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domingo, 1 de julho de 2012

O REMANESCENTE FIEL


Para algumas igrejas ou para alguns líderes, não é difícil encher um estádio de futebol ou colocar uma multidão de milhares de pessoas marchando pelas ruas das grandes cidades, numa demonstração de fé. A preocupação não é com o crescimento, mas a qualidade espiritual dessas multidões. Estamos vivendo na geração dos remanescentes?
     A Bíblia nossa regra de fé, leva- nos a refletir sobre o remanescente fiel, temos uma passagem bíblica que nos revela como nasce, vive e parte um remanescente legítimo. Em Lucas 17: 12 lemos: “Entrando em certa aldeia, saíram- lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e clamaram: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós”.
     Ao passar entre Samaria e a Galiléia seguindo para Jerusalém, pois estava próximo a sua crucificação, Jesus se aproxima de uma aldeia cujo o nome não se registra. Nove desses leprosos eram judeus, um era samaritano. “... e este era samaritano” (Lucas 17: 16).
   Os judeus daquela época não de davam com os samaritanos, mas a lepra, o sofrimento uniu aqueles dez leprosos. Imundos, cheirando mal, quem estudou sobre a lepra sabe bem o seu poder de destruição. A lei exigia a distancia de 100 metros dos não enfermos. E quando alguém são se aproximava eles gritavam:"Impuros!Impuros".
       Quando o sacerdote declarou a sua enfermidade, eles foram tirados do seu convívio familiar, social e espiritual. Mas, alguém falou de Jesus para aqueles leprosos, a notícia sobre Jesus havia chagado até eles.
      Os dez leprosos esperavam a comitiva de Jesus, talvez passaram a noite acampados, aguardando a cada minuto, quando viram a Jesus, já não lembravam de sua dor, miséria e preucupações, e começaram a grita bem alto: “Jesus, Mestre... Tenha misericórdia de nós”. Naquele momento os dez leprosos não queriam esmola, comida ou roupas novas, mas, sim serem curados daquela terrível lepra. Jesus, vendo- os naquela miserável situação, lhes- disse: “... Ide, e mostrai- vos aos sacerdotes” (Lucas 17: 14).
       Na medida em que caminhavam em direção do sacerdote ficaram limpos. Dez homens! Creio que onde havia pele morta e podre, começou a ser purificada, carne saudável agora brotava em seus corpos, glória a Deus, seus membros estavam sendo restaurados. Que alegria era para aqueles dez leprosos, "Curados. Sim! Nós fomos curados!".
       A lepra na Bíblia representa o pecado, você se lembra da hora em que Jesus teve misericórdia de você? Como foi purificado do pecado? O Dia em que você nasceu de novo? Você tem um testemunho para contar do que Jesus fez em sua vida?
       Jesus ordenou aqueles leprosos: “Ide, e mostrai- vos aos sacerdotes”. A Bíblia nos ensina que aqueles leprosos teriam que ser declarado purificado por um sacerdote: “O sacerdote  que fez a purificação apresentará perante o Senhor o homem que deve ser purificado junto com aquelas coisas, à entrada da tenda da congregação” (Levíticos 14: 11)., era um cerimonial elaborado e detalhado, que duravam oito dias (Levíticos 14: 10). Tinham que ter os pelos raspados, ser banhados e examinados. Após essa cerimônia, vinham o sacrifício, o aspergir do sangue e do óleo, unções, ofertórios. Depois esperavam mais oito dias antes de ser devolvidos a família e aos seus direitos, esse processo levava dezesseis dias de atividades religiosas. Esta cerimônia altamente religiosa era simbólica, tipificando a respeito de Jesus o nosso Purificador.
    Quando a comitiva de Jesus partia, ouviram gritos e um homem correndo atrás deles. Ele corria e glorificava o nome de Jesus, louvava cada vez mais alto. Este homem era um samaritano, um ex- leproso. Jesus olhando para ele disse: “... Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove?”(Lucas 17: 17).
       Onde estão os nove, apenas um remanescente?  Você acha que hoje é diferente? Multidões que se tornaram limpas, mas poucos são os remanescentes. Onde estão as multidões que desejam conhecer cada dia mais a Jesus? No mesmo lugar dos nove! Noventa por cento daqueles que são tocados e limpos por Jesus acabam voltando a uma igreja morta, sem novidade de vida. Não sabem o que é estar com Jesus, pois estão perdidos na religião ritualista.
       Na estatística dessa narrativa bíblica noventa por cento dessas multidões estão vivendo como aqueles dez leprosos. Aqueles leprosos queriam voltar a viver as sua vidas, voltar para minha esposa, família e negócios. Quero voltar para a sinagoga e estudar sobre a vinda do Messias. “Mas a pecado nisso? Não devermos prover o nosso sustento? O que há de errado em estudar sobre Jesus!".
      “...Mostra- te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para que lhe sirva de testemunho” (Lucas 5: 14). Os noves leprosos teriam um testemunho para o resto da vida, seria muito maravilhoso este testemunho se eles conhecessem a Jesus! Não é exatamente isso que esta acontecendo em nossas igrejas?           Testemunhos e mais testemunhos! Eu era um ex- viciado, ex- alcoólatra, ex- prostituta, ex- macumbeiro, ex- ladrão, ex- enfermo. Muitos gravam CDS de seu testemunho e andam pelas igrejas anunciando. Quantas vidas testemunham de seu passado. Mas é pecado testemunhar?  De maneira alguma! O grande problema é que estão vivendo como os nove ex- leprosos. Vivem em uma liturgia morta, uma religião vazia, cheio de rituais, lenços, velas, sal grosso, rosa branca e todo tipo de patuás.
      Você vê muitos desses ex- alguma coisa na televisão dando o seu “testemunho”. ou fazendo comercial dele, "testemunham" a sua prosperidade dentro de um carro de luxo ou a sua cura em meio às lágrimas, dizendo "depois que eu conheci esta igreja minha vida mudou". Veja bem!Não foi Jesus, mas uma religião ritualista. Na vida real milhares vivem desviados e destruídos pelo pecado! Não tem o caráter de Jesus. Não sabem o que é ter um relacionamento intimo com Deus. Vivem de seus testemunhos passados, testemunho antigo e desgastado de uma experiência única. Não são capazes de se levantar e relatar o caminhar diário e renovado com Jesus, pois, jamais conheceram ou voltaram- se para Ele. “... Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6: 4).
       Infelizmente muitos não querem ter uma intimidade com Jesus, optaram por uma religiosidade de aparência, rica em números, mas morta na intimidade com Cristo, gostam da pompa e do formalismo cerimonial das “grandes igrejas”.
      Os nove ex- leprosos tornaram- se religiosos, agora tinham uma experiência, passaram pelo ritual da purificação, como milhares em nossos dias, “falaram- me de Jesus, e fui purificado”, mas agora encontram- se presos a todo tipo de ritual. Multidões alucinadas por ritual e pompa, isso fascinou aqueles nove ex- leprosos.
“O sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que deve ser purificado, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito” (Levíticos 14: 14). Como isso deveria ser maravilhoso para eles. Unções, purificação pelo sangue, mas infelizmente tudo isso era morto.  Ganharam bênçãos materiais, voltaram a ter status, mas jamais conheceram a Jesus. 
     “... Ide, e mostrai- vos aos sacerdotes” (Lucas 17: 14). Jesus pediu para aqueles ex- leprosos seguir o ritualismo? Não! Creio que Jesus enviou aqueles leprosos para o sacerdote, na esperança de ficarem com fome de conhecer a realidade presente por trás do ritual. “... e tomará a ave viva, a madeira de cedro, o carmesim e o hissopo, e os molhará com a ave viva no sangue da ave imolada sobre as águas correntes” (Levíticos 14: 6). Aqueles nove ex- leprosos deixam a verdadeira água viva: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7: 38).
      Estes nove ex- leprosos representam milhares de crentes que hoje se assentam na igreja ouvindo ministros que não sabem o que estão dizendo. Tudo muito bonito, o ritual, a fachada da igreja, o púlpito de marfim, as poltronas confortáveis, os carrões no pátio da igreja, mas no intimo da alma tudo é árido, morto.
        Glorificamos a Deus, pois, é nesse momento de religiosidade morta, que Jesus levanta os seus remanescentes fiéis. Não aguentam mais todo esse ritual e formalismo, uma igreja apenas de aparência. “Não foi para isso que Jesus me salvou! Para ficar sentado aqui, seco, em baixo de um homem que faz as coisas pela rotina. Quero realidade! Quero Cristo!”.
       Jesus sempre tem um, em dez, que deixa tudo e volta para adorar e louvar a Cristo. Um remanescente fiel enquanto os outros noventa por cento estão atolados em uma religião morta, vazia, apenas rica em números! “... pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 20: 16).
       Aquele ex- leproso samaritano voltou correndo para Jesus porque não estava preso ao formalismo e rituais, diferente dos nove, que foram criados ortodoxos, ensinados desde a infância no ritual e nas cerimônias, em um sistema religioso frio e sem vida.
       Muitas igrejas evangélicas hoje, possuem mais patuás do que muitos centros de macumba, praticam um ritualismo anêmico, uma cerimônia morta, foi isso que fez o ex- leproso samaritano correr para Jesus. Ele viu a falsidade do lideres e membros, o comércio dentro das igrejas disfarçado de “sessão”,“concentrações de fé” “show da fé” “fogueira santa”. Os fariseus roubando as viúvas e tirando os seus lares. Sacerdotes subornando e sendo subornados, ele viu os escribas fazendo regras para os outros, que ele jamais levantariam um dedo para obedecer. “Portanto observai e fazei tudo o que vos disserem. Mas não procedais de conformidade com suas obras, pois dizem e não fazem” (Mateus 23: 3).
       O que fez o ex- leproso samaritano correr para Jesus? Os rostos caiados, fisionomias falsas com padrões enganadores, era um cego guiando o outro. Não é isso que estamos presenciando amigo? Brigas de lideres religiosos por ganância, status e poder e multidões! O ex- leproso samaritano correu, quando viu os ex- nove leprosos em volta do sacerdote, a rotina da igreja, o respeito da sociedade, a prosperidade aparente, a segurança e dinheiro.
       Nessa passagem nós vemos como nasce e vive um remanescente fiel! Ao contemplar a vida dos nove. Aparentemente muito boa, ele lembrou- se de quem o havia curado, o quanto a sua vida era vazia, ele não queria viver de aparência. Na igreja um religioso, em casa um morto espiritual.
       O ex- leproso samaritano correu para Jesus “... Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6: 68). É assim que nasce e vive um remanescente fiel. Hoje, não precisamos do sangue de um pássaro, bezerro, bode ou touro: “E não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no santo dos santos, uma vez por todas, havendo obtido uma eterna redenção. Se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas de uma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo?” (Hebreus 9: 12- 14).
       Louvado seja Deus! Não precisamos de obras mortas, ritual, formalismo e muito menos patuás "ungidos", de uma religião vazia, nosso testemunho tem que ser atual, vivemos em novidade de vida todos os dias.
      Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. Note que o ex- leproso samaritano ao voltar correndo para Jesus não apenas foi purificado, mas desta vez recebeu a salvação por inteiro, mente, corpo e espírito. Essa é a sua promessa aos remanescentes fiéis, uma salvação plena e abundante: “... Levanta- te, e vai; a tua fé te salvou” (Lucas 17: 19).
       Em dez, Deus sempre tem um remanescente. Milhares de vidas estão mergulhados em uma religião morta sem vida, apenas números,ritual, pompa e formalismo e cifras.    
    Glorifico a Deus, pois nesse exato momento, em meio a uma multidão de religiosos, Deus esta levantando os seus remanescentes fiéis. “Isaías clamava acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Romanos 9: 27). Pastor Elias Fortes.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CARRO NOVO

“E puseram a arca de Deus em um carro novo, e Uzá e Aiô guiavam o carro novo”. (2 Samuel 6: 3- 4).
O texto bíblico escrito acima mostra o interesse de Deus em preservar os marcos antigos, aquilo que foi determinado e estabelecido como estatuto imutável, irremovível e perpétuo.  A arca deve ser transportada pelos ombros dos levitas e não pelos carros de bois. Ainda que fossem “novos”, mas, não constava ser este, o costume normal determinado pelo Senhor Deus.
     Muitos modismos e inovações têm se infiltrados nas igrejas, com títulos de “avivamentos e poder de Deus”, que não passam de verdadeiros carros de bois que tentam quebrar leis divinas estabelecidas na obra do Senhor.
     Milhares de vidas estão pegando uma carona neste “carro novo"! É só prestar a atenção nas musicas tocadas em nossas igrejas, deixaram de ser cristocêntricas, muita delas não passam de canções de amores! “Se você esta triste”, “não chores mais”, “Tua vitória vai chegar”. Você! Você! Você! Afinal? Nossa adoração não deveria ser para o nosso Deus? Ele não deveria ser o centro da nossa adoração? A realidade é que a simplicidade do Evangelho de Cristo tem sido desprezada por muitos cantores e pregadores. A mensagem: “Jesus Cristo salva, cura, batiza com Espírito Santo e em breve voltará” não é bem vinda mais. Paulo fala em “retorno ausentes” (2 Timóteo 2: 26) e recomenda “o bom senso” (1 Timóteo 2: 9- 15). É preciso receber a palavra pregada “com toda avidez”, mas também com cautela dos Bereanos, que examinavam “As escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de fato assim” (Atos 17: 11).
   O "evangelho" do materialismo desenfreado segue veloz, na estrada larga do mundanismo. “Os carros andam furiosamente pelas ruas, cruzam velozes as praças em todas as direções. O seu parecer é o de tochas, e correm como relâmpagos” (Naum 2: 4).
     O carro novo do modismo e inovações tem feito com que milhares de jovens se desviem da Palavra de Deus.  “Ébrios espirituais” ao volante desse carro novo. A “pintura” é chamativa, os adesivos são modernos “determine”, “eu exijo”. E o que eles promovem? SHOWS, SHOWS e mais SHOWS. “À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo” (Salmos 76: 6).
     Diversão, adrenalina e muita festa. Há lideres construindo rampas de skate dentro da igreja para alegrar esses jovens. Muitos passam horas embalados por canções de amores. E quanto a Palavra de Deus? Infelizmente esta sendo deixada de lado ou trocada pelas pregações de auto- ajuda e canções egocêntricas. 
     Conversando com um jovem “ministro de louvor”, ele fez a seguinte observação: “A palavra de Deus é para os pregadores, eu fui chamado apenas para cantar”. Não é isso que a Bíblia nos ensina: “... Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já venceste o maligno” (1 João 2: 14).
     Uzá morreu por que não era levita? Não! Ele era um levita da família de Merari (1 Crônicas 6: 29- 30). Morreu por desobediência a palavra do Senhor (Números 4: 15). 
    “Não julgueis” Muitos dizem! Mas, se estamos fazendo uso do cinto da verdade, nos é ordenado a: “Julgai todas as cousas, retende o que é bom” (1 Tessalonicenses 5: 21). O crescimento espiritual saudável depende do exercício constante do discernimento. O crente deve exercitar a sua consciência, os sentidos e a mente para saber a diferença entre a verdade e o erro, entre o uso correto e incorreto das Escrituras. Além disso, discernir não é uma opção, ele é vital, pois, é um mandamento bíblico.
      O carro novo segue a estrada larga, sem controle e sem a direção do Espírito Santo, apenas emoção e adrenalina, não há uma investigação acurada nas Escrituras, não fazem o uso do GPS espiritual. Embora inspirado pelo espírito para produzir o terceiro evangelho, Lucas empreendeu uma narração coordenada e em ordem da vida de Jesus, depois de ouvir as testemunhas populares e “depois de acurada investigação de tudo desde sua origem” (Lucas 1: 1- 4).
     "Precisamos alegrar a juventude da igreja, precisamos de um evangelho para atrair os jovens, de coisas novas, novos métodos, pois o importante é os nossos jovens estarem dentro da igreja”. Não! O melhor para os nossos jovens é estarem aos pés de Jesus, recebendo dEle virtude e sendo alimentados pela Palavra. A igreja primitiva jamais lançou mão de aberrações e invenções espirituais para seu crescimento numérico. 
     O Senhor Jesus tampouco fez uso de apetrechos ou artifícios humanos, nunca vendeu ilusões nem propagandas falsas, quando ele disse para o discípulo João Batista: “Ide e anunciai a João o que ouvi e vedes: os cegos veem, os coxos andam: os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres é anunciado o reino dos céus” (Mateus 11: 4, 5), podemos notar a segurança em Suas palavras: “O que ouvi e vedes”. O que isto quer dizer?  O que Ele falava, ordenava, acontecia. O que passa disto é charlatanismo.
      Os “velozes e furiosos" do modismo teológico” vendem a verdade por um prato de mentira. Muitos desses líderes espirituais são idolatrados, por seus fãs. Onde outrora havia unção, agora opera a invenção. Milhares de jovens, nessa corrida para a liberdade e satisfação carnal, deixaram de lado o "cinto da verdade".  A consequência? Uma multidão de jovens morrendo por inanição da Palavra de Deus. Amam mais as coisas do que as pessoas! A Bíblia alerta: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus” (Salmos 20: 7). O primeiro milagre que Jesus operou foi o da transformação! (João 2: 11).
     O carro novo do modismo e inovação esta na moda, ser crente esta na moda. Para a maioria desses jovens, ser pastor esta na moda. Alias! Para muitos, ser pastor é sinônimo de sucesso, de ser bem sucedido financeiramente, é ter status, prestigio e ser paparicado como um astro. Onde estão os atalais? Onde estão os pregadores de telhados? A moda agora é ser “Preletor”, animador de auditório! "Ser missionário?". Não vou ter reconhecimento! "Pregar apenas a Palavra de Deus?". Posso padecer financeiramente! “Paulo ficou dois anos inteiros na sua casa alugada, e recebia a todos os que o visitavam, pregando o reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencente ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum”. (Atos 28: 30- 31).
     “... coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo”, que diferença dos dias de hoje! No “carro novo” há somente gritos histéricos, gestos espetaculares, quedas no chão, canções de amores, festa, paz, amor e heresia! E quanto ao milagre da transformação? E a renuncia? E a santificação? “Ai dos que puxam pela iniquidade com cordas de vaidade, e pelo pecado como se fosse com tirantes de carros” (Isaías 5: 18).
      Louvo a Deus pelos remanescente fiéis, pelo verdadeiros atalaias do Senhor. Que ensinam: "... sem impedimento". Pois, torna- se necessário que aconteçam denuncias internas para que o evangelho não se desfigure em outro evangelho. Se nos calar- mos, mancharemos legado de fé e nos tornaremos culpados por omissão. Quando a igreja deixa de salgar e passa a ser motivo de chacota, para nada mais serve se não para ser pisada pelos homens. A muito joio dentro das igrejas evangélicas e ele não se parece em nada com o trigo. Pelo contrario, da- nos vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Amados! Protestemos antes que só dê vontade de chorar.
     Ao fazermos uso do “bafômetro” espiritual  da Palavra de Deus nos alerta: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam- se de noite”. (1 Tessalonicenses 5: 6- 7).
     O nosso Deus preserva os marcos antigos, aquilo que foi determinado e estabelecido como estatuto imutável, irremovível e perpétuo.  A arca deve ser transportada pelos ombros dos levitas e não pelos carros de bois. Ainda que fossem “carros novos”, não constava ser este, o costume normal determinado pelo Senhor Deus.
  Nós, o seu povo, temos a responsabilidade de levar a arca (sua presença), em nossos ombros. A glória é dEle não nossa, o que as pessoas pensam de nós não importa, o que elas pensam de Deus é que importa. Deus não irá dar sua glória a outro. “Eu sou o Senhor, este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei...”. (Isaías 42: 8). Na presença de Deus há plenitude de alegria. À destra de Deus há delicias perpetuamente. Deus é melhor do que suas bênçãos. Ele mesmo é a nossa glória. Pastor Elias Fortes.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

NO BANQUETE DE CRISTO


       Contemplamos em nossos dias, o terrível esfriamento do amor, como predisse Jesus. Milhares de vidas, embora dentro de uma igreja, estão vivendo em completo estado de inanição espiritual. O que podemos fazer? Há remédio para essa lepra espiritual que nos assola? De todas as promessas que Deus nos da no Salmo 23.  Esta passagem é uma das mais gloriosas. Lemos: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos. Unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda” (Salmos 23: 5).
     Em meio a esse caos todo em que vivemos, há uma promessa para nós, Jesus vestido de garçom nos servindo um banquete com um volume crescente de alimentos. Há um único convidado a esta refeição maravilhosa. Você! “Para rir é que dão banquetes...” (Eclesiastes 10: 19).
     Que promessa maravilhosa! Enquanto Deus te serve o banquete teus inimigos que você tem, se assentam na parte mais afastada da cena. E este inimigo lhe contempla o Senhor te servindo e ungindo com o óleo da alegria. 
     Mas, quem são esses inimigos? São dois! O primeiro inimigo: Jesus nos alertou sobre ele: “... e o inimigo que semeou é o diabo...” (Mateus 13: 39). È esse inimigo que esta batalhando contra a igreja do Deus Vivo! Davi fala a respeito deste forte inimigo e de suas hordas demoníacas: “Livra- me, ó Senhor, dos meus inimigos, pois em ti é que eu me refugio.” (Salmos 143: 9).
     O inimigo de nossas almas, ele usa de todos os artifícios para nos tirar do banquete do Senhor. Quantas vidas estão vivendo na miséria espiritual. Milhares de crentes não conseguem mais sentir a alegria da salvação, o salmista declarou: “Torna a dar- me a alegria da tua salvação, e sustém- me com um espírito voluntário” (Salmos 51: 12).
     Cristãos entristecidos pelo pecado! Satanás fala ao seu ouvido que você é um falso! Você cai com frequência naqueles velhos hábitos pecaminosos. Quantas vidas estão se escondendo da presença de Deus! Deram ouvidos a velha serpente. E hoje estão vivendo uma vida sem o óleo da alegria. Cristãos pegos por situações aterradoras e inesperadas e isso acontece na maioria das vezes quando acabamos de experimentar grandes vitórias. Mas, rapidamente caímos no padrão de Romanos 7: 19, 24.  “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço, já não o faço eu, mas o pecado que habita em mim. Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”.
      Milhares de cristão vivem uma fé morta, sem alegria, sem jubilo, lideres com uma mensagem de prosperidade e cheia de cifras, mas vazia de poder, mensagens de cura, de auto- ajuda, mas, não sabem o que se deliciar no banquete de Cristo. Alimentam-se de acusações, decepções e tristezas oferecida pelo diabo todos os dias. 
      O segundo inimigo! São os inimigos humanos, mas lembre- se que as promessas do Salmos 23 cobre esses dois tipos de inimigo. “Assim, os inimigos do homem serão os seus próprios familiares” (Mateus 10: 36). Se você quer arrumar uma inimizade com os seus familiares amantes do mundo, basta deixar de ser um crente morno e passar a viver na mesa do banquete do Senhor e recebendo o óleo da alegria em sua vida. Uma igreja morna também irá declarar guerra contra você! Quem eram os piores opositores de Cristo? Os religiosos! Quem esta lutando contar a igreja do Deus vivo hoje? Os religiosos.
      Portanto! O inimigo humano torna- se uma ferramenta usada pelo maligno para tirar à alegria do povo de Deus. Ele Pode ser um familiar que não queira Jesus, um vizinho, um colega de trabalho ou um religioso morno. 
     “Livra- me, ó Senhor, dos meus inimigos, pois em ti é que me refugio”. (Salmos 143: 9).
      É nesse momento que Temos uma grande promessa do nosso Deus no Salmo 23. Do lado demoníaco, o diabo se enraivece, pois ele achava que possuía você. E do lado humano Deus enche seus inimigos de vergonha. “Vestirei os seus inimigos de confusão, mas a coroa sobre a cabeça dele resplandecerá” (Salmos 132: 18).
    Infelizmente, muitos cristãos não tem se apropriado das promessas do Senhor, a igreja tornou- se um refugiu para crentes deprimidos, um lugar para rever os amigos no fim de semana ou um lugar para mostrar o seu talento. Deixaram de lado as maravilhosas promessas do Senhor. "Alegrei- me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmos 122: 1). Onde esta essa alegria? De uma olhada nos rosto de muitos cristãos de hoje. Não há alegria, apenas tristeza. Crentes que deixaram de lado as promessa de Deus.
     Ouça! Quando Israel saiu do Egito, o povo perdeu todos os banquetes que Deus havia preparado. Após a libertação Deus ordenou que guardassem a festa dos pães asmos. Seis dias deveriam comer pães asmos (não fermentado) e no sétimo dia deveriam fazer um banquete.
       Deus preparou vários banquetes. Grandes festas, tudo para que se alegrassem no Senhor. E receber a sua unção, uma delas era as primícias. “E te alegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus tem dado a ti e a tua família, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti” (Deuteronômio 26: 11). Deus queria que se alegrassem por tudo que lhes tinha dado, era uma ocasião para rirem, cantarem e recordarem da grande libertação da escravidão. Moisés instruiu os lideres para celebrar a festa da páscoa. Esta festa foi programada para ser um ensinamento aos filhos. “Naquele mesmo dia farás saber a teu filho: Isto é por causa do que o Senhor me fez, quando saí do Egito” (Êxodo 13: 8)
      Em cada festa o Senhor dizia a Israel: “Alegre- sem, rejubilem e cantem”. Festas comemorativas para que pudessem lembrar da amorosa bondade de Deus. Porém as Escrituras registram somente uma festa sendo observada no deserto. Após isso, as festas que foram ordenadas, aparentemente foram esquecidas.
     O plano de Deus é que habitassem a terra prometida onde haveria banquetes. Mas devido ao pecado de Israel, permanecerão no deserto. E seus únicos recursos eram o maná que Deus mandava do céu, e uma pequena quantidade de milho que trouxeram do Egito.
     Que alegria tinham aquelas crianças em celebrar libertação? Como se portavam os jovens diante daquela deprimente celebração? A única coisa que ouviam dos pais era murmurações, reclamações e incredulidade.
         Muitas vezes eles os via entrando sorrateiramente nas tendas, para adorar os pequenos ídolos que tinham contrabandeado do Egito. Como aquela geração poderia continuar festejando o maná? Perderam o banquete com o Senhor, o óleo da alegria não existia mais. “E vemos que não puderam entra por causa da incredulidade” (Hebreus 3: 19).
    Imagino quantos adolescentes hoje só veem incredulidade na geração mais velha, que testifica ter sido libertada do pecado. O que temos ensinado? Serem grandes políticos? Estrelas do mundo gospel? Amigos do mundo e amigos de Deus?  Vivem murmurando, reclamando e cheios de incredulidade? Não é de admirar que tantos adolescentes hoje não sirvam ao Senhor. Uma geração que não sabem o que significa se rejubilar, pois nunca vão ao banquete de Cristo.
      Muitos jovens estão dizendo: “Pai, mãe! Vocês chamam isso de libertação?”.
    Tumultos, brigas, reclamações e fofocas. Infelizmente, por não banquetearem com Cristo, muitas igrejas tiveram que aderir ao ambiente de balada, para atrair a juventude. Quando acaba a unção, começa a invenção! Verdadeiras gangues estão tocando nos altares, trocaram os banquetes por “agito”, o óleo da unção, por alegria carnal e passageira. Não há como diferenciar banda do mundo com muitas bandas evangélica. Maná? Quem quer celebrar o maná? Libertação? Que Libertação? Muitos ainda alegam: “É melhor ver meu filho na igreja, do que no mundo!”. Não! É melhor ver ele no banquete com Cristo recebendo o óleo da alegria, (cheios do Espírito Santo), cantando e rejubilando por que breve estaremos na terra prometida, sendo servido pelo nosso Senhor.
        Qual é o antidoto para esse carnaval evangélico? Ouça! “Eu vos escrevi, meninos, porque conhecestes o Pai. Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o principio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 João 2: 14)
      “Pastor! Sei que Jesus me salvou, e que fui transformado! Então onde esta a unção com o óleo da alegria?” Como você se encontra espiritualmente meu precioso amigo! Lembre- se! Satanás não quer ver você se jogando nos braços da misericórdia e do perdão de Deus!     Quando você acha que não merece mais a glória, mas sim a punição é neste momento que os inimigos riem de você.
      A primeira benção que você vai achar neste prato é o perdão imediato e incondicional de Deus. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1: 9).
      Deus estende essa mesa a você não apenas em ocasiões de vitória, mas especialmente nas ocasiões de fracasso. Eu sei como é ficar esperando cair sobre o julgamento de Deus por ter fracassado por muitas vezes e ser zombado pelos inimigos! É nesse momento que devemos nos apropriar das promessas do Salmo 23. O Senhor prepara uma mesa perante os seus inimigos, enquanto você se alimenta Ele cochicha em seus ouvidos: “Embora intentem o mal contra ti e maquinem ardis, não podem prevalecer” (Salmos 21: 11)
       Milhares de vidas embora dentro de uma igreja vivem totalmente distantes dos caminhos do Senhor. Não sabem o que é celebrar, rejubilar, cantar e ter a alegria da salvação. Perdidos dentro de uma igreja! Em nome de Jesus! Olhe para as promessas do Salmo 23!
       Quantas vidas preciosas que deixaram de frequentar uma igreja, não sabe mais o que é celebrar na presença do Rei Jesus! Vivem com medo! Estão como Adão e Eva, se escondendo da presença do Senhor. 
        Quer ter um concerto com Deus? "Será que o meu Pai irá me receber novamente?". Enquanto você espera punição, por estar no chiqueiro do diabo, comendo Alfarrobas, ouvindo as suas mentiras. Ouça esta palavra! “Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor túnica e vesti- o com ela, e ponde- lhe um anel na mão, e sandálias nos pés. Trazei o bezerro cevado, e matai- o. Comamos, e alegremo- nos”. (Lucas 15: 22- 23).
     Que promessa maravilhosa! Limpos e com anel no dedo e com o perdão do Pai, Ele nos convida para banquetearmos com cada item do menu: Graça, misericórdia, bondade, amor da qual não éramos dignos, ternura, compaixão, paz, descanso, alegria, felicidade, fontes renovadas do Santo Espírito. “Tu, ó Senhor, és bom e pronto a perdoar, e abundante em amor para com todos os que te invocam. Pois grande é o teu amor para comigo; livraste a minha alam das profundezas da sepultura” (Salmos 86: 5 e 13).
     Aceite o amor e o perdão de Pai neste momento! Creio que há um banquete para você! Enquanto você é convidado a sua mesa, o Senhor Jesus lhe seve um banquete celestial, o óleo da alegria sobre a sua cabeça. 
   Hoje é o teu dia de celebrar, de rejubilar na presença do Rei Jesus. Glória a Deus pelas suas promessas! “Bem- aventurado aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar á sua mesa e, chegando- se, os servirá”. (Lucas 12: 37).  Pastor Elias Fortes.

sábado, 2 de junho de 2012

A ORDEM É "...IDE!".


     Muitas igrejas são bastante ativas; mas ativas a fazer o quê? Pregadores se ofendendo e medindo força “espiritual” e intelectual? Multidões em busca de revelações humanas? O Evangelho é eterno, mas não temos a eternidade para prega- ló. Só temos a nossa vida para ganhar os que vivem enquanto vivemos. Você já foi tocado pelas palavras de Jesus, sobre a importância evangelismo? “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando- os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando- os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28: 19- 20).
     Note- se que diz “fazei discípulos”, e não ser admirados como super estrelas gospel, e também não diz para fazer eleitores para projetos políticos. E muito menos criar um palco para atrair multidões e depois fazer uma feira ambulante com artigos gospel, onde se vende de tudo, menos fazer discípulos para o Mestre.
     Note- se também que diz “até à consumação dos séculos”, ou seja, hoje, amanhã e sempre. Isso significa que Jesus aparecesse e nos falasse hoje, diria a mesma coisa. Ele nunca mudou. Talvez você se pergunte: “Mas eu vou atrás dessas multidões e desses super astros e estrelas gospel, por que eu quero ouvir Jesus falar!”. Você quer saber o que o Senhor esta dizendo à Igreja? Naturalmente Ele tem muitas coisas para nos dizer, tal como o fez nas “cartas de Jesus” para as igrejas no Livro do Apocalipse.
     Jesus já nos ordenou, Ele só tem uma coisa a nos dizer: “Avancem!”. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas”. A grande qualidade de Jesus é que Ele veio quando o Pai O enviou. E a grande qualidade a nosso respeito devia ser irmos quando Jesus nos envia: “Como o Pai me enviou assim eu vos envio a vós”. (João 20: 21). Como crentes em Cristo Jesus, deveríamos planejar sobre este “Ide”, e não negligenciar esta ordem. A evangelização deveria ser uma atitude que permeia todas as atividades do cristão. Creio que seremos julgados por Jesus por desperdiçarmos nosso tempo, dinheiro e oportunidades em nossas frequentes operações de lazer. 
    Quando a Bíblia proclama: “... é a última hora...” (1 João 2: 18), é realmente a ultima hora. Para a mensagem do Evangelho é sempre a ultima hora, mas muitos relaxam pensando: “Há ainda quatro meses para ceifa”. Deveríamos viver como o apostolo Paulo, ele viveu como se o fim de tudo estivesse às portas, como se a cortina estivesse na iminência de correr: “Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia. O que resta é que os que são casados sejam como se não o fossem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se nada possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não abusassem. Pois a aparência deste mundo passa” (1 Coríntios 7: 29- 31 grifo meu).
     Amigo! Quando João escreveu esse versículo, fitava o relógio de Deus, não o nosso. Os seus ponteiros não ficam parados e muito menos se atrasam. Quanto tempo durará a última hora de Deus, medida pelos métodos terrenos de registrar o tempo? A única coisa que sabemos é que não sabemos quanto falta para o seu fim. “Porém, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai" (Mateus 24: 36).                                                         Certamente se as pessoas pensassem que restavam apenas sessenta minutos, não gastariam o seu tempo em trivialidades, muitos desperdiçam o seu tempo nesta ferramenta chamada internet. Após o arrebatamento, o que será que irão escrever? O que vai ser realmente importante para elas? Perderiam seu tempo na coluna financeira para ver como vai as suas ações? Perderiam seu tempo respondendo provocações? 
     Muitos irão descobrir que venerar o intelecto é venerar um deus muito pequeno! A maioria das pessoas vive como se esta vida fosse um arranjo permanente. A mensagem das Escrituras, porém nos diz: “Ensina- nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Salmos 90: 12). Estamos contando os nossos dias com sabedoria? Estamos muito mais perto do fim a cada dia que passa. Paulo sabia contar os seus dias, e escreveu: “Conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós que quando aceitamos a fé” (Romanos 13: 11).
      Em que hora nós estamos no relógio espiritual? Você é do tipo que gosta de falar ver “mistérios” tudo para você é mistério? Corre atrás de revelações e profecias? Por que esperar por outra carta quando ainda não abriu sequer à primeira? Ouça com bastante atenção! Jesus não tem mais nenhuma palavra para nós até as suas ordens serem executadas “Portanto, ide...” (Mateus 28: 19a). Talvez você não goste do teor desta palavra, mas, prefiro pessoas ofendidas comigo no céu, do que sorridentes no inferno!
      Muitos estão à espera que Deus lhes fale, mas só se Ele disser o que eles querem que Ele diga. Esperam e esperam que Deus lhe dê uma nova direção. O resultado disso? Nova unção! Pessoas de quatro imitando animais, pessoas estatelas nas igrejas dizendo ser “cheio de poder”, Igrejas transformadas em mega empresas com direito de vender canal fechado na hora do “culto”, fã clube gospel, multidões enlouquecidas pelos seus astros gospel, com o seu grito de guerra: “Fulano!... Viemos aqui só para te ver”. O que dizer da famigerada teologia da prosperidade? Há! Tome muito cuidado! Se você criticar esta teologia maldita, corre o risco de ser chamado de idiota pelo famoso telepregador. Prefiro ser um idiota no céu com Cristo, do que um mercenário bem sucedido no inferno com o diabo e seus demônios.
      Que mensagem Deus tem hoje pregador? Ele tem uma nova direção para nós? Jesus tem uma grande revelação? Lamento desapontar a muitos, mas, a Palavra de Deus que tenho é que Ele quer a velha direção... Uma Igreja que testemunhe, com evangelismo nas e através das igrejas: “Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que desde o principio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes”. (1 João 2: 7). Em outras palavras poderíamos traduzir assim: “enquanto este mandamento maior não for cumprido, tudo o resto é relevante”.
      O que estamos fazendo com o sangue daqueles homens que deram as suas vidas em prol do Evangelho? Brincando de ficar prósperos e embriagados com novas revelações e todo tipo de orgia espiritual? Que Deus nos ajude! Da minha parte creio que devemos ter uma atitude humilde e na verdade orar para que o manto dos primitivos homens e mulheres de Deus repouse sobre nós. Levaram a cabo a Grande Comissão e tornaram- se os luminares mais brilhantes de Deus. “Não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o principio tiveste” (1 João 2: 7). Concordo plenamente com Boyer quando falou: “É impossível ser cristão sem ser uma testemunha de Cristo.” Jesus não continuou a emitir nova legislação, como os governos dos nossos dias. O que Ele disse uma vez, disse- o de vez: de uma vez por todas. As Suas Palavras são ainda a Sua vontade.
      A força motivadora das missões da primeira igreja não era a propaganda de belos ideais de fraternidade entre os homens; era a proclamação de Deus. “Vede que não rejeiteis ao que fala. Se não escaparam aqueles que rejeitaram o que sobre a terra o advertia, quanto menos escaparemos nós, se nos desviamos daquele que nos adverte lá dos céus?” Hebreus 12: 25)
    Infelizmente! A teologia esta roubando a responsabilidade de muitos servos de Deus. Entregar todo o nosso pensamento à nossa espiritualidade pessoal quando o fogo do inferno irrompe é o mesmo que os membros de uma brigada de bombeiros fazerem a barba e pentearem seus cabelos antes de responderem à chamada de um fogo. Podemos gastar anos “defendendo os nossos princípios” quando estamos apenas justificando as quarelas e preconceitos da nossa igreja. O que conta é a ordem para evangelizar: arrancar homens das chamas do inferno. “Salvai- os, arrebatando- os do fogo...” (Judas 23a).
      Seja qual for “a coisa nova” que Jesus nos diga, já esta na Sua Palavra. Não há segredos escondido para santos superiores. As suas instruções são simplesmente: “Ide!”. John R. W. Stott assim escreveu: “Nenhum homem está verdadeiramente despertado, se não desenvolveu um horizonte supranacional em seu pensamento. Nenhuma igreja é mais do que água represada de caráter pietista, a não ser, em primeiro lugar, sempre e fundamentalmente seja uma igreja dedicada a missões”.
      Um motorista à espera da luz dos semáforos estava desatento quando o sinal passou do vermelho para o verde. Um condutor irritado atrás dele saltou do veículo e disse- lhe: “Aquela luz significa ‘arranque’! Está à espera da confirmação pessoal do ministro dos transportes?” Ouça as Palavras de Jesus: “... Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13: 47). Você ainda esta esperando uma confirmação? Amigo! Temos a luz verde de Deus. Em nome de Jesus. Vamos! Pois, o próprio Deus foi tocado pelo perigo que os seres humanos correm sem Cristo. O calvário foi o seu imperativo. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. A mim me convém agregá- las também. Elas também ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um pastor”. (João 10: 16). Jesus disse aos discípulos na estrada de Emaús: “Não era necessário que Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?”. (Lucas 24: 26). A mesma palavra grega dei é usada em ambas as afirmações de Jesus. O vocábulo não significa que era adequado ou próprio que Ele sofresse, mas que tinha de passar por isso, que estava n’Ele fazê- ló. O Deus que foi até a cruz não agiu assim para nos dar uma ocupação ou algo de interesse para nosso tempo de lazer. O evangelho é como um bote salvas vidas, não como um cruzeiro de diversão, e o homem precisa decidir qual deles vai pilotar! O nosso Senhor não morreu para fornecer uma ocupação a meia dúzia de pessoas. Ele ordenou- nos que pregássemos o Evangelho a toda a criatura. Essa tarefa precisa de todos nós.
       Enganaríamos a nós mesmos e perderíamos o significado íntimo da Palavra de Deus se começar- mos a pensar que esta “Última hora” não está pendente sobre nós. Creia. Ela está! De nada vale dizer: “A última hora de Deus é bastante longa; para que tanta pressa?”.
       Só temos hoje. No significado mais intenso da palavra, é a nossa última hora. João pode ter escrito há muitos séculos atrás, mas tinha razão sobre a última hora, se era a última hora, muito mais será certamente agora! Como seria a sua escrita hoje? Certamente seria: “Filhinhos, este é o ultimo segundo da última hora”. Isso faz alguma diferença para você? Para aqueles que ouvirão e estão obedecendo ao “... ide e fazei discípulos de todos os povos...” (Mateus 28: 19). Faz toda a diferença eterna!
         È a última hora para alguém cuja planta do pé já pende sobre o abismo da eternidade.
         É a última hora de oportunidade em muitos lugares. 
         É a ultima hora de possibilidades para obedecer ao mandamento do Senhor quando Ele disse: “... É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando- os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando- os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à consumação do século”. (Mateus 28: 18- 20)
Pastor Elias Fortes.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A CARTA DE UM SUICIDA


 Recentemente, eu estava na minha casa, na frente fica a igreja, quando ouço alguém chamando! Era um homem desesperado, a primeira pergunta que me fez foi: “O senhor é pastor dessa igreja?”. Respondi “sim”, ele continuou: “O senhor tem uma palavra para um suicida? Pois hoje eu irei tirar a minha vida, mas, quem se importa?”. Ele me entregou um bilhete onde estava escrito: “pretendo dar fim na minha vida. Quem se importa? Deus? Por favor, orar (ele coloca o nome dos dois filhos e esposa). Não ore por mim, pois a revolta é grande. Obrigado. E assina o bilhete”.
   
     Você pode se perguntar - quantas vezes o Senhor o perdoará por cometer o mesmo pecado repetidamente? Esteja seguro, Seu incrível perdão é ilimitado. Cada vez que peca, você pode ir a Jesus e encontrar livramento. Não obstante, o perdão de Deus não é insensato ou cego. Esteja certo que nosso Pai celestial nos perdoa - mas chega uma hora em que nos pune para que não continuemos em pecado, se a vara da correção esta sobre nós! Lembre- se! É porque ele nos trata como filhos. “... Filho meu, não despreze a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores reprendido, porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo o que recebe por filho”(Hebreus 12: 5_ 6).
      Você se encontra no fundo do poço ou conhece alguém que esteja nele? Então ouça essa mensagem: "Das profundezas a ti clamo, ó Senhor. Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, Senhor, observares as iniquidades, Senhor quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido" (Salmos 130: 1- 4).  Davi sofreu incrivelmente sob a vara corretiva do Senhor. As coisas iam terrivelmente mal em todas as áreas de sua vida. Ele enfrentou quantidades massacrantes de aflições, enfermidades, tragédia atrás de tragédia, um reinado tumultuado. Os problemas eram tão grandes, que ele não acreditava que iria sobreviver. E clamou: "Livra-me, ó Deus, pois as águas entraram até a minha alma. Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva" (Salmos 69: 1- 2). Na verdade os problemas exteriores não o molestavam tanto quanto seus horrores internos. Ele temia que o Senhor o tivesse abandonado por completo. Ele escreve: "Puseste-me no mais profundo do abismo, em trevas e nas profundezas" (88:6). "Sobre mim pesa a tua cólera..." (vers. 7). "...sofro os teus terrores…" (vers. 15). "a tua ardente indignação me cobriu..." (vers. 16).
      Davi acreditava que Deus o havia abandonado por causa do pecado - o que era um pensamento insuportável. Suplica ao Senhor: "Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim" (Salmos 69: 15). Ele estava dizendo, "Ó Senhor, por favor não permita que eu desça tão fundo a ponto de lá não poder mais sair!".
     Davi sofria também com o escândalo que havia causado a Israel. Seu pecado fora descoberto, era de conhecimento público. Seu pesar e sua vergonha eram tão sufocantes que roga a Deus: "... não me faças o opróbrio dos loucos." (Salmos 39: 8).
     Davi até tinha medo de Deus lhe tirar a vida como julgamento dos pecados. Todo dia despertava achando que poderia ser abatido em meio á ira. Ele clama: “Ó Senhor, não me repreendas na tua ira...” (Salmo 38: 1).
     À medida que todas estas ansiedades caíam sobre Davi, seu coração se enchia do temor de Deus. Ele confessa: "Lembrava-me de Deus… e o meu espírito desfalecia..." (77: 3). Esta é uma declaração embaraçosa. Por que deveria Davi estar tão preocupado, se todas as lembranças das obras de Deus em sua vida lhe haviam dado alegria e felicidade? O que poderia, agora, lhe preocupar?
     Davi estava angustiado porque todos seus pensamentos estavam concentrados em como Deus iria tratar seu pecado. Ele sentia a vara do Senhor sobre a carne, as flechas da verdade penetrando na alma com ferocidade: "Porque as tuas flechas se cravaram em mim..." (38: 2).
   A consciência deste homem se convertera em carga pesada. Ele sabia que havia pecado contra todo o amor e luz que havia recebido dos céus. O Senhor em Sua misericórdia o havia livrado uma e outra vez de suas faltas do passado. E desta vez, Davi sabia que merecia ser deixado de lado. E assim caiu na mais profunda tristeza e confusão, escrevendo "Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça..." (Salmos 40: 12).
      O jovem que falou que daria cabo a sua vida, confessou que pertencia, a uma igreja evangélica, e o quanto estava revoltado contra ela é o seu pastor. Quantos cristãos hoje estão iguais a Davi? Amam a Jesus - mas assim mesmo têm pecado horrivelmente contra a luz que lhes foi dada. Escutaram milhares de sermões de justiça, por anos leram diariamente a Bíblia, e passaram horas em oração. Porém têm pecado contra as bênçãos de Deus. Como? Porque têm um pecado que os assedia e que nunca foi tratado. Com o passar do tempo, o pecado lhes corta a comunhão com Jesus. E agora o Espírito Santo está apontando seu hábito, trazendo-o à tona diante deles. E está avisando: "Basta! Este pecado tem que sair. Não aceitarei que permaneças nele. A partir de agora te darei um prazo-limite. Estou te expondo o teu pecado - mas logo poderá ser exposto ao mundo!".
       Quando estes cristãos entram na Casa do Senhor, eles não conseguem sequer levantar o rosto. E choram como Davi chorava: "Meus pecados são tão numerosos que não podem ser contados! A iniquidade se apoderou tanto de mim, que não consigo levantar meu rosto aos céus!".
       Perderam toda a alegria, o entusiasmo e a liberdade de que um dia desfrutaram. Não conseguem sequer orar, nem cantar com vida e poder. E deixam ao redor uma grande sensação de fracasso. Estão debilitados, com as almas enfermas, encurvados, prontos para desfalecer. E sabem que tudo se deve ao fato de o pecado ter interrompido sua comunhão com Deus!
       Será esta a situação da sua alma neste momento? Se for assim, dê graças a Deus por Sua misericórdia. Ele está implantando em você o Seu temor santo! É por isso que você está mergulhando fundo nas profundezas da condenação. Você está sob o peso de uma consciência atribulada! Muitos Crentes Sinceros Se Esforçam Para Não Transformar a Graça de Deus 
Em Permissividade - Contudo Se dão Conta que Seu Caminhar Não se Coaduna com o Padrão Santo de Deus Muitos cristãos sentem-se aliviados ao saber que não estão incluídos na lista de condenados, trazida por Paulo: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6: 9-10). Mas quando lêem o versículo seguinte, sentem a penetrante flecha da verdade: "E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus" (vers.11). Repentinamente se lembram de um pecado que os assedia e do qual nunca foram capazes de se libertar. Pensam: "Espere um minuto - fui liberto e santificado. Por que então não consigo deixar este mau hábito? Não estou verdadeiramente livre!”.
      Uma velha luxúria? Uma fofoca? Materialismo desenfreado? Talvez tenha acessado um site pornográfico na Internet, ou esteja envolvido em algum pecado de adultério ou de homossexualismo. Ou talvez tenha roubado o chefe, ou está bebendo furtivamente no caminho de volta do trabalho. Qualquer que seja o hábito, você sabe que não é liberto nesta área. Contudo Deus disse claramente: "Não entrarás no Meu reino se permaneceres em pecado!". Não se surpreenda se começar a sentir-se como Davi. Cada vez que o Senhor vê um de Seus filhos lutando com a luxúria ou a escravidão, Ele se move rapidamente para nos trazer de volta ao caminho da obediência, da paz e do descanso. Como Ele faz isto? Ele traz situações à nossa vida que nos obrigam a confrontar o nosso pecado!
Frequentemente isto significa nos levar às profundezas, como Deus fez com Jonas. Ele permite que sintamos Sua repreensão e que sejamos tragados por nossas circunstâncias. E foi quando estava na mais negra das profundezas que Jonas clamou a Deus. E o Senhor respondeu rapidamente ao clamor do Seu servo, lhe restaurando Sua benção e Sua vontade! Foi nas profundezas que a oração de Davi Se tornou mais intensa ! Desesperado, Davi clama: "Senhor, escuta a minha voz! Sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas" (Salmos 130: 2). Tal clamor me soa como o pedido de um moribundo. É óbvio que Davi não estava simplesmente orando “em pensamento.” Ele estava com o rosto em terra - quebrantado, contrito, rogando a Deus desde o mais profundo do coração: "Ó Santo Deus Jeová - precisas ouvir meu clamor! Meu pecado está sempre diante de mim, estou desfalecendo em temor e pavor. Por favor Senhor, tenha misericórdia de mim!".
      Davi sabia que sua alma precisava de libertação. E se voltou unicamente a Deus para encontrar este livramento. Ele conclui: "Estou tão desesperado que somente o Senhor pode me ajudar. Não posso depender de conselheiros, de amigos e nem de minha família. Minha única esperança está na oração. Então vou clamar dia e noite até que Deus escute minha súplica!".
     O que esta no fundo do poço? Sua vida espiritual? Seu casamento? Sua empresa? Sua família? Muitos cristãos precisam desesperadamente do livramento que Davi buscava. Por toda a terra, vejo casais mergulhados no desespero. Cônjuges que dizem amar um ao outro, mas não são sequer civilizados quando falam entre si. Demonstram mais amabilidade com estranhos do que com o cônjuge. Com o tempo, seus lares se tornam um congelador de absoluta baixeza. Os filhos se comportam piores que os ímpios. Não se dão conta, mas estão em queda livre rumo à destruição, e perdendo todo o controle da relação. Talvez seu casamento tenha chegado ao nível mais profundo que podia chegar. Você e seu cônjuge bateram lá embaixo no fundo, e você acorda todos os dias se perguntando se ainda há esperança. Ultimamente, você até tem sido tentado a abandonar o relacionamento por completo. 
      Assim como Davi, é preciso que você acorde para a situação! Você caiu num buraco negro, cheio de atitudes ímpias. E a situação não desaparecerá sozinha. Se você não agir, ela irá se agravar até que um de vocês finalmente mate o casamento, abandone os filhos e de cabo a sua vida. Desperte agora para a voz do Espírito Santo! Há pecado no seu casamento - e está sendo cometido tanto por você quanto por seu cônjuge. Isto terá que ser cuidado, ou permanecerão no fundo do abismo para sempre! Então, a quem você está levando suas dores? Está desabafando com sua mãe ou com seu melhor amigo? Se for assim, não estará você apenas levantando um dossiê contra seu cônjuge? Se procurou um conselheiro, não estará você na verdade buscando uma justificativa para terminar tudo? Por favor, não me interprete mal - eu creio no aconselhamento matrimonial. Mas se você na verdade deseja chegar à raiz do problema, só existe um lugar para ir. Você não precisa olhar mais longe do que o próprio coração! O pecado está bem ali, dentro de você. E, como Davi, você precisa clamar ao Senhor por misericórdia! Está você se desesperando como Davi? Tem se fechado com o Senhor, se prostrado e chorado diante dEle? Uma oração maçante, silenciosa, preguiçosa não adiantará de nada. Se não está derramando seu coração diante de Deus, você na verdade não quer cura - você quer é afastar-se dEle! Davi testificou, "… tenho rugido por causa do desassossego do meu coração...e o meu gemido não te é oculto" (Salmos 38: 8-9). Você tem que clamar a toda voz, como Davi, "Senhor, escuta minha súplica! Não Te deixarei até que me responda!". Deixe-me ilustrar o tipo de desespero que Davi experimentou. Suponha que você esteja indo para casa um dia. Ao dobrar a esquina da sua rua, vê caminhões do corpo de bombeiros estacionados na frente da sua casa. Uma fumaça negra sai das janelas, as chamas estão a ponto de surgir. E você sabe que seu cônjuge e filhos estão lá dentro. 
     Diga-me - você ficará calmo e calado nesta hora? Quanto tempo ficaria parado sem fazer algo? Esperaria que o fogo se apagasse sozinho? Você sentar-se-ia ali silenciosamente orando "Jesus, espero que o Senhor apague o fogo..." Não! Se tiver um pouco de amor no coração, correrá até sua casa através da fumaça e tentará fazer algo! Se o seu casamento está com problemas, então sua casa está se incendiando - e sua relação está virando cinza! E se você permitir que o fogo continue, irá perder tudo! Você possui, então, o temor de Deus no seu casamento? Está carregado de culpa e condenação acerca da sua responsabilidade na desintegração do casamento? Se for assim, não tente acalmar sua consciência. Deus está enviando Sua palavra forte porque lhe ama. De forma misericordiosa, Ele está lhe advertindo, tentando lhe despertar antes que você se autodestrua. Assim corra até Ele, e ore com diligência. É aí que começa toda cura - invocando com urgência Seu nome! Davi Sabia que Não Podia Permanecer nas profundezas do desespero por muito tempo, Ou Seria Destruído. Davi sabia que precisava de uma palavra que salvasse sua vida. Assim clamou, "Se tu, Senhor, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?" (Salmos 130: 3).
      Se eu interpretasse as palavras de Davi no linguajar corriqueiro, elas soariam assim: "Ó Senhor - sempre Te vi apenas como o grande detetive do céu - espreitando todos os meus movimentos diários, tomando nota de todas as minhas falhas, gravando minhas chamadas telefônicas, sondando cada um dos meus pensamentos, gravando em vídeo cada um dos meus passos, formando um dossiê de provas contra mim a cada dia. E reunistes provas suficientes para me condenar para sempre”. "Senhor, com todas as evidências que acumulastes, que chances eu teria? Como posso agüentar, quando minhas próprias palavras más e meus atos secretos testificam contra mim? Que outra coisa posso esperar senão ser julgado e condenado?”.
      “Todo dia desperto temendo Tua terrível ira contra meu pecado. Quem pode subsistir diante de um Deus que castiga a iniquidade? Nem sequer as almas mais santificadas, mais humildes e confiantes podem escapar do Teu juízo. E se elas não estão à altura da Tua lei, que chances tenho eu? Pequei mais que todos elas!” "Eu sei que meu pecado Te desagrada, Senhor. E sei que não permitirás que continue. Mas se eu não vir nem que seja um sinal de Tua misericórdia logo, serei destruído. Minha alma está arruinada, sem esperanças. Não dá para continuar!"
        Muitos cristãos lutam como Davi. Quando o temor santo e justo de Deus é plantado em suas almas, Sua terrível majestade constantemente se agiganta diante deles. Torrentes vindas de sua ardente lei apontam diretamente aos seus corações, e eles começam a enfraquecer, em agonia. Como Davi clamam, "Senhor, quem é que pode estar diante de Ti? Quem pode suportar Tua santidade?".
        Milhares de vidas estão enfrentando a agonia de Davi. Muitas destas preciosas pessoas cresceram na igreja, e amam Jesus de todo coração. Mas não conseguem libertar-se de sua concupiscência homossexual. Terminam desesperados, destroçados, debaixo de culpa e condenação. E o pensamento é: “se eu não achar rapidamente libertação desta escravidão, não terei outra opção. Vou tirar a minha vida! Quem se importa!".
        Tragicamente, multidões de homossexuais, lésbicas, alcoólatras e drogados tiraram suas vidas porque caíram nas profundezas do abismo. Eles não conseguiram libertar-se do sentimento de que estavam constantemente em falta com Deus. E constantemente pensavam: "Eu deveria ter o poder de vencer isto, mas não tenho. Como posso me libertar?”. Jonas se fez a mesma indagação. Ele estava literalmente nas profundezas do abismo, no fundo do oceano, incapaz de escapar do dilema. Ele também clamou: "Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim... Eu desci até aos fundamentos dos montes..." (Jonas 2: 3- 6).
       Segundo Jonas, quem o lançou no profundo abismo negro? Foi o Senhor! Certamente foi Deus que levou o profeta até o fundo do abismo, e preparou a baleia para engoli-lo. Quando Jonas denomina os problemas de "seus vagalhões, suas ondas," estava se referindo ao Senhor. Contudo, Deus não estava furioso com Jonas, simplesmente fazendo contagem dos pecados. Então, por que permitiu que aquilo acontecesse com Jonas? Por que o levou às profundezas? Porque Ele queria impedir que Seu servo fugisse da Sua vontade! Ele queria que Jonas seguisse Seu plano, e assim fosse abençoado. Em resumo, Deus levou Jonas às profundezas para restaurá-lo! Jonas nos diz exatamente o que Deus buscava: "… Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz." (Jonas 2: 2). O Senhor estava esperando que Jonas se voltasse para Ele - que clamasse unicamente a Ele! "E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia, tornarei a ver o templo da tua santidade" (vers. 4). "Quando desfalecia em mim a minha alma, eu me lembrei do Senhor..." (vers.7). Hoje, o Senhor faz o mesmo conosco: Ele nos resgata ao permitir que desçamos às profundezas. Ele deixa que nos afundemos no desespero pelo nosso pecado, até que não tenhamos outra saída senão recorrer a Ele. E finalmente, fora do ventre do nosso inferno, clamamos: "Ó Senhor, por favor me escutes! Eu cheguei ao fundo, sem esperança. Tens de me libertar!”. Quem sabe você atingiu o fundo do poço por causa do pecado. Parece que você não consegue mesmo obter vitória contra aquela lascívia que lhe assedia, ou contra a amargura. E agora Deus permite que você desça às profundezas. Porém tudo isto tem um propósito. Ele espera que como Jonas, você "torne a olhar para Ele.". Tenha certeza: quando Jonas clamou ao Senhor, Deus resgatou-o rapidamente. "Falou, pois, o Senhor ao peixe, e ele vomitou a Jonas na terra" (Jonas 2: 10). Deus disse ao peixe: "Basta! Vomite-o agora. Meu servo clamou a Mim, e vou lhe responder!"
       Seu Pai celestial não quer que você permaneça nas profundezas, definhando sob uma pesada carga de culpa e condenação. O desejo dEle é que você aprenda a lição lá - e ponha toda sua dependência nEle! Um Número Excessivamente Grande de Cristãos Permanece Nas Profundezas, Em Total Desalento Para muitos crentes, chegar ao fundo significa o fim. Ele ficam tão desesperados com as suas faltas, que desenvolvem um sentimento de que são indignos. E com o tempo sentem que caíram numa armadilha, sem esperança de ajuda. Isaías escreveu sobre tais crentes: "Ó oprimida, arrojada com a tormenta, descontrolada..." (Isaías 54: 11). Alguns, com o tempo, se enfurecem com Deus. Se cansam de esperar pelo Seu mover. Então clamam acusando: "Senhor, onde estavas quando precisei de Ti? Clamei a Ti por livramento, mas nunca me respondestes. Eu fiz tudo que sabia, contudo ainda não estou liberto. Estou cansado de me arrepender e clamar, sem contudo ver mudança!" Muitos crentes simplesmente desistem de tentar, e se entregam à luxúria.
       Outros caem num nevoeiro de apatia espiritual. Ficam convencidos de que Deus não se importa mais com eles. Eles se dizem: "...O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu juízo passa despercebido ao meu Deus?" (Isaías 40:27). "...J á me desamparou o Senhor; o Senhor se esqueceu de mim" (Isaías 49:14).
       Alguns outros acabam focalizando toda atenção no pecado, tentando manter-se em um constante estado de autocondenação. De fato, isto só faz com que fiquem desnorteados, clamando: "... Nossas prevaricações e nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles. Como viveremos então?" (Ezequiel 33: 10). O fato é que sentimento de condenação não é um fim em si mesmo. Quando somos rebaixados pela culpa e tristeza devido ao pecado, não devemos descansar nestes sentimentos. Na verdade eles têm o objetivo de nos conduzir para dentro de nós mesmos - e à vitória da cruz! Davi foi tirado das profundezas ao se lembrar da natureza perdoadora de Deus! Depois de muito chorar e clamar ao Senhor, Davi terminou testificando "Mas contigo está o perdão, para que sejas temido" (Salmos 130: 4).
  O Espírito Santo começou a fluir em sua alma com lembranças da misericórdia de Deus. E repentinamente, Davi se lembrou de tudo que havia aprendido acerca da natureza perdoadora do Pai. "...porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência..." (Neemias 9:17). Logo Davi começa a regozijar-se, recordando-se: "Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam” (Salmos 86: 5). "É ele que perdoa todas as tuas iniquidades..." (103: 3). Esta é uma das promessas fundamentais da Nova Aliança. Jeremias declara: “porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados" (Jeremias 31: 34). E Paulo acrescenta no Novo Testamento: "... perdoando-vos todas as ofensas" (Colossenses 2:13).                                                                Deus prometeu perdão para todo pecado! No entanto, esta promessa de perdão está limitada à certas pessoas. Somente se aplica àqueles que foram quebrantados e enfermados pelo pecado… que chegaram às profundezas da culpa... que suportaram o exame da alma pelo Espírito Santo...e que se arrependeram e se voltaram a Cristo em fé! O próprio Jesus afirma que nem todo aquele que diz, "Senhor, Senhor," entrará no reino de Deus. Tristemente, multidões de cristãos não estão incomodados nem um pouco pelo pecado. Aquele hábito insidioso não os preocupa em absoluto. Eles convenceram a si mesmos que Deus é misericordioso e tão cheio de graça, que os perdoará ainda que continuem obstinadamente em pecado. Não - nunca! Eles se apropriaram de uma falsa paz! Estão cometendo suicídio espiritual! Eles abafaram a condenação, o exame, e o procedimento vindos do Espírito Santo. Buscaram o perdão antes que a culpa amadurecesse e se convertesse em devota tristeza! Ao mesmo tempo, ainda, o perdão de Deus só pode ser obtido pela fé. Não podemos racionalizá-lo. A dádiva do sangue expiatório de Cristo é tão profunda, tão cheia de graça, tão misteriosa, que está muito além da capacidade de entendimento humano. Podemos ver a lei claramente aplicada ao nosso pecado. Podemos sentir condenação, temor e culpa por nossas transgressões. Mas nosso Pai celestial se mantém amorosamente ao nosso lado o tempo todo, pronto para perdoar. O sangue de Cristo, o amor do Pai, o desejo de perdoar do Senhor - todas estas bençãos são conhecidas somente pela fé: "… porque o justo viverá pela fé" (Gálatas 3:11)
      Você está nas profundezas agora mesmo por causa do pecado - se está chorando porque a vara do Senhor está no seu dorso - anime-se. Ele está lhe castigando por causa do Seu terno amor; está lhe levando para baixo porque quer que você conheça Seu temor! O que, exatamente, significa temer ao Senhor? Significa poder dizer: "Sei que meu Pai me ama. Estou seguro, Lhe pertenço, e sei que nunca me abandonará. Ele sente minha dor sempre que luto. E é paciente comigo enquanto guerreio contra o pecado. Ele está sempre pronto a perdoar-me a cada vez que O chamo. Mas também sei que Ele jamais irá permitir que eu continue desobedecendo Sua palavra. Meu Pai celestial não me livrará da correção - porque Ele me ama profundamente!" 
     Este é o ponto de tudo isto. Deus quer que aceitemos Seu perdão para que O temamos. "Mas contigo está o perdão, para que sejas temido." (Salmos 130: 4). Uma vez que temamos ao Senhor, iremos querer mais do que simplesmente obedecê-Lo. Desejaremos agradá-Lo, pôr um sorriso no Seu rosto. Este é o abençoado resultado do temor santo de Deus! “Pois a sua ira dura só um momento, mas no seu favor esta a vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. (Salmos 30: 5). Pastor Elias Fortes.