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domingo, 13 de maio de 2012

POR QUÊ?


“... Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27: 46).
Já me sentei do lado de um pequeno berço,
E vi uma criançinha morrer.
Enquanto os pais se voltaram para mim,
Perguntando, “Oh, pastor, por quê?”

Já segurei a cabeça do esposo jovem,
E senti o ofegar e o suspiro da morte.
Uma viúva me olhou entre lágrimas e disse, 
“Caro pastor, diga- me, por quê?”

Já vi uma mãe chorosa, 
Apertar uma fotografia
Junto ao peito solitário, e perguntar baixinho, 
“Por que, pastor, por que, oh, por quê?”

Já me afastei da terra das crianças,
Onde os bebês não nascidos jazem.
Uma mãe estende os braços vazios, 
 E me perguntar, “Pastor, por quê?”

Já ouvi o som da bengala de ponta branca,
Que guia os olhos cegos, 
E então uma voz solitária e sombria
Grita, “pregador, mostre- me porque”.

Já enxuguei lágrimas ardentes de uma noiva,
E ouvi seu lamento solitário
Ela tinha nas mãos um vestido de casamento sem uso, 
E gritou, “Pastor, por quê?”

Já ouvi o paciente de câncer dizer,
“Para mim morrer é lucro, 
Depois olhar no rosto da filha, 
E sussurrar silenciosamente, “Por quê?”

Já vi um pai suicidar- se.
Uma viúva se posta a seu lado;
Enquanto os filhos dizem, “Mãezinha, 
O pregador nos dirá por que”.

Já vi minha mãe postar- se junto
As duas pequenas sepulturas e chorar.
E embora ela nunca me dissesse,
Sei que ficava se perguntando, “Por quê?”

Já ouvi um órfão dizer baixinho,
Olhando para céu,
“Embora meu pai e minha mãe tivessem ido embora
Meu pregador me dirá por quê”.

Fui na ponta dos pés até o trono do Pai,
Tímido e inseguro.
Para dizer, “Deus amado, alguns dos que são teus
Estão querendo saber o porquê”.

Eu o ouvi dizer com ternura,
“Seus olhos irei enxugar alegremente.
Embora tenham de olhar através da fé hoje
Amanhã saberão por quê.”

“Se agora souberem as razões de Suas esperanças não terem vingado.

No céu não terão a alegria
De me ouvirem dizer o por quê.”

Descobri assim que lhe agrada
Quando posso testemunhar
De me ouvirem dizer o por quê.”

Descobri assim que lhe agrada
Quando posso testemunhar,
“Confiarei em meu Deus para fazer o que é melhor,
E esperarei para saber o por quê.” Transcrito Dr. Hyles.

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa
 compadecer- se das nossas fraquezas; porém um
que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Cheguemos, pois, com confiança ao trono da
Graça, para que possamos alcançar misericórdia e
Achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo

Oportuno”. (Hebreus 4: 15, 16).

sábado, 12 de maio de 2012

NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES


“TENHO- VOS DITO ISSO, PARA QUE EM MIM TENHAIS PAZ; NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES, MAS TENDES BOM ÂNIMO; EU VENCI O MUNDO”.(João 16: 33).
     Aflições, thlipsis; Strong 2347: Pressão, opressão, estresse, angústia, tribulação, adversidade, aflição, espremer, esmagar, apertar, sofrimento, Imagine colocar sua mão em uma pilha de coisas soltas e comprimi-m lós manualmente. Isso é thlipsis, colocar muita pressão no que está livre e liberto. Thlipsis é como pressionar espiritualmente a bancada. A palavra é usada para o esmagamento de uvas ou azeitonas em uma prensa
     Uma das maneiras mais rápidas de ser prensando e, perder muitos amigos é andar com Deus. Basta você tornar- se espiritualmente responsável... Abandonando os ídolos, afastando os olhos das coisas do mundo, voltando- se totalmente para Jesus e desejando mais dEle, para ser chamado de “fanático religioso”. E esta é a pior rejeição.
      Enquanto cristão morno, você não representava problema para ninguém, nem mesmo ao diabo, você era aceito, mas, agora tudo mudou, as brincadeiras perderam a graça, você esta mais faminto por Deus, agora você não quer brincar de cristão e de igreja. Caíram os deuses: dinheiro, fama, prazer, esportes... Tudo o que estava acima de Jesus em sua vida. Hoje priorizou a Palavra de Deus e deixou de visar bens materiais, com isso veio o discernimento. Agora ouve do púlpito palavras totalmente contrarias as Escrituras, e consegue ver muitos cristãos brincando de Igreja e de Bíblia.
      Hoje você é um cristão sóbrio, acordou, quebrantou- se e arrependeu-se  em espírito, e Deus o fez sentir- se responsável por sua Igreja, e o que esta recebendo em troca? Sua família e seus amigos acham que você esta louco, uma pessoa insuportável, só quer falar de Bíblia! Tudo é Deus. Você acha que Esta sozinho nessa caminhada meu irmão? Moisés experimentou a rejeição em sua época: “... veio- lhe a idéia de visitar seus irmãos... cuidava de que seus irmãos entenderiam que Deus queria salvar, por intermédio dele... porém, não compreenderam”. (Atos 7: 23, 25).
      Mostre- me um crente amante e anunciador da verdade, E eu lhe mostrarei um rejeitado e perseguido por toda igreja morna. Se você desistir deste mundo ele rapidamente desistirá de você! Jesus advertiu: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrario dele vos escolhi, por isso o mundo, odeia” (João 15: 19).
      Jesus, o maior pregador de todos os tempos, Ele jamais se portou como um animador de auditório, ou um comediante! Ele tinha muitos seguidores, até perceberem que a sua pregação era muito dura e exigente. A multidão amante de milagres, ao ouvir suas afirmações, abandonou- o, murmurando: “Compreendendo que seus discípulos murmuravam a respeito disto, Jesus lhe disse: Isto vos escandaliza?”. (João 6: 61).
       Lembro- me de um pregador, alguns anos atrás, transformou o púlpito em um picadeiro, ele agia como um verdadeiro palhaço, antes de entregar o microfone, finalizando sua “mensagem”, ele bradou: “Venham amanhã, vocês vão rir muito mais”. Não há aflição maior nos servos de Deus, do que ver nossos altares contaminados. Não é possível ser um palhaço e um pregador da verdade ao mesmo tempo, ou é um ou o outro! Porque? Por que a verdade expõe as coisas escondidas. Quando Jesus começou a espalhar sua luz sobre os pecados ocultos dos religiosos judeus, estes procuraram mata- lo. O Mestre acusou- os: “Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar- me, porque a minha palavra não esta em vós... Mas agora procurais matar- me, a mim que vos falo a verdade... Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso não me dais ouvidos, porque não sois de Deus” (João 8: 37, 40, 47).
     Multidões de cristãos não amam a verdade, o motivo: “Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para luz, para que as suas obras não sejam reprovadas”. (João 3: 20). Esses amantes da transgressão, porém, estão enganados. Como os judeus do tempo de Jesus, acreditam enxergarem claramente. Crêem que são filhos de Deus, porém rejeitam energicamente toda palavra que exponha seus pecados secretos.  Não tomam a Palavra de Deu por pérola preciosa, preferem levar o mundo para dentro da igreja.
     No mundo tereis aflições? Sabe por que você será afligido e rejeitado? Por causa da verdade! Eles o veem como uma ameaça à sua falsa concepção da verdade. Sua vida à parte do mundo é uma advertência à acomodação deles. Mas se você acha que esta sozinho nesta jornada você esta enganado! Paulo experimentou a rejeição inúmeras vezes: “... Todos os da Ásia me abandonaram...” (2 Timóteo 1: 15). Em contrapartida, um novo mestre tornava- se popular, com sua mensagem fazia muitos adeptos. Queixou- se Paulo: “Alexandre, o latoeiro, causou- me muitos males; 0 Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras”. (2 Timóteo 4: 14). Alexandre e Himeneu ensinavam um evangelho falso, que provia as necessidades da carne. Suas doutrinas negavam qualquer sofrimento ou privação, não é esse o “evangelho” que esta fazendo o maior sucesso nos dias de hoje? O nome Alexandre significa “aquele que defende homens”. Himeneu recebeu o nome do deus do casamento e representa o "evangelho de amor, bênçãos, alegria, comemoração e agrado ao homem" tudo isso sem santidade. Paulo entregou esses homens a Satanás: “A fim de não blasfemarem” (1 Timóteo 1: 20), não para destruição de seus corpos, mas de suas doutrinas carnais.
    Paulo acusou- os de arruinarem a fé verdadeira por desculparem o pecado. Eles mesmos não tinham as mentes puras, e o resultado foi uma doutrina que servia apenas para agradar ao homem. Alexandre e himeneu rejeitaram Paulo por causa da prisão. Mas, Paulo atendeu prontamente o chamado de Jesus! “E eu lhe mostrarei o quanto deve padecer pelo meu nome”. (Atos 9: 16).
     Quantos cristãos verdadeiros neste momento estão enfrentando prisões? Muitos lutam contra uma enfermidade, e estão sendo acusados pela  congregação de falta de fé, outros estão lutando contra uma crise financeira, uma terrível escassez, e estão sendo acusados de fracassados. Alexandre e Himeneu viam as correntes como resultado da falta de fé e acreditavam que era o diabo quem o mantinham prisioneiro. Certamente pensavam: Se Paulo é tão santo, e prega Deus como Todo- Poderoso, por que sofre? Para quem não acreditava no sofrimento de cristãos, a permanência de Paulo na prisão era embaraçosa.
     O evangelho dos alexandres e Hemeneus, esta a todo o vapor neste mundo tenebroso, eles gostam de agradar os homens e não a Deus. Lembre- se! Muitos cristãos desse "evangelho indolor" terão vergonha de você quando tiver de suportar tais provas. Acreditarão serem suas provações resultado de uma fé insuficiente ou de não ter recebido a mesma “revelação” que eles sobre doença e sofrimento.
      Ian Mac Pherson escreveu: “A taça mais amarga com Cristo é melhor que a mais doce sem Ele”. Talvez você não tenha entendido o porquê de tão intensas provações. E a vida pode ter sido difícil, por pouco não fazendo desistir. Porém, em determinado momento, veio o Espírito Santo trazer- lhe paz ao coração.
      O consolador conhece nossas aflições mais profundas. É Ele quem nos anima e fortalece. E há propósito eterno em sua obra: "Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Pois como as aflições de Cristo transborda para conosco, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo". (2 Corintios 1: 4- 5). Paulo esclarece que é permitido a algumas pessoas suportarem mais aflições, não só para seu próprio aprendizado, mas para beneficio de outros: "Mas, se somos atribulados é para vosso conforto e salvação..." (2 Corintios 1: 6). Ter sofrido muito é como conhecer muitas línguas: isso dá ao sofredor acesso a muito mais pessoas. Victor Hugo escreveu: "O sofrimento é um fruto: Deus não permite que cresça em ramos frágeis demais para suportá- lo".
      Somente quando passamos pela escola da aflição de Deus, somos aptos para oferecer- lhes conforto e esperança. Deus treina pessoas para compaixão. Mas quem de nós dirá a essas pessoas: "Isto é para consolo, benção e salvação de outros que irão sofrer a mesma coisa? Quase ninguém! Embora seja difícil de aceitar, quando em provação, a Palavra de Deus confirma: “... Tribulação produz perseverança" (Romanos 5: 3). Infelizmente, om que temos presenciado na maioria das vezes é um "evangelho" com ingredientes para agradar o homem, são poucos os que entendem estas palavras  e permite Deus coloca- las na fornalha da aflição, pois aderiram um “evangelho barato”: "Vê, eu te purifiquei, mas não como a prata; provei- te na fornalha da aflição". (Isaias 48: 10).
     Deus vê a grande aflição pairando sobre a igreja: inacreditáveis sofrimentos e perseguições. E não deixará o seu povo sem testemunhas verdadeiras e provadas nestes dias. Você entrou na escola da aflição? Saiba que a lição que o Espírito Santo esta lhe ensinando é a matéria da compaixão! Deus tem um ministério de consolação para você. Essas lições que estão sendo ensinadas visam dar esperança e consolo a outros que passam pelo fogo.
      O corpo de Cristo precisa de pessoas que tenham sido afetadas ou destruídas pelo sofrimento, que não estejam abatidas, deprimidas ou cheias de interrogações; mas, que, ao invés disso, sejam firmemente apegadas em todo amor de Deus, sendo- lhes provado a fidelidade em todas as coisas. Devem ser pacientes, perseverantes, fortes na fé, e, para os fracos, uma fonte de consolação. É fácil para quem nunca sofreu distribuir palavras de conselho. Mas, por não terem passado pelo fogo e morrido para as próprias sabedorias e doutrinas, suas palavras são mortas, não possuem o verdadeiro conforto. 
     Que possamos combater esse "evangelho dos Alexandres e Hermeneus" de nossos dias, e colocar em pratica os conselhos do Apostolo Paulo: "Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa comigo das aflições do evangelho segundo o poder de Deus".  (2 Timóteo 1: 8). C.S. Lewis escreveu:  "Todos os horrores seguem o mesmo curso, ficando cada vez piores e forçando você a entrar numa espécie de funil até que juntamente no momento em que julgou que seria esmagado, veja só! Saiu da passagem estreita e tudo repentinamente se resolveu. A extração dói cada vez mais e então o dente é removido. O sonho se tornou um pesadelo e dai você acordou. Você morre e morre e então está além da morte".  Pastor Elias Fortes.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

COMPRO US$ 30, 00 DE DEUS!


Apenas ouvir a Palavra de Deus não é o bastante, naturalmente. A Bíblia deixa isso muito claro. O poder transformador de Deus em nossas vidas é expandido quando não só ouvimos, mas também agimos conforme o que ouvimos.
       De fato, com a nossa verdadeira recusa em aplicar a verdade divina em nossas vidas, podemos acabar não ouvindo a sua voz no futuro. O pecado verdadeiramente bloqueia nossos ouvidos espirituais, da mesma forma que a cera em excesso tapa o ouvido físico. Quando isso acontece podemos aparecer para ouvir, acenando com a cabeça e dizendo “sim”, mas não estamos compreendendo absolutamente nada. Pessoas com ouvidos tapados espiritualmente estão sempre aprendendo, mas “nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3: 7).
       O fato preocupante é que podemos ficar acostumados a ouvir a voz de Deus a ponto de não mais nos comovermos. Foi exatamente esse tipo de ouvintes que Deus advertiu através do profeta Ezequiel : “E eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obras; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem voz suave e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra” (Ezequiel 33: 31- 32).
       Não é o que nós estamos presenciando nos dias de hoje? Musica boa aos ouvidos, mas não passam de canções de amores. Muitas citações bíblicas, mas pouquíssima aplicação. Ouça essas palavras de Tiago: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes...” (Tiago 1: 22).
      A grande realidade é que, muitas pessoas querem fazer de Deus, o seu Aladin e a sua Palavra uma lâmpada mágica. Colocam a Bíblia aberta nos Salmos 91 ou no Salmo 23, ou então folheiam alguns versículos de sua preferência, e fazem milhares de pedidos e esperam que todos os seus desejos sejam atendidos em seu “milagre urgente”. Lembre- se! Fomos criados para sermos cheios de Deus, sem nenhum litro ou quilo a menos. Mas, estamos prontos para tal? Afinal, ser preenchido com a medida de toda a plenitude de Deus provavelmente irá nos esticar. E isso, no mínimo, vai incomodar o nosso conforto. Estamos dispostos a permitir que Deus destrua nossa área de conforto e expanda nossa capacidade para si? Ou queremos um Deus que pode ser controlado por nós?
      Infelizmente, muitos crentes vivem o “evangelho do abra kadabra” um Deus suficiente para me fazer feliz, curar todas as minhas enfermidades e me fazer próspero, muito próspero. O Evangelho das Boas Novas para muitos já não é bem vindo, pois esse Evangelho pode transformar fazer nascer de novo, e isso já é se envolver de mais você não acha?
    Wilbur Rees em seu livro “$3. 00 Word of God” retrata bem esses “ouvintes da palavra”, mas que não as põem em pratica: “Gostaria de comprar US$ 3 de Deus, por favor; não o bastante para explodir a minha alma ou perturbar o meu sono, mas apenas o equivalente a uma xícara de leite quente ou uma soneca à luz do sol. Não quero uma quantidade dEle que me faça amar um homem negro ou colher beterrabas com um imigrante. Quero êxtase, não transformação;  desejo o calor do útero, mas não um novo nascimento. Quero meio quilo do Eterno Deus em um saco de papel. Gostaria de comprar US$ 3 de Deus , por favor”.
     Para saber quem você adora é simples! Como você age em sua loja, como você se comporta em seu ambiente de trabalho, como você cobra o aluguel de suas casas, como consegue dinheiro, como guarda e o gasta. Jesus nos alertou: “Porque onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração” (Mateus 6: 21)
     Recentemente fui abordado com uma pergunta: “Pastor o que me diz sobre essas denúncias na televisão de pastores comprando terras para criar gados, mansões caríssimas e carrões de luxo?”. Respondi com outra pergunta: “Qual era a quantia que Judas Iscariotes, vendeu Jesus?”.
     Apenas Mateus destaca a quantia pela qual Judas vendeu Jesus... Trinta moedas de prata, a quantia exata predita quatrocentos anos antes. (Zacarias 11: 12, 13). Era o preço exato pago por um escravo. (Êxodo 21: 32). Aproximadamente 120 denários. 
      As Las Vegas espirituais estão a todo o vapor, com milhares de pessoas fazendo sua “fezinha”. Deus passou a ser o amuleto da sorte a maquina do dinheiro, querem comprar apenas meio quilo de Deus, crentes nominais e que vivem na informalidade espiritual. Nessa cobiça muitos estão “vendendo” Jesus a preço de um escravo e negociando almas de homens por dinheiro: “Por ganância farão de vós negocio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2 Pedro 2: 3).
     O grande problema para os “compradores de porções” de Deus é que Ele não esta no mercado para ser negociado, em porções oferecidas na liquidação. Em primeiro lugar, Ele não está à venda no mercado. E não está à procura de compradores, mas olhando para comprar... A mim e você. Ele quer um povo que está à venda. De todas as formas. Liquidação total. Ele não está disposto a negociar por troca. Não está olhando para fazer um favor. Ele até já pagou o preço. Seu Filho morreu na cruz para pagar nossa dívida e resgatar nossas almas
      O Evangelho não é uma proposta ou uma sugestão. Não é uma reflexão em voz alta nem uma discussão contínua. Pregar o Evangelho não significa apresentar uma fé ortodoxa de um modo bonito, como o solilóquio de um ator para um palco vazio. Não é uma alternativa, mas um ultimato do Rei Jesus. “Crê ou perece”, porque “Deus ordena a todos os homens em todos os lugares que se arrependam” (Atos 17: 30). Entretanto, a transação nunca é uma venda forçada... é crucial compreender isso. Deus é um cavalheiro, não um ladrão nobre. Ele vai nos cortejar e procurar, mas nunca vai se atirar sobre nós. De fato, podemos dizer não ao Criador do universo. Podemos fazer a escolha de deixá- lo fora de nossas vidas.
      A cruz não perderá seu poder. O sangue de Cristo não desvanecerá sua força. O céu nunca irá anunciar falência, o plano de Deus jamais vai desmoronar. Jesus é o comprador, não importa a nossa condição financeira, a sua voz continua ecoando há mais de dois mil anos: “... Então o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lucas 12: 20- 21).
      O mundo jaz no maligno, o mundo vai de mal a pior, ele esta mergulhado no caos, mortes, roubo, sequestros, drogas, assassinatos, tragédia e falências estão corroendo nossa sociedade. A casa de muita gente literalmente esta caindo. Somente quando olhamos para o comprador de nossas almas, Jesus o maior comprador de todos os tempos é que vem a segurança tranquilizadora: “... Está consumado!...”. (João 19: 30). A nossa divida foi totalmente paga, o plano de Deus nunca irá mudar, os céus ecoam a sua voz: “O firme fundamento de Deus permanece”. (2 Timóteo 2: 19). A casa dEle ficará para sempre de pé.    Pastor Elias Fortes. 
   

segunda-feira, 12 de março de 2012

CAIM E ABEL, religião falsa x religião verdadeira


Em nossos dias atuais ouvimos com frequência esta resposta: “qualquer religião serve, desde que se seja sincero”. Mas afinal! Quem inventou a religião? Precisamos voltar para o livro de Gênesis. As duas chamas daqueles altares que foram por eles erguidos, ao lado de fora do Éden, ilustram bem a diferença entre a verdadeira e a falsa religião. Uma pertencia a Abel, que apresentou ao Senhor uma oferta das primícias do seu rebanho. O ato de Abel foi praticado em amor, adoração, humildade, reverência e obediência. E a Bíblia diz que Senhor olhou para o ato de Abel e sua oferta com muita consideração.
     Seu irmão mais velho, Caim, trouxe ao altar uma oferta sem sangue, uma oferta barata, e a Bíblia diz que “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou” (Gênesis 4: 5).
     Estaria Deus sendo injusto? A intenção de Caim não era a de agradar a Deus? Não estava ele sendo sincero?
     Essa história foi registrada na Bíblia com a finalidade de ensinar- nos que existe uma forma certa e uma forma errada de entrar em contato com Deus. Abel trouxe sacrifício de sangue, como Deus orientara; Caiam ofereceu um sacrifício de vegetais, uma oferta egoísta e superficial, desobedecendo a Deus e aproximando- se dele sem fé. E como Deus não aceitou sua oferta, como de resto toda a sua vida havia- se tornado vazia. Ele deixou sua família, e passou a vagar sobre a terra, um homem amargurado, que clamava a Deus dizendo: “É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá- lo.” (Gênesis 4: 13).
     Caim era sincero, mas errou. Milhares de vidas são sinceras, mas estão distante de agradar a Deus com suas vidas. “Qualquer religião serve, desde que seja sincero, pois Deus é um só”. E se a mesma linha de pensamento fosse à alimentação de uma criancinha? A mãe poderia dizer: “Como não tenho outro leite, mas quero alimentar o meu filho, vou colocar na mamadeira cerveja, uma caipirinha de wodka ou um pouco de vinho. Afinal, tudo é líquido.” Tal raciocínio é simplesmente ridículo, mas é nada menos que essa questão da “sinceridade”. Milhares de vidas trocaram o leite racional por uma mistura mundana, um alucinógeno espiritual, e muitos estão “curtindo a onda” dentro de muitas cátedras.
     Quando Adão e Eva tiveram filhos, eles tinham a capacidade de instilar a importância de termos um relacionamento correto com Deus. No entanto, Caim quis fazer tudo à sua maneira. Ele aproximou- se do altar, pela primeira vez, com uma oferta do “fruto da terra”, tentando reaver o “paraíso”, rejeitando o plano de Deus para a redenção. Caim trouxe a Deus algo que ele havia cultivado elementos distintivos de sua própria cultura. Hoje interpretaríamos a oferta de Caim como uma tentativa sua de obter a salvação pelas obras. Mas Deus nunca disse que poderíamos chegar ao céu através de nossos próprios esforços ou de nossas ofertas.
    Infelizmente uma grande parcela da liderança espiritual do nosso país promete reaver o “paraíso”, “um pedacinho do céu”, mediante há uma “boa oferta” e um “bom dízimo”. Centenas desses ofertantes não conhecem ou rejeitam a obra da redenção oferecida por Cristo. Muitos se querem nasceram de novo.  De nada adiantaria devolvermos os dízimos e as ofertas, se deixarmos de lado o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. (Mateus 23: 23). O maravilhoso é quando praticamos ambas as coisas ensinadas por Jesus. Note que primeiro Deus rejeitou Caim, depois a sua oferta: “Mas para Caim e para a sua oferta não atentou...” (Gênesis 4: 5).
    Abel é um exemplo de obediência a Deus, pois humildemente ofereceu as primícias de seu rebanho, em um sacrifício de sangue. Abel aceitou a determinação divina de que o pecado merecia a morte, e só poderia ser compensado diante de Deus pela morte expiatória de um animal sem culpa. Caim rejeitou este plano deliberadamente. Deus requeria um sacrifício de sangue.
    Os autores bíblicos sabiam que o sangue era essencial à vida. Qualquer pessoa ou animal pode passar bem sem uma perna ou sem um olho, mas nem o animal nem o homem podem viver sem sangue. É por isso que o Velho Testamento diz: “Porque a vida da carne está no sangue” (Levítico 17: 11).
     Assim, a Bíblia ensina que a expiação pelo pecado só é possível com derramamento de sangue: “Com efeito, quase todas as cousas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” (Hebreus 9: 22).
    Quando Falamos do sangue de Cristo, portanto, estamos dizendo que Ele morreu por nós. O sacrifício de sangue acentuou para nós a gravidade do pecado. O pecado é uma questão de vida ou da morte. Somente o derramamento de sangue poderia fazer expiação pelo pecado. A morte de Cristo também emprestou maior ênfase ao principio da substituição vicária. No Velho Testamento, um animal era visto como um substituto; um animal inocente tomava o lugar de um culpado. Do mesmo modo, Cristo morreu em nosso lugar. Ele era inocente, mas, de livre vontade, verteu seu sangue por nós, e tomou nosso lugar. Nós merecíamos a morte por causa de nossos pecados, mas Ele morreu em nosso lugar.
    E como Cristo morreu por nós, podemos experimentar sua vida... Agora e eternamente: “Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis... que fostes resgatados... mas pelo precioso sangue... de Cristo” (Hebreus 1: 18- 19).
     Quando Caim deliberou seguir seus próprios intentos, e não a determinação de Deus que exigia o derramamento de sangue entrou amargura em seu coração. Ele começou a odiar seu irmão Abel. Da mesma forma que o verdadeiro crente muitas vezes não é bem aceito por aqueles que seguem uma religião criada pelo homem, Abel não era mais aceito por Caim, e este ódio se acirrou cada vez mais até ao ponto de Caim matar o irmão.
     Se você quer arrumar inimizade com os adoradores dos altares de Caim, basta você falar sobre o sangue do Cordeiro, milhares religiosos estão apenas atrás da multiplicação dos pães e dos peixes: “Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6: 54).
     Quando o cristianismo é verdadeiro, ele não é uma religião. A religião é um esforço do homem para chegar a Deus. Segundo o dicionário Aurélio religião significa: Crença na existência de força ou forças sobrenaturais, manifestação de tal crença pela doutrina e ritual próprios. Devoção.  Qualquer coisa pode ser religião. Mas o verdadeiro cristianismo é um relacionamento pessoal entre Deus e o homem.
      Muitas pessoas costumam dizer: “Acho que sou cristão”, ou “Tento viver como um cristão”. Mas não existe a possibilidade de “achar” ou “tentar”, na vida cristã. Nem mesmo alguns de nossos intelectuais conseguiram entender esta verdade: a simplicidade do evangelho está ao alcance tanto dos retardados mentais como dos gênios. Não basta você colocar um adesivo no seu carro: “Sou cristão, Siga-me”, tem que aspergir o sangue do Cordeiro de Deus em sua vida.
      Caim era sincero, mas errou. A religião humanista brota bem a vista dos grandes homens de Deus. Enquanto Moisés se encontrava no monte Sinai, recebendo as placas de pedra “escritas pelo dedo Deus”, uma religião falsa estava surgindo no acampamento de Israel. O povo disse a Arão: “Levanta- te, fazer- nos deuses que vão adiante de nós”. Arão deixou- se empolgar pela idéia de uma nova religião e disse: “Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei- mas”. Desse ouro, ele fabricou dois bezerros fundidos, e eles disseram: “São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito”. (Êxodo 32: 1- 4).
      Não é exatamente esse tipo de religião que nós temos presenciado em nossos dias? Milhares de bezerros fundidos em “fogueira santa” em muitos altares? Há exemplo de Caim, milhares de vidas oferecem suas ofertas pensando em “comprar o seu lugar no paraíso”.
     O homem pode engenhar planos para satisfazer seus anseios interiores, mas, em meio a todas as “religiões” do mundo, o método divino está na Bíblia, ao alcance de todos os que quiserem chegar- se ao Senhor, nos termos dele. “Portanto desta geração será requirido o sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a fundação do mundo. Desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Assim, vos digo, será requerido desta geração. Ai de vós doutores da lei, porque tomaste a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam” (Lucas 11: 50- 52).
      “Qualquer religião serve, desde que seja sincero, pois Deus é um só”. A sinceridade não leva os astronautas à lua, nem impedirá o arsênico mate a pessoa que o ingeriu por engano. A| ioga nem mesmo é capaz de pagar uma multa de transito. Tampouco o comparecimento à igreja ou as boas obras podem pagar por pecados passados.
      O cristianismo ensina que há dois destinos, e que cada pessoa tem a liberdade de escolher um dos dois: o céu ou o inferno. Que Jesus Cristo é o único caminho para o céu é algo que pode ser facilmente comprovado. Tampouco algum fato pode justificar qualquer reclamação, uma vez que Cristo ofereceu- se espontaneamente pela graça como Salvador de todos que nEle acreditam. Que loucura insistir em pegar seu próprio caminho para o céu, um local em que você jamais esteve nem sabe como lá chegar! Obviamente, apenas Deus pode decidir quem entrará ali, e apenas Ele pode estabelecer as condições para isso.
      Caim é um exemplo de uma religião falsa, vazia e sem vida, a Bíblia nos alerta: “Não sendo como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas” (1 João 3: 12).
      Todos nós sabemos que violamos a lei de Deus e que a obediência perfeita dessa lei no futuro (mesmo se isso fosse possível) não pode compensar pelo fato de não a ter cumprido no passado. Nenhuma das religiões do mundo (o cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento com Deus por intermédio de Cristo) oferece um fundamento justo para que Deus perdoe os pecados e escolha o pecador em sua presença. Nem Buda, Confúcio, Zoroastro, Maomé ou qualquer outro fundador de uma religião jamais afirmou que pagaria a punição pelos pecados do mundo (Leia atentamente João 3: 16- 18). Não podiam nem mesmo pagar por seus próprios pecados e ainda estão em sua sepultura.
      Apenas Cristo (que é Deus e homem em uma pessoa) foi capaz de pagar a punição infinita que sua própria justiça exigia. Sua ressurreição e ascensão ao céu provou este fato. Apenas fundamentado nisto os pecadores podem ser perdoados. A escolha é sua... Ou você acredita nas Boas Novas cuja punição já foi paga e recebe o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador ou rejeita- o. Qual será sua escolha? Se for essa última, lembre- se que você jamais pode culpar a Deus por seu Destino. Você o escolhe sozinho, como foi o caso de Caim. Pastor Elias Fortes.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ESCUDO DE BRONZE, O OURO DO TOLO


Medindo o sucesso apenas pela quantidade de membros, algumas igrejas deixaram de pregar o verdadeiro evangelho de Cristo. Embora desejamos que os templos estejam cheios de pessoas, a busca pela quantidade, sem compromisso as Escrituras leva a falsificação da verdade, priorizando apenas a quantidade. Você já ouviu essa frase? “Nem tudo o que reluz é ouro?”. A Bíblia nos alerta: “Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E quanto mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!”. (Provérbios 16: 16).
    Realmente! Nem tudo o que reluz é ouro! “Subiu, pois Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém, e tomou os tesouros da casa do rei, tomou tudo. Também levou consigo os escudos de ouro que Salomão tinha feito. Em lugar destes, fez o rei Roboão escudos de bronze, e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam na porta da casa do rei. Toda vez que o rei entrava na casa do Senhor, os guardas vinham e usavam os escudos e tornavam a trazê- lós para a câmara da guarda. Tendo- se ele humilhado, apartou- se dele a ira do Senhor para que não o destruísse de todo porque em Judá ainda havia coisas boas”. (2 Crônicas 12: 9- 12; 1 Reis 14: 25- 28;)
     A Bíblia nos revela que os escudos de ouro feito por Salomão representavam as coisas importantes para o povo de Deus. Proteção e segurança, beleza e prosperidade. O Salmista diz que: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido". (Salmos 84: 9). Todavia o povo foi punido por causa dos seus pecados e os escudos de ouro foram levados pelos inimigos. O rei da época fez escudos de bronze porque não havia mais ouro, este era polido todos os dias para brilhar e parecer com ouro.
      Toda vez que o rei entrava na casa do Senhor, os guardas vinham e usavam os escudos, procurando mostrar ao povo que a segurança e a prosperidade divina estavam ainda com eles. Não isso que esta ocorrendo em muitas igrejas? Quando perdem o ouro, procuram refazer esta perda usando o bronze no seu lugar. Brilha mas não é ouro. Isso ocorre quando o Evangelho simples de Jesus se descaracteriza e passa a ser outro evangelho. Quando o ouro é substituído pelo bronze, temos um “evangelho de fachada”, latão polido, até brilha, mas, não é verdadeiro!
      Roboão, cujo significado é (povo é aumentado) representa bem essas igrejas lotadas de pessoas em busca do latão reluzente. Milhares de vidas agem como se Deus tivesse assinado um cheque em branco em nome do seu Filho Jesus Cristo, podem fazer tudo o que querem qualquer desejo será realizado! “Coloque Deus na parede”, “Determine”, “Eu exijo”, “Eu declaro”, Essas frases tem certo brilho, mas não passa de latão polido.
      Quando o bronze substitui o ouro, deixamos de brilhar a luz de Cristo em um mundo de trevas e começamos a ver todo tipo de aberração em muitos altares. A fé é uma fé morta no homem. Resultado? Um brilho falso! Um evangelho diluído, uma mistura de barro com ferro.
      Enquanto a humanidade torna- se cada vez mais ímpia a sua volta, chio de cobiça, sensualidade e dureza de coração.
     Amados! A essa altura, nós deveríamos tornar- mos mais parecidos com Jesus. “Você e eu estamos mudando?”.
     E a essa altura, muitos cristãos deveriam ter se tornado muito parecido com Jesus. Mas, pelo contrario, tornaram- se duros, materialistas e egoístas ao extremo. Deveriam estar crescendo na graça, completamente satisfeitos com Ele. Mas não: muitos estão dando as costas, se desviando, andando para trás.
     Raramente oram. Raramente vasculham a Palavra de Deus. E quando se referem à oração é muito triste: “Deus me incomodou esta madrugada para orar”. Deus não incomoda ninguém, quem incomoda é o diabo. Milhares de crentes estão sem o escudo da oração, trocaram o ouro (Evangelho de Cristo), e agora estão em busca do brilho do bronze deste mundo (Falsa paz e prosperidade). Ouça o que a Bíblia diz sobre andar com Deus: “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” (Gn 5: 24, Atualizada). Portanto se queremos ser arrebatados por Cristo, esta é a hora de andarmos com Ele.
     Quando o ouro é substituído pelo bronze. Há confusão, medo e infidelidade em muitos lares cristãos. Igrejas mergulhadas em divisões e facções. “Alguns dirigem seminários de fé, distribuem CDs de fé”, citam Escrituras de fé, tudo para tentar produzir fé. E é verdade: “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (Romanos 10: 17).
      Mas Jesus é a Palavra! A letra mata, dizem as Escrituras, e sem intimidade com Jesus, a letra produz emoção morta, egoísta, exigente, que não é fé de jeito nenhum. E Deus odeia isso.
     Jerusalém foi saqueada pelo inimigo, o ouro foi roubado, a alternativa foi substituir pelo bronze. Muitas igrejas perderam o seu escudo de ouro devido ao pecado e substituíram pelo escudo de bronze uma fé morta no homem. A “fé” que essas igrejas exportam não é fé. “A fé é pelo ouvir, ouvir a sua Palavra, e pelo andar junto a Ele”. Não pelo falar sem o andar! Deveríamos estar sempre “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12: 2).
      A igreja carece desse caminhar íntimo com Deus. Fé é conhecer de fato quem é Deus. É se tornar íntimo de sua glória e majestade. Os que o conhecem melhor, confiam melhor nEle.
     Mostre- me um povo andando bem perto de Deus, odiando o pecado, desprendendo- se deste mundo e procurando conhecer sua voz, e você verá um povo que não precisará de muita pregação e ensino de fé. Você certamente não precisará de “dez passos” sobre o que seja fé e como alcança- La. A verdadeira fé brota do próprio coração de Jesus. E será sua própria fé, não a nossa, que cresce lá dentro e emerge de nossos corações esse é o verdadeiro ouro, a verdadeira riqueza!
      Nesse “evangelho do latão polido” a fé deles é totalmente centrada no “eu”, minhas necessidades, meus desejos. E muitas vezes obtêm o que desejam, mas isso apenas os torna mais miseráveis. Muitos desses crentes já não creem mais que serão transportados das trevas do diabo para as mãos do Filho Amado de Deus.
      Ouça esse texto: “... porque em Judá ainda havia coisas boas”. (2 Crônicas 12: 12). Diz o texto que a ira do Senhor foi suspensa porque em Judá havia remanescentes, eles não se envolveram com as inovações do rei. Louvado seja Deus que, ainda temos os remanescentes que não se envolvem com essas inovações falsas.
        Através dos remanescentes fiéis veio o avivamento. O verdadeiro ouro agora é polido. A luz dele começa a brilhar, a poeira que ofuscava é retirada. Isso é avivamento! O sopro de Deus veio para tirar a poeira que foi acumulada no decurso dos anos.
    Não importa as espessuras nem o tipo de poeira. O reavivamento é uma obra de Deus, periódica e poderosa. Ele recoloca a igreja em seu primeiro amor; produz convicção e confissão de pecado; santifica e movimenta a igreja. Desperta o gosto e a disciplina de praticas devocionais particulares, como a leitura e a meditação da Palavra de Deus, a oração, o desabafo, a auto- sondagem, confissão espontânea de fraqueza e fracassos, os sentimentos de carência de Deus e a vigilância pessoal.  O reavivamento leva a igreja a redescobrir a pessoa e a obra do Espírito para servir outra vez, como nos dias dos apóstolos. Embora o reavivamento conduza ao evangelismo, este é uma coisa e aquele é outra. “O evangelismo é a boa nova e o reavivamento é vida nova”. No evangelismo é o homem que trabalha para Deus, no reavivamento é Deus que trabalha de forma soberana em favor do homem. “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra- te da misericórdia”. (Habacuque 3: 2).
      Louvado seja Deus! Os remanescentes do Senhor estão trabalhando neste momento em sua seara. Quando o ouro é substituído pelo bronze, é hora de entrar em cena os remanescentes do Leão da tribo de Judá. Creio que através desses remanescentes o reavivamento esta acontecendo. Há uma visitação sobrenatural do Espírito de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma de consciência de sua santa presença e é surpreendida por ela. E quando isso acontece, os inconversos se convertem do pecado, arrependem- se e clamam a Deus por misericórdia, os desviado são restaurados. Os indecisos são revigorados. Quando os escudo de ouro (proteção de Deus), esta no meio do povo, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro. Louvado seja Deus, Jesus Cristo é melhor do que suas dádivas. Alegre- se nEle! Pastor Elias Fortes. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A SEARA ESTA MADURA

Jesus declara, "Os campos estão maduros, e a colheita é abundante. Está na hora de começar a colheita". Naquele momento, a grande e última colheita espiritual começou. Começou como colheita dentre os judeus e gentios da geração de Jesus. E essa mesma colheita vai durar até a volta de Cristo. "Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara" (Mateus 9: 36-38).
     Devemos orar incansavelmente ao senhor da seara que mande os ceifeiros, sabendo que a seara realmente esta madura. "A colheita está pronta, está na hora de colher"? Mas, eu te pergunto: Jesus viu um despertamento espiritual em Israel? Estaria havendo um avivamento nas sinagogas? Os sacerdotes estavam se voltando a Deus? Os escribas e fariseus estariam se vendo convencidos de culpa diante de Deus? Que prova havia de que a colheita estava madura?
     Os evangelhos mostram o oposto. Jesus era zombado nas sinagogas; os líderes espirituais do país O rejeitavam, questionando Sua integridade e divindade; uma multidão religiosa tentou lançá-Lo sobre um penhasco. E o próprio Cristo repreendeu as cidades de Israel por não se arrependerem diante de Sua mensagem: "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida, Tiro, Sidom! Ai de ti, Cafarnaum!".
     Já as multidões, estavam confusas em caótico desespero. As escrituras nos dizem, "Quando as viu... estavam aflitas e abatidas, como ovelhas sem pastor". Era uma sociedade cheia de medo, opressão, depressão; as pessoas corriam de um lado para o outro como um rebanho disperso, procurando ajuda em qualquer lugar onde pudessem ir. Ainda assim foi nesse tempo de grande aflição que Cristo declarou, "Os campos estão maduros, e a colheita é farta".
     Essas palavras de Jesus se aplicam há nós? Os campos estão brancos e prontos para serem colhidos? As nações estão se arrependendo? Está havendo um grande mover em nossa sociedade? E a igreja organizada está despertando? Os líderes religiosos estão famintos por avivamento, buscando novamente Cristo? Há um grito por santidade nessa geração?
     Infelizmente temos poucas exceções, a realidade é que nada disso acontecendo hoje! Contudo, não foi nenhuma dessas coisas que tocou Jesus em Seu tempo. Antes, Ele foi tocado pela triste situação que via por todo lado. Para todo lado que olhava, as pessoas estavam batidas pela agonia. Hoje não é diferente?
     Ao olhar sobre Jerusalém, Ele chora. Suas lágrimas foram pela dureza e pela cegueira espiritual que viu lá. Lá estava um povo a caminho do juízo, sem paz, só com temor e depressão. E Ele profetizou em cima desta cena, "A sua casa será assolada".
     É nesse momento que Jesus nos dá um quadro de como seriam os últimos dias. Ora, esse período começa na Sua ascensão, e acaba somente quando Ele volta. Estamos muito perto disso agora. E Jesus o descreve aos discípulos quando Lhe perguntam quais sinais deveriam buscar. Eles queriam saber a situação das coisas ao se aproximarem aqueles que seriam definitivamente os últimos dias.
     Cristo respondeu falando de fomes, terremotos, tribulações, nações divididas. Falsos profetas e falsos cristos enganariam a muitos e levariam multidões a se apostatarem. Os crentes seriam odiados apenas por mencionarem o nome de Cristo. E o amor de muitos esfriaria, com alguns se desviando devido ao ousado crescimento do pecado e da corrupção. "Haverá...angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das cousas que sobreviverão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados" (Lucas 21: 25- 26). Resumindo, O homem terminal terá a sua psique abalada. Jesus está descrevendo aqui o período mais cheio de ansiedade, depressão e pressões de todos os tempos.
     Esta geração está cheia ansiedade e preocupações. Multidões se atemorizam observando desastres em cima de desastres: furacões, terremotos, tsunamis, desmoronamentos. Nações inteiras tremem de medo diante da ameaça do terrorismo. E a síncope cardíaca é o assassino número um no mundo atualmente. Falsas religiões, falsos profetas, falsos cristos estão desviando a muitos. Milhões de pessoas estão se voltando para o Islamismo, e nação após nação sendo infiltrada pelos muçulmanos. Não há como negar que tudo esta sendo terrivelmente abalado.
     Em meio a todas essas tragédias e perplexidade, ouço as palavras de Jesus: "Os campos estão brancos. A colheita é abundante". Em essência Jesus esta dizendo às igrejas: "As pessoas estão prontas para ouvir. Essa é a hora de crer para a colheita. Chegou o momento de você começar a colher".
     Jesus é o Senhor dessa colheita. E se Ele declara que a ceifa está preparada, temos de acreditar. Não importa o quão corrupta esta geração se torne. Não importa o quão poderoso Satanás pareça ter se tornado. O nosso Senhor está nos dizendo: "Pare de se concentrar nas dificuldades ao redor. Pelo contrário, levante os olhos. Chegou a hora de você ver que os campos estão maduros".
     Cristo sabia que em tempos de pressão e calamidades, as pessoas são forçadas a enfrentar a eternidade. Sofrimento, medo e períodos difíceis amadurecem o povo para ouvir e receber o evangelho. Veja o contexto de Suas palavras: "Vendo ele as multidões... porque estavam aflitas... E então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande" (Mateus 9: 36- 37).
     As Escrituras nos dizem a esse respeito! Moisés repreendeu sua geração dizendo, "Deus guiou vocês. Aumentou os seus números. E grandemente os abençoou, lhes dando campos verdejantes, mel, manteiga, leite, ovelhas, óleo, frutas. Mas vocês se enriqueceram e se rebelaram. Vocês subestimaram a Rocha da sua salvação, e A desprezaram". "Mas, engordando-se o meu amado, deu coices; engordou-se... abandonou a Deus, que o fez, desprezou a Rocha da sua salvação" (Deuteronômio 32 :15).
     Israel foi rebaixado após isso. Contudo, na tribulação, eles invocaram o Senhor, e Ele os livrou: "Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações" (Salmo 107: 6). O rei Davi clamou em meio a angustia: "Laços de morte me cercaram, torrentes de impiedade me impuseram terror. Cadeias infernais me cingiram, e tramas de morte me surpreenderam. Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos" (Salmo 18: 4- 6).
     Problemas, angústias e perplexidade sempre geraram gritos de socorro. Esse tem sido o padrão ao longo dos séculos. É em meio às tragédias que o campo ficará maduro, e isso resume a lei da colheita: QUANTO MAIS NEGROS OS DIAS, MAIS BRANCA É A COLHEITA. É por isso que Jesus diz para não temermos, mesmo que os montes caiam no mar. Países que julgamos ser inalcançáveis se tornarão campos brancos para colheita. Em meio a angustia e perplexidade ha muitos cristãos orando para que se levantem os ceifeiros desta geração, pois a ceifa esta próxima.
     Quando Moisés disse ao faraó, "Deixe ir o meu povo", foi porque Deus havia anunciado tempo de colheita. Tinha chegado à hora de Israel se libertar do cativeiro. Mas o faraó respondeu, "Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel" (Êxodo 5:2) O faraó significa o próprio Diabo, ele representa o sistema demoníaco de Satanás, incluindo as falsas religiões e a opressão que prende o povo em cativeiro.
      Antes que Israel pudesse ser liberto, os poderes das trevas teriam de ser abalados. Então Deus atacou o Egito com nove calamidades naturais. Mas essas nove tragédias apenas endureceram o coração do faraó. Finalmente, veio uma calamidade tão devastadora, que todos no Egito, desde o governo até os cidadãos comuns, souberam que não se tratava apenas de a natureza fora de controle. Era Deus falando. O Senhor havia enviado um anjo da morte. E uma noite, o filho mais velho de toda família egípcia morreu. O filho do faraó foi incluído entre eles.
      Bem no dia seguinte, Israel desfilou saindo do Egito. Cá estava a ceifa vinda imediatamente antes do juízo. Séculos depois, quando Jesus anunciou a colheita madura em Jerusalém, Ele sabia que o juízo estava preste a vir. Alguns anos após, o general Tito e seu exército invadiriam a cidade, e 1.200.000 pessoas seriam mortas. Muitos seriam presos a cruzes, e a própria cidade seria queimada. É por isso que Jesus advertiu Sua geração: "Vocês dizem que faltam quatro meses para a ceifa. Mas lhes digo a colheita  tem de começar agora. Vocês precisam estar na vontade de Deus, pois a maior calamidade está às portas. Eu os estou  comissionando para terminarem a Minha obra. O tempo de começar a colheita é hoje".
     Como Jesus descreveu a calamidade que viria? "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais" (Mateus 24: 21). Porém, antes dessa calamidade chegar, haveria à hora da colheita.
     Infelizmente muitas igrejas começaram a se concentrar em novos métodos para produzir conforto e riqueza. Deixando de lado os campos maduros e a colheita maravilhosa. Hoje temos mega- igrejas. Com membros aos milhares ou dezenas de milhares. Algumas construíram dependências lembrando shopping centers, incluindo restaurantes e outras conveniências. A “cidade de Deus”. Igrejas centradas nas necessidades físicas e financeiras oferecendo todo tipo de conveniência e entretenimento. Os cultos foram substituídos por “sessões, reuniões, concentrações de fé”. Estes shopping centers da fé.  Igrejas centradas e números. (Indico o livro do pastor William Chadwick "Stealing Sheep", roubando ovelhas). Resultado? Muita diversão e entretenimento e pouquíssimos ceifeiros! Há uma estatística que essas megas- igrejas não valorizam; um número diminuto de cristãos alguma vez ganhou uma alma para Cristo. Isso atualiza as palavras de Jesus de que "os trabalhadores são poucos".
      Os campos estão brancos prontos para a colheita, onde estão os ceifeiros desta ultima hora? Milhares de crentes estão gastando o tempo e a energia procurando o sucesso do mundo nas coisas materiais. Que influência esses crentes tem no mundo hoje? Como poderiam produzir uma colheita, estando tão presos ao mundanismo? O testemunho de muitos se tornaram nulo. Estão vazios do poder espiritual, vagam de igreja em igreja em busca apenas de milagres e prosperidade, outros estão esta guinados com medo e dúvidas.
       Como as pessoas ao redor desses crentes haveria de querer esse evangelho, vendo elas neste estado de miséria espiritual?  Crentes estressados e sem alegria? Por que iriam crer na mensagem de que "Jesus é suficiente, o meu tudo, o meu sustentador", sempre estão temerosos, preocupados, sem paz. Com isso vêm os questionamentos: "Que diferença produz o teu Cristo? Ele não parece ser um bom médico, se você está sempre desse jeito". O nosso semblante conta tudo. Ouça o que Cristo diz de Sua noiva, em Cantares: "Pomba minha... mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável" (Cantares 2: 14). Cristo está nos dizendo basicamente, "Quero ver o teu sorriso". Essa é a descrição da tua fisionomia? Você sente alegria da salvação em sua vida? Isso tem contagiados outras pessoas?
       Jesus pôs a coisa de maneira simples: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos". Mas, por que há tão poucos trabalhadores? As igrejas agora estão empanturradas de crentes que dizem ser Cristo a razão de suas vidas. Mega- Igrejas com todo tipo de equipamentos para a comodidade de seus ouvintes. Estão gastando muito dinheiro em centros de adoração por todo lado. Shows e mais shows, mas, cadê os ceifeiros da ultima hora?
       A verdade é se não somos capazes de colher almas, se as nossas vidas não refletem o poder transformador do evangelho que pregamos, então já anulamos a nós mesmos como trabalhadores. O nosso caminhar com Cristo deveria oferecer prova ao mundo de que as promessas de Deus são verdadeiras. Como obreiros, somos os instrumentos de ceifa nas mãos do Senhor. Nos dias de Cristo, esse instrumento era uma foice, uma lâmina comprida, curva, e com um cabo longo. Era forjada pelo ferreiro, que a punha no fogo, e a seguir sobre a bigorna onde a golpeava e moldava sua forma. Então todo o processo era repetido várias vezes, até que a lâmina cortante estivesse afiada e dura. O paralelo é claro. Deus está forjando trabalhadores. Ele não está simplesmente golpeando o pecado. E esse processo de forja explica porque os trabalhadores são poucos. As maiorias dos frequentadores de igreja são como os milhares que foram voluntários a ir com Gideão no Velho Testamento. Deus viu o medo em muitos deles, sabendo que não suportariam o fogo, os golpes, a dureza. E dentre os milhares que seguiram Gideão, só trezentos foram escolhidos. O mesmo acontece hoje. Os que são verdadeiramente chamados  à colheita são chamados a suportar o refinamento, o fogo usado para dar a forma, e o martelar contínuo. Mas não são muitos os que conseguem.
     Onde os discípulos começaram o ministério? Segundo essa passagem, Jesus os enviou aos oprimidos, aos pobres, aos dobrados sob o pecado e o cativeiro, sob-hábitos que controlavam suas vidas. Infelizmente muitas igrejas estão sendo transformada em “clube de bacanas”, você paga para ser feliz. Poucos são os que querem ministrar a salvação junto aos mais necessitados, aos mais pobres, às pessoas mais presas ao diabo.
     Eles estão começando a ceifar exatamente onde Jesus iniciou Sua colheita: entre as ovelhas perdidas, entre os cativos, os de coração partido, os prisioneiros, os leprosos, os cegos, os pobres, os que choram os de coração pesado, os oprimidos, os transtornados. Veja as palavras de Paulo: "Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as cousas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as cousas fracas do mundo para envergonhar os fortes; e Deus escolheu as cousas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são... a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus" (I Coríntios 1: 26- 29).
        Há muito trabalho na vinha do Senhor, pois esta requer constante cuidados. Para tanto é necessário que se tenha persistência até ao tempo da colheita (Tiago 5: 7). È tempo de trabalhar. Na parábola da vinha (Mateus 20: 1- 10), o pai de família buscou obreiros para cuidar de sua vinha. Na 1ª, 3ª, 6ª e 9ª hora, o vinhateiro encontrou obreiros que iam das 6 horas da manhã (primeira hora), a 3ª hora (9 horas); a 6ª horas (12 horas), apesar do mormaço do dia, 9ª (15 horas; e, por último, 11ª hora undécima, 17 horas), cumprindo seus deveres de acordo com o combinado. Entretanto, foi somente no crepúsculo do dia, antes que o sol se pusesse no horizonte, que o dono da vinha pôde completar o número de trabalhadores de que precisava.
        Na história da Igreja Cristã, entramos na undêcima hora. É o crepúsculo do último trabalho da Igreja na terra, quando se fará a grande colheita para o Reino de Deus! Todos os que trabalham na vinha do Senhor, da primeira à nona hora, tornara possível este momento. Não podemos, portanto, correr o risco de lamentar o tempo perdido e confessar como Israel: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jeremias 8: 20).  O apóstolo João previa esse tempo, quando nos exortou: “Filhinhos, é já a última hora”. (1 João 2: 18).
        Lembre- se: Não se trabalha na vinha de Deus visando recompensa ou vantagens.  A recompensa não é maior nem menor, porque é direito de todos. Pequenos e grandes, pobres e ricos, todos são tratados de igual modo na vinha do Senhor. Pastor Elias Fortes.