo, reconcilia os litigiosos, visita os doentes e que se aparta do mal. Sãos esses que têm a virgindade física no coração.
    Mas porque cinco foram rejeitadas? Porque cinco são sabias e as outras cinco tolas? Como fazemos distinção? Através do óleo. O que significa o óleo? O amor. Sim. O óleo do amor. “... E agora eu vos mostrarei o caminho mais excelente. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine”. (1 Coríntios 12: 31b; 13: 1). O óleo do amor nunca falhará. Coloque em cima da água e ele se manterá acima, o coloque embaixo e ele se elevará a cima da água.
    “... sai ao seu encontro” (Mateus 25: 5). Isto significa. Esperar o Noivo com o coração transbordando de amor, são aqueles que amam a sua vinda, pois, cada dia mais, se aproxima a vinda do Senhor, e o coração da noiva se inflama de amor. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. (2 Timóteo 4: 8).
    Se há uma coisa que não pode faltar na vida do cristão é o óleo do amor, pois “Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mateus 25: 5). O esfriamento do amor esta acontecendo neste exato momento em muitas igrejas e, na vida de milhares de crentes. “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de quase todos esfriará”. (Mateus 24: 12).
    Somente as virgens sábias irão perseverar até o fim. “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo”. (Mateus 24: 13).
   “... todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mateus 25: 5b), há um sono do qual ninguém escapa. “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança”. (1 Tessalonicenses 4: 13). Você acha que por alguém ser sábio não morre? Seja a virgem tola ou sábia, todas sofrem o sono da morte igualmente.
    As virgens sábias dizem: “Todos os sinais estão se cumprindo, as profecias estão desenrolando, o dia do julgamento se aproxima, não vejo a hora de encontrar com o meu Noivo”.  Porém as noivas tolas dizem: “Há guerra, tribulações, nação contra nação, terremoto sobre terremoto, Jesus esta voltando, e o dia do julgamento nos encontrará aqui, e eu não tenho o óleo de reserva”. Elas dormem sem se preocuparem do óleo de reserva. Porém as virgens sábias dormem o sono do amor. Amigo! Que o sono o ache esperando assim, como noiva sábia.
    Os que dormem não acordarão? (ressuscitarão). “Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão. Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticam o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5: 28- 29).
    “Mas, a meia noite ouviu- se um grito: Ai vem o noivo, sai ao seu encontro” (Mateus 25: 6), em essência esta dizendo: “Quando não há nenhuma expectativa, absolutamente nenhuma convicção. A noite da ignorância. Virá para vocês quando não estiverem cientes”. Jesus alertou a Sua noiva:  “... Não vos pertence saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. (Atos 1: 7b). O sono da morte virá. Quer vocês cochilem ou não, sim! Ele virá. “Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite”. (1 Tessalonicenses 5: 2).
     “... ouviu- se um grito...” Amigo! Você sabe que clamor é esse? “Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro”. (1 Tessalonicenses 4: 16).
     Note a expressão. “... Ai vem o noivo...”, o que segue? “Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas”. (Mateus 25: 7. grifo meu). Chegará o dia em que todos se levantarão dos sepulcros, as virgens sábias e as loucas. “Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição tanto dos justos como dos injustos” (Atos 24: 15).
    O erro eterno das virgens loucas foi o de não levaram azeite de reserva consigo em suas vasilhas (corações). O óleo precioso do dom de Deus. Amado! Você tem óleo do amor? Então Leve consigo, dentro do coração para agradar a Deus, no dia da ressurreição.
    As virgens loucas se privaram de coisas ilícitas e fizeram boas obras, mas apenas para serem louvados pelos homens. “Ai de vós, quando todos os homens de vós disserem bem, pois assim faziam seus pais aos falsos profetas” (Lucas 6: 26). A busca do louvor dos homens é a evidência de que não havia óleo interior nos seus corações. As lâmpadas das virgens sábias queimavam com um óleo interior, com a garantia de uma boa consciência, com uma glória interior, com uma caridade interna.
     As lâmpadas das virgens tolas também queimavam. Por que queimavam? Porque ainda não havia falta dos louvores dos homens. Mas depois que se levantaram da ressurreição dos mortos, ela começaram a preparar as lâmpadas, começaram a se preparar para prestar contas ao Senhor. Mas não havia ninguém para louva- las, ninguém que pudesse defende- las. Elas descobriram que lhes faltava o mais precioso dos dons. O dom do amor. “... Daí- nos do vosso azeita; as nossas lâmpadas se apagam”. (Mateus 25: 8).
     Elas procuraram o que se a costumaram a buscar, para brilhar com o óleo de outrem, para andar segundo os louvores de outrem, tudo o que faziam era para agradar os homens, a ponto de se esquecerem de guardarem os seus depósitos espiritual."Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia" (2 Timóteo 1: 12).
   O que significa “... Ide antes aos que o vendem, e comprai- o” (Mateus 25: 9), em essência, Ele esta dizendo: “Os que Vendiam louvores, elogios”. Mas, na ressurreição dos mortos, quem poderá se gloriar de um coração puro diante do Senhor? Muitos deram esmolas, ampararam o necessitado, profetizaram, falaram em línguas, expeliram demônios, operaram milagres em nome de Jesus, mas elas não possuíam o óleo do amor, e o que poderão fazer agora com os elogios dos homens? “Guardai- vos de praticar vossos atos de justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles. Se o fizerdes, não tereis galardão junto de vosso Pai que está nos céus”. (Mateus 6: 1). Nós temos o óleo, mas, sabemos que o óleo é dEle, esse óleo é para que as nossas obras glorifiquem o nosso Pai que esta nos céus.
     Enquanto as noivas loucas buscavam pessoas por quem serem louvadas, não acharam nenhum louvor ou consolo, elas não tinham comprado ou encontrado óleo de quem pudesse comprar, e para o desespero eterno, acharam a porta fechada, bateram, mas já era tarde. “... E fechou- se a porta!” (Mateus 25: 10).
     Hoje é o tempo de “... batei, e abrir- se- vos- á” (Mateus 7: 7), enquanto estamos no tempo da graça e não no tempo de julgamento. É tempo da misericórdia; arrependam- se. Vão esperar para se arrepender no tempo de julgamento? As tolas se arrependeram de não terem levados óleo consigo, mas do que adiantou? Foi o ultimo arrependimento, a porta estava fechado, e lhes foi dito: “... Em verdade vos digo que não vos conheço”. (Mateus 25: 12b). Em essência Jesus esta dizendo: “Eu rejeito vocês segundo o meu conhecimento. Eu não as reconheço, meu conhecimento não conhece vícios, não conheço vícios, mas julgo vícios. Não conhece na pratica; julga reprovando- os, assim nunca vos conheci”. “Portanto vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”. (Mateus 25: 13).
     Mas se todos dormimos, como vigiaremos? Com o coração, com a fé, com a esperança, com o amor ágape, com as boas obras; e então quando dormirmos no corpo virá o tempo de ressuscitarmos para a vida eterna. Amados! Não morram sem ter o precioso óleo de reserva. Preparem as suas lâmpadas. Com óleo do amor as lâmpadas jamais se apagarão, pois, serão renovadas com o óleo interno da consciência. E quando o Noivo acorda- las na ressurreição dos mortos os abraçará, Ele os trará a sua casa. Pois, Ele nos resgatou e nos redimiu com o seu precioso sangue. A medida em que se aproxima a volta de Jesus, nosso amor tem de aumentar. “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5: 25).
    Jesus nos tem demonstrado um amor incomum e eterno. “Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que a sua hora de passar deste mundo para o pai já tinha chegado, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou- os até o fim” (João 13: 1). Ele esta prestes a buscar a sua Igreja para, um relacionamento de amor.
    Jesus em breve virá arrebatar à amada. O rapto da Igreja será a consumação de um amor que jamais deixou de ser eterno. Como esta a sua reserva do precioso óleo do amor? Pastor Elias Fortes.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

SANGUE DERRAMADO, SANGUE ASPERGIDO

Li recentemente sobre uma mulher piedosa, Elizabeth  ao entrar certa vez num convento e ver na parede uma excelente pintura retratando os sofrimentos de nosso Senhor, ela exclamou: “O custo desta pintura deveria ter sido reservado para alimento do corpo; os sofrimentos de Cristo devem ser pintados no coração”.
     Se Elizabeth entrasse hoje em muitas cátedras, ela ficaria espantada ao ver a quantidade de recursos financeiros e materiais que as igrejas se dispõe. Mas, a maioria delas são, pobres em comunhão intima com Deus. Muitas dessas cátedras mais se parecem com “clubes de lazer”, com milhares de crentes que não pintaram os sofrimentos de Cristo em seus corações, pois, desconhecem a virtude do sangue de Jesus. Muitos invocam o sangue de Jesus com uma formula mística de proteção. Mas desconhecem sua eficácia, pois, não tomam posse da glória e dos benefícios do sangue do Cordeiro. A Bíblia nos revela: “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas, porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4: 15).
     Crentes privados do poder do sangue de Jesus. Querem que seus pecados sejam justificados, mas, sem ter uma comunhão com Deus. Por isso, eu creio que a ira de Deus repousa sobre essas igrejas- clubes, pois, só conhecem o sangue derramado, mas desconhecem o sangue aspergido.  “... Isto é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado por vós” (Lucas 22: 20). O "Evangelho diluído” apresentado pelos falsos pregadores, desconhecem a virtude da aliança do sangue.
     Em Êxodo 12: 22, nós encontramos a primeira referencia bíblica a aspersão do sangue: “Então tomai um molho de hissopo, molhai- o no sangue que estiver na bacia, e marcai a verga da porta e as suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia. Nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã”A ordem de Deus para Moisés era que pegasse um molho de hissopo, e que este fosse molhado no sangue de um cordeiro sacrificado, e aspergido na umbreira da porta, enquanto o exterminador visse o sangue ele passaria a casa com o sangue aspergido. Enquanto a sangue estava na bacia ele não tinha efeito. O sangue adquiriu poder para salvar somente quando foi levantado e aspergido. Se o sangue não tivesse sido aspergido naquela noite, haveria muitas mortes no povo Israel. Amado, o sangue aspergido não é somente para o perdão e proteção, mas também era uma aliança com Deus. “Tomou, pois, Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Este é o sangue da aliança que o Senhor fez convosco no tocante a todas estas palavras” (Êxodo 24: 8).
     Na aliança que Deus fez com Moises o acordo só seria confirmado e tornado valido através da aspersão. “Havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissopo, e aspergiu tanto o próprio livro como todo o povo, dizendo: Este é o sangue da aliança que Deus ordenou para vós”. (Hebreus 9: 19- 20).
      A aspersão do sangue deu aos israelitas, o pleno acesso a Deus. Nesta ocasião o sangue não tinha nada haver com o perdão e a remissão dos pecados, mas, antes, com comunhão intima com Deus. Depois da aspersão, Moisés, Nadabe, Abiu e os setentas profetas subiram no monte e se sentaram na presença de Deus, e comeram, e beberam. “Mas Deus não estendeu a sua mão contra os escolhidos dos filhos de Israel; eles viram a Deus, e comeram e beberam”. (Êxodo 24: 11).
      O que, os nossos jovens e crianças estão aprendendo hoje em nossas Igrejas? A ter comunhão intima com Deus, através do sangue aspergido? Na maioria delas, essas preciosas almas, estão aprendendo a endeusar bens matérias, a buscar vitória e benção. Outros, afirmam que: “Deus só quer o coração, a aparência do corpo não importa”. Bem não é isso que a minha Bíblia ensina: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”. (1 Coríntios 3: 16).
      Pela ganância de muitos pastores, quantos santuários e altares foram destruídos por esse evangelho barato? Hoje, a maioria das palestras (Note que não é mensagem), feita por preletores (que não são pregadores), é de auto- ajuda, prosperidade, benção, vitória, mistério, determinismo e triunfalismo. Mas sem o sangue aspergido de Jesus? “Quase todas as coisas, segundo a lei, se purificava com sangue, e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9: 22).
      A Graça é de graça para nós, mas para Deus custou à vida do Seu Único Filho. Portanto, sem o sangue aspergido essas almas são violadas e amputadas de entrar corajosamente na presença de Deus pela aliança do sangue derramado do Cordeiro de Deus. Por este motivo, a Santa Ceia o lugar de desfrutar da comunhão, comendo e bebendo na Ceia do Senhor, transformou- se em lugar de condenação: “Pois o que come e bebe indigenamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Coríntios 11: 29).
      Uma das mais importantes aspersões de sangue era feita pelo sumo sacerdote, quando entrava no Santo do santo para a expiação. Que significava “reconciliação” para que o povo pudesse ter comunhão com Deus.
      O sacerdote entrava com um punhado de incenso, um incensário com carvão fumegante do fogo do altar, e um recipiente com o sangue de um novilho imolado. Dentre do Santo do Santo havia uma arca, em cima da qual repousava uma tampa de ouro puro com uma aba ao redor dela.
      O sacerdote colocava o incenso no fogo, ascendendo a fumaça aromática (Isto representa as orações de Cristo pelo seu povo, leia João 17), depois o sacerdote molhava o seu dedo no sangue e aspergia- o sete vezes sobre o propiciatório. “Tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo o aspergirá sobre a frente oriental do propiciatório, e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo”. (Levitico 16: 14). 
      Quando o sacerdote saia, para fora, o povo sabia que Deus havia aceitado o sacrifício, e que seus pecados haviam sido perdoados. Israel nunca duvidou disto. “Pois Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, perante a face de Deus”. (Hebreus 9: 24).
      Uma boa parte do povo de Deus nos dias de hoje, infelizmente tem duvidado do sangue de Jesus, pois, não recebem a obra de Jesus completada no calvário, creem apenas no sangue derramado, muitos dizem "Sim! Jesus morreu por mim", mas desconhecem a aliança da aspersão do sangue do Cordeiro em suas almas (comunhão intima com Deus). Há muitos crentes se a reconciliação (expiação). O apostolo Paulo declarou: “Deus o propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus” (Romanos 3: 25).
      Para ter efeito, o sangue tem que ser aspergido. Há muitos Lideres e membros de congregações que estão envolvidos de "corpo e alma" na obra de Deus, mas, que não encontram tempo para desfrutar da Sua Presença No espírito. 
     Como pregador das Boas Novas, tenho presenciado brigas e divisões até mesmo nos cultos de Santa Ceia. “Nisto que vou dizer- vos não vos louvo, pois vos reunis, não para melhor, senão para pior” (1 Coríntios 11: 17). Ao invés de melhorar a vida de muitos crentes, cada dia esta ficando pior. Por isso, Paulo alertou os crentes para não “... tomar o cálice indignamente...”. 
     Amado! Isso não representa ter falhado em algo, pois se há arrependimento genuíno, certamente haverá perdão instantâneo. Paulo esta falando de irmos à mesa, bebendo o simbólico cálice de seu sangue, contudo não acreditando neste sangue, milhares de crentes participam da Santa Ceia com medo da condenação em seus corações, pois desconhecem o sangue aspergido, pois, não desfrutam de uma comunhão intima diária com Deus.
   Há muitos crentes que se acham excluídos da maravilhosa experiência da mesa do Senhor, por que não vão com fé, ao sangue. “Por causa disto, há entre vós muito fracos e doentes, e muitos que dormem”. (1 Coríntios 11: 30). Milhares de crentes doentes, pois desconhecem o poder do sangue aspergido. Muitos dizem: “Sei que sou perdoado, mas não me considero puro para participar”
  Qual é a mensagem que passamos para nossos jovens e crianças nos cultos de Santa Ceia? Que cremos na oração do Nosso Sumo Sacerdote? De João 17.
      “Minha igreja esta fraca e doente, a maioria das pessoas estão apenas tirando um cochilo espiritual”, reclamava uma senhora.
     Creio que muitos falsos pregadores contribuem para esta fraqueza que se alastra no seio da Igreja, pois muitos não seguem o padrão bíblico. No Antigo Testamento por exemplo, o sacerdote rejeitava a oferta da prostituição, hoje tem falsos pastores tomando o dizimo e ofertas de pessoas que se quer, frequentam a igreja local. 
   Músicos e “levitas” que oferecem seu “sacrifício de louvor”, sem santificação, sem oração, eles desconhecem o valor da aliança do sangue aspergido. Pois, os falsos pregadores estão impedindo que essas almas, de sentirem a alegria da verdadeira celebração, uma geração que apenas cantam canções de amores, porém, sem nenhuma comunhão com Deus.
   A Bíblia nos ensina que: “Este dia será por memorial, e celebrá- ló- eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Êxodo 12: 14). Imagine a celebração do povo israelita quando o sumo sacerdote saia da tenda. Eles sabiam que seus pecados haviam sido perdoados, através do sangue derramado e aspergido, salvação e comunhão. Essa é a verdadeira celebração que deveria existir em nossos cultos de Santa Ceia. “Se alguém lhe perguntar: Que feridas são essas nas tuas mãos? Responderá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos” (Zacarias 13: 6).
     “Quando, eu sei que, o sangue de Jesus foi aspergido em minha vida?”.
  Ø  Quando você houve Cristo e Seu sangue sendo exaltado em pregação do Espírito, e isso te enche de alegria, saiba que o sangue está sendo aspergido.

    Ø  Quando tua alma grita: “Senhor, por favor, fala comigo através da tua Palavra”. O sangue esta sendo aspergido.

    Ø  Quando você vem para luz, permitindo o Espírito Santo evidencie todas as trevas que há em você, e passa crer que somos todos um em Cristo. “Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. (1 João 1: 7). O sangue está sendo aspergido.
    Ø  Quando a nossa consciência não nos condena, temos ousadia para entrar no Santo do santo. “Cheguemo- nos com verdadeiro coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência, e o corpo lavado com água limpa”. (Hebreus 10: 22). O sangue esta sendo aspergido.

   Ø  Quando não vivemos mais debaixo da condenação e do medo. “Nele temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça”. (Efésios 1: 7). O sangue esta sendo aspergido.

   Ø  Quando você não da desculpa para participar da Santa Ceia do Senhor dizendo: “Eu não sou batizado, portanto eu não posso participar”. Mas, faz como o Eunuco e diz, “nada me impede, pois”: “... Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”.  (Atos 8: 37b). O sangue esta sendo aspergido.

   Ø  Quando cremos que o sangue de Jesus derrubou todas as barreiras que nos separava da presença de Deus. “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne”. (Efésios 2: 13- 14).  O sangue esta sendo aspergido.

  Ø  Quando você passa a crer que o sangue de Jesus venceu Satanás e o afugentou, para longe de você. “Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; não amaram as suas vidas até a morte” (Apocalipse 12: 11). O sangue esta sendo aspergido.

  Ø  Quando não duvidamos que o sangue de Jesus nos leva ao Santo dos Santos e oramos com ousadia na presença do Nosso Pai Celestial. “Portanto, irmãos, tendo ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus”. (Hebreus 10: 19).

   Ø  Quando não duvidamos do poder do sangue aspergido, lembre-se! Israel nunca duvidou da reconciliação: “Não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem agora alcançamos a reconciliação”. (Romanos 5: 11).
      Cada vez que nós participamos da Santa Ceia do Senhor, é motivo de alegria, pois, pelo sangue aspergido de Cristo, temos comunhão com o Pai Celestial, podemos comer e beber na Sua presença. “Cheguemo- nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hebreus 4: 16).

      Pelo sangue derramado e aspergido, a centésima ovelha foi trazida de volta ao aprisco de Deus. É no aprisco de Jesus que somos consolados, na vida presente, e na vida porvir, seremos coroados de bênçãos celestiais e nos regozijaremos com Cristo por toda a eternidade. Glória a Deus! Eu proclamo a vitória do sangue de Jesus em sua vida, é tempo de celebração, pois, nossa REDENÇÃO ESTA PRÓXIMA! Pastor Elias Fortes. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O EVANGELHO FAST- FOOD

Fast-Food  é um termo em inglês que significa “comida rápida”. São considerados Fast-Food alimentos preparados num pequeno intervalo de tempo, que ficam pré-prontos no estoque do estabelecimento.
     Na maior parte das vezes, os alimentos de Fast-Food são desprovidos de nutrientes básicos para o bom funcionamento do corpo humano, e fartos em gorduras e açúcares. A atual sociedade, na qual as pessoas têm pouco tempo para realizar atividades pessoais, inclusive para comer, produz, a cada dia, mais consumidores deste tipo de alimento, e aumenta as taxas de obesidade e outros problemas alimentares, como até mesmo a desnutrição.
     Se no corpo físico o Fast- Food nos preocupa, como podemos avaliar o “O Evangelho Fast- Food”, e o perigo que ele representa para nossa vida espiritual? Este “evangelho da comida rápida” apresentado em muitas igrejas do Brasil através dos seus “sacerdotes” tem causado náuseas em Jesus. A Bíblia nos alerta: “Comerão, mas não se fartarão...” (Oseias 4: 8a), e tem deixado muitos crentes anêmicos.
     As Megas- igrejas (ou Mac- igrejas) foram criadas para satisfazer o gosto dos seus clientes. O cardápio principal? Falsas Doutrinas! Multidões famintas estão em busca desse prato insípido.“Comer sem sal o que é insípido, ou haverá sabor na clara do ovo?...” (Jó 6: 6). Cristãos que deixaram a verdadeira Palavra de Deus, assim como fez Israel quando enjoo do maná do céu. “... agora a nossa alma se seca; coisa alguma há senão este maná diante dos nossos olhos” (Números 11: 6).
    Aqui está um grupo do povo de Deus, cheio de boas obras e caridade, tendo um tipo de fé e de paciência, parecem saudáveis e bem nutridos. Mas o olhar de Jesus aparece no meio deles, fulgurante como chamas de fogo. Mesmo com tudo de bom e recomendável, existe algo muito perigoso acontecendo. Suas boas obras, caridade, serviço, fé e paciência estão obscurecidos pela sedução de uma falsa doutrina. Crentes encantados por um ensinamento falso, disfarçado em verdadeira Palavra, mas que na realidade é mal.
    Multidões em busca de um alimento rápido, porém fraco em nutrientes para o corpo espiritual. Almas que rejeitam a exposição da Palavra de Deus, negligenciando a voz do Mestre que diz: “... Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4: 4).
    Pregadores! Chegamos a essa perigosa situação sobre a qual Cristo avisou. Há multidões de pastores, mestres e evangelistas inteiramente sob o encanto sedutor da falsa doutrina. Estes mestres seduzidos, por sua vez estão produzindo “filhos da sedução”. Ensinam a prostituição e o consumo de alimento dos ídolos, isto é prostituição espiritual. É comer o alimento demoníaco de doutrinas que justificam o pecado. Paulo advertiu: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10: 21).
    Quantos altares contaminados por esses alimentos de demônios. Multidões tem se alimentado desse alimento rápido, porém sem nutrientes, e riquíssimos em açucares (evangelho melado), e gordura (das ovelhas). Resultado? Milhares de almas desnutridas com indisposição espiritual para realizarem o exercício da alma (leitura da Palavra, jejum e oração). "Os que comiam iguarias delicadas desfalecem nas ruas, os que se criaram em carmesim abraçam o esterco" (Lamentações 4: 5).
     Quero dizer de maneira que não reste nenhuma dúvida, que é perigoso dar ouvidos a ensinos errôneos. A falsa doutrina pode condená-lo ao inferno mais rapidamente do que todas as paixões ou pecados da carne. Os falsos pregadores e mestres estão mandando mais gente para o inferno do que todos os traficantes de drogas, gigolôs e prostitutas juntos. Não acho que esta seja uma afirmativa exagerada - creio nisto. Multidões de cristãos cegos, mal conduzidos, estão cantando e louvando ao Senhor em igrejas escravizadas pela falsa doutrina. Milhares sentam-se para ouvir mestres que estão pregando a doutrina de demônios - e ainda saem dizendo: “Não é uma maravilha?”. Como servos do Senhor, que nós possamos dizer como o nosso irmão Jó: “Recuso- me a tocá- ló; tal comida me repugna” (Jó 6: 7).
     Cristo não considera esta questão de maneira superficial. Seus olhos estão penetrando a igreja, e Ele vem para advertir, expor e salvar o Seu povo e Seus servos desta terrível sedução. Seria bom que levássemos este assunto a sério. É sério saber que igreja se está frequentando. É sério saber a quem você está dando ouvidos. É sério saber o ensinamento que seu coração está recebendo. Pois, nesse exato momento há comida pré- pronta nos altares sendo servida pelos próprios demônios. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espírito enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência” (1 Timóteo 4: 1- 2).
    O povo de Deus está se vendendo em liquidação a Satanás por todos os lados ao se entregar nas mãos de falsos mestres e traficantes de falsas doutrinas. Vender-se em liquidação à Satanás nos traz à mente a visão de viciados consumados, alcoólatras, prostitutas afligidas pela AIDS, e por ateus que odeiam a Deus. Não. Está acontecendo na igreja, em convenções e reuniões evangélicas e em grandes seminários de ensino. “Porque o louco fala loucamente, e o seu coração pratica a iniquidade, para usar de hipocrisia, e para proferir mentiras contra o Senhor, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento venha a ter falta de água” (Isaías 32: 6).
    A marca do “evangelho fast- food” é ser “levado para todos os lados” buscando alguma doutrina nova, diferente, estranha. A Bíblia adverte: “Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas” (Hebreus 13:9). Não se deixe conduzir de lá para cá, de um lado para o outro. Não nos referimos aqui àquelas vezes em que o crente amadurecido vai à outra igreja, que não a sua, para ouvir um verdadeiro homem de Deus pregar a Cristo e o arrependimento. Referimo-nos aqui a correr de um lugar para outro, de seminário para convenção, de uma igreja para outra, de reunião de milagre para reunião de cura, não tendo raízes. Seus ouvidos estão sempre em comichão para ouvir algo novo, algo sensacional, algo que entretém algo agradável à carne.
    Crente anêmico, desnutrido, verdadeira erva humana, cavalgando ventos das falsas doutrinas. Este tipo de pessoa tem se levantado contra os verdadeiros pregadores do Evangelho, porque nos recusamos a coçar ouvidos que têm comichão. Eles desejam ser adulados, e não reprovados. Assim correm de volta aos seus mestres, os suavizadores, coçadores de ouvidos, os felizes adeptos do pensamento do seu mestre. Eles lembram os atenienses que “de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir a última novidade” (Atos 17: 21). O apostolo Paulo avisou a Timóteo “que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4:3).
    A Doutrina de Cristo. A marca do crente maduro é a recusa em ser “levado ao redor por todo vento de doutrina” (Efésios 4: 14). Recentemente quando foi questionar com um desses mestres das concessões, por que o altar esta sendo contaminado, foi obrigado a me retirar da igreja. Alguns achavam que: “Nós tínhamos pensamentos diferentes”. Só Pensamentos diferentes?  Nós temos doutrinas diferentes! Lembre-se! No "evangelho fast food" o lema é agradar o "cliente".
    Louvo a Deus, pois tem pregadores e crentes que não são manipulados por nenhum mestre. Não têm necessidade de correr de um lado para o outro porque estão crescendo em Cristo. Estão se banqueteando em pastos verdejantes. Circuncidaram os ouvidos, e avaliam cada mestre, cada doutrina, segundo o padrão de santidade de Cristo. Podem discernir todas as falsas doutrinas e repelem todos os ensinos estranhos, novos. Eles aprenderam Cristo. Servos que não se prendem à liturgia da igreja, canção de amores, ao dinheiro, aos amigos, às personalidades marcantes ou aos milagres, mas à fome pela Palavra pura.
    Pregadores! Só existem duas doutrinas. A doutrina de Cristo e a falsa-doutrina. Paulo nos alerta: “... a fim de ornarem, em todas as cousas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tito 2:10). Qual é a doutrina de Cristo? A graça de Deus ensina-nos que negando a impiedade e as paixões mundanas, devemos viver sóbria, reta e piedosamente, no presente mundo. “Em tudo te dá por exemplo de boas obras. Na doutrina mostra integridade, reverencia” (Tito 2: 7). A doutrina de Cristo moldará você à imagem de Cristo. Ela trará à luz todo pecado oculto em seu coração.
     Será que o seu mestre o repreende com autoridade, falando e exortando-o a abandonar o pecado e a deitar por terra todos os ídolos como lhe é instruído na sã doutrina? “Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para que vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente” (Tito 2: 12). Você está aprendendo a odiar o pecado de forma veemente? Ou você ainda sai da igreja não convencido de culpa? Você consegue desapegar-se dos pecados de estimação? A mensagem do Pão da Vida é: “Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1).
     No evangelho Fast- food o “mestre dos comichões” vive dizendo: “Não estou aqui para pregar contra o pecado; estou aqui para exaltar a Jesus. Nenhuma pregação condenatória sairá deste púlpito. Estou aqui para remover o medo e a depressão do meu povo”.
     Totalmente contraria a doutrina de Cristo. Que é uma doutrina de piedade e de santidade. “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas” (I Timóteo 6: 3- 4).
      Como saber se faço parte do “evangelho fast- food?”. Se houver algum pecado, paixão ou mundanismo em você, a última coisa de que preciso é uma doutrina que traga à tona o que você tem de pior. Quando Davi pecou com Bate-Seba, ele não precisava de um falso profeta com uma mensagem tranquilizadora para dizer-lhe quanto Deus o amava. Ele necessitava de um profeta imparcial, Natã, com um dedo apontado, clamando: "... Tu és esse homem... "(2 Samuel 12: 7).
     O profeta Ezequiel denuncia esses falsos profetas que se enriquecem trazendo uma mensagem que traz justificativa para o pecado. "Conjuração dos seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, arrebatando a sua presa; eles devoram as almas, tomam tesouros e coisas preciosas, e multiplicam as suas viúvas no meio dela. Os seus sacerdotes transgridem a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles. Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas, para seguirem a avareza. Os seus profetas têm feito para eles reboco com argamassa fraca, tendo visões falsas, e predizendo-lhes mentira, dizendo: Assim diz o Senhor Deus; sem que o Senhor tivesse falado" (Ezequiel 22:25-28).
     Como consequência, temos uma geração de jovens perdidos dentro desse “evangelho fast- food”. Não são capazes de identificar o mal do bem: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal, que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade, que põem o amargo por doce, e o doce por amargo” (Isaías 5: 20).
   Falsos profetas os enganaram. Chamam de doce o amargo, de luz a escuridade. Esses falsos mestres defendem o “evangelho fast dood” com "unhas, dentes e bocas".
     Os que pregam a doutrina de Cristo mostram ao povo a diferença entre o mal e o bem. De seus lábios não sai nenhuma mistura. "A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro" (Ezequiel 44: 23).
    Mas no "evangelho fast- food" os Jovens não são capazes de distinguir o puro do impuro, pois os falsos profetas os enganaram. Chamam de puro quando roqueiros de cabelos tingidos de púrpura, vestidos de sadomasoquistas, com seus alargadores de orelhas, tatuagens, piercing, se requebram e giram sexualmente no púlpito, explodindo seu "rock and roll". Dizem-lhes que o sexo fora do casamento é bom desde que você esteja apaixonado e de fato respeite o parceiro. Quando na realidade são impuros.
   Pregadores e mestres da doutrina da prosperidade, têm se tornado os maiores defensores do “evangelho fast- food”, pois, ele é um negócio lucrativo: "Mas nos profetas de Jerusalém vejo coisa horrenda; cometem adultérios, andam em falsidade, e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam cada um da sua maldade; todos eles se tornaram para mim como Sodoma, e os moradores de Jerusalém como Gomorra. Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que os alimentarei com absinto e lhes darei a beber água venenosa; porque dos profetas de Jerusalém se derramou a impiedade sobre toda a terra. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam, e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: O Senhor disse: Paz tereis, e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dize: Não virá mal sobre vós" (Jeremias 7:14-17).
     Há congregações inteiras a mercê de falsos mestres, que anunciam paz, prosperidade e livramento. Porém a Bíblia os adverte: "Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam. Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes, e vos pondes diante de mim nesta casa que se chama pelo meu nome, e dizeis: Estamos salvos; sim, só para continuardes a praticar estas abominações!" (Jeremias 7: 8- 10).
     “Comida rápida”, um evangelho raso, sem vida, sem nutrientes, gerando milhares de almas anêmicas que se- alimentam na mesa dos demônios, depois vem à casa do Senhor vangloriando- se:“Não estou condenado, volto em paz!”.
     Pregadores! Os que se opuserem contra o “evangelho fast- food” correm o risco de comer pão e água: “... Metei este homem no cárcere, e sustentai- o com pão e água, até eu volte em paz” (1 Reis 22: 27b), pois, no “evangelho fast- food” o cardápio do dia também inclui "cabeças de pregadores" da sã doutrina: “... Dá- me aqui num prato a cabeça de João Batista” (Mateus 14: 8b). Que O Senhor Jesus levante os pregadores comprometidos com a Palavra de Deus, e não com o povo e suas preferências. Pregadores que retém firme a sã doutrina, pois, somente ela é capaz de fechar a boca dos comem o bocado molhado da falsa doutrina: “Deve reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar na sã doutrina como para convencer os contradizentes. Pois há muitos insubordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso tapar- lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” (Tito 1: 8- 11).
Pastor Elias Fortes
    


sábado, 22 de junho de 2013

PROTESTO, GREVE E MANIFESTAÇÕES A LUZ DA BÍBLIA.

Quando Deus é expulso de nossas escolas, de nossas cortes, de nossas leis e de muitas igrejas, apelamos para os lideres do mundo, para o poder humano. A Nação decide encontrar suas próprias soluções. Prefere ver esta civilização morrer a voltarem para Deus. Milhares de pessoas preferem ver o país afundar a serem “fracos”, procurando a “religião” como resposta. Não conseguem admitir que precisam de Deus como fonte de auxilio.    Sem o auxilio do alto, adotam a anarquia, desobediência civil, as greves, manifestações e protestos. 
    Essas atitudes vai se tornar uma prática cada vez mais aceita pela nossa sociedade sem Deus. Mas! Seria esse o modo de conseguir algum resultado? Será que os bons fins justificam esses meio por vezes até ilegais? O que a Bíblia ensina acerca dessas iniciativas para alcançar uma determinada meta? Em que parte das Escrituras, os homens de Deus prevaleceram sobre a sociedade ímpia através desses recursos? Qual é a posição do cristão mediante a essas manifestações? Você sabe o que leva muitos crentes   apoiar os protestos e manifestações? A resposta é simples. Porque a palavra pecado esta em desuso em nossa sociedade e em muitas igrejas, que alias essa prega que vamos conseguir o poder terreno através do poder político e dos bens materiais. Sim, é isso que garante os falsos mestres dessa nova geração.
     O Dr. Karl Minninger escreveu a esse respeito: “Muitos pecados antigos têm- se transformado em crimes, de modo que a responsabilidade pela sua solução passou da igreja para o Estado, do sacerdote para o policial, ao passo que outros se dissiparam em doenças, ou pelos menos nos sintomas de doença, de forma que nesses casos os tratamentos substituem o castigo. Um terceiro e conveniente artifício chamado ‘responsabilidade coletiva’ capacitou- nos a transferir a culpa de nosso comportamento desviado de nós mesmos como individuo, para sociedade como um todo ou para um dos seus muitos agrupamentos”.
      A igreja desenvolve um papel importante neste mundo, pois é uma agencia do céu aqui na terra. Somos embaixadores de Cristo nesta sociedade decaída. Portanto! Sigamos o exemplo do nosso Mestre, Jesus Cristo, que nos deixou como marca a obediência.
     Jesus sempre fez a vontade daquele que o enviou a este mundo. Obediência essa, que levou o seu Pai a fazer a seguinte declaração: "... Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3: 17). Jamais encontramos na Bíblia a palavra “desobediência” associada à pessoa de Jesus Cristo. Pelo contrario: “E, achado na forma de homem, humilhou- se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2: 8).
     Por isso a Presença de Jesus Cristo atraía as multidões. Essa atração era devida a autoridade com que Ele ensinava. Jesus se destacou por sua organização, Sua voz de comando se destacava no meio daquela multidão. Vemos a organização e comando, quando Ele determinou que a multidão faminta se sentasse em grupos de cem e de cinquenta para ser alimentada por Ele.
  Jesus era respeitado pelas multidões carentes e sofredoras, e até mesmo pelos seus inimigos. Alias os inimigos testificavam que Jesus tinha controle sobre as multidões. “Disseram- lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos” (Lucas 19: 39).
     Vemos Jesus sendo acusado pelos inimigos de ser um agitador do povo na Judéia e Galiléia. Mas note que, Ele foi declarado inocente pelas autoridades supremas, o governo de Pilatos e o pelo governo do rei Herodes.
     Jesus jamais organizou manifestações, protestos, greves, nem outras demonstrações de desobediência civil entre os seus seguidores. Em suas pregações e ensinamentos, vemos justamente o oposto. Ele nos ensinou a submeter-se toda autoridade e não resistir, a maus-tratos e as injustiças, devemos ir além do que nos é exigido, a amar em vez de odiar os nossos inimigos, e quando se trata de impostos devemos: “Dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.  Temos instruções sobre os impostos, Jesus declarou: “... Que te parece, Simão? De quem cobram os impostos, ou tributos? Dos seus filhos, ou dos estranhos?” (Mateus 17: 25b).
     Com os ensinamentos de Jesus, os apóstolos e os cristãos primitivos continuaram nesse padrão de obediência.  No dia de Pentecostes, diante de uma grande multidão. Pedro expôs poderosamente às pessoas a maldade que evidenciaram ao crucificar Jesus. Aqueles corações quebrantados perguntaram- lhe: “... Que faremos, irmãos?” (Atos 2: 37b).
    Pedro instrui aquela multidão, a separar- se daquela geração incrédula que tinha matado Jesus. Mas como deveriam fazer isso? Organizando uma manifestação de protesto no templo ou em frente do palácio do sumo sacerdote ou do quartel-general do governador romano? Não! Eles deviam deixar-se batizar, identificando-se publicamente com ele, para a remissão de seus pecados. 
     Ao invés de cartazes e faixas de protestos, uma multidão de trem mil almas que protestaram contra o pecado e rapidamente se renderam a Jesus. “Os que de bom grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram- se quase três mil almas” (Atos 2: 41).
     Agora, esses novos convertidos eram um povo separado. Eles eram diferentes, porque suas vidas tinham sido renovada. Agora, um imenso poder e influência espiritual, de ousadia tinha tomado conta de cada um deles. 
   Esses crentes eram capazes de  demonstrar as autoridades religiosas o profundo respeito pelas pessoas mesmo mediante a morte. Homens e mulheres de Deus sofrendo perseguição pelas autoridades. São dispersos e muitos deles mortos. Mas o que aconteceu depois disso? O movimento desses crentes cresceu e expandiu. Nada disso foi alcançado mediante nenhum movimento de protesto com cartazes, faixas e organizado por uma multidão enfurecida.
   O grande protesto desses novos crentes era a obediência, eles não se levantaram contra o governo por causa do apedrejamento de Estevão e da perseguição que veio em seguida. Tudo na vida desses crentes era obra do Espírito Santo. 
   Você é um discípulo de Jesus? Você esta preparado para as perseguições? Saiba que elas virão! “E na verdade todos os que desejam viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3: 12). E como você vai reagir mediante as perseguições? Com protestos, manifestações, faixas, cartazes descarregando o ódio no governo?
     Os seguidores de Jesus naquela época de perseguição e impostos, continuaram a pregar o evangelho com poder espiritual e resultados maravilhosos. “Ora, os que foram dispersos pela perseguição suscitada por causa de Estevão, caminharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus” (Atos 11: 19).
     Os seguidores de Cristo foram dispersos, mas não houve uma manifestação se quer! Esse não era somente o procedimento, mas também o ensino daqueles crentes.
   O apostolo Paulo enfatiza que não há ninguém no governo que não tenha sido colocado por Deus. "Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do castigo, mas também por causa da consciência" (Romanos 13: 5).
    As autoridades são ministros de Deus com poder de vida e de morte. Elas até podem não desempenhar suas obrigações dadas por Deus aqui neste mundo, mas isso de modo algum isenta os cristãos de cumprir as suas. Não há nenhuma indicação de que o cristão deva recorrer a algum ato publico para influenciar o governo a mudar seus métodos e planos de ação. Paulo nos ensina que aqueles que “... se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação” (Romanos 13: 2). Portanto, como crentes em Jesus, jamais podemos apoiar esses atos, pois, as consequências serão eternas.  
     Somos convocados por Jesus a ter uma vida piedosa, e que façamos emudecer as difamações e calúnias que são proferidas contra nós no mundo através do bom testemunho.  “Pois é a vontade de Deus, que pela pratica do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (1 Pedro 2: 15). É nosso dever como cristão estar sempre em oração a favor dos reis e daqueles que se acham investidos de autoridades. “Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila sossegada, em toda piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador” (1 Timóteo 2: 1- 3).
     Mas e quanto às injustiças? Tiago reconhece as injustiças praticadas contras os pobres neste mundo, muitas vezes feita pelos ricos. A sua resposta não sugere protestos e manifestações, mas antes nos faz lembrar a proximidade da vinda do Senhor. “Sede vós pacientes, e fortalecei os vossos corações, por que a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5: 8)
     Quando Jesus voltar, como irá nos encontra? Fazendo protestos contra as injustiças e os impostos do governo? Não! Estaremos obedecendo a Sua Palavra que nos diz: “Sujeita- vos a toda autoridade humana, por causa do Senhor, quer ao rei, como soberano” (1 Pedro 2: 13).
    Injustiça? Todo seguidor fiel de Jesus, sabe bem oque significa. Exemplo? O apostolo João com noventa anos jogado na ilha de Patmos para morrer, sem nenhum kit de primeiro socorros. João mesmo sofrendo um injusto exílio, em meio à aflição imposta pelo governo ele escreve: “Eu, João vosso companheiro convosco na aflição, no reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Apocalipse 1: 9). O apostolo João é guiado a escrever o Apocalipse, que descreve o derradeiro fim que as forças ativas neste mundo terão sob o comando da justa mão do Senhor. Porém, não há aqui nenhuma alusão de que os cristãos deveriam tomar as coisas em suas próprias mãos através do poder político ou através de protestos e manifestações humanas.
     Judas, expondo-nos a corrupção dos últimos tempos, nos deixa um alerta sobre aqueles que rejeitam toda a autoridade: “Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitando toda a autoridade, e blasfemam das dignidades” (Judas 8).
    O Novo Testamento declara que o cristão é cidadão do céus, cuja esperança e chamado não dizem respeito a este mundo. Sim! Estamos aqui apenas de passagem rumo a nossa pátria celestial. Somos peregrinos e forasteiros nessa terra estranha. Durante nossa estada aqui, como embaixadores de Cristo,  rogamos à humanidade que se reconcilie com Deus. 
     Como embaixadores de Cristo podemos vir a encontrar-se com todas as classes de pessoas, das mais humildes às mais elevadas, e muitos vão sofrer como Paulo, que se disse “um embaixador em cadeias”. Mas, que jamais o Senhor Jesus venha a nos encontrar organizando manifestação e protesto, nem implicado em desobediência civil nenhuma.  Pois a sua Palavra nos ensina: Honrai a todos. Amai aos irmãos. Temei a Deus. Honrai o rei” (1 Pedro 2: 17).
    O apostolo Pedro, que, anteriormente em sua precipitação e seu zelo religioso tinha cortado a orelha do servo do sumo sacerdote, agora já não mais se envolve nessas insensatas manifestações empunhando a espada. No final de sua vida, inspirado pelo Espírito de Deus, ele escreve acerca do papel do cristão e do seu proceder num mundo que é hostil tanto a ele quanto ao seu Mestre: “Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal, injúria por injúria; ante, pelo contrário, bendizei, porque para isso fostes chamados, a fim de receberdes bênçãos por herança... Porque, se for da vontade de Deus é melhor que sofrais por praticardes o que é bom, do que praticando o mal... Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de outrem... Empenhai-vos por ser achados por ele em paz, sem nenhuma mácula e irrepreensíveis”. (1 Pedro 3: 8, 9, 17; 4: 15; 2 Pedro 3: 14
    Antes de pensar em sair por ai "cortando orelhas" dos guardas, policiais e autoridades, que possamos ter uma vida de obediência na Palavra. Não fazendo greves, protestos e manifestações. Se há uma coisa a manifestar- se; que seja a manifestação da glória de Cristo em nossas vidas em meio a esta sociedade rebelada. “Vós, servos, sujeitai- vos com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e moderados, mas também aos maus” (1 Pedro 2: 18).
   Protestar? Sim! Todos os dias da nossa vida contra o pecado que tanto nos assola de perto. Quer se queixar? Tudo bem! Mas não das tarifas de ônibus e metros ou dos impostos do governo. A Bíblia nos ensina: “Dê que se queixa o homem vivente? Queixe- se cada um dos seus pecados” (Lamentações 3: 39). Que o mundo possa ver claramente quem nós somos e a quem servimos.
     Nós aguardamos Novos Céus e Nova terra, e o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo a qualquer momento.
    Que possamos tomar posse dos exemplos dos nossos irmãos da igreja primitiva, que em vez de resolver os problemas com seus próprios recursos físicos, buscavam a ajuda do alto, orando e confiando em Jesus cada vez que   lhes sobrevinha perseguições, morte, impostos e dificuldades.
    Como discípulos de Cristo, devemos ficar atentos às manifestações e protesto mediante a “voz do povo”. Pois, a voz do povo não é a voz de Deus. Se fosse; aquelas vozes jamais teriam se manifestado a favor da crucificação do nosso Senhor Jesus Cristo! Que não seja por causa de vinte centavos, e por dinheiro algum, pois nossa provisão vem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. "Mas, para não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo- lhe a boca, encontrarás um estáter  Toma- o, e dá- o por mim e por ti" (Mateus 17: 27).
      Graças a Deus, em Cristo Jesus nos somos livres! Em nosso país temos a liberdade de expressão, por isso eu posso me expressar biblicamente: “como livres, e não tendo a liberdade por pretexto da malicia, mas vivendo como servos de Deus”. (1 Pedro 2: 16).
      Amado! É o Senhor que nos sustenta, não é o governador, nem o prefeito, nem ninguém. O Senhor que nos guarda. Aleluia! O senhor guarda a nossa saída e nossa entrada em todos os ônibus, em todos os metros. Aleluia! O Senhor o guardará de todo o mal, é Ele que nos sustenta todos os dias. Pastor Elias Fortes.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

LUZ QUE BRILHA NA ESCURIDÃO

No Antigo Testamento apenas o fogo de Deus era permitido no altar de Moisés, não era aceito o fogo produzido por qualquer meio humano. Nadab e Abihu fizeram fogo e acenderam nele o seu incenso. Esse fogo foi chamado de “fogo estranho”. Infelizmente há muito fogo estranho sendo oferecido em muitos altares. “Evangelhos estranhos”, teologia da incredulidade, pensamento e filosofias de homens, evangelhos diluído com materialismo, aberração doutrinaria, criticas e teorias humanas. Esse tipo de fogo esta consumindo a fé de muitos crentes.
     Mas, afinal! O que é Evangelho de Cristo? O Evangelho de Cristo é um "isqueiro", para incendiar paus velhos, secos e podres, a ponto de abrasar até lenha verde. O Novo Testamento começa com fogo. "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo..." (Mateus 3: 11a). Amado! O Espírito Santo não é dado apenas para lhe ajudar a pregar sermões eloquentes. Ele existe para incendiar os corações humanos. Permita que Cristo lhe incendeie, para que possas alcançar a outros; pois, "Sem mim, nada podeis fazer" (João 15: 5). Desejamos o mesmo fogo da sarça, pois ela ardia, mas não se consumia. A maravilhosa característica do Evangelho de Cristo é que ele continua "ardendo" em nossos corações e nos livrando de sermos consumidos pelo fogo da perdição eterna. Amado! Que Jesus possas nos usar como tições acesos neste instante finais da igreja: "Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como o martelo que esmiúça a penha?" (Jeremias 23: 29).
    Jesus instruiu os discípulos a não fazerem nada até receberem "poder do alto" (Lucas 24: 49). Você sabe o que aconteceu depois disso? O Espírito Santo revelou- se como línguas de fogo pousando sobre cada um deles. Amado! Sem fogo não existe Evangelho.
    Glória Deus! Agora Jesus envia os discípulos em pares, como tochas divina, incendiários do Altíssimo, brilhando em pares em meio à escuridão. (Lucas 10: 1). Exatamente como fez Sansão ao enviar as raposas de duas em duas, transportando tochas para incendiar o milharal e as vinhas do inimigo (Juízes 15).
    João batizou com água, um elemento físico, preparando o caminho para algo muito maior. João sabia que Jesus Cristo iria usar um elemento espiritual, o fogo santo. "Então, o Senhor vos falou do meio do fogo...” (Deuteronômio 5: 11). Esta mesma voz falou: "... Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3: 17). Aleluia! O fogo desceria na terra para “queimar” os corações humanos, pois, Jesus veio para: “lançar fogo sobre a terra” (Lucas 12: 49). As faíscas do Senhor começam agora a arder. Os discípulos foram os novos Elias trazendo fogo do céu, com autoridade, como a que foi dada ao sacerdote Josué: “... não é este um tição tirado do fogo” (Zacarias 3: 2b).
     É o Espírito Santo que nos “aparta” para maravilhosa obra missionária. Mais que qualquer demonstração de talento, carisma, eloquência e aparência, por mais esplendida que seja, Lembre- se! A efusão da Palavra de Deus e do espírito de oração na igreja de Cristo é o mais seguro penhor de sucesso no estabelecimento de missões. “Apartei- me”, disse o Espírito Santo aos discípulos reunidos em Antioquia: "apartai- me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (Atos 13: 2).
      O Evangelho tem como insígnia o fogo, fogo esse que aquece os corações congelados pela frieza espiritual que alastra- se por muitas igrejas e lares, esse mesmo fogo também serve para destruir a vinha e o arraial do inimigo.
      O Espírito Santo nesse exato momento esta separando seus “tições”, crentes que se mantém em sua devoção individual, cheios do espírito de fé e que proclamam a tempo e fora de tempo, abraçando toda oportunidade que se oferece para proclamar o Evangelho de Cristo nas casas, esquina e valados com: “A suprema sabedoria altissonantemente clama de fora; pelas ruas levantando a sua voz. Nas encruzilhadas, no meio dos tumultos, clama; às entradas das portas e na cidade profere as suas palavras: Convertei- vos pela repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e vos farei saber as minhas palavras” (Provérbios 1: 20, 21, 23).
      Quando somos “apartados” pelo Espírito Santo para a obra missionária, somos conduzidos por ele, como foi conduzida aquela brasa viva, o evangelista Felipe. Ele encontrou o etíope, ministro de finanças da rainha, um homem muito ocupado, Felipe sem perder tempo foi direto ao assunto, pois, sabia que aquele eunuco etíope precisava de Jesus. A salvação é a necessidade de todos, Felipe foi direto ao essencial. “anunciou- lhe a Jesus” (Atos 8: 35).
      Pregue meu precioso irmão, tendo sempre em mente este caráter e meta. Pregue com simplicidade e afeto. Pregue com uma perpétua visão à eternidade. Jamais esqueça a sua origem e o seu destino celestial, o Evangelho de Jesus, veio de Deus e volta para Deus.
      Enquanto muitos são ambiciosos em formar o cidadão da terra, seja sua ambição treiná- lo para o céu; para levantar o Templo de Deus dentre as desolações antigas; para contribuir com a sua parte para a formação e perfeição dessa sociedade eterna que florescerá em pureza e ordem invioláveis, enquanto toda associação humana será dissolvida e os príncipes deste mundo ficarão frustrados e pela desobediência a Palavra de Deus: “Assim como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo- se corrompido como aqueles e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 7).
      Sim! Agora mesmo o Espírito Santo esta “apartando” essas tochas celestiais, brilhando na escuridão espiritual anunciando o Evangelho de Cristo, muitos que se rebelaram contra o Evangelho de Cristo, ouvirão da boca de Jesus: “Apartai- vos... para o fogo eterno” (Mateus 25: 41).
      “Ide” com urgência, sem perder mais tempo, pois, o relógio esta marcando quase meia noite! Jesus esta voltando, é hora de: “... apiedai- vos de alguns que estão duvidosos; e salvai alguns, arrebatando- os do fogo; tendo misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne” (Judas 22- 23). 
        Esta chegando o dia, breve seremos chamados para dizer um adeus final ao mundo e olhar para a eternidade e ter a certeza de pertencer ao numero dos salvos como as constelações das estrelas brilhando no firmamento do céu eternamente e com a convicção de ter contribuído para aumentar esse numero de estrelas. Sim! Esta chegando o Grande Dia, em que nos encontraremos com nosso Astro Maior. A Bíblia o descreve: “E sua cabeça e cabelo eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo... E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma espada aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece” (Apocalipse 1: 14, 16 grifo meu).
     Aleluia! Glória a Deus! Pois breve Jesus Cristo nos levará a um lugar distinto, Ele nos designará naquele firmamento imutável. Ele nos aconselhou a olhar para o alto, onde estão as estrelas, pois a nossa redenção esta próxima, luz que brilha na escuridão, continue brilhando a Glória de Cristo, pois a sua promessa eterna é: “os que muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente” (Daniel 12: 3). Amém! Pastor Elias Fortes.